Publicação brasileira técnico-científica on-line independente, no ar desde sexta-feira 13 de Agosto de 2010.
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Periodicidade: Semestral (edições em julho e dezembro) a partir do inicio do ano de 2013.
Mensal entre 13 de agosto de 2010 e 31 de dezembro de 2012.

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terça-feira, 16 de agosto de 2011

A deficiência na aprendizagem dos alunos do ensino fundamental.

Para entender a história... ISSN 2179-4111. Ano 2, Volume ago., Série 16/08, 2011, p.01-04.


O ensino brasileiro fundamental é de péssima qualidade e tem contribuído para a má formação de uma parcela da geração futura.
Carrega em seu bojo um formato ultrapassado de ensino aprendizagem, que acarretará em cidadãos mal formados no desempenho de suas funções profissionais.

Os métodos ensinados nas universidades não têm acompanhado o desenvolvimento estudantil atual, pois enquanto novos métodos são criados o alunado carece de pessoas que estejam disponíveis e envolvidas com a educação e não com o sistema educacional dos governantes da atualidade.

Na sala de aula é comum ver alunos buscando incentivos para desenvolver seus conhecimentos e, quando esse fato não é reconhecido, o discente ficar sem perspectiva.
Fenômeno observado em todos os níveis educacionais, embora se detenha no ensino fundamental com mais freqüência.
No entanto, é na educação básica que se verifica o melhor momento para a criação do futuro cidadão.


Outra visão.
Segundo Vesentine (2004), antigamente os alunos deveriam decorar os nomes de rios, planaltos e outros aspectos da paisagem.
Era o ensino mnemônico, ou seja, um ensino que cobrava a memorização dos alunos.
Uma das motivações desse artigo é justamente discutir o papel do professor.
Cabe refletir como este profissional levará o conteúdo e objetivo da aula e de que maneira ocorrerá o seu desenvolvimento para construir um pleno aprendizado para o educando.
É indispensável não retroceder ao ensino mnemônico, com alunos apenas decorando os aspectos geográficos do planeta.
Segundo Carvalho (1925, p.06), em todo e qualquer conteúdo que trata da geografia, o meio em que vive o aluno deve ser escolhido como assunto principal de estudo.
As noções sobre outras regiões devem ser acrescentadas como informações suplementares e comparativas.
Observa-se que o objetivo final é a aprendizagem do educando e quando ele se percebe não atendido nessa perspectiva, resulta em desenvolvimento deficiente e inócuo.
Onde professor e aluno não se sentem estimulados a desenvolverem o aprendizado, com finalidade alcançáveis, haverá um ambiente de indisciplina, cansaço e desestímulo.


Identificando pontos.
Alunos do ensino fundamental de 5ª até 9ª série tem encontrado dificuldade no aprendizado sistematizado no Brasil.
Existe uma necessidade premente de melhor os aspectos educacionais brasileiros como um todo.

A escola, por vezes, descuida das capacidades em potencial, misturando, em uma mesma sala, alunos com predisposições diferentes.
Será por isso inevitável que alguns tenham problemas de aprendizagem (SCOZ, 1994).
Conseqüentemente, as idéias ligadas à educação deveriam ser debatidas e implantadas como um único material para o ano letivo.
Conseqüentemente ter-se-ia o aproveitamento de uma educação simultânea e regular, onde qualquer erro surgido nesse desenvolvimento seria corrigido a tempo através do próprio órgão corregedor.

Segundo Miranda (2000):
“Muitas crianças com deficiência de aprendizagem tem inteligência média ou acima da média; algumas, de fato, são extremamente brilhantes. É esse paradoxo que muitas vezes alerta os médicos da possível presença de uma deficiência de aprendizagem.”.

Constata-se assim que nem sempre a deficiência é uma patologia.

Segundo Weiss (1999):
“A aprendizagem normal dá-se de forma integrada no aluno (aprendente), no seu pensar, sentir, falar e agir. Quando começam a aparecer dissociações de campo e sabe-se que o sujeito não tem danos orgânicos, pode-se pensar que estão se instalando dificuldades na aprendizagem: algo vai mal no pensar, na sua expressão, no agir sobre o mundo”.

