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Para entender a história... é uma publicação técnico-científica on-line independente brasileira, indexada pelo IBICT, Latindex, CNEN e LivRe; no ar desde sexta-feira 13 de Agosto de 2010.
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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

A formação do planeta terra e características geográficas gerais: o homem na imensidão do universo.

Para entender a história... ISSN 2179-4111. Ano 2, Volume ago., Série 22/08, 2011, p.01-06.


O homem moderno surgiu no planeta Terra há cerca de apenas 200.000 anos, enquanto seu ancestral mais próximo apareceu há 400.000 anos.
Quase nada quando comparado com a história da formação do planeta terra e menos ainda em relação ao surgimento do sistema solar ou do universo conhecido.
Refletir sobre estas questões nos mostra o quanto somos pequenos diante de tudo que existe.
Porém, continuamos a destruir a natureza e tratar nosso próximo com desdém.
A solução é olhar para fora de nós mesmos e quem sabe, assim, voltar a olhar para dentro, fazendo uma reflexão mais aprofundada para mudar o mundo a partir do “eu”.


A formação do sistema solar.
Segundo a teoria mais aceita, o universo surgiu através do “Big Bang”, por volta de 13 bilhões de anos atrás.


Quando uma massa em estado extremamente denso e quente, o chamado “átomo primordial”, começou a se expandir, afastando os objetos continuamente, movimento que persiste até hoje.


Um conceito que cria um paradoxo, pois se o universo se expande no tempo e espaço, porque antes era imutável.

O que então teria criado um desequilíbrio em meio a uma massa estática?
Para responder esta questão, uma teoria mais recente diz que o universo nunca foi estático, sempre esteve em expansão.
Acontece que passa a impressão de ter sido imutável devido à limitação do que os telescópios permitem observar.
Neste sentido, haveria universos paralelos, com múltiplas realidades.
Outra teoria diz que antes o universo era vasto e foi encolhendo até se tornar o átomo primordial, agora está se expandindo e um dia voltara a diminuir até chegar novamente a uma massa densa e quente.


O sistema solar.
Segundo medições recentes, o sistema solar começou a se formar há 5 bilhões de anos.
No entanto, durante a maior parte da história da humanidade, o sol, na verdade uma estrela dentre 750 bilhões presentes apenas na Galáxia da Via Láctea, não considerado o centro do sistema de astros que inclui o planeta Terra.
A observação a olho nu dá a impressão que todos os astros giram em torno da Terra.
Uma impressão confirmada teoricamente pelo filosofo, matemático e astrônomo grego Claudius Ptolomeu, no século II d.C., através da teoria do universo geocêntrico, também chamado geocentrismo.
Embora o filósofo e astrônomo grego Aristarco de Samos, no século III a.C., tivesse proposta a teoria do sol como centro, com a Terra efetuando movimentos de translação ao redor da estrela e de rotação em seu próprio eixo, no sentido anti-horário.
Na realidade, o geocentrismo acabou atendendo os interesses teológicos do cristianismo, ratificando que o homem era o centro da criação divina e que, portanto, sua morada, o planeta terra, seria o centro do universo.
Assim, negar o geocentrismo, por séculos, passou a significar questionar a existência de Deus, já que iria contra as palavras da Bíblia.
Somente nos século XVI o geocentrismo seria colocado em duvida pela teria heliocêntrica de Nicolau Copérnico, prussiano de nascimento, mas criado na Polônia e Itália.
Segundo o heliocentrismo, o sol seria o centro de um sistema de astros, dentre inúmeros outros sistemas estelares.
Uma teoria que na época foi aceita como possibilidade por grande parte do clero, mas que foi desacreditada pelos homens de ciência, já que Copérnico não tinha provas matemáticas ou astronômicas além de suas observações a olho nu.
No século XVII, foi Galileu Galilei que provou a teoria heliocêntrica, através de cálculos e do uso do telescópio.
Porém, ele foi processado pela Inquisição e forçado a negar suas teorias para escapar da fogueira.
Segundo consta, ao negar o heliocentrismo, teria pronunciado: “nego, contudo a terra se move”.
O heliocentrismo só foi aceito após os estudos de Johannes Kepler no século XVII e Isaac Newton no século XVIII.
Seja como for, o sistema solar é composto tradicionalmente por nove planetas (1.Mercúrio, 2.Vênus, 3.Terra, 4. Marte, 5.Júpiter, 6.Saturno, 7.Urano, 8. Neptuno e 9. Plutão).
Isto porque em 2005 foi descoberto um décimo planeta, Eris, gravitando apara além do que antes seria considerado como pertencendo ao sistema solar, considerado um planeta anão.
Além disto, em 2006 foi descoberto mais um planeta anão entre Plutão e Éris, nomeado como Ceres, localizado em um cinturão de asteróides e, por isto, antes não localizado.
Ainda em 2006, mais um planeta anão foi descoberto entre Plutão e Ceres, chamado Makemake.
E em 2008 um novo planeta não foi reconhecido como tal, apesar de ter sido descoberto em 2004, trata-se de Haumea, que fica entre Plutão e Makemake.
Assim, atualmente, o sistema solar teria treze planetas e suspeitasse da possibilidade da existência de um décimo quarto planeta, no caso em orbita vertical ao sol, descoberto em 2011.


