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terça-feira, 16 de agosto de 2011

A deficiência na aprendizagem dos alunos do ensino fundamental.

Para entender a história... ISSN 2179-4111. Ano 2, Volume ago., Série 16/08, 2011, p.01-04.


O ensino brasileiro fundamental é de péssima qualidade e tem contribuído para a má formação de uma parcela da geração futura.
Carrega em seu bojo um formato ultrapassado de ensino aprendizagem, que acarretará em cidadãos mal formados no desempenho de suas funções profissionais.

Os métodos ensinados nas universidades não têm acompanhado o desenvolvimento estudantil atual, pois enquanto novos métodos são criados o alunado carece de pessoas que estejam disponíveis e envolvidas com a educação e não com o sistema educacional dos governantes da atualidade.

Na sala de aula é comum ver alunos buscando incentivos para desenvolver seus conhecimentos e, quando esse fato não é reconhecido, o discente ficar sem perspectiva.
Fenômeno observado em todos os níveis educacionais, embora se detenha no ensino fundamental com mais freqüência.
No entanto, é na educação básica que se verifica o melhor momento para a criação do futuro cidadão.


Outra visão.
Segundo Vesentine (2004), antigamente os alunos deveriam decorar os nomes de rios, planaltos e outros aspectos da paisagem.
Era o ensino mnemônico, ou seja, um ensino que cobrava a memorização dos alunos.
Uma das motivações desse artigo é justamente discutir o papel do professor.
Cabe refletir como este profissional levará o conteúdo e objetivo da aula e de que maneira ocorrerá o seu desenvolvimento para construir um pleno aprendizado para o educando.
É indispensável não retroceder ao ensino mnemônico, com alunos apenas decorando os aspectos geográficos do planeta.
Segundo Carvalho (1925, p.06), em todo e qualquer conteúdo que trata da geografia, o meio em que vive o aluno deve ser escolhido como assunto principal de estudo.
As noções sobre outras regiões devem ser acrescentadas como informações suplementares e comparativas.
Observa-se que o objetivo final é a aprendizagem do educando e quando ele se percebe não atendido nessa perspectiva, resulta em desenvolvimento deficiente e inócuo.
Onde professor e aluno não se sentem estimulados a desenvolverem o aprendizado, com finalidade alcançáveis, haverá um ambiente de indisciplina, cansaço e desestímulo.


Identificando pontos.
Alunos do ensino fundamental de 5ª até 9ª série tem encontrado dificuldade no aprendizado sistematizado no Brasil.
Existe uma necessidade premente de melhor os aspectos educacionais brasileiros como um todo.

A escola, por vezes, descuida das capacidades em potencial, misturando, em uma mesma sala, alunos com predisposições diferentes.
Será por isso inevitável que alguns tenham problemas de aprendizagem (SCOZ, 1994).
Conseqüentemente, as idéias ligadas à educação deveriam ser debatidas e implantadas como um único material para o ano letivo.
Conseqüentemente ter-se-ia o aproveitamento de uma educação simultânea e regular, onde qualquer erro surgido nesse desenvolvimento seria corrigido a tempo através do próprio órgão corregedor.

Segundo Miranda (2000):
“Muitas crianças com deficiência de aprendizagem tem inteligência média ou acima da média; algumas, de fato, são extremamente brilhantes. É esse paradoxo que muitas vezes alerta os médicos da possível presença de uma deficiência de aprendizagem.”.

Constata-se assim que nem sempre a deficiência é uma patologia.

Segundo Weiss (1999):
“A aprendizagem normal dá-se de forma integrada no aluno (aprendente), no seu pensar, sentir, falar e agir. Quando começam a aparecer dissociações de campo e sabe-se que o sujeito não tem danos orgânicos, pode-se pensar que estão se instalando dificuldades na aprendizagem: algo vai mal no pensar, na sua expressão, no agir sobre o mundo”.

Sabendo que o pensar e agir é uma reposta do aprendizado do aluno, pode-se concluir que o objetivo foi alcançado, mesmo quando o sujeito tenha patologia, pois existe, a partir, desse momento a realização do aprendizado.
O que permite a observação, onde se verifica que o aprendizado pode se dar em toda esfera embora de modo temporal distinto.


Modo de ação.
Verifica-se que a teoria da flexibilidade cognitiva é um meio de levar os jovens a desenvolverem seus objetivos educacionais.
Existe a necessidade de colocar o aprendiz em cheque com o que foi ensinado, ao mesmo tempo, fazendo com teste seus conhecimentos a partir da pratica.
Segundo Oliveira (2002), a própria discussão sobre a operacionalização de uma educação inclusiva confere, igualmente, um lugar de destaque à avaliação pedagógica e traz implicações importantes para a ação do professor.
Mais do que conhecer as patologias dos alunos e os limites de seu desenvolvimento, o processo de inclusão enfatiza sua condição de aprendizagem e o nível de competência curricular.
Nota-se que a educação deve ser o meio do cidadão encontrar o direcionamento para sua cidadania.
O que é efetivado com o educador e suas ações, pois o este profissional conhece o educando no seu dia a dia, reconhecendo suas possibilidades e dificuldades de aprendizado.
Dentro dos princípios da teoria citada, coloca-se a possibilidade da construção de um conhecimento interligado.
É necessário dizer ao discente como as disciplinas estão relacionadas e não tentar dissociá-las.


Concluindo.
Diante do exposto, nota-se a necessidade de uma melhor distribuição dos recursos voltados para educação, implicando em discutir como se deve administrá-los.

Já que com os profissionais da área são pouco valorizados, o que torna ainda pior o desempenho do educador e, conseqüentemente, o educacional.

Por mais teorias que existam, o educador não deve jamais ser colocado em segundo plano ou em posição subalterna diante do discente, fato contemporaneamente corriqueiro em diversas instituições.
O ensino ortodoxo pode muito bem se adequar a realidade do tempo presente, fazendo com que a educação encontre seu caminho nesse momento de transição.
Nota­-se ainda que, as diversas pesquisas realizadas nesse campo, direcionem para mudança de atitude do educador em seu ambiente de trabalho, pois atualmente o alunado tem diversas fontes de aprendizado.


Para saber mais sobre o assunto.
CARVALHO, Delgado de. Metodologia do Ensino Geográfico: introdução aos Estudos de Geografia Moderna. Petrópolis: Vozes, 1925.
WEISS, MARIA LÚCIA. A Informática e os Problemas Escolares de Aprendizagem. Rio de Janeiro: DP&A, 1999.
MIRANDA. M. I. Crianças com problemas de aprendizagem na alfabetização contribuição da teoria Piagetiana. Araraquara: JM., 2000.
OLIVEIRA, A.A.S. “Formas de organização escolar: desafios na construção de uma escola inclusiva” In: OMOTE, S. Inclusão: intenção e realidade. Marília: Fundepe, 2004, p.77-112.
SCOZ, B. Psicopedagogia e a realidade escolar o problemas escolar e de aprendizagem. Petrópolis: Vozes, 1994.
SPIRO & COULSON.A teoria da flexibilidade cognitiva: a aquisição de conhecimentos avançados em domínios mal estruturados” In: Proceedings da 10 ª Conferência Anual da Sociedade de Ciência Cognitiva. Hillsdale: Erlbaum, 1988.
VESENTINI, José William (org.). O ensino de Geografia no século XXI. Campinas: Papirus, 2004.


Texto: Prof. Dario Galdino.  
Graduado em Geografia pela UFPE.

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