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Periodicidade: Semestral (edições em julho e dezembro) a partir do inicio do ano de 2013.
Mensal entre 13 de agosto de 2010 e 31 de dezembro de 2012.

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quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

A importância do Tutor no EAD: Uma Compreensão da Atuação dos Tutores Internos e Externos no EAD do Centro Universitário Leonardo Da Vinci-Uniasselvi.


Para entender a história... ISSN 2179-4111. Ano 8, Volume dez., Série 20/12, 2017.

Prof. Esp. Daniel Rodrigues de Lima.

Licenciado em História - UNIASSELVI.
Especialista em Ensino de História - FETREMIS.
Especialista em Educação a Distância - UNIASSELVI.
Mestrando em História Social - UFAM.


RESUMO: O objetivo é compreender a atuação de tutores internos e externos no modelo EAD da Uniasselvi. O trabalho foi desenvolvido a partir de revisão bibliográfica, além de uma análise documental, pois utilizou o documento que serve como diretriz para compreender e analisar os tipos de tutoria (interna e externa) no modelo de EAD da Uniasselvi. Este documento é o livro “Educação a Distância”, produzido pelo NEAD da UNIASSELVI em 2013, que nas páginas 56 e 57 apresentam as funções de tutoria interna e externa. Por fim, a intenção não é esgotar a discussão, mas fomentar novos questionamentos, pois ainda no ano de 2017 a UNIASSELVI criou cursos em EAD nas modalidades flex e 100% Flex que acabaram por estabelecer novas atribuições aos Tutores Internos (à distância) e Externos (presenciais). Sendo assim, produzir novas pesquisas se faz necessário para ter respostas significativas e satisfatórias no que tange as abordagens relativas à EAD da instituição em questão.
PALAVRA-CHAVE: Educação à distância, Tutor, Uniasselvi, EAD, Tutoria EAD.

ABSTRATC: The objective is to understand the role of internal and external tutors in the Uniasselvi distance learning model. The work was developed from a bibliographic review, in addition to a document analysis, as it used the document that serves as a guideline to understand and analyze the types of tutoring (internal and external) in the Uniasselvi distance learning model. This document is the book “Distance Education”, produced by NEI from UNIASSELVI in 2013, which on pages 56 and 57 present the functions of internal and external tutoring. Finally, the intention is not to exhaust the discussion, but to encourage new questions, as in 2017 UNIASSELVI created distance learning courses in the flex and 100% Flex modalities that ended up establishing new assignments to the Internal (distance) and External Tutors (in person). Thus, producing new research is necessary to have meaningful and satisfactory responses regarding the approaches related to distance education at the institution in question.
KEYMORDS: Distance education, Tutor, Uniasselvi, EAD, EAD tutoring.

INTRODUÇÃO.
Pretendemos estudar a importância do tutor em EAD e, com isso, melhor compreender como atua estes agentes pedagógicos no Centro Universitário Leonardo da Vinci.
Acredita-se que a pesquisa é de extrema relevância, pois irá permitir discussões acerca da importância da tutoria em EAD como mediadores de conhecimentos e processos ao longo dos cursos de Ensino superior, em especial, do Centro universitário Leonardo da Vinci.
Além disso, a escolha do tema ocorreu pela necessidade pessoal e profissional de refletir sobre a própria atuação como tutor do Centro Universitário Leonardo da Vinci, sendo assim, melhorar a prática em tutoria na EAD.
A pesquisa consiste na compreensão pessoal acerca da atuação enquanto tutor externo no Centro Universitário Leonardo da Vinci.
Duas perguntas relevantes podem ser elencadas: Qual a Importância do tutor em EAD?; Quais atribuições dos tutores internos e externos nos cursos de EAD da UNIASSELVI?.
Portanto, os objetivos propostos e que se pretende alcançar são: compreender a atuação de tutores internos e externos no modelo EAD da Uniasselvi; entender o que é a EAD; descrever um breve histórico sobre EAD e conceituar o que é Tutor em EAD.
O trabalho será desenvolvido a partir de revisão bibliográfica, além de uma análise documental, vai utilizar o documento que serve como diretriz para compreender e analisar os tipos de tutoria (interna e externa) no modelo de EAD da Uniasselvi.
Este documento é o livro “Educação a Distância”, produzido pelo NEAD da UNIASSELVI em 2013, que nas páginas 56 e 57 apresentam as funções de tutoria interna e externa.

O QUE É EAD?
O termo Ensino a Distância pode ser visto como um limitador, pois a expressão apenas abrange um elo do processo didático-pedagógico, que é o ato de ensinar, um conceito que não direciona ao processo de aprendizagem.
Assim, verifica-se que o termo ensino pode ser entendido como um ato de transmissão de informações ou conhecimentos.
No que se refere ao conceito de Educação à Distância, este sim, possui maior abrangência no que se refere à imensidão do processo didático-pedagógico em suas dimensões de ensino e aprendizagem, em que a dialética é constante e permanente no cotidiano educacional, e, ainda, pode-se entender que discentes e docentes são partícipes ativos no processo educacional.

Acerca disso tem-se o seguinte:

Dessa forma, faz-se necessário esclarecer o conceito de educação à distância. Muitos autores usam o termo ao invés de distância, o que, em nossa educação a opinião que o ensino a distância, acaba limitando o seu conceito. A educação a distância não se limita ao ensino, mas ela engloba todo o processo de ensino-aprendizagem (SCHULTER; PIERI, 2013: 01).

Dessa forma, acredita-se que o conceito de Educação à Distância é o mais apropriado para nossa pesquisa pelo fato da sua maior abrangência acerca da dimensão do ensino/ aprendizagem, no que se refere a ensinar e aprender.