Sabendo que o pensar e agir é uma reposta do aprendizado do aluno, pode-se concluir que o objetivo foi alcançado, mesmo quando o sujeito tenha patologia, pois existe, a partir, desse momento a realização do aprendizado.
O que permite a observação, onde se verifica que o aprendizado pode se dar em toda esfera embora de modo temporal distinto.


Modo de ação.
Verifica-se que a teoria da flexibilidade cognitiva é um meio de levar os jovens a desenvolverem seus objetivos educacionais.
Existe a necessidade de colocar o aprendiz em cheque com o que foi ensinado, ao mesmo tempo, fazendo com teste seus conhecimentos a partir da pratica.
Segundo Oliveira (2002), a própria discussão sobre a operacionalização de uma educação inclusiva confere, igualmente, um lugar de destaque à avaliação pedagógica e traz implicações importantes para a ação do professor.
Mais do que conhecer as patologias dos alunos e os limites de seu desenvolvimento, o processo de inclusão enfatiza sua condição de aprendizagem e o nível de competência curricular.
Nota-se que a educação deve ser o meio do cidadão encontrar o direcionamento para sua cidadania.
O que é efetivado com o educador e suas ações, pois o este profissional conhece o educando no seu dia a dia, reconhecendo suas possibilidades e dificuldades de aprendizado.
Dentro dos princípios da teoria citada, coloca-se a possibilidade da construção de um conhecimento interligado.
É necessário dizer ao discente como as disciplinas estão relacionadas e não tentar dissociá-las.


Concluindo.
Diante do exposto, nota-se a necessidade de uma melhor distribuição dos recursos voltados para educação, implicando em discutir como se deve administrá-los.

Já que com os profissionais da área são pouco valorizados, o que torna ainda pior o desempenho do educador e, conseqüentemente, o educacional.

Por mais teorias que existam, o educador não deve jamais ser colocado em segundo plano ou em posição subalterna diante do discente, fato contemporaneamente corriqueiro em diversas instituições.
O ensino ortodoxo pode muito bem se adequar a realidade do tempo presente, fazendo com que a educação encontre seu caminho nesse momento de transição.
Nota­-se ainda que, as diversas pesquisas realizadas nesse campo, direcionem para mudança de atitude do educador em seu ambiente de trabalho, pois atualmente o alunado tem diversas fontes de aprendizado.


Para saber mais sobre o assunto.
CARVALHO, Delgado de. Metodologia do Ensino Geográfico: introdução aos Estudos de Geografia Moderna. Petrópolis: Vozes, 1925.
WEISS, MARIA LÚCIA. A Informática e os Problemas Escolares de Aprendizagem. Rio de Janeiro: DP&A, 1999.
MIRANDA. M. I. Crianças com problemas de aprendizagem na alfabetização contribuição da teoria Piagetiana. Araraquara: JM., 2000.
OLIVEIRA, A.A.S. “Formas de organização escolar: desafios na construção de uma escola inclusiva” In: OMOTE, S. Inclusão: intenção e realidade. Marília: Fundepe, 2004, p.77-112.
SCOZ, B. Psicopedagogia e a realidade escolar o problemas escolar e de aprendizagem. Petrópolis: Vozes, 1994.
SPIRO & COULSON. “A teoria da flexibilidade cognitiva: a aquisição de conhecimentos avançados em domínios mal estruturados” In: Proceedings da 10 ª Conferência Anual da Sociedade de Ciência Cognitiva. Hillsdale: Erlbaum, 1988.
VESENTINI, José William (org.). O ensino de Geografia no século XXI. Campinas: Papirus, 2004.


Texto: Prof. Dario Galdino.  
Graduado em Geografia pela UFPE.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

História e Geografia e sua importância em sala de aula: reflexões sobre o estudo das Ciências Humanas na educação básica.

Para entender a história... ISSN 2179-4111. Ano 2, Volume ago., Série 15/08, 2011, p.01-07.


História e geografia estão intimamente relacionadas, uma área é diretamente dependente da outra, não por acaso uma é considerada ciência auxiliar da outra.
É interessante lembrar que ambas pertenciam à filosofia até o século XVIII.

Foi dentro do contexto da Revolução Francesa que, os iluministas, ao criarem a enciclopédia, iniciaram a subdivisão do conhecimento; depois, no inicio do século XX, levada ao extremo pelo fordismo.