A formação do planeta Terra.
Estima-se que o planeta Terra tenha se formado há cerca de 4 bilhões de anos, propiciando um ambiente que originou vida na forma de moléculas auto-replicadoras há cerca de 1 bilhão de anos.








Estas ultimas, depois, transformadas em organismos multicelulares e formas de vida mais complexas como plantas e animais na chamada expansão Cambriana há 530 milhões de anos.
Acompanhando a evolução do planeta e da vida, existem teorias que defendem a hipótese de que a Terra teria passado por cinco extinções em massa, a ultima ocorrida há 65 milhões de anos, responsável pela extinção dos dinossauros devido ao impacto de um asteróide.
O único satélite natural da Terra, a lua, segundo algumas hipóteses teria evitado outras extinções, funcionando como um escudo contra o impacto de corpos celestes.
Alias, segundo a teoria mais aceita, a lua foi formada quando um objeto do tamanho de Marte se chocou com a Terra.
Segundo esta hipótese, parte deste objeto teria se fundido com a terra e parte se desprendido, formando a lua, situada a cerca de 384 mil km de distância da terra, com 1/4 de seu tamanho e 1/6  de sua gravidade.
A origem do termo Terra vem a partir dos gregos na antiguidade.
Dominando a astronomia, identificaram os planetas então observáveis com deuses, tal como Hades ou Hermes.
O nosso planeta representava para eles Gaia, deusa da fertilidade, nome transformado em terra pelos romanos, termo que em latim tinha o mesmo significado atual de solo.
Os romanos foram os primeiros a registrar o termo planeta terra em textos que versavam sobre astronomia, fazendo referencia aos habitantes do planeta Terra.
Herdeiros da cultura grega, eles também renomearam os outros planetas, latinizando os nomes em grego dos deuses, tal como Vênus e Marte.
De qualquer forma, é interessante ressaltar que o planeta Terra é o terceiro mais próximo do sol e o quinto maior, com uma área de 510 milhões de kilometros quadrados temperatura que varia de -89 graus Celsius até 57 graus positivos.
A maior parte do planeta é composta por água, 70%, dividida e cinco oceanos (Pacifico, Atlântico, Índico, Glacial Ártico e Glacial Antártico).
A parte terrestre é dividida em quatro continentes físicos (Antártida, América, Austrália e Eurafrásia – União da Europa, África e Ásia); e seis continentes políticos (América, África, Ásia, Europa, Oceania e Antártida).
No inicio da formação do planeta estes continentes estariam unidos em uma única massa de terra, chamada Pangeia (do grego pan = inteiro + gea que vem de gaia), cercada por um único oceano, nomeado Pantalassa (do grego pan + talasso = mar).
Uma teoria desenvolvida, no inicio do século XX, pelo meteorologista alemão Afred Wegener, embora somente confirmada dez anos após sua morte, em 1940.
Esta massa teria começado a se afastar há cerca de 200 milhões de anos, devido ao efeito das placas tectônicas, blocos da superfície da crosta terrestre (atualmente são conhecidos 52), que se movimentam conforme a pressão interna do planeta, causando terremotos e erupções vulcânicas.
Alias, a liberação de vapor de água pelos vulcões foi responsável pela formação da atmosfera terrestre.
A primeira atmosfera era composta, principalmente, por hélio e hidrogênio, quando o calor provinha da crosta em forma de plasma.
Há 3 bilhões de anos a superfície do planeta esfriou, formando uma crosta endurecida repleta de vulcões que liberaram vapor de água, dióxio de carbono e amoníaco.
Este ambiente criou a segunda atmosfera, composta, sobretudo, por dióxio de carbono, vapor de água, amônia, metano e óxidos de enxofre.
Este componentes geraram um efeito estufa que impediu a Terra de esfriar durante 2 bilhões de anos.
Posteriormente, o vapor de água condensou formando chuvas que compuseram os oceanos, dissolvendo o dióxio de carbono, transformado em combustíveis fósseis e rochas sedimentares.
Foi somente então que surgiu a terceira atmosfera, a atual, composta, principalmente, por nitrogênio e oxigênio.
Quando a existência de vida na Terra se tornou finalmente possível, propiciando o aparecimento de animais e vegetais, inicialmente nos mares e depois na porção terrestre.


