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Periodicidade: Semestral (edições em julho e dezembro) a partir do inicio do ano de 2013.
Mensal entre 13 de agosto de 2010 e 31 de dezembro de 2012.

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domingo, 1 de julho de 2012

A importância das Ciências Humanas na formação profissional.


 
Para entender a história... ISSN 2179-4111. Ano 3, Vol. jul., Série 01/07, 2012, p.01-08.

A rigor, as Ciências Humanas envolvem uma ampla gama de conhecimentos, aparentemente distanciados, tal como economia, administração de empresas, contabilidade, direito, geografia, psicologia, pedagogia, linguística, política, arqueologia, etc.

 
No entanto, a matriz básica que originou todas as outras subdivisões é constituída pela filosofia, história, sociologia e antropologia.
 
Ao passo que a primeira é mãe de todas as ciências não só humanas, mas também exatas e inerentes às biológicas ou saúde.
 
A história é quase tão antiga quanto à filosofia, embora seu referencial teórico vigente seja relativamente recente, remontando ao século XVIII e, principalmente, XIX e XX.

Já a sociologia e a antropologia são mais jovens, nasceram no século XIX e se desenvolveram no XX, estando ainda em fase de estruturação e, de certa forma, afirmação de sua cientificidade.
Pensando nesta matriz básica das Ciências Humanas, contemporaneamente, a formação dos profissionais das mais diferentes áreas, na maior parte dos casos, carece justamente deste referencial.
Abandonado em nome do aprimoramento técnico especializado, conduzindo a problemas de ordem ética e humanista que, por sua vez, terminam interferindo no desempenho eficiente da profissão qualquer que seja.
Um profissional da saúde que comete um erro de diagnostico, ou troca a medicação involuntariamente por falta de atenção, demonstra formação falha de natureza humanística.
Igualmente, um engenheiro que involuntariamente prejudica seres humanos, defendendo-se afirmando que se ateve apenas aos aspectos técnicos, também carece dos pressupostos básicos das Ciências Humanas.
Devemos lembrar que os nazistas, no final da primeira metade do século XX, torturaram, mataram e cometeram atrocidades bárbaras em nome da eficiência técnico industrial.
Usando seres humanos inocentes em experiências médicas e chegando ao requinte macabro de cortar os cabelos de suas vitimas dentro de um padrão industrial, que servia para fabricar chinelos para as tripulações dos submarinos alemães, antes de envia-las para as câmaras de gás.
Vitimando, sem distinção, homens, mulheres, jovens, velhos e crianças.
A grande questão envolta da ausência da reflexão humanista mais apurada está atrelada a invisibilidade do outro.
O profissional que nunca refletiu sobre temas filosóficos, históricos, sociológicos e antropológicos possui enorme dificuldade em reconhecer-se no outro, tratando o semelhante com descaso e ausência de ética.
Além disto, possui dificuldade para entender o mundo em que vive e a importância de suas ações para o progresso da humanidade.
Razão pela qual o processo civilizatório se encontra decadente, com o aumento dos índices de violência em todo planeta e a banalização do desrespeito para com a vida, fazendo imperar a mais pura anomia.
Um processo que inaugurou um estado em que paramos para refletir sobre estes efeitos, somente quando atingidos diretamente em nossa natureza psicológica e física.
Neste sentido, antes de aprofundar a discussão sobre a importância das Ciências Humanas na formação profissional, devemos percorrer os labirintos construídos pelo sistema capitalista.
Definindo inicialmente uma composição mais detalhada para as humanidades.

 
A natureza das Ciências Humanas.
Para entender a importância de uma formação humanística, é necessário entender o âmago primordial das Ciências Humanas.
Por definição, as humanidades abordam diversos aspectos do ser humano como individuo, pessoa e sujeito, tanto no que tange a introspecção como a externalidade relacionada consigo mesmo, o outro e o mundo.
Em resumo, as Ciências Humanas deveriam buscar desvendar a complexidade que define a própria humanidade e a distingue do aspecto puramente animal.
Curiosamente, os reajustes do sistema capitalista foram afastando as diversas áreas do conhecimento deste ideal, somente a sua matriz original conservou a inquietação com maior intensidade.
Isto porque as Ciências Humanas, agregando as exatas e biológicas, pertenciam à filosofia nos primórdios da sistematização do conhecimento, quando os mitos começaram a ser abandonados em favor de sua gradual substituição pela racionalização.
Entender o próprio homem e tudo que o rodeia, sem recorrer aos deuses, era o objetivo inicial, quando por volta do século VIII a.C, na Grécia e em outras partes do Velho Mundo, intensos debates originaram a filosofia.
A primeira grande subdivisão deste conhecimento totalizante aconteceu quando, ainda na antiguidade, Heródoto cunhou a palavra história, abrindo espaço para uma separação que se processou lentamente.
Na realidade, um dos grandes marcos de ruptura entre filosofia e história ocorreu somente no século XVIII e, principalmente, XIX, a despeito de avanços significativos em sua construção teórica no século XX.
Destarte, a Revolução Francesa, mais precisamente o iluminismo, inaugurou a divisão clássica entre Humanas, Exatas e Biológicas.
Um processo que contou com a influência da Revolução Industrial, período em que passou a existir uma valorização do domínio técnico como sinônimo de ciência e progresso científico.
Foi quando a racionalização totalizante, tendo a humanização como centro, foi relegada ao plano inferior em nome do lucro.
As Ciências Humanas passaram, a partir de então, a ser visualizadas como distintas do universo do mundo dos negócios.
Embora a sociologia tenha fornecido instrumentos para controle das massas de proletários, manipulando comportamentos para beneficiar a evolução da industrialização e urbanização crescente.
Entretanto, o homem continuou constituindo um ser dotado de múltiplas esferas, um animal sociopolítico que, diante de sua fragilidade física perante a natureza, necessita interagir e viver na coletividade para sobreviver.
As próprias relações de trocas que caracterizam a essência do sistema capitalista carecem da interação humana e da reflexão centrada nas humanidades.
Razão pela qual a filosofia dividiu-se em outras áreas do conhecimento humano no século XIX, no caso, sociologia e antropologia; que mantiveram sua preocupação com as humanidades, seu objeto central de estudo.
Assim composta e comportando múltiplas esferas, as Ciências Humanas podem ser definidas como conhecimento sistematizado que tem o homem e a sociedade como centro.
O que envolve o estudo das interações entre as pessoas em diversos níveis, inclusive no aspecto econômico, pedagógico, organizacional e normativo.
Portanto, tenta desvendar a complexidade humana, transitando entre a construção do pensamento e a evolução biológica, aspectos interdependentes.
Centralizando a observação dos fenômenos no homem, os valores éticos e morais terminam aprofundando a analise de seus diferentes componentes, atribuindo significado racional às necessidades sociais e culturais.
O cuidado consigo, o outro e o mundo é uma questão de sobrevivência, onde tudo espelha o “eu”, e, por esta razão, exige uma atitude altruísta, já que a natureza humana é egoísta, instintivamente construída e reforçada pelo capitalismo.
 