No entanto, apesar de diversos setores da geografia constituírem pura história e de, inversamente, pressupostos teóricos e metodológicos da história dependerem da geografia; o trabalho do historiador e do geógrafo possui distinções marcantes.
Entretanto, em sala de aula, principalmente na educação básica, história e geografia deveriam ser abordadas de forma mais integrada, visando propiciar de fato a formação da cidadania, fortemente apregoada pela LDB.
Alias, no âmbito das Ciências Humanas, não só a história e a geografia deveriam fazer parte da formação do educando no ensino infantil e fundamental, mas também a filosofia e a sociologia.
Estas duas ultimas, embora pertençam apenas aos currículos do ensino médio, na realidade podem e devem estar inseridas nos conteúdos de história e geografia na educação básica, inclusive porque são ciências auxiliares destas áreas.


O que é história?
A história é a ciência que estuda o passado, analisando as transformações para tentar entender o presente.
Neste sentido, ao resgatar o passado, permite conferir sentindo para o presente, ajudando a transformar a realidade a partir de sua compreensão, guiando rumo ao futuro.
Para Sócrates, na realidade Platão falando através do personagem, a história seria pura memória circunscrita ao fato de conhecer.
Enquanto Aristóteles afirmou que a história seria uma coletânea de fatos que guardam a memória.
Conceitos ultrapassados, pois atualmente a história trabalha com a memória, mas vai muito além, envolve a interpretação dos fatos, problematizações e até ideologias.
Seja como for, a palavra “história” tem origem grega, significando investigação ou informação, tendo surgido no século VI a.C.
Foi utilizada neste sentido pela primeira vez por Heródoto de Halicarnasso, considerado o pai da história.
Ele escreveu sobre as guerras entre gregos e persas, tentando entender como os últimos haviam conseguido criar um Império, entrevistando contemporâneos dos fatos e buscando relatos como fontes para reconstruir os acontecimentos.
Afirma-se que Heródoto é o pai da história porque a partir dele começou a mudar a lógica de pensamento humano, antes as explicações para o presente tinham origem nos mitos.
Os mitos forneciam explicações divinas para aquilo que o homem primitivo não conseguia explicar através da razão.
Mesmo depois de Heródoto, entre os romanos, por exemplo, mitologias divinizavam a fundação da cidade de Roma, através da clássica estória de Rômulo e Remo sendo criados por uma loba.
Na realidade, a História de Heródoto é um marco de um longo processo de consolidação da racionalidade.
O qual se iniciou antes dele, com o surgimento da filosofia no século VII a.C., questionando os mitos e as opiniões de senso comum.
Um processo que se estendeu até século XX, passando por fases transformadoras.
É por isto que história e filosofia se confundiram até o século XVIII.
Ambas tinham o mesmo objetivo: entender a realidade através da observação do presente e do passado.
Cabe lembrar que, até o século XVIII, as várias áreas do conhecimento humano pertenciam à filosofia e não só as Ciências Humanas, a qual englobava também matemática, biologia e psicologia, embora não assim nomeadas.
 A história, como a geografia, era só mais uma das faces da filosofia, já que o conhecimento estava dividido em quatro grandes áreas: Teologia, Direito, Medicina e Filosofia.
Somente a partir do iluminismo é que a história apareceu como ciência autônoma.
O iluminismo pretendia iluminar o mundo com o conhecimento, ilustrando e trazendo luzes a ignorância.
O que revolucionou o conhecimento a partir da sistematização do saber através da enciclopédia, a subdivisão do conhecimento.
Assim, a história enquanto ciência surgiu a partir da especialização do conhecimento, no século XVIII, bem como depois de se embasamento metodológico no século XIX e XX.
Passando pelo cientificismo positivista, a escola metódica alemã, a escola de Annales, a tendência marxista, a nova história, a história das mentalidades, a história cultural, a micro-história e a história regional, entre outras tendências.
Esta especialização fez com que a história passasse a se ocupar do estudo dos fatos históricos, acontecimentos relevantes para o entendimento das questões do presente.
Fatos que provocam rupturas ou que contribuem para continuidades.
A análise e interpretação da história, o entendimento dos processos de transformação e continuidades, além de utilizado para entender o presente, passou a servir ao fomento de novas mudanças, ou ainda, inversamente, para impedir qualquer mudança.
Dependendo dos interesses dos grupos dominantes, resgatar o passado pode servir para criar um modelo que busque retrocessos, a adoção de valores antigos.
Em contraponto, o resgate do passado pode servir também a formação de uma nova identidade, manipulando as massas segundo os interesses de determinados grupos.
Em outro sentido, a história pode ainda fornecer probabilidades sobre o que esperar do futuro, embora não seja possível prever com exatidão o que irá acontecer.


O que é geografia?
A geografia é a ciência que estuda a relação entre a terra e seus habitantes, analisando tanto características físicas como humanas.
Portanto, ao estudar os aspectos físicos, observa a superfície do planeta, a distribuição espacial dos fenômenos da paisagem e a dinâmica de interação com a atmosfera e o universo.
No que tange aos aspectos humanos, estuda a integração e relação estabelecida entre os homens (políticas sociais, culturais e ideológicas) e entre estes e seu meio ambiente.
Como se pode observar, principalmente, no que diz respeito à geografia humana, a relação da área com a história é óbvia, muitas vezes se confundindo.
Destarte, os primórdios da geografia, como no caso da história, remontam a antiguidade.
A palavra geografia surgiu no século III. a.C., criada pelo filosofo Erastótenes, um estudioso que se dedicou também a astronomia, física e matemática.
Etimologicamente, a partir do grego, geografia (geo + grafia) significa estudo ou descrição da terra.
No entanto, alguns autores defendem a idéia que, antes ainda da palavra ser criada, a geografia remonta aos primórdios da humanidade.
Quando os primeiros humanos precisaram observar o terreno para preparar a defesa contra grupos rivais e ampliar o sucesso nas tentativas de caça e, posteriormente, cultivo das terras.
Porém, pensada racionalmente, a geografia surgiu no século VII a.C. com a filosofia, sendo objeto de reflexão de Tales de Mileto, Ptolomeu e do próprio Heródoto.
Na antiguidade, devido às exigências requeridas pelas guerras e comércio, a geografia criou uma de suas subáreas: a cartografia (chartis = mapa + grapheim = escrita).
Palavra que a partir do grego simboliza o estudo e utilização dos mapas.
Foram os romanos que aprimoraram inicialmente os mapas para controlar seu vasto Império, o que depois foi complementado pelos árabes, italianos e português devido às necessidades comerciais e navais.
 Na Idade Média, quando muitos conhecimentos acumulados na antiguidade foram trancados nos mosteiros e bibliotecas de circulação restrita, os conhecimentos geográficos foram preservados pelos árabes.
Depois, dentro do contexto da intermediação de especiarias pelas cidades italianas de Genova, Veneza e Florença; estes conhecimentos retornaram a Europa e estiveram relacionados com o aprimoramento da navegação no Mediterrâneo e, posteriormente, no Atlântico.
A geografia foi introduzida como disciplina nas primeiras Universidades, mas não era considerada uma área autônoma, estando inserida na filosofia.
A exemplo da história, a geografia só começou a ser reconhecida como ciência no século XVIII, com a Revolução Francesa e o Iluminismo.
Entretanto, seu reconhecimento completo, como conhecimento cientifico, precisou aguardar o século XIX e XX.
Foi quando passou por quatro fases inteiramente relacionadas com a geografia humana e a história.
No século XIX, influenciado pelo materialismo histórico de Hegel e pelo marxismo, surgiu o determinismo geográfico.
Concepção segundo a qual o meio ambiente determina a fisiologia e psicologia humana.
Teoria que serviu de justificativa para o domínio neocolonial europeu sobre a África e Ásia, além do nazismo.
Na segunda metade do século XIX, surgiu a geografia regional, o estudo integrado de elementos humanos e naturais para tentar entender as características de determinada região e sua integração com o resto do mundo.
Na metade do século XX aconteceu à chamada Revolução Quantitativa, quando pressupostos matemáticos, estatísticos e econômicos foram agregados a geografia para tentar entender a formação do panorama político.
Na década de 1970 apareceu na Europa a geografia radical, também chamada critica por afirmar que os métodos estatísticos não trazem contribuição para a compreensão da sociedade por mitificarem a realidade.
Segundo esta tendência seria papel da geografia repensar questões sociais como o desenvolvimento do sistema capitalista, a globalização, a disparidade entre ricos e pobres e questões relacionadas ao meio ambiente.
O que novamente fez história e geografia se aproximarem e, na opinião de alguns teóricos, perderem seu sentido e identidade como disciplinas autônomas.
No entanto, ao invés de representar o fim da história e da geografia, a tendência pode resgatar o sentido original do conhecimento humanista, significando maior integração entre as áreas.
Integração que, no caso da geografia, sempre foi estreita também com a geologia e a botânica, trazendo a partir deste conceito a sociologia e a filosofia para dentro da área.


O trabalho do historiador.
O historiador dedica-se a desvendar a realidade histórica, a conhecer o passado através da investigação, buscando indícios, provas e testemunhos para abordar problemáticas, relacionando fatos para encontrar as razões de continuidades e rupturas no presente.
Embora o professor de história possa ser também um historiador e vice-versa, exercem funções distintas.

Enquanto o professor de história transmite o conhecimento acumulado, discutindo fatos previamente selecionados pelos historiadores; estes últimos são responsáveis pela construção das narrativas históricas.

Neste sentido, apesar da tentativa de imparcialidade, o trabalho do historiador é fabricar a historia.
É verdade que o historiador precisa fundamentar sua narrativa do passado através de pesquisa, carecendo de fontes que confirmem suas hipóteses; porém, enquanto sujeito histórico, não está isento de concepções políticas e ideológicas que interferem na seleção de fatos e na sua interpretação.
Diante de uma imensidão de dados, o historiador termina ignorando alguns, enfatizando outros, compondo uma visão do passado dentre inúmeras outras possíveis.
O que constrói os fatos que serão incorporados aos livros didáticos.
Por isto, passa ser função do professor realizar uma critica dos conteúdos, ao mesmo tempo em que transmite o saber acumulado pela humanidade.
É função da escola formar não só sujeitos que conhecem e dominam conteúdos, como também indivíduos críticos, capazes de questionar e ajudar a reformular o conhecimento.


O trabalho do geógrafo.
O geógrafo é o responsável pelo estudo da interação entre o homem e a natureza, fazendo parte de sua área de abrangência uma ampla gama de subáreas e possibilidades.
Este profissional pode se dedicar, por exemplo, a elaboração de mapas, trabalhando com cartografia, ou realizar analises do impacto ambiental da interferência humana sobre a natureza, lidando com a ecologia.
Pode ainda interpretar questões de natureza política, econômica e cultural para ajudar no entendimento e mapeamento das relações estabelecidas entre regiões e/ou com o meio ambiente.
Portanto, o geógrafo possui um amplo mercado de trabalho fora da sala de aula, podendo atuar em agencias publicas e privadas, em instituições de planejamento e gestão ambiental e territorial, além de empresas de engenharia, levantando dados essenciais para construção civil.
Exatamente por esta razão, este profissional, quando bacharel, possui o direito de registro no CREA (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia), subordinado ao Conselho Federal.
O que, muitas vezes, faz a maioria dos geógrafos optarem por não lecionar, deixando as escolas desfalcadas, ao passo que professores de história terminam preenchendo esta brecha.


Concluindo.
Pensando na história e na geografia, no âmbito das Ciências Humanas, voltados para o ensino infantil e fundamental, este conhecimento se torna essencial na formação de indivíduos críticos, contribuindo com a construção da cidadania.
História e geografia, abordados de forma integrada, até mesmo devido a sua proximidade e aos temas transversais que atravessam as duas áreas, devem ajudar a se situar no mundo.
Ajudam as pessoas a entenderem a si mesmas e o mundo em que vivem, criando consciência da necessidade de uma participação mais ativa na sociedade e na caminhada rumo a um futuro melhor.
Entretanto, para que isto aconteça, cabe ao professor abordar conteúdos de forma mais dinâmica, estimulando questionamentos ao invés de fornecer respostas prontas.


Para saber mais sobre o assunto.
KARNAK, L. (org.). História na sala de aula. São Paulo: Contexto, 2008.
PINSKY, C. B. (org.). Novos temas nas aulas de história. São Paulo: Contexto, 2009.
CARLOS, A. F. A. A geografia na sala de aula. São Paulo: Contexto, 2010.


Texto: Prof. Dr. Fábio Pestana Ramos.
Doutor em História Social pela FFLCH/USP.
Bacharel e Licenciado em Filosofia pela USP.