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segunda-feira, 25 de junho de 2012

A influência da internet no processo de ensino/aprendizagem.

 


Para entender a história... ISSN 2179-4111. Ano 3, Vol. jun., Série 25/06, 2012, p.01-06.



O artigo faz parte da Monografia de Conclusão de Curso de Pós-Graduação em Psicopedagogia Institucional pelo INEC/Universidade Cruzeiro do Sul, orientada pelo Prof. Dr. Fábio Pestana Ramos.



                                                                                                                              

O presente texto aborda a influência da internet na vida dos jovens brasileiros em especial dos estudantes das séries finais do ensino fundamental II.

O enfoque principal será como esta influencia pode contribuir positivamente para despertar o interesse pela leitura e consequentemente contribuir no processo de ensino-aprendizagem e no desenvolvimento da capacidade leitora.

Dentro desta temática será abordado também o letramento digital.





Introdução.

O acesso às tecnologias de informação e comunicação, sobretudo a internet, é hoje um aliado para o desenvolvimento da leitura.

Atualmente no Brasil e no mundo, o uso da informática na Educação é uma realidade crescente e relevante que não pode ser ignorada.

Cresce cada vez mais o número de escolas públicas e particulares, que vêm incluindo em seus currículos atividades ligadas à informática.

Um dos pontos importantes dessa questão é o uso de softwares educativos como ferramenta de auxílio ao professor.

Todos nós sabemos que as novas tecnologias em especial a internet exerce uma forte influência sobre as nossas vidas sendo indispensável nos dias atuais e para os nossos jovens que já nasceram imersos no cibercultura, este contato é indissociável.



“A rede mundial de computadores, ou Internet, surgiu em plena Guerra Fria. Criada com objetivos militares seria uma das formas das forças armadas norte-americanas de manter as comunicações em caso de ataques inimigos que destruíssem os meios convencionais de telecomunicações. Nas décadas de 1970 e 1980, além de ser utilizada para fins militares, a Internet também foi um importante meio de comunicação acadêmico. Estudantes e professores universitários, principalmente dos EUA, trocavam idéias, mensagens e descobertas pelas linhas da rede mundial”. (Sua pesquisa. Acesso em 05/01)



É inegável que esta é uma ferramenta fantástica que revela novos caminhos e pode facilitar e dinamizar o contato da escola com o mundo.

No entanto, essas possibilidades só acontecem se, na prática, as pessoas estiverem atentas, preparadas e motivadas para aprofundarem e avançarem em suas práticas.

A linguagem não linear da internet com seus hipertextos é muito mais sedutora do que a linguagem ainda apresentada nas escolas.

Então porque não se valer deste recurso que os jovens dominam perfeitamente bem.

Não há mais como ignorar este como um instrumento que pode contribuir no processo de ensino/aprendizagem.





Letramento Digital.

O avanço da tecnologia modificou em todos os sentidos a nossa sociedade, seja no modo de ser, comunicar e adquirir informações.

Estas mudanças se refletem diretamente no comportamento dos jovens e no processo de ensino-aprendizagem.

Pode-se afirmar seguramente que o ensino está em processo de modernização.

Devido a este fato é cada vez mais comum ouvir a palavra letramento digital.

Letrar-se digitalmente significa realizar novas práticas de leitura e escrita, pois é necessário mudar os modos de ler e escrever, assimilando novos códigos, sinais verbais e não verbais (desenho e imagens e hipertextos).

Esta nova maneira de letrar-se exige que todos os envolvidos neste processo, profissionais de educação e educandos desenvolvam habilidades e conhecimento de algumas informações para que consigam se capacitar rapidamente e se adequarem ao grupo de “cidadãos do novo milênio”.

É preciso familiarizar a palavra “letramento” que se incorporou ao vocabulário da área de pedagogia para conceituar um processo que vai além da decodificação do sistema alfabético da escrita e incorpora a compreensão dos usos sociais da escrita.

Letramento digital, portanto, significa não apenas saber como utilizar as tecnologias digitais, mas entrar em contato com ele de maneira significativa, entendendo seus usos e possibilidades em nossa vida social.