Vertentes humanistas.
A matriz básica das Ciências Humanas possui inúmeras vertentes, com concepções especificas de homem que interferem no olhar sobre as problemáticas abordadas.
Igualmente interferindo na postura profissional; na forma de aplicar a técnica; de conceber instrumentais de trabalho; de lidar com o outro, a coletividade, o mundo, a construção do conhecimento.
Influenciando toda amplitude das Ciências Humanas, penetrando também nas Exatas e Biológicas.
Uma das primeiras configurações humanistas foi inaugurada pela tradição socrática na antiguidade, quando a figura simbólica de Sócrates propôs a atitude expressa pela maiêutica e a máxima “só sei que nada sei”.
Um posicionamento de abertura para o mundo e constante aprendizado, assumindo uma posição de aceitação da ignorância diante da vastidão do conhecimento por construir.
O que foi complementado pela mencionada maiêutica, o parto de ideias, a atitude questionadora, formando o senso crítico apurado e aberto ao dialogo com o outro.
Pensamento em concordância com a visão grega de homem, entendido como eixo unificador da ordem do universo, onde existe uma dualidade entre mundo das ideias e mundo sensível pela qual o sujeito transita, ordenando a existência das coisas.
O que conduz a uma série de perguntas que clamam pela origem das coisas e do próprio homem, conduzindo a racionalização dos atos e sistematização do conhecimento do eu, do outro e do mundo para lidar com a dualidade.
A vertente teocrática cristã medieval, imbuída intensamente de religiosidade, enxerga o homem como criatura de Deus, que estabelece um dialogo contínuo com o criador, sendo dotado de livre arbítrio.
O que implica na responsabilidade social humana sobre as próprias ações, com consequências para tudo que rodeia o homem, sendo o conhecimento fruto da revelação divina, mas também de escolhas da humanidade.
Isto, a despeito do centro da Ciência estar fixado em Deus e, por decorrência, em sua principal criação, o homem.
A concepção de homem integral, inteiro, dotado de múltiplas esferas, tornou-se o parâmetro do humanismo renascentista a partir do século XIV, integrado ao mundo pela sua relação com o divino, mas igualmente com o profano, abrindo espaço para abandonar a figura de Deus em nome da razão pura.
Uma vertente que centralizou a reflexão no homem, subordinando todo conhecimento para tentar entender a existência e o sentido da vida, inaugurando o desabrochar da Ciência e o período do antropocentrismo em oposição ao teocentrismo.
Até então, o homem e o que poderíamos chamar de Ciências Humanas configurou o centro do conhecimento, subordinando as Exatas e Biológicas.
O que começou a mudar na Idade Moderna, quando o homem substitui Deus pela sua própria figura, definindo-se como ser pensante dotado de autonomia, fornecida pela razão cartesiana e a experiência empirista.
Mesmo diante deste panorama, a natureza humana ainda é holística, dotada de totalidade que integra as partes e serve para estabelecer inter-relações entre as subdivisões do conhecimento, que, pela altura, já começava a surgir.
Entretanto, o período contemporâneo ou pós-moderno agrega a tendência mecanicista, que procura explicar o mundo através de analogias com o funcionamento de máquinas, momento em que o homem perde espaço para os objetos e fenômenos que o rodeiam, tornando-se apenas um elemento que reage as forças que lhe são aplicadas.
É neste sentido que Darwin, com o evolucionismo, ao abordar a evolução como fruto da seleção natural, transforma o homem em apenas mais um ser dentre tantos outros disputando recursos naturais e lutando pela sobrevivência.
Igualmente, Comte, demonstra que o homem é apenas mais um objeto de estudo dentro do âmbito da mecânica social.
Pouco a Pouco, o homem é convertido em máquina de produzir e consumir por uma lógica tecnicista, que também estabelece tendências.
Tal como o capitalismo liberal e neoliberal, que enfatiza o individualismo e a competitividade, abandonando o olhar para o outro como espelho e para o mundo como consequência dos atos humanos.
Em certo sentido, a pós-modernidade divide o homem em múltiplas facetas, quebra sua unidade existencial, transformando em verdade somente o que é útil à reprodução do capitalismo e da desigualdade.
A pluralidade perdida permanece sendo discutida pela matriz das Ciências Humanas, em muitos casos em uma tentativa de resgate das antigas vertentes humanistas.
Todavia, o abandono da humanização, em beneficio do tecnicismo profissionalizante, continua a desprestigiar as Ciências Humanas, reduzidas a literatura ou poesia, puramente imaginada e sem conexão com a realidade, consideradas afastadas de uma utilidade prática.
Nada mais falso, como tentaram demonstrar diversas tendências humanistas surgidas ou aprofundadas no século XX.
Tal como o marxismo, que, a partir da dialética e do materialismo histórico, define o homem como produto do meio, mas também produtor consciente das condições materiais transformadoras da vida.
Em todo caso, centro das relações de troca, das condições e condicionantes técnicas, da economia, das inter-relações entre indivíduos e com o próprio habitat.
Ou ainda como os humanistas sigilosos, que tentaram resgatar a espiritualidade como unificadora da totalidade.
Caminho oposto ao humanismo logosófico, centrado no logos, na razão, que tanta realizar a evolução humana propondo resgatar a totalidade do ser, uma tendência argentina que busca a excelência.
O humanismo, qualquer que seja a vertente ou profissão, é um instrumento essencial para entender a vida humana, o mundo, o outro, a aplicação de técnicas em um contexto ético e de fato racional; além do lugar do sujeito na ordem do universo amplo da existência fragmentada, que na realidade compõe uma única totalidade múltipla.
Porém, pensando pragmaticamente, qual é afinal a utilidade das Ciências Humanas na vida profissional?
Por que inclui-las como essencial na formação acadêmica, principalmente na área de Extas e Biológicas?
 

A utilidade das Ciências Humanas.
A utilidade das Ciências Humanas na vida profissional, em qualquer área, é muito mais ampla do que se imagina.
Em primeiro lugar, como lembrou Leonardo Boff, clama pela dignidade humana e remete à construção ética da pessoa, a reboque, da prática profissional, em prol de uma sociedade mais justa e igualitária.
Inserindo-se no resgate da preocupação consigo mesmo e o outro, que se perde no processo de formação compartimentado e tecnicista, imposto pelo capitalismo fordista vigente.
Neste sentido, resgata, ou pelo menos tenta, a totalidade humana e a concepção de conhecimento interligada e dependente da multiplicidade.
Por sua vez, camuflada e oculta pelo tecnicismo profissional, distorcendo a própria visão sobre o mundo e a participação do “eu” na auto reprodução do sistema capitalista.
Portanto, as Ciências Humanas ampliam a percepção, estimulando a formação de um senso crítico intensamente questionador e transformador da realidade.
A competitividade, sob esta ótica, não deixa de existir, mas torna-se ética, estabelecendo a preocupação com o outro e uma vivencia profissional humanizada.
O autoconhecimento de si mesmo, reconhecido como espelho no outro, aproxima as pessoas e demonstra que existe uma intensa interdependência que interfere no desempenho profissional.
A ausência do paciente, não existe o médico. Na falta do aluno, não existe razão no trabalho do pesquisador ou do professor.
As próprias relações de trocas, a produção industrializada, perdem seu sentido sem o homem como centro do processo.
Assim, em um mundo dominado pela competitividade, com um mercado de trabalho que exige excelência no desempenho profissional; a preocupação com o outro demonstra também o cuidado consigo mesmo, pois o “eu” se transforma constantemente no “ele”, gritando pelo “nós” através da formação humanista.
Este resgate da totalidade transforma o desempenho profissional e a consciência do mundo.
Sujeitos alienados são facilmente manipulados, configurando um problema do ponto de vista da eficiência profissional, pois exigem supervisão constante, diante da incapacidade de perceber as questões que se apresentam e tomar decisões acertadas.
É neste sentido que a consciência do mundo, ao ampliar o senso crítico, cria autonomia, capacidade de resolução de problemas de forma integrada e integradora, pensando no âmbito humanista que vê o conhecimento e as pessoas como parte de um todo sistêmico.
Refletindo por este prisma, as humanidades estreitam relações sociais e melhoram a convivência política, tendo o bem comum de determinada categoria profissional como foco ou da organização a qual os indivíduos pertencem.
A reboque, dentro da construção de uma postura ética, constrói o caminho da busca da felicidade coletiva da sociedade em sentido amplo.
Portanto, em qualquer profissão, a formação em Ciências Humanas conduz a humanização do conhecimento técnico, otimizando o desempenho profissional em vários sentidos, autossustentado a relação do sujeito com tudo que o rodeia e consigo mesmo.
 