OS TIPOS EAD AO LONGO DA HISTÓRIA: UM BREVE HISTÓRICO.
Existem afirmações que nos conduzem a compreensão de que a educação à distância está presente desde os períodos mais remotos, o momento da existência das sociedades ágrafas, em que os homens daquele período histórico praticavam a denominada arte rupestre e, consequentemente, compartilhavam saberes e rituais com os membros do grupo.
Com a criação da escrita por volta de 4.000 a. C., esse fator também, pode ter sido um contributo para o desenvolvimento da educação, inclusive a educação à distância, pois os textos produzidos pelos seres humanos com informações e conhecimentos ali codificados passaram a ser transmitidos e apropriados por diversas pessoas e muitas vezes em locais distantes e diferentes.
Principalmente com a criação do Estado, onde o próprio Estado buscava informar sobre a situação administrativa para os membros que o compunham ou ao menos uma parte dele.
O filósofo Platão e o apóstolo Paulo, ambos utilizavam cartas para ensinar.
Platão ensinava por meio de cartas sua filosofia idealista; já Paulo buscava, através das cartas, ensinar ou transmitir os princípios da doutrina cristã.
Estes argumentos permitem concluir que a educação à distância está presente desde os primórdios da humanidade, mas ainda de maneira informal e não institucionalizada.
A partir do século XIX, pode-se dizer que ocorre o processo de institucionalização do ensino ou da educação à distância no mundo, com os denominados cursos por correspondência, embasado em materiais autoinstrutivos.
Em meados dos anos de 1950, com a maior difusão do rádio e da televisão, o ensino ou a educação à distância torna-se mais abrangente, outro fator importante também é a criação das Universidades Abertas, surgidas na Inglaterra.
No caso brasileiro, o ensino a distância estruturado por meio de tecnologias audiovisuais foi iniciado pelo Projeto Saci no Rio Grande Norte na década de 1960 e, posteriormente, diversos outros projetos surgiram como: O Telecurso 2000 e o Salto Para o Futuro/MEC.
Ainda no que tange ao Brasil, a LDB - lei 9.394/96 - possui no seu parágrafo 80, nas disposições gerais, informações e orientações acerca da educação a distância.
Na metade da década de 1990, acontece um grande momento para a difusão e proliferação da educação a distância, pois a criação da internet proporcionou um alargamento de fronteiras nunca visto no que tange ao EAD, devido à promoção de maior interação e interatividade a partir de ações sincrônicas e assincrônicas que poderiam ocorrer.

Diante do que foi exposto tem-se:

A EAD surgiu há muito tempo e avançou de modo lento e gradativo por longa data. Ela já vem sendo realizada desde as cartas de Platão e as epístolas de São Paulo. Teve grande impulso com a invenção da imprensa por Gutemberg. Durante a II Guerra Mundial, houve uma sistematização da educação à distância, quando foi utilizada na recuperação social dos que foram vencidos na guerra, e também na capacitação profissional das populações vindas do meio rural [...] Porém, nos últimos cinco anos com a evolução das TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação) e o acesso à Internet cada vez mais presente e ao alcance da população das mais variadas classes sociais, houve um avanço considerado da EAD. Essa modalidade iniciou por meio de correspondência, depois via rádio e TV, até chegar à estrutura que atualmente temos, com suporte tecnológico como computadores em redes e que alicerçam formas diversas softwares de comunicação por meio de plataformas como o moodle (SCHULTER; PIERI, 2013: 02).

Este é um breve histórico da EAD ao longo do tempo, sendo importante a descrição histórica para consequentemente compreender os diversos modelos de EAD, que acabaram por existir ao longo de diversos momentos e que ainda hoje, basicamente, todos ainda existem.

O QUE É O TUTOR E QUAL A SUA IMPORTÂNCIA.
A etimologia da palavra tutor é proveniente do latim tutor-tutoris, que diz a respeito de um sujeito que possui a função de defender, guardar, preservar, sustentar e socorrer.
No EAD, o termo ou conceito exposto acima não é apropriado, uma vez que:

O termo “tutor” tem origem no latim tutor-tutoris e se refere ao que possui o papel de defender, guardar, preservar, sustentar, socorrer. É um despropósito atribuir tais funções ao docente da educação a distância, que deve sim buscar que o aluno gere suas próprias capacidades de autonomia para o estudo e a aprendizagem. (BETANCOURT, 1995 apud LOCH, 2009: 12).
             
Sendo , o tutor é aquele que orienta a aprendizagem dos discentes, é o esclarecedor de dúvidas, além disso, incentiva, aperfeiçoa e provoca os educandos.
Deve ser visto como o elo entre a instituição de ensino e os discentes: “O tutor é o “tênue fio de ligação entre os extremos do sistema instituição-aluno” (GONZALEZ, 2005 apud LOCH, 2009: 12).
O tutor é o mediador do processo de ensino-aprendizagem, mas também é aquele que faz a condução e mediação acerca da compreensão de todo o processo estrutural do funcionamento da instituição e dos cursos EAD.

A tutoria é necessária para orientar, dirigir e supervisionar o ensino-aprendizagem. Ao estabelecer o contato com o aluno, o tutor complementa sua tarefa docente transmitida através do material didático, dos grupos de discussão, listas, correio-eletrônico, chats e de outros mecanismos de comunicação. Assim, torna-se possível traçar um perfil completo do aluno: por via do trabalho que ele desenvolve, do seu interesse pelo curso e da aplicação do conhecimento pós-curso. O apoio tutorial realiza, portanto, a intercomunicação dos elementos (professor-tutor-aluno) que intervêm no sistema e os reúne em uma função tríplice: orientação, docência e avaliação (MACHADO; MACHADO, 2004: 10-11).

Deve-se salientar que as funções, práticas e tarefas de um tutor EAD não são as mesmas da educação presencial, existem competências e habilidades variadas em ambos os casos:

Geralmente, quem atua na EAD como tutor é o professor do ensino presencial, ou seja, é o professor que possui experiência com a modalidade presencial. Cabe a ele o desafio de realizar o processo de ensino nesta nova modalidade. No entanto, partindo-se do pressuposto que a maioria dos professores universitários não possui formação pedagógica na área da educação, mas apenas em suas áreas de conhecimento, podemos concluir que boa parte deles não teve nenhuma formação para o uso das novas tecnologias, nem na sua formação inicial, nem na sua formação continuada. E sabemos que, quando esta temática permeava as discussões nos cursos de formação, elas foram, em sua maioria, descontextualizadas ou tiveram outro enfoque. (LOCH, 2009: 40).