Segundo Magda Soares (2002: p. 25):



“Não existe o letramento, mas letramentos, a tela do computador se constitui, neste sentido, como um novo espaço de escrita e traz mudanças significativas nas formas de interação entre escritor e texto, entre leitor e texto e até mesmo entre o ser humano e o conhecimento”.



Uma pessoa letrada digitalmente constrói habilidades a partir de textos que compõem palavras que se conectam a outros textos, por meio de hipertextos e links.

Para isto é necessário ter ou desenvolver a capacidade para localizar, filtrar e avaliar criticamente informações disponibilizadas eletronicamente.

É preciso familiarizar-se com normas que regem este tipo de comunicação.

De certo modo este tipo de letramento exige que o ensino tradicional (livros) e moderno (digital) esteja relacionado entre si para se obter um resultado satisfatório.

Os adolescentes que estão imersos neste processo, aprendem um novo jeito de aprender, pautado nos seus interesses imediatos, de forma dinâmica, participativa, descentralizada da figura do professor e pela troca de informações entre si.

Com isto é possível aprender e ensinar simultaneamente.

No espaço escolar, contribuir com este letramento significa facilitar o acesso às novas tecnologias de informação e comunicação além de transformá-las em instrumentos de leitura e escrita relacionadas ás práticas educativas.





A internet e os novos hábitos de leitura.

A leitura é um processo ligado à escrita e faz parte do desenvolvimento humano.

A prática da leitura se faz presente em nossas vidas desde o momento em que começamos a "compreender" o mundo à nossa volta.

No incessante desejo de decifrar o sentido das coisas de perceber o mundo, mesmo que sem perceber estamos lendo.

Com a evolução das novas tecnologias não se pode descartar a contribuição da internet para despertar o hábito de ler.



“A escola deve desenvolver projetos que incentivem a leitura. Na escola a leitura tem sido muitas vezes um objeto de ensino visto como forma de punição para os jovens. Para que este passe a ser um objeto efetiva de aprendizagem é necessário que tenha sentido para o aluno e de certa forma corresponda suas expectativas. É necessário também o envolvimento de toda comunidade escolar”.  (Lajolo, 2001: p.13)



É reconhecido que a melhora do rendimento escolar não acontece instantaneamente ou forçadamente.

Este é um processo contínuo, e deve ser conduzido de forma natural, sem constrangimento e como destaca Paulo Freire a leitura deve ser uma “prática de liberdade”.

Segundo Ferreiro e Palácio (1987), o processo de leitura é dotado de uma série de opções.

O leitor não responde simplesmente aos estímulos do meio, e sim desenvolve estratégias para trabalhar com texto de tal maneira que seja possível compreende-lo.

Os interesses de leitura sofrem influências de acordo com a idade, sexo, grau de alfabetização e acesso a materiais diversificados de leitura.

Não há como negar que o convívio familiar também influencia estas escolhas.

Quanto antes o gosto pela leitura for despertado a probabilidade da manutenção deste hábito ser mantido ao longo da vida será maior.

Para muitos a internet é um instrumento que revela novos caminhos e apresenta inúmeras formas de contato com o mundo.

Na era digital, a literatura eletrônica é preferência quase que unanime entre os jovens, mas mesmo assim o livro tradicional não será extinto, pois os dois estão interligados e existem aqueles que gostam da tecnologia, mas não abrem mão da versão impressa.

Cabe à comunidade escolar incentivar a leitura para que esta se transforme em necessidade e desejo para os jovens.

Este incentivo se fortalece quando é criado um clima de confiança entre os professores e os alunos e a internet pode contribuir positivamente neste processo, pois oferece inúmeras possibilidades de leitura com um dinamismo e imediatismo que cativa a todos.





Concluindo.

Diante de um universo tão rico em possibilidades e variedades, a internet se tornou uma ferramenta muito útil no âmbito escolar e cada escola em sua particularidade tem procurado se adequar a esta nova realidade.

Sabemos que o ensino se torna prazeroso quando o que é ensinado e a forma pela qual este ensino é conduzido são feitos de forma significativa para quem está envolvido.

Então porque não usar a internet que está diretamente relacionada com os interesses e o cotidiano dos jovens, como uma forma a mais para estimular este aprendