No Brasil, as obras que tratam o tema peronismo são raras e escassas.
Revista online sobre Ciências Humanas (com ênfase em história, filosofia, sociologia, geografia e antropologia), Ciências Sociais Aplicadas (administração, arquitetura, comunicação, direito, economia, planejamento urbano e regional/demográfico, serviço social, ciências contábeis, turismo) e Educação. Periodicidade: Semestral a partir de 2013 (edições em [v.1] julho e [v.2] dezembro). Indexada pelo IBICT, LATINDEX e MIGUILIM.
Publicação brasileira técnico-científica on-line independente, no ar desde sexta-feira 13 de Agosto de 2010.
Não possui fins lucrativos, seu objetivo é disseminar o conhecimento com qualidade acadêmica e rigor científico, mas linguagem acessível.
Periodicidade: Semestral (edições em julho e dezembro) a partir do inicio do ano de 2013.
Mensal entre 13 de agosto de 2010 e 31 de dezembro de 2012.
sábado, 25 de setembro de 2010
Peronismo – Parte 7 (Final): indicações para leitura.
No Brasil, as obras que tratam o tema peronismo são raras e escassas.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Peronismo – Parte 6: o exílio e a volta triunfal.
A chamada “Revolução Libertadora”, encabeçada pelo general Eduardo Lonardi, derrubou o general Juan Domingo Perón, em 16 de setembro de 1955.
Ao longo de todo o período do exílio, que durou exatamente dezessete anos e dois meses, Perón continuou a ter voz ativa na política argentina.Sendo transmitido de pai para filho, dando origem a “juventude peronista”, a qual constituiria uma nova massa de manobra para Perón.
A crise política e econômica se agravou em 1966, chegando ao seu ápice em 1968, abrindo a oportunidade que os peronistas precisavam para trazer à tona a ausente figura de Perón.
Estando impedido de concorrer às eleições, indica como seu candidato Héctor Cámpora, concorrendo à presidência pela “Frente Cívica da Libertação Nacional”.
Héctor Cámpora representava a ala ligada a extrema direita do movimento peronista, principalmente a juventude peronista, o que causou forte oposição da esquerda, mas a candidatura acabou oficializada em janeiro de 1973.
Um conflito que pode ser explicado pelo fato da ausência de Perón do país durante o exílio ter aberto espaço para modificações na base operária peronista.
Ela havia se transformado de fascista em socialista.
Estava então mais consciente do que no passado, os operários não acreditavam mais em discursos e propaganda.
O artifício falhou, ele não conseguiu convencer os operários, agora extremamente politizados.
No entanto, este novo governo peronista contava com aliados poderosos, havia chegado ao poder com o apoio dos Estados Unidos da América, representado pela CIA.
Em outubro de 1973, o governo passou a ser acompanhado mais de perto por Perón justamente porque estava a frente dele depois de ter sido eleito presidente.
Em represaria as tendências de esquerda da ala sindical do movimento peronista, Perón iniciou uma reforma na lei sindical, com vistas a manter um controle mais rígido sobre os sindicatos.
Iniciou em seguida um novo endurecimento no combate ao comunismo, entrando em choque direto com os sindicatos.Ocupando o governo da Argentina em condições internas deterioradas, a nova presidente enfrentaria o agravamento da crise, com um aumento da inflação que chegou a 920% ao ano em 1976.
A ausência definitiva de Perón do cenário argentino fez aumentar os atos de terror e violência.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Peronismo – Parte 5: o fascismo “terceirista”.
Como todo regime fascista, o peronismo se apresentava como "terceirista".
Perón, tal como Hitler, negociava com grandes industriais, e deles recebia dinheiro prometendo proibir as greves.
Como afirma Reich, autor de um estudo sobre a psicologia de massas do fascismo, “foi sem dúvida a estrutura psicológica do trabalhador médio que impediu os homens comuns enxergar as contradições.
“Pelas idéias que professo tenho sido atacado por pessoas interessadas, o mesmo que se sucede com todos os indivíduos bem intencionados. Declaro que não me creio nunca possuidor único da verdade; porém também afirmo que confesso o que sinto e o que penso (...) Se me tem atacado porque manifesto que cada grêmio sindical deve ser unitário. Me dizem que pensando assim, eu devo declarar que os nazis tem razão; e se digo isto, é precisamente porque não me ato a prejuízos ridículos de uma determinada ideologia, em paralelo, vou eu buscar a verdade onde ela está”.
Exatamente por esse motivo, Perón buscou o apoio inglês.
Nas eleições de 1957, com Perón exilado fora do país e seu partido na clandestinidade, o qual havia sido dissolvido e declarado ilegal poucos meses depois do golpe de 1955, somente os votos em branco chegam a somar 24% do sufrágio total, deixando claro que o peronismo estava vivo e ativo.
Os votos em branco representavam um repudio ao fato dos peronistas não poderem ser votados.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Peronismo – Parte 4: o segundo período presidencial (1951-1955).
Diversamente do primeiro período presidencial, o segundo, iniciado em fins de 1951, foi marcado por uma grande crise econômica gerada pelos mais diversos fatores.
A situação foi gravada com a revogação da lei do ensino religioso obrigatório, bem como com a implantação da lei do divorcio.
O apoio durou pouco, em 16 de setembro de 1955, os militares acabaram aderindo significativamente ao movimento, organizando um levante armado.
Foi na cidade de Córdoba que a rebelião começou, liderada pelo general Lonardi, futuro presidente argentino.