Concluindo.
A amplitude do conhecimento humano não pode ser razão de limitação do conhecer, antes, deveria permitir compor uma constante ampliação de competências aos profissionais de todas as áreas.
As facilidades tecnológicas e de comunicação, em si, compõem grandes oportunidades de interações e diálogos, nem sempre aproveitadas adequadamente, em meio à estrutura do sistema capitalista fordista.
As Ciências Humanas apresentam-se, frente a este problema, como fator integrador, agregando as Exatas e Biológicas em suas discussões.
Exemplo que deveria ser seguido por estas, onde o espaço das humanidades precisa ser revisto com urgência nos meios acadêmicos.
A ausência de uma formação humanizada tem demonstrado consequências desagradáveis nos diversos campos profissionais, inclusive nas Ciências Humanas, com prejuízos que se acumulam a volumam na sociedade.
Isto não significa que o teor técnico profissional deva ser abandonado, mas sim que as humanidades precisam enriquecer este conhecimento, devendo ser valorizadas, estudadas e aprofundadas.
Antes de ser um profissional, qualquer sujeito é um ser humano, ocorre que nas mais diversas áreas, a humanização está colocada de lado em nome da automação funcionalista.
Não somos máquinas, mas humanos e, portanto, carecemos de uma formação humanística que conduz a reflexão e ao dialogo.
O que pode ser embasado pela filosofia, história, sociologia e antropologia.
Indicativos de um caminho mais seguro em meio ao labirinto capitalista, tecnicista e profissionalizador, representado pelo atual sistema educacional e pelas relações estabelecidas no mundo globalizado.
 

Para saber mais sobre o assunto.
BOFF, L. O destino do homem e do mundo. São Paulo: Vozes, 2003.
BOFF, L. Tempo de transcendência: o ser humano como um projeto infinito. Rio de Janeiro: Sextante, 2000.
BOFF, L. Ética e Moral: a busca de fundamentos. Petrópolis: Vozes, 1989.
HEIDEGGER, M. Ser e tempo. São Paulo: Vozes, 1989.
MONDIN, B. Definição filosófica da pessoa humana. Bauru: Edusc, 1998.
RAMOS, F. P. “A formação dos professores de filosofia e sua atuação profissional em sala de aula” In: Desafios e perspectivas das Ciências Humanas na formação e atuação docente. Jundiaí: Paco Editorial, 2012, p.151-170.
RAMOS, F. P. Filosofia e Ética Profissional. Santo André: FPR/PEAH, 2012.
 

Texto: Prof. Dr. Fábio Pestana Ramos.
Doutor em História Social pela USP.
MBA em Gestão de Pessoas.
Bacharel e Licenciado em Filosofia pela Universidade de São Paulo.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

A deficiência na aprendizagem dos alunos do ensino fundamental.

Para entender a história... ISSN 2179-4111. Ano 2, Volume ago., Série 16/08, 2011, p.01-04.


O ensino brasileiro fundamental é de péssima qualidade e tem contribuído para a má formação de uma parcela da geração futura.
Carrega em seu bojo um formato ultrapassado de ensino aprendizagem, que acarretará em cidadãos mal formados no desempenho de suas funções profissionais.

Os métodos ensinados nas universidades não têm acompanhado o desenvolvimento estudantil atual, pois enquanto novos métodos são criados o alunado carece de pessoas que estejam disponíveis e envolvidas com a educação e não com o sistema educacional dos governantes da atualidade.

Na sala de aula é comum ver alunos buscando incentivos para desenvolver seus conhecimentos e, quando esse fato não é reconhecido, o discente ficar sem perspectiva.
Fenômeno observado em todos os níveis educacionais, embora se detenha no ensino fundamental com mais freqüência.
No entanto, é na educação básica que se verifica o melhor momento para a criação do futuro cidadão.


