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Para entender a história... é uma publicação técnico-científica on-line independente brasileira, indexada pelo IBICT, Latindex, CNEN e LivRe; no ar desde sexta-feira 13 de Agosto de 2010.
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terça-feira, 2 de agosto de 2011

O educador prático.

Para entender a história... ISSN 2179-4111. Ano 2, Volume ago., Série 02/08, 2011, p.01-03.



A praticidade é o caminho pelo qual o educador da atualidade deve se guiar, pois o alunado presente é objetivo de suas necessidades e tem mais informação para ajudá-lo na compreensão das disciplinas exigidas do mesmo em sala de aula.
Por isso se faz necessário o dialogo que expõe o docente, seu modo de agir, sua personalidade, um educador que consiga envolver o aluno no seu pensamento intimo não o levando ao enfado.



Diálogo e forma de agir.
O docente pratica o dialoga quando se põe na mesma faixa do aprendiz, reconhecendo que não é infalível e longe disso é uma pessoa eivada de erros e com deficiências, podendo aprender com seus alunos, o aluno que menos souber pode trocar experiência com o docente.

Pois, Segundo GADOTTI (1999: 2), o educador para pôr em prática o diálogo, não deve colocar-se na posição de detentor do saber, deve antes, colocar-se na posição de quem não sabe tudo, reconhecendo que mesmo um analfabeto é portador do conhecimento mais importante: o da vida.

Verifica-se que a forma como o educador expõe sua aula refletirá as características do profissional, sua formação, sua moral, seus objetivos e sua capacidade em lidar com seus educando e essa característica reverbera no conhecimento dos mesmos, assim como na sociedade.
Segundo, ABREU & MASETTO (1990: 115), afirma que “é o modo de agir do professor em sala de aula, mais do que suas características de personalidade que colabora para uma adequada aprendizagem dos alunos; fundamenta-se numa determinada concepção do papel do professor, que por sua vez reflete valores e padrões da sociedade”.


Desafios e sentimentos.
Constata-se que um bom educador consegue entrar no íntimo do seu aluno, fazendo-o amigo e colaborador em sua aula, e terá sua assistência sempre que solicite, embora exista a contradição de alguns não se comportarem dessa maneira e fato esse efeito do uso indiscriminado das novas formas de comunicação e de conflitos intra e interpessoal.

Segundo FREIRE (1996: 96):
“O bom professor é o que consegue, enquanto fala trazer o aluno até a intimidade do movimento do seu pensamento. Sua aula é assim um desafio e não uma cantiga de ninar. Seus alunos cansam, não dormem. Cansam porque acompanham as idas e vindas de seu pensamento, surpreendem suas pausas, suas dúvidas, suas incertezas”.


Observa-se que o educador não deve permitir a seus sentimentos impeçam o seu objetivo final, seu método, sua analogia e suas convicções de educador e contribuinte constante da modelagem da sociedade em toda época da humanidade.
Pois essa atitude influirá determinantemente na formação do discente que teve seu clivo de educador, observando que o aluno deve ser colocado como aprendiz independente de sua autodisciplina em sala de aula o que não deverá influenciar em seu desempenho anual, tendo o mesmo boa ou má disciplina.
Segundo, SIQUEIRA (2005: 01), afirma que os educadores não podem permitir que tais sentimentos interfiram no cumprimento ético de seu dever de professor.
Assim, situações diferenciadas adotadas com um determinado aluno (como melhorar a nota deste, para que ele não fique para recuperação), apenas norteadas pelo fator amizade ou empatia, não deveriam fazer parte das atitudes de um “formador de opiniões”.


Concluindo.
O educador em sala de aula é o compositor da sociedade, embora o meio externos possam interferir de modo singular em sua feitura.
A praticidade faz necessária para construção de uma sociedade mais ética e construtora de benesses sociais construída com o único elemento capaz de fazê-lo o professor.


Para saber mais sobre o assunto.
ABREU, Maria C. & MASETTO, M. T. O professor universitário em aula. São Paulo: Editores Associados, 1990.
GADOTTI, Moacir. Perspectivas atuais da educação. Porto Alegre: Artes
Médicas, 1999.
FREIRE, P. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
SIQUEIRA, Denise de Cássia Trevisan. Relação professor-aluno: uma revisão crítica. Disponível em: conteudoescola. Acesso em 17 de julho de 2011.


Texto: Prof. Dario Mandu Galdino.
Graduado em Geografia pela UFPE.
Professor em três colégios particulares em Recife PE.

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