Não podemos e nem devemos afirmar que exista apenas um único modelo no que concerne à tutoria em EAD, pois é no âmbito institucional que é normatizada a metodologia que deve ser executada pelos tutores em suas práticas docentes de tutoria.
Corrobora com a afirmação o que diz Belloni (1999) apud Loch (2009), explicando que a função da tutoria deve ser praticada ou executada respeitando três formas ou maneiras institucionais de agrupamentos de tutores, sendo assim, tem-se:

Belloni (1999) continua sua explicação, dizendo que, de maneira institucional, os tutores podem ser agrupados em três grupos distintos: um responsável pela concepção e realização dos cursos e materiais; outro pelo planejamento e organização da distribuição de materiais e da administração acadêmica; e o terceiro, responsável pela atividade de tutoria e acompanhamento dos alunos  (LOCH, 2009: 26).

Além disso, o tutor a dever executar sua prática de ação didático-pedagógica a partir de pelo menos quatro competências básicas e necessárias: pedagógica, didática, tecnológica e pessoal.
Segundo em Schulter e Pieri (2013: 07), em seu quadro síntese das competências dos tutores, temos o seguinte:



Pensando no que está exposto e discutido no presente quadro síntese, o tutor possui papel significativo no processo de ensino-aprendizagem em EAD, devendo ter uma preocupação que extrapole a questão do conteúdo e, dessa maneira, ajuda na formação de cidadãos plenos, pois:

A educação e formação de adultos na modalidade de EAD é uma atividade específica, comprometida com a realização do sujeito em todas as perspectivas de vida: humana, social, política, tecnológica, sob uma visão sociológica, ética e crítica da sociedade (MARTINS, 2002: 50).

Dessa forma, verifica-se que a função e do tutor em EAD possuí um caráter múltiplo como: conhecimento interdisciplinar, cooperação, colaboração, autoaprendizagem, conhecimento sobre o desenvolvimento cognitivo de seus discentes, comunicação clara e precisa e utilização das novas tecnologias da comunicação e informação em sua prática.

Com isso se pode afirmar:

O trabalho de Tutoria realizado constitui-se em ponto de fundamental importância para o desenvolvimento da EAD. Para isso, é necessário que internamente, o setor/serviço de Tutoria esteja continuamente realizando uma autoavaliação, autoreflexão, no sentido de verificar se os objetivos propostos para o trabalho dos Tutores estão sendo cumpridos ou se necessitam de revisões (SANTOS, 2009: 08).

A importância do tutor na EAD se dá pelo fato deste ser o grande responsável pela execução e organização das atividades dos cursos de educação à distância e, sendo assim, partícipe imprescindível e fundamental para o funcionamento do processo no tange as relações instituição-aluno, aluno-professor e instituição-professor-aluno.

OS TIPOS DE TUTORIA EAD DO CENTRO UNIVERSITÁRIO LEONARDO DA VINCI.
A estrutura do programa de Educação a Distância da UNIASSELVI conta com uma infinidade de profissionais ou atores pedagógicos que fazem com que a engrenagem da EAD.
Os encontros presenciais da UNIASSELVI proporcionam aos acadêmico-discentes a compreensão e a interação com todos os profissionais que promovem a execução de atividades da EAD da UNIASSELVI, como: “supervisor de disciplinas (docentes); tutores (interno e externo), articuladores e colegas de classe” (NEAD, 2013: 33).
No que tange a presente discussão, busca-se fazer uma análise em dois importantes atores pedagógicos do modelo EAD da UNIASSELVI: tutor interno e externo, em que se especificar qual a atuação de cada no modelo em questão.

A. Tutoria Interna.
Os tutores internos, na modalidade de EAD do UNIASSELVI, atuam a distância, ou seja, fazem o atendimento a partir do polo do NEAD em Santa Catarina, onde estabelecem contato com os acadêmicos e tutores externos que estão distantes geograficamente.

De acordo com o NEAD/UNIASSELVI (2013: 55), são estas as atribuições do tutor interno:

1. Esclarecer dúvidas pelos fóruns de discussão da internet, pelo telefone ou por participação em videoconferências;
2. Promover espaços de construção coletiva de conhecimento, selecionar material de apoio e sustentação teórica aos conteúdos;
3. Participar dos processos avaliativos de ensino e de aprendizagem;
4. Encaminhar ao setor competente os pedidos, as solicitações de informação e as dúvidas feitas pelos acadêmicos e pelo Tutor Externo;
5. Incentivar os acadêmicos a participarem dos encontros presenciais e dos fóruns programados pelo professor;
6. Alertar aos acadêmicos para o cumprimento doe cronograma do curso;
7. Orientar os acadêmicos na realização das atividades de autoestudo e de avaliação;
8. Orientar os acadêmicos e os Tutores Externos, quando necessário, sobre estágio, a prática, o trabalho de graduação e demais disciplinas;
9. Auxiliar os professores na elaboração dos materiais instrucionais (trilhas de aprendizagem; banco de questões; objetos de aprendizagem; entre outros).

Diante do exposto, sabemos agora que o Tutor Interno faz atendimentos via os canais de comunicação da UNIASSELVI, por meio dos seguintes meios: Davinci Talk, o 0800 (via telefone) e mensagens através do Ambiente Virtual de Aprendizagem-AVA, em que promovem um espaço para sanar dúvidas dos Tutores Externos e acadêmicos, acerca de questões pedagógicas e institucionais.
Atua ainda no processo de convalidações em que dá suporte e auxílio ao coordenador do curso em que executa sua função de tutoria em EAD.
É também um grande parceiro do professor (docente supervisor da disciplina), pois ajuda na correção de avaliações e produz materiais pedagógicos.
Como se pode perceber, são diversas as atividades executadas pelo Tutor Interno e, no que se relaciona à sua formação acadêmica, possuí aderência ao curso que atua.
Portanto, deve ter como requisitos, para seu exercício profissional, formação na área; graduação, especialização, mestrado ou doutorado.

A. Tutoria Externa.
O Tutor Externo, no universo da modalidade EAD da UNIASSELVI é o conhecido tutor que atua de forma presencial, ou seja, executa sua prática docente nos polos de apoio presencial da UNIASSELVI espalhados por todo o Brasil.
Esse ator pedagógico é conhecido como um generalista de seu curso, sendo formado em nível de graduação na área que atua ou vai atuar como tutor e, ainda, no mínimo possuindo especialização lato sensu para executar as atividades de tutoria.
Em todos os cursos da UNIASSELVI de EAD existi um Tutor Externo (presencial), este possui diversas atribuições como: gestão das atividades dos encontros presenciais; mediar à comunicação dos discentes com os demais atores pedagógicos (supervisor de disciplina, tutor interno, coordenação de curso e etc).
O Tutor Externo (presencial) deve ainda colocar em funcionamento a prática metodológica estabelecida pela UNIASSELVI para seus cursos de EAD.
Para tal, deve estar bem preparado com conhecimentos nas diversas disciplinas que compõem a matriz curricular do curso que atua, para que, com eficiência e eficácia, desenvolva suas atribuições.
Além disso, deve planejar, orientar, coordenar, zelar e auxiliar diversas atividades durante os encontros presenciais e fora deles, em que, de acordo com o NEAD/UNIASSELVI (2013: 56) tem-se o seguinte:

1. Auxiliar os acadêmicos no desenvolvimento de suas atividades individuais e em grupo, fomentando o hábito da pesquisa, esclarecendo dúvidas em relação a conteúdos específicos, bem como o uso das tecnologias disponíveis;
2. Coordenar a realização das atividades previstas para os encontros presenciais;
3. Favorecer a interação entre os acadêmicos da turma;
4. Responder pedidos, prestar informações e encaminhar requerimentos que favoreçam os acadêmicos no desenvolvimento de suas atividades discentes;
5. Incentivar os acadêmicos a participarem dos encontros presenciais e dos fóruns programados pelo professor;
6. Orientar os acadêmicos na realização das atividades de autoestudo e de avaliação, com atenção para o cumprimento do cronograma;
7. Efetuar correções das redações e exercícios produzidos pelos acadêmicos, seguindo as orientações do professor;
8. Manter contato permanente com o Professor, o Tutor Interno (a distância) e a Coordenação do Curso;
9. Orientar e supervisionar o estágio supervisionado;
10. Orientar o trabalho de graduação e a prática;
11. Zelar para que a sala destinada aos encontros esteja sempre limpa e asseada e com todos os equipamentos em perfeito funcionamento;
12. Zelar para que os encontros transcorram em clima de compreensão e respeito.

Enfim, o Tutor Externo (presencial) em suas diversas atribuições se torna um ator pedagógico de extrema e fundamental importância e relevância, sendo fundamental para o desenvolvimento dos cursos em que atua.

CONCLUINDO.
O presente artigo buscou compreender a atuação de Tutores Internos (a distância) e Externos (presenciais) na EAD desenvolvidos pelo Centro Universitário Leonardo da Vinci-UNIASSELVI.
Em que a experiência como Tutor Externo (presencial) na Instituição nos permitiu perceber de maneira mais significativa qual a função de cada um desses atores pedagógicos.
Descreveu-se de forma breve um contexto histórico acerca da EAD, em que se pode perceber que a Educação a distância pode estar presente na vida dos seres humanos desde os primórdios até a contemporaneidade.
Também, discutiu-se sobre o que é ser tutor em EAD, onde se pode compreender as diversas tipologias de tutoria existentes; mas se percebeu, além disso, que os tutores devem possuir competências como: pedagógica, didática, tecnológica e pessoal; pois a falta de qualquer umas dessas competências podem comprometer sua atuação e função.
Igualmente, optou-se pelo conceito de Educação a Distância em detrimento ao conceito de Ensino a distância, pois o primeiro permitir abranger todo o processo didático-pedagógico, o com isso, pensar a tutoria em EAD como um processo de ensino-aprendizagem em suas diversas dimensões.
Por fim, a intenção não é esgotar tal discussão, mas fomentar novos questionamentos; pois, ainda no ano de 2017, a UNIASSELVI criou cursos em EAD nas modalidades flex e 100% Flex que acabaram por estabelecer novas atribuições aos Tutores Internos (a distância) e Externos (presenciais).
Sendo assim, produzir novas pesquisas se faz necessário para com isso ter respostas significativas e satisfatórias no que tange as abordagens relativas à EAD da instituição em questão.

PARA SABER MAIS SOBRE O ASSUNTO.
LOCH, Marcia. Tutoria na Educação a distância. Indaial: Grupo Uniasselvi, 2009.
MACHADO, Liliane dias; Machado, Ellian de Castro. O Papel da tutoria em ambientes de EAD. Disponível em: http://www.abed.org.br/congresso2004/por/htm/022-TC-A2.htm Acessado em 15/01/2017.
MARTINS, Onilza. Teoria e prática tutorial e Educação a Distância. Curitiba: IBPEX, 2002.
NEAD. Educação a distância. Indaial: Uniasselvi, 2013.
SANTOS, Fransciléia Giacobbo dos. A importância do tutor presencial na educação a distancia. Disponível em: http://www.abed.org.br/revistacientifica/Revista_PDF_Doc/2009/A_IMPORTANCIA_DO_TUTOR_PRESENCIAL_NA_EDUCACAO_A_DISTANCIArbaad2009.pdf
Acessado em 20/01/2017.
SCHULTER, Cléder; PIERI. EAD: A função do tutor presencial em suas diversas dimensões. Anais do IV Simpósio sobre Formação de Professores -SIMFOP/Universidade do Sul de Santa Catarina, Campus de Tubarão, Tubarão, de 7 a 11 de maio de 2012. Disponível em: http//www.linguagem.unisul.br/paginas/ensino/pos/linguagem/eventos/.../_Cléder_Schulter.pdf Acessado em 17/12/2017.




quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Realidade Aumentada: possibilidades de aplicação na Educação.

Para entender a história... ISSN 2179-4111. Ano 7, Volume dez., Série 08/12, 2016.



Prof. Dr. Fábio Pestana Ramos.

Doutor em Ciências Humanas - USP.
MBA em Gestão de Pessoas - UNIA.

Licenciado em História - CEUCLAR.
Licenciado em Filosofia - FE/USP.

Bacharel em Filosofia - FFLCH/USP.



Contemporaneamente podemos observar uma menção recorrente a Realidade Aumentada, um conceito mais elástico do que poderia ser imaginado e que se aplica perfeitamente a questão da utilização das novas tecnologias ao segmento educacional.
Por definição, Realidade Aumentada refere-se à sobreposição de objetos virtuais tridimensionais, gerados por computador, com um ambiente real, por meio de algum dispositivo tecnológico.
No entanto, esta concepção comporta um conceito mais amplo, já que na dita Realidade Aumentada estaria inserida também a Realidade Misturada, definida por Milgram (1994), como mistura do real com o virtual, abrangendo duas possibilidades: o ambiente predominante real e a virtualidade.
Portanto, dizer, a Realidade Aumentada comporta a Realidade Misturada e vice versa. Oferecendo uma grande amplitude de possibilidades, tal como a interface do ambiente real, adaptada para visualizar e manipular os objetos reais e virtuais (KIRNER, 2007).
Aplicando este conceito à construção do conhecimento, poderíamos afirmar que a Realidade Aumentada serve a suplementação do mundo real com objetos virtuais, fazendo parecer coexistirem no mesmo espaço, apresentando propriedades que combinam objetos reais e virtuais no ambiente.
A educação, pensada em sentido amplo, pode servir-se desta ferramenta para estimular o educando a ter contato com questões práticas, conseguindo escapar do nível puramente teórico.
O que, segundo especialistas, facilita a integração do educando com o mundo real, ao invés de distanciá-lo, como poderia parecer à primeira vista, tendo excelente aplicabilidade no ensino técnico, por exemplo.
Não obstante, a virtualidade da presença das pessoas em grupos voltados a construção do conhecimento, fomentada pela tecnologia, ao eliminar a presença física, reforça o caráter coletivo da educação e sua democratização.
Reside nesta virtualidade presencial o âmago do Ensino a Distância (EAD), aproximando pessoas fisicamente distanciadas pelo espaço e tempo, tornado-as presentes em um mesmo ambiente virtual.
Os cursos EAD - Educação a Distância - tem facilitado o acesso ao ensino superior, estendendo-se pelo Brasil e possibilitando alcançar regiões onde antes seria impossível alguém cursar uma universidade.
Aliás, segundo especialistas, a tendência EAD deve dominar o panorama do mercado educacional, praticamente extinguindo o ensino presencial.
Entre 2005 e 2008, a título de exemplo, os cursos EAD tiveram um crescimento de 600% no numero de alunos, enquanto os cursos presenciais encolheram por conta de uma concorrência predatória entre universidades privadas.
É por isto que escolas tradicionais, como a USP e UNESP, começaram a investir em cursos EAD, seguindo uma tendência mundial adotada por universidades de ponta, como o Massachusetts Institute of Technology (MIT), Berkeley e Yale.
Assim, torna-se fundamental, pensando no ensino fundamental e médio, repensar as questões em torno da gestão de TIC - Tecnologias da Informação e Comunicação em volta da Realidade Aumentada.
A ideia do EAD é democratizar o acesso ao saber, mas se inserir neste meio exige do educando autodisciplina e domínio dos instrumentos necessários ao bom andamento do curso.
Portanto, é essencial que, na era da globalização, em plena sociedade da informação, o ensino elementar possibilite também o acesso à tecnologia disponível.

Para saber mais sobre o assunto.
BARRETO, R. G. “As tecnologias na formação de professores” In: Educação e pesquisa, nº. 30. Jul/dez de 2003, p.271-286.
FREIRE, F. M. P. et. alli. “Implantação da informática no espaço escolar: questões emergentes ao longo do processo” In: Revista Brasileira de Informática na Educação. São Paulo: jul de 2004.
KIRNER, C. Realidade Virtual e Aumentada: Conceitos, Projeto e Aplicações. Porto Alegre: Sociedade Brasileira de Computação, 2007.
MANASSÉS, B.et. alli. Tecnologia da educação. Rio de Janeiro: Livros técnicos e científicos, 1980.
MILGRAM, P. et alli. Augmented Reality: A Class of Displays on the Reality-Virtuality Continuum. Telemanipulator and Telepresence Technologies, SPIE, V.2351, 1994.
MORAN, J. M. “Os novos espaços de atuação do professor com as tecnologias” In: RUMANOWSKI et. alli. (org.). Conhecimento local e conhecimento universal. Curitiba: Champagnant, 2004, p.245-254.




quarta-feira, 27 de julho de 2016

A Educação a Distância no Brasil.

Para entender a história... ISSN 2179-4111. Ano 7, Volume jul., Série 27/07, 2016.



Prof. Dr. Fábio Pestana Ramos.

Doutor em Ciências Humanas - USP.
MBA em Gestão de Pessoas - UNIA.

Licenciado em História - CEUCLAR.
Licenciado em Filosofia - FE/USP.

Bacharel em Filosofia - FFLCH/USP.



A tecnologia e a educação sempre caminharam juntas, mas, com os avanços técnicos, passou a existir uma falsa imagem que não corresponde a real demanda.
O tecnicismo da década de 1970, no Brasil, criou uma tendência que passou a tentar substituir professores por vídeos e computadores.
No entanto, a efervescência dos cursos de ensino à distância (EAD), a partir do inicio do século XXI, tem demonstrado que docentes não são dispensáveis.
Pelo contrário, com a popularização de internet e da banda larga, quanto mais cresce o EAD, maior se torna a necessidade de profissionais capacitados para lidar com as novas tecnologias que, dia-a-dia, evoluem com extrema rapidez.
O EAD exige do aluno maior esforço e dedicação que os cursos presenciais, porém, carece de suporte de educadores para que a tecnologia possa ser usada em beneficio da construção do conhecimento.
Os cursos EAD têm facilitado o acesso ao ensino superior, estendendo-se pelo Brasil e possibilitando alcançar regiões onde antes seria impossível cursar uma universidade.
É por isto que, segundo especialistas, a tendência EAD deve dominar o panorama do mercado educacional, praticamente extinguindo o ensino presencial. Entre 2005 e 2008 os cursos EAD tiveram um crescimento de 600% no numero de alunos, enquanto os cursos presenciais encolheram por conta de uma concorrência predatória entre universidades privadas.
Seguindo a tendência, escolas tradicionais, como USP e UNESP, começaram a investir em cursos EAD, adotada por universidades de ponta, como o Massachusetts Institute of Technology (MIT), Berkeley e Yale.
A ideia do EAD é democratizar o acesso ao saber, mas se inserir neste meio exige do educando autodisciplina e domínio dos instrumentos necessários ao bom andamento do curso.
Pensada na educação, a tecnologia é o que torna possível a transmissão e aperfeiçoamento do conhecimento. Configura o processo educacional em sentido amplo, inclusive no âmbito que extrapola a educação formalizada nas escolas.
Portanto, a relação entre educação e tecnologia não poderia ser mais estreita.
As tecnologias são a síntese produzida pelas relações sociais, sistematizadas em um momento histórico, de acordo com as necessidades humanas para subjugar a natureza.
A humanização só aconteceu a partir do processo educacional, a apropriação de saberes através de diferentes linguagens, formas simbólicas de mediação materializadas nas interações socioculturais.
Neste sentido, a tecnologia pode ser entendida como uma das linguagens que o homem utiliza na construção social para transformar as relações socioeconômicas e culturais, além do próprio acumulo e transmissão do conhecimento, denotando as características típicas de uma civilização.
Segundo Marx, “a tecnologia revela o modo de proceder do homem com a natureza, o processo imediato de produção da sua vida material e assim elucida as condições de sua vida social e as concepções mentais que dela decorrem”.
Contemporaneamente, a globalização criou um determinismo tecnológico que subordinou às produções histórico-sociais a informação rápida e condensada, cunhando a concepção de sociedade da informação.
Os discursos que acompanham a sociedade da informação elegeram como lei o princípio da tabula rasa.
Não há nada mais que seja absoluto, tudo muda rapidamente, por isto não existem respostas únicas.
Ao mesmo tempo, a informação foi coisificada, tornando-se um produto.
Na educação, a transmissão do conhecimento também se tornou uma mercadoria, o aluno se converteu em cliente e o professor em prestador de serviço.
O professor foi transformado em um facilitador, animador, tutor, monitor, etc.
A primeira vista, o professor tornou-se um item dispensável, facilmente substituído pelos recursos tecnológicos.
No entanto, a tecnologia carece de pessoas para gerenciar as informações, de forma que o professor passou a ser parte indispensável do uso da tecnologia em favor da educação.
Em outras palavras, simultaneamente, a tecnologia serve a reprodução do sistema capitalista, podendo assumir um papel integrador interdisciplinar, ajudando a contornar o fordismo educacional, reelaborando o contexto cultural para transformar o mundo.
É óbvio que tanto professor como aluno necessitam conhecer as linguagens tecnológicas e tomarem consciência do contexto em que estão envolvidas, estabelecendo criticas e até mesmo questionando esta realidade.
É necessário desconstruir ilusões forjadas por interesses políticos e econômicos.
Devemos ter em mente que a tecnologia pode mediar a aprendizagem, mas o processo educacional necessita da interação entre as pessoas.
Em resumo, a tecnologia na educação, seja ela de qualquer natureza, deve estar a serviço do professor e do educando, sendo o docente um mediador.
Caso contrário, corremos o risco de desvincular esta importante ferramenta de seu propósito primeiro: servir ao progresso da humanidade.

Para saber mais sobre o assunto.
BARRETO, R. G. “As tecnologias na formação de professores” In: Educação e pesquisa, nº. 30. Jul/dez de 2003, p.271-286.
FREIRE, F. M. P. et. alli. “Implantação da informática no espaço escolar: questões emergentes ao longo do processo” In: Revista Brasileira de Informática na Educação. São Paulo: jul de 2004.
MANASSÉS, B.et. alli. Tecnologia da educação. Rio de Janeiro: Livros técnicos e científicos, 1980.
MORAN, J. M. “Os novos espaços de atuação do professor com as tecnologias” In: RUMANOWSKI et. alli. (org.). Conhecimento local e conhecimento universal. Curitiba: Champagnant, 2004, p.245-254.



quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Tecnologia Educacional: cenário atual e desafios.


Para entender a história... ISSN 2179-4111. Ano 2, Volume dez., Série 14/11, 2011, p.01-09.





Neste processo muitos são os desafios e os quesitos didáticos.

A valorização do ser humano deve ser considerada para que o processo não perca o seu princípio básico educacional.

O processo de ensino-aprendizagem é complexo e exige muito da formação de seus docentes e o comprometimento de seus discentes para o sucesso.

Dessa forma, o tema abordado por este trabalho será uma análise bibliográfica da educação, educadores e o uso tecnológico como ferramenta de ensino, colaboração e aprendizado para docentes e discentes.

No final deste artigo pretendemos concluir sobre os benefícios e desafios dessa evolução tecnológica no processo de ensino-aprendizagem.





Introdução ao tema.


Além desse conceito é necessário que nesse processo os alunos encontrem sua identidade, no seu caminho pessoal, profissional e seu projeto de vida e de desenvolvimento das suas habilidades emocionais, de compreensão e comunicação que lhes sejam permitidos encontrar sua colocação pessoal, social e profissional se tornando cidadão realizados e produtivos.

A experiência pedagógica em sala de aula, orientações e publicações nos fazem refletir sobre a prática pedagógica e o cenário tecnológico atual em que estão presentes os computadores em sala de aula com interfaces específicas para a educação, onde é possível romper as barreiras de espaço e tempo escolar, inter-relacionando a escola para o mundo.

Segundo Lévy (2001) romper as barreiras de território da escola de seu contexto concreto pela descentralização da informação e expansão das interações entre todos que a compõem, aprimora o contato das diferentes manifestações culturais e abre novas perspectivas de ser e estar em determinado tempo e lugar.

A mediação das tecnologias nos processos educativos evidencia os novos processos de ensino-aprendizagem diferentes dos espaços convencionais.

Para que esse processo seja efetivo além da aprendizagem formal e a formação ao longo da vida, é importante ir além da disponibilidade de acesso aos diferentes objetos produzidos pelos meios de produção da sociedade, mas sim o acesso aos meios de colaboração de conhecimento.


Tal processo é um primeiro passo para transformação da prática educativa em espaços efetivos, prazerosos e qualificados, onde o processo seja desenvolvido por meio da construção do conhecimento sobre os conteúdos mínimos a serem trabalhados em cada nível educacional através da utilização de diversos recursos tecnológicos.

Esse artigo define alguns métodos tecnológicos que visam auxiliar a estratégia para um processo de ensino-aprendizagem mais efetivo e próximo ao aluno.

Também são trabalhados os conceitos que envolvem a prática utilizada ao ensino à distância EAD.

Sendo assim, o trabalho visa analisar as diversas formas de aplicação da tecnologia na como intermediação do processo de ensino-aprendizagem.

Pretendemos após este estudo consolidar a avaliação da eficiência dos métodos tecnológicos como prática de ensino.



Educação e Tecnologia


A tecnologia é um conceito amplo que varia de autor para autor e do seu devido contexto.

Para Reis (1995) a tecnologia é como um estudo de ferramentas, aparelhos, máquinas, dispositivos, materiais, objetivando uma ação deliberada e a análise de seus efeitos, envolvendo o uso de uma ou mais técnicas para atingir determinado resultado, o que inclui as crenças e os valores subjacentes às ações e se inter-relaciona com o desenvolvimento da humanidade.

Lévy (2001) reforça que toda a técnica faz parte sistema sócio-técnico global, onde o homem é responsável pela construção, utilização, planejamento dessa técnica, transformando-se nesse processo e provocando as transformações tecnológicas.

Nessa visão, as tecnologias são produtos sociais e culturais de uma determinada sociedade não existindo relação de causa e efeito entre tecnologia, cultura e sociedade e sim um movimento cíclico entre estes. (MORIN, 1996).

Já Damásio (2007, p. 45 e 46) aborda a definição que a tecnologia engloba os objetos de suas aplicações e contextos segundo as lógicas organizacionais e sociais.

Nessa definição as tecnologias de sistemas de informação se desenvolvem com resultado das áreas que a compõem, constituindo sistemas organizados em “camadas”.

A primeira camada é formada pela infra-estrutura de hardware, composta pela segunda, responsável pela inserção, processamento, transformação e distribuição de informações e valores sociais.

Já a terceira camada possui origem social e organizacional, a qual estrutura e condiciona as outras duas camadas.

Dessa forma a maneira mais completa que concluímos é o uso da tecnologia como fruto da integração dos elementos tecnológicos, fatores sociais e organizacionais estabelecidas na interação com o sistema constituído por esses elementos, o que propicia e fortalece a realização de experiências ativas.

Quando analisamos o contexto educativo temos que atentar para a concepção da educação como prática técnica, social e política, pois “envolve a interação complexa de todos os fatores implicados na existência humana” (GATTI, 2002, p.13), com a inserção de pessoas e o universo de experiências que a compõem.

O processo educacional se viabiliza na prática docente pedagógica onde o professor está aberto a ouvir o aluno compreendendo sua visão de mundo, instigando-lhe a curiosidade, identificando e trabalhando com dilemas e conhecimento do senso comum (FREIRE, 1996).

O professor não indica diretamente os caminhos, mas orienta o discente a transformar os conhecimentos adquiridos no dia a dia em conceitos científicos (VYGOTSKY, 1984), para que o mesmo, através de reflexão sobre suas atitudes na busca em compreendê-la (PIAGET, 1978) permita encontrar as soluções para os desafios encontrados em seu contexto, fazendo as rupturas com a visão determinista, trabalhando com o histórico como possibilidade (FREIRE, 2001).

O professor promove a utilização das tecnologias em sala de aula para que o aluno consiga conhecer e desenvolver seu próprio conhecimento através das ferramentas tecnológicas para seu próprio conhecimento social e acadêmico.

A fluência tecnológica aproxima-se do conceito acadêmico no sentido de apropriação e uso na prática social (SOARES, 2002) e não um simples aprendizado de um código ou tecnologia.

A tecnologia possui caráter social e o sentido de avaliar de maneira crítica, atribuindo sentido às informações adquiridas de textos, imagens derivados da produção de diferentes tecnologias e mídias.

Cabe aos envolvidos no processo de ensino-aprendizagem utilizar da maneira mais coerente e de acordo com projeto pedagógico da instituição em que a compõe a tecnologia para desenvolver o processo pedagógico e pessoa humana no sentido de garantir seu auto-desenvolvimento social e técnico.

 




Objetos de Aprendizagem Tecnológicos.


Um objeto de aprendizagem é compreendido como “uma entidade, digital ou não-digital, que pode ser usada, reusada ou referenciada durante o ensino com suporte tecnológico.

Exemplos de ensino com suporte tecnológico incluem sistemas de treinamento baseados no computador, ambientes de aprendizagem interativos, sistemas instrucionais auxiliados por computador, sistemas de ensino a distância e ambientes de aprendizagem colaborativa.

Exemplos de objetos de aprendizagem incluem conteúdo multimídia, conteúdos instrucionais, objetivos de ensino, software instrucional e software em geral e pessoas, organizações ou eventos referenciados durante um ensino com suporte tecnológico” (IEEE, 2011).


Nesta definição é considerado como objeto de aprendizagem componentes multimídia como sons, vídeos, e ferramentas com recursos digitais para fins educacionais.


Para Polsani (2003), o processo de construção de um objeto de aprendizagem deve ser planejado e metodicamente desenvolvido.

Para isto é preciso conhecer a temática desenvolvida, sua abordagem pedagógica utilizando as devidas ferramentas de autoria para construção e trabalhar com coerência com os princípios de projeto educacional.

A produção de conteúdo educacional é uma tarefa árdua e exige dedicação.

Assim a utilização de ferramentas tecnológicas de desenvolvimento como Flash ou mesmo PowerPoint promovem o aperfeiçoamento na formação de docentes, pois o trabalho e autoria caracterizam uma aprendizagem autônoma e significativa neste processo.





Tecnologias utilizadas no processo no processo de ensino-aprendizagem


Hoje, muitas empresas possuem a TI como uma parceira, a qual deixa de ser tratada isoladamente para ser incorporada na estratégia da empresa, que almeja alcançar seus objetivos.

Assim, a TI ganhou grande importância dentro da empresa, precisando começar a entender de negócios para poder participar junto do plano estratégico do meio corporativo não só para ajudar nas decisões, mas também para trazer resultados ao negócio (BON; VERHEIJEN, 2006).

Bon e Verheijen (2006) ainda mencionam que a dependência que as empresas têm dos serviços de TI se tornou tão grande que se chegou a um ponto em que, se tais serviços pararem, todas as outras operações da empresa também param.

Desse modo, a TI tem diversos papéis e desafios, como, por exemplo, minimizar custos por meio de uma melhor gestão por projetos, trazer retorno por meio de melhorias de processos administrativos e agregação de valor para o negócio, como outros.

Quando falamos no processo atual de ensino-aprendizagem com a utilização dos variados suportes tecnológicos utilizados ressalta-se que essa prática por si só não é eficaz.

Essa prática é adotada em função da necessidade do aumento da produtividade docente do que pelos fatores de ensino-aprendizagem.

No quesito da educação à distância - EAD, os modelos utilizados possuem ligação com a tecnologia da informação, sendo que a evolução dos modelos está ligada em grande para a evolução tecnológica Gomes (2003 e 2008). 

Segundo Gomes (2003 e 2008) o quadro abaixo mostra a relação entre a evolução das tecnologias e as alterações nos modelos e sistema de EAD mostrados nos quadros abaixo:



Quadro 1 – Principais características das gerações de inovação tecnológica na EAD.



       Fonte: Gomes (2003).



Após a classificação realizada temos a classificação em quatro dimensões quanto a: representação e distribuição de conteúdos; processos de comunicação entre aluno.

No quadro 2 temos uma abordagem mais completa com as dimensões de 1ª. a 6ª.geração para os elementos tecnológicos em EAD.



Quadro 2 – Síntese das principais características das diferentes gerações de ead.






     Fonte: Gomes (2008).

 




Os novos meios tecnológicos e os educadores


O cenário tecnológico é propício e vasto como opções pedagógicas e metodológicas para o processo de ensino-aprendizagem.

Neste cenário o docente deve aprender a dominar as formas de comunicação audiovisual e interpessoal, diversificando a sua forma de ministrar aula e avaliar utilizando-se dos recursos tecnológicos.

Segue abaixo alguns mecanismos que o mesmo pode se utilizar no meio virtual com ferramenta para o seu trabalho.

As políticas educacionais estão concentradas na expansão quantitativa de computadores disponíveis nas escolas com seus núcleos de tecnologia educacional, conexão com a internet e a educação a distância.

Nesse cenário é necessário a correta formação dos professores para compreensão das propriedades e características inerentes à tecnologia, principalmente nos quesitos relacionados a interatividade, conectividade e comunicação multidirecional, aprendendo a integrá-las de acordo com as necessidades do processo de ensino-aprendizagem.





Concluindo.


A utilização das tecnologias no processo de ensino-aprendizagem e na educação como um todo provoca transformações substanciais no mundo atual, na sociedade, trabalho e no desenvolvimento do conhecimento científico, exigindo um preparo maior dos profissionais e alunos que participam desse processo para lidar com um conhecimento dinâmico que é desenvolvido nas distintas camadas da atividade humana.

Nesse cenário é necessário reconhecer o papel das organizações educacionais no papel de transformação da realidade no processo de inclusão social e formação humana.

Neste artigo focamos o uso das tecnologias na educação e na formação dos professores que se utilizam dessa tecnologia no contexto tecnológico e pedagógico de ensino-aprendizagem.


Também foi avaliado o processo de utilização das tecnologias na prática pedagógica em sua contínua mudança na medida das necessidades, desafios e escolhas que surgem nas novas práticas pedagógicas e tecnologias emergentes.

Essa formação e utilização das tecnologias propiciam a interação, colaboração e o desenvolvimento dos profissionais docentes que atuam em diversos seguimentos, o que promove a esses profissionais assumirem uma postura comprometida com a capacitação profissional e a formação de cidadãos mais envolvidos com a transformação social e conscientes da situação de seres inacabados e inconclusos, visto que há sempre algo se melhorar no processo de ensino-aprendizagem.





Para saber mais sobre o assunto.

DAMÁSIO, M. J. Tecnologia E Educação. As tecnologias da informação e da

comunicação e o processo educativo. Lisboa, PT: Ed. Vega, 2007.

FREIRE, P. Conscientização teoria e prática da libertação: uma introdução ao

pensamento de Paulo Freire. 3. ed. São Paulo: Moraes, 1980.

FREIRE, P. “Pedagogia dos sonhos possíveis” In: Freire, A. M. (org.). São Paulo: Editora Unesp, 2001.

GATTI, B. A. A construção da pesquisa em educação no Brasil. Brasília: Plano Editora, 2002.

GOMES, M. J. “Gerações de inovação e tecnológica no ensino a distância” In: Revista Portuguesa de Educação, 16(1), p. 137-156 - CIEd – Universidade do Minho. 2003.

GOMES, M. J. “Na senda da inovação tecnológica na Educação a Distância” In: Revista Portuguesa de Pedagogia. ANO 42-2, 2008, p. 181-202.

LÉVY, P. As Tecnologias da Inteligência. O Futuro do Pensamento na Era da Informática. Rio de Janeiro: Ed. 34, 2001.

MORAN, J.M. “Ensino e aprendizagem inovadores com tecnologias” In: Revista Informática na Educação: Teoria & Prática. vol. 3, n.1,2000, p. 137-144.

MORIN, E. Ciência com Consciência. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1996.

PIAGET, J. Fazer e Compreender. São Paulo: Melhoramentos/Ed. da Universidade de São Paulo, 1978.

POLSANI, P.Use and Abuse of Reusable Learning Objects” In: Journal of Digital Information. S.l., v.3, n.164, fev. 2003.

REIS, M. F. Educação Tecnológica: a Montanha Pariu um Rato? Portugal: Porto Editora, 1995.

SOARES, M. Letramento: um tema em três gêneros. Belo Horizonte: Autêntica, 2002.

VYGOTSKY, L. S. A Formação Social da Mente. São Paulo: Martins Fontes, 1984.



E-REFERÊNCIAS.


IEEE Learning Tecnology Standard Committee (LTSC). WG12 - Learning Object Metadata. Disponível em < http://ltsc.ieee.org/wg12/> . Acesso em: 1º dez. 2011.




Texto: Prof. Bruno Albuquerque Acrignoli.
Mestrando em Ciência da Computação pela UFSCAR.

Especialista em Docência do Ensino Superior pelo CEUCLAR.

Especialista em Programação Java com banco de Dados Oracle pelo CEUCLAR.

Atualmente é Analista de Aplicações no Citibank Group e
professor do colegiado de Ciência da Computação no Centro Universitário Claretiano.