Outra visão.
Segundo Vesentine (2004), antigamente os alunos deveriam decorar os nomes de rios, planaltos e outros aspectos da paisagem.
Era o ensino mnemônico, ou seja, um ensino que cobrava a memorização dos alunos.
Uma das motivações desse artigo é justamente discutir o papel do professor.
Cabe refletir como este profissional levará o conteúdo e objetivo da aula e de que maneira ocorrerá o seu desenvolvimento para construir um pleno aprendizado para o educando.
É indispensável não retroceder ao ensino mnemônico, com alunos apenas decorando os aspectos geográficos do planeta.
Segundo Carvalho (1925, p.06), em todo e qualquer conteúdo que trata da geografia, o meio em que vive o aluno deve ser escolhido como assunto principal de estudo.
As noções sobre outras regiões devem ser acrescentadas como informações suplementares e comparativas.
Observa-se que o objetivo final é a aprendizagem do educando e quando ele se percebe não atendido nessa perspectiva, resulta em desenvolvimento deficiente e inócuo.
Onde professor e aluno não se sentem estimulados a desenvolverem o aprendizado, com finalidade alcançáveis, haverá um ambiente de indisciplina, cansaço e desestímulo.


Identificando pontos.
Alunos do ensino fundamental de 5ª até 9ª série tem encontrado dificuldade no aprendizado sistematizado no Brasil.
Existe uma necessidade premente de melhor os aspectos educacionais brasileiros como um todo.

A escola, por vezes, descuida das capacidades em potencial, misturando, em uma mesma sala, alunos com predisposições diferentes.
Será por isso inevitável que alguns tenham problemas de aprendizagem (SCOZ, 1994).
Conseqüentemente, as idéias ligadas à educação deveriam ser debatidas e implantadas como um único material para o ano letivo.
Conseqüentemente ter-se-ia o aproveitamento de uma educação simultânea e regular, onde qualquer erro surgido nesse desenvolvimento seria corrigido a tempo através do próprio órgão corregedor.

Segundo Miranda (2000):
“Muitas crianças com deficiência de aprendizagem tem inteligência média ou acima da média; algumas, de fato, são extremamente brilhantes. É esse paradoxo que muitas vezes alerta os médicos da possível presença de uma deficiência de aprendizagem.”.

Constata-se assim que nem sempre a deficiência é uma patologia.

Segundo Weiss (1999):
“A aprendizagem normal dá-se de forma integrada no aluno (aprendente), no seu pensar, sentir, falar e agir. Quando começam a aparecer dissociações de campo e sabe-se que o sujeito não tem danos orgânicos, pode-se pensar que estão se instalando dificuldades na aprendizagem: algo vai mal no pensar, na sua expressão, no agir sobre o mundo”.

Sabendo que o pensar e agir é uma reposta do aprendizado do aluno, pode-se concluir que o objetivo foi alcançado, mesmo quando o sujeito tenha patologia, pois existe, a partir, desse momento a realização do aprendizado.
O que permite a observação, onde se verifica que o aprendizado pode se dar em toda esfera embora de modo temporal distinto.


Modo de ação.
Verifica-se que a teoria da flexibilidade cognitiva é um meio de levar os jovens a desenvolverem seus objetivos educacionais.
Existe a necessidade de colocar o aprendiz em cheque com o que foi ensinado, ao mesmo tempo, fazendo com teste seus conhecimentos a partir da pratica.
Segundo Oliveira (2002), a própria discussão sobre a operacionalização de uma educação inclusiva confere, igualmente, um lugar de destaque à avaliação pedagógica e traz implicações importantes para a ação do professor.
Mais do que conhecer as patologias dos alunos e os limites de seu desenvolvimento, o processo de inclusão enfatiza sua condição de aprendizagem e o nível de competência curricular.
Nota-se que a educação deve ser o meio do cidadão encontrar o direcionamento para sua cidadania.
O que é efetivado com o educador e suas ações, pois o este profissional conhece o educando no seu dia a dia, reconhecendo suas possibilidades e dificuldades de aprendizado.
Dentro dos princípios da teoria citada, coloca-se a possibilidade da construção de um conhecimento interligado.
É necessário dizer ao discente como as disciplinas estão relacionadas e não tentar dissociá-las.


Concluindo.
Diante do exposto, nota-se a necessidade de uma melhor distribuição dos recursos voltados para educação, implicando em discutir como se deve administrá-los.

Já que com os profissionais da área são pouco valorizados, o que torna ainda pior o desempenho do educador e, conseqüentemente, o educacional.

Por mais teorias que existam, o educador não deve jamais ser colocado em segundo plano ou em posição subalterna diante do discente, fato contemporaneamente corriqueiro em diversas instituições.
O ensino ortodoxo pode muito bem se adequar a realidade do tempo presente, fazendo com que a educação encontre seu caminho nesse momento de transição.
Nota­-se ainda que, as diversas pesquisas realizadas nesse campo, direcionem para mudança de atitude do educador em seu ambiente de trabalho, pois atualmente o alunado tem diversas fontes de aprendizado.