Concluindo.
Uma observação rápida de características gerais acerca da formação do universo e do planeta Terra, mesmo que básica e condensada, mostra como o equilíbrio da vida é precário.
Sendo assim, será que os seres humanos sobreviveram à evolução natural de nosso planeta e do universo?
Portanto, diante de nossa pequenez, não seria o caso de revermos nossas atitudes e a forma como lidamos com o outro?
Questões que precisam ser respondidas se quisermos fazer a diferença em nossa breve passagem por este mundo.


Para saber mais sobre o assunto.
CARLOS, A. F. A. A geografia na sala de aula. São Paulo: Contexto, 2010.
CLAVAL, P. Terra dos homens: geografia. São Paulo: Contexto, 2010.
MORAES, P. R. Geografia geral e do Brasil. São Paulo: Harbra, 2011.
OLIVEIRA, A. U. & PONTUSCHKA, N. N. (orgs.). Geografia em prespectiva. São Paulo: Contexto, 2010.


Texto: Prof. Dr. Fábio Pestana Ramos.
Doutor em História Social pela FFLCH/USP.
Bacharel e Licenciado em Filosofia pela USP.

7 comentários:

  1. Não querendo entrar em uma questão teológica, mas acredito que há um propósito para a humanidade. E perdemos muito tempo tentando aglomerar riquezas que já nos pertence. Com isso nos afastamos do propósito real humano, que acredito ser a ligação metafísica entre nós mesmos, pra compreender o universo e nossa função dentro dele.
    É maravilhoso e ao mesmo tempo espantoso, olhar além das estrelas e ver a imensidão do universo visível. Subtrair o que entendemos, e perceber que somos uma poeira cósmica em meio a uma vastidão de corpos celestiais. Há quem acredita sermos os únicos seres vivos nesta vastidão infinita. Creio eu, que tudo que se move está vivo. E não posso acreditar que em um cosmos de possibilidades infinitas, possamos ser os únicos seres inteligentes! Pelo contrário, temos muito o que aprender ainda! O caminho é árduo, difícil e longo! Temos que nos unir pra entender nossa função neste ciclo psicodélico e encontrar a possibilidade de sobreviver em um futuro distante!

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    1. Acredito que Deus é o criador do Universo e de tudo o que há nele, mas esse site só está querendo mostrar qual é a teoria aceita pelos cientistas não o temos que acreditar.

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    2. Caro irmão, você está certíssimo quando afirma que em um cosmo tão imenso é inconcebível a compreensão da mente humana, puramente materialista, possa julgar que Deus criou o universo somente para os terrestres. Disse o maior sábio das galáxias: "HÁ MUITAS MORADAS NA CASA DE MEU PAI, SE ASSIM NÃO FORA EU VOS TERIA DITO"...mas ninguém acreditou, sabe porque? Porque só pensamos na vida material física em forma de corpo humano e animal. Porque não pensar nos seres invisíveis que os espíritas sabiamente chamam de ESPIRITOS, ou seja, porque não acreditar que em todos esses planetas espalhados pelo universo não contenham a VIDA ESPIRITUAL?
      O profeta Kurumim.






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  2. A ciência não nega o conceito de DEUS, apenas busca compreender a dinâmica da natureza com suas leis, e tentar compreender onde termina a ação do acaso e principia a lógica ordenada. Isso traria uma melhor compreensão de DEUS do que misticismos utópicos.

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  3. DEUS! único criador do universo. No princípio criou Deus os céus e a terra (Gênesis 1:1). E o fez pelo poder de sua palavra.

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  4. No livro A CAMINHO DA LUZ ditado por EMMANUEL e psicografado por FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER vamos encontrar as definições da criação do planeta e o começo da vidana terra. Quando a ciência dos homens se unir as ciências espiritualidade Humanidade dará um salto na sua evolução. Temos também O livro EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS de ANDRÉ LUIZ PSICOGRAFIA também de XICO XAVIER.

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  5. ola meu amigo, gostaria de saber o que reuniu a materia solta no espaço pra formar o planeta terra, pois nao encontrei ainda esta resposta.

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Forte abraço.
Prof. Dr. Fábio Pestana Ramos.

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