Para saber mais sobre o assunto.
CARVALHO, Delgado de. Metodologia do Ensino Geográfico: introdução aos Estudos de Geografia Moderna. Petrópolis: Vozes, 1925.
WEISS, MARIA LÚCIA. A Informática e os Problemas Escolares de Aprendizagem. Rio de Janeiro: DP&A, 1999.
MIRANDA. M. I. Crianças com problemas de aprendizagem na alfabetização contribuição da teoria Piagetiana. Araraquara: JM., 2000.
OLIVEIRA, A.A.S. “Formas de organização escolar: desafios na construção de uma escola inclusiva” In: OMOTE, S. Inclusão: intenção e realidade. Marília: Fundepe, 2004, p.77-112.
SCOZ, B. Psicopedagogia e a realidade escolar o problemas escolar e de aprendizagem. Petrópolis: Vozes, 1994.
SPIRO & COULSON.A teoria da flexibilidade cognitiva: a aquisição de conhecimentos avançados em domínios mal estruturados” In: Proceedings da 10 ª Conferência Anual da Sociedade de Ciência Cognitiva. Hillsdale: Erlbaum, 1988.
VESENTINI, José William (org.). O ensino de Geografia no século XXI. Campinas: Papirus, 2004.


Texto: Prof. Dario Galdino.  
Graduado em Geografia pela UFPE.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

História e Geografia e sua importância em sala de aula: reflexões sobre o estudo das Ciências Humanas na educação básica.

Para entender a história... ISSN 2179-4111. Ano 2, Volume ago., Série 15/08, 2011, p.01-07.


História e geografia estão intimamente relacionadas, uma área é diretamente dependente da outra, não por acaso uma é considerada ciência auxiliar da outra.
É interessante lembrar que ambas pertenciam à filosofia até o século XVIII.

Foi dentro do contexto da Revolução Francesa que, os iluministas, ao criarem a enciclopédia, iniciaram a subdivisão do conhecimento; depois, no inicio do século XX, levada ao extremo pelo fordismo.

No entanto, apesar de diversos setores da geografia constituírem pura história e de, inversamente, pressupostos teóricos e metodológicos da história dependerem da geografia; o trabalho do historiador e do geógrafo possui distinções marcantes.
Entretanto, em sala de aula, principalmente na educação básica, história e geografia deveriam ser abordadas de forma mais integrada, visando propiciar de fato a formação da cidadania, fortemente apregoada pela LDB.
Alias, no âmbito das Ciências Humanas, não só a história e a geografia deveriam fazer parte da formação do educando no ensino infantil e fundamental, mas também a filosofia e a sociologia.
Estas duas ultimas, embora pertençam apenas aos currículos do ensino médio, na realidade podem e devem estar inseridas nos conteúdos de história e geografia na educação básica, inclusive porque são ciências auxiliares destas áreas.


O que é história?
A história é a ciência que estuda o passado, analisando as transformações para tentar entender o presente.
Neste sentido, ao resgatar o passado, permite conferir sentindo para o presente, ajudando a transformar a realidade a partir de sua compreensão, guiando rumo ao futuro.
Para Sócrates, na realidade Platão falando através do personagem, a história seria pura memória circunscrita ao fato de conhecer.
Enquanto Aristóteles afirmou que a história seria uma coletânea de fatos que guardam a memória.
Conceitos ultrapassados, pois atualmente a história trabalha com a memória, mas vai muito além, envolve a interpretação dos fatos, problematizações e até ideologias.
Seja como for, a palavra “história” tem origem grega, significando investigação ou informação, tendo surgido no século VI a.C.
Foi utilizada neste sentido pela primeira vez por Heródoto de Halicarnasso, considerado o pai da história.
Ele escreveu sobre as guerras entre gregos e persas, tentando entender como os últimos haviam conseguido criar um Império, entrevistando contemporâneos dos fatos e buscando relatos como fontes para reconstruir os acontecimentos.
Afirma-se que Heródoto é o pai da história porque a partir dele começou a mudar a lógica de pensamento humano, antes as explicações para o presente tinham origem nos mitos.
Os mitos forneciam explicações divinas para aquilo que o homem primitivo não conseguia explicar através da razão.
Mesmo depois de Heródoto, entre os romanos, por exemplo, mitologias divinizavam a fundação da cidade de Roma, através da clássica estória de Rômulo e Remo sendo criados por uma loba.
Na realidade, a História de Heródoto é um marco de um longo processo de consolidação da racionalidade.
O qual se iniciou antes dele, com o surgimento da filosofia no século VII a.C., questionando os mitos e as opiniões de senso comum.
Um processo que se estendeu até século XX, passando por fases transformadoras.
É por isto que história e filosofia se confundiram até o século XVIII.
Ambas tinham o mesmo objetivo: entender a realidade através da observação do presente e do passado.
Cabe lembrar que, até o século XVIII, as várias áreas do conhecimento humano pertenciam à filosofia e não só as Ciências Humanas, a qual englobava também matemática, biologia e psicologia, embora não assim nomeadas.
 A história, como a geografia, era só mais uma das faces da filosofia, já que o conhecimento estava dividido em quatro grandes áreas: Teologia, Direito, Medicina e Filosofia.
Somente a partir do iluminismo é que a história apareceu como ciência autônoma.
O iluminismo pretendia iluminar o mundo com o conhecimento, ilustrando e trazendo luzes a ignorância.
O que revolucionou o conhecimento a partir da sistematização do saber através da enciclopédia, a subdivisão do conhecimento.
Assim, a história enquanto ciência surgiu a partir da especialização do conhecimento, no século XVIII, bem como depois de se embasamento metodológico no século XIX e XX.
Passando pelo cientificismo positivista, a escola metódica alemã, a escola de Annales, a tendência marxista, a nova história, a história das mentalidades, a história cultural, a micro-história e a história regional, entre outras tendências.
Esta especialização fez com que a história passasse a se ocupar do estudo dos fatos históricos, acontecimentos relevantes para o entendimento das questões do presente.
Fatos que provocam rupturas ou que contribuem para continuidades.
A análise e interpretação da história, o entendimento dos processos de transformação e continuidades, além de utilizado para entender o presente, passou a servir ao fomento de novas mudanças, ou ainda, inversamente, para impedir qualquer mudança.
Dependendo dos interesses dos grupos dominantes, resgatar o passado pode servir para criar um modelo que busque retrocessos, a adoção de valores antigos.
Em contraponto, o resgate do passado pode servir também a formação de uma nova identidade, manipulando as massas segundo os interesses de determinados grupos.
Em outro sentido, a história pode ainda fornecer probabilidades sobre o que esperar do futuro, embora não seja possível prever com exatidão o que irá acontecer.


O que é geografia?
A geografia é a ciência que estuda a relação entre a terra e seus habitantes, analisando tanto características físicas como humanas.
Portanto, ao estudar os aspectos físicos, observa a superfície do planeta, a distribuição espacial dos fenômenos da paisagem e a dinâmica de interação com a atmosfera e o universo.
No que tange aos aspectos humanos, estuda a integração e relação estabelecida entre os homens (políticas sociais, culturais e ideológicas) e entre estes e seu meio ambiente.
Como se pode observar, principalmente, no que diz respeito à geografia humana, a relação da área com a história é óbvia, muitas vezes se confundindo.
Destarte, os primórdios da geografia, como no caso da história, remontam a antiguidade.
A palavra geografia surgiu no século III. a.C., criada pelo filosofo Erastótenes, um estudioso que se dedicou também a astronomia, física e matemática.
Etimologicamente, a partir do grego, geografia (geo + grafia) significa estudo ou descrição da terra.
No entanto, alguns autores defendem a idéia que, antes ainda da palavra ser criada, a geografia remonta aos primórdios da humanidade.
Quando os primeiros humanos precisaram observar o terreno para preparar a defesa contra grupos rivais e ampliar o sucesso nas tentativas de caça e, posteriormente, cultivo das terras.
Porém, pensada racionalmente, a geografia surgiu no século VII a.C. com a filosofia, sendo objeto de reflexão de Tales de Mileto, Ptolomeu e do próprio Heródoto.
Na antiguidade, devido às exigências requeridas pelas guerras e comércio, a geografia criou uma de suas subáreas: a cartografia (chartis = mapa + grapheim = escrita).
Palavra que a partir do grego simboliza o estudo e utilização dos mapas.
Foram os romanos que aprimoraram inicialmente os mapas para controlar seu vasto Império, o que depois foi complementado pelos árabes, italianos e português devido às necessidades comerciais e navais.
 Na Idade Média, quando muitos conhecimentos acumulados na antiguidade foram trancados nos mosteiros e bibliotecas de circulação restrita, os conhecimentos geográficos foram preservados pelos árabes.
Depois, dentro do contexto da intermediação de especiarias pelas cidades italianas de Genova, Veneza e Florença; estes conhecimentos retornaram a Europa e estiveram relacionados com o aprimoramento da navegação no Mediterrâneo e, posteriormente, no Atlântico.
A geografia foi introduzida como disciplina nas primeiras Universidades, mas não era considerada uma área autônoma, estando inserida na filosofia.
A exemplo da história, a geografia só começou a ser reconhecida como ciência no século XVIII, com a Revolução Francesa e o Iluminismo.
Entretanto, seu reconhecimento completo, como conhecimento cientifico, precisou aguardar o século XIX e XX.
Foi quando passou por quatro fases inteiramente relacionadas com a geografia humana e a história.
No século XIX, influenciado pelo materialismo histórico de Hegel e pelo marxismo, surgiu o determinismo geográfico.
Concepção segundo a qual o meio ambiente determina a fisiologia e psicologia humana.
Teoria que serviu de justificativa para o domínio neocolonial europeu sobre a África e Ásia, além do nazismo.
Na segunda metade do século XIX, surgiu a geografia regional, o estudo integrado de elementos humanos e naturais para tentar entender as características de determinada região e sua integração com o resto do mundo.
Na metade do século XX aconteceu à chamada Revolução Quantitativa, quando pressupostos matemáticos, estatísticos e econômicos foram agregados a geografia para tentar entender a formação do panorama político.
Na década de 1970 apareceu na Europa a geografia radical, também chamada critica por afirmar que os métodos estatísticos não trazem contribuição para a compreensão da sociedade por mitificarem a realidade.
Segundo esta tendência seria papel da geografia repensar questões sociais como o desenvolvimento do sistema capitalista, a globalização, a disparidade entre ricos e pobres e questões relacionadas ao meio ambiente.
O que novamente fez história e geografia se aproximarem e, na opinião de alguns teóricos, perderem seu sentido e identidade como disciplinas autônomas.
No entanto, ao invés de representar o fim da história e da geografia, a tendência pode resgatar o sentido original do conhecimento humanista, significando maior integração entre as áreas.
Integração que, no caso da geografia, sempre foi estreita também com a geologia e a botânica, trazendo a partir deste conceito a sociologia e a filosofia para dentro da área.


O trabalho do historiador.
O historiador dedica-se a desvendar a realidade histórica, a conhecer o passado através da investigação, buscando indícios, provas e testemunhos para abordar problemáticas, relacionando fatos para encontrar as razões de continuidades e rupturas no presente.
Embora o professor de história possa ser também um historiador e vice-versa, exercem funções distintas.

Enquanto o professor de história transmite o conhecimento acumulado, discutindo fatos previamente selecionados pelos historiadores; estes últimos são responsáveis pela construção das narrativas históricas.

Neste sentido, apesar da tentativa de imparcialidade, o trabalho do historiador é fabricar a historia.
É verdade que o historiador precisa fundamentar sua narrativa do passado através de pesquisa, carecendo de fontes que confirmem suas hipóteses; porém, enquanto sujeito histórico, não está isento de concepções políticas e ideológicas que interferem na seleção de fatos e na sua interpretação.
Diante de uma imensidão de dados, o historiador termina ignorando alguns, enfatizando outros, compondo uma visão do passado dentre inúmeras outras possíveis.
O que constrói os fatos que serão incorporados aos livros didáticos.
Por isto, passa ser função do professor realizar uma critica dos conteúdos, ao mesmo tempo em que transmite o saber acumulado pela humanidade.
É função da escola formar não só sujeitos que conhecem e dominam conteúdos, como também indivíduos críticos, capazes de questionar e ajudar a reformular o conhecimento.


O trabalho do geógrafo.
O geógrafo é o responsável pelo estudo da interação entre o homem e a natureza, fazendo parte de sua área de abrangência uma ampla gama de subáreas e possibilidades.
Este profissional pode se dedicar, por exemplo, a elaboração de mapas, trabalhando com cartografia, ou realizar analises do impacto ambiental da interferência humana sobre a natureza, lidando com a ecologia.
Pode ainda interpretar questões de natureza política, econômica e cultural para ajudar no entendimento e mapeamento das relações estabelecidas entre regiões e/ou com o meio ambiente.
Portanto, o geógrafo possui um amplo mercado de trabalho fora da sala de aula, podendo atuar em agencias publicas e privadas, em instituições de planejamento e gestão ambiental e territorial, além de empresas de engenharia, levantando dados essenciais para construção civil.
Exatamente por esta razão, este profissional, quando bacharel, possui o direito de registro no CREA (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia), subordinado ao Conselho Federal.
O que, muitas vezes, faz a maioria dos geógrafos optarem por não lecionar, deixando as escolas desfalcadas, ao passo que professores de história terminam preenchendo esta brecha.


Concluindo.
Pensando na história e na geografia, no âmbito das Ciências Humanas, voltados para o ensino infantil e fundamental, este conhecimento se torna essencial na formação de indivíduos críticos, contribuindo com a construção da cidadania.
História e geografia, abordados de forma integrada, até mesmo devido a sua proximidade e aos temas transversais que atravessam as duas áreas, devem ajudar a se situar no mundo.
Ajudam as pessoas a entenderem a si mesmas e o mundo em que vivem, criando consciência da necessidade de uma participação mais ativa na sociedade e na caminhada rumo a um futuro melhor.
Entretanto, para que isto aconteça, cabe ao professor abordar conteúdos de forma mais dinâmica, estimulando questionamentos ao invés de fornecer respostas prontas.


Para saber mais sobre o assunto.
KARNAK, L. (org.). História na sala de aula. São Paulo: Contexto, 2008.
PINSKY, C. B. (org.). Novos temas nas aulas de história. São Paulo: Contexto, 2009.
CARLOS, A. F. A. A geografia na sala de aula. São Paulo: Contexto, 2010.


Texto: Prof. Dr. Fábio Pestana Ramos.
Doutor em História Social pela FFLCH/USP.
Bacharel e Licenciado em Filosofia pela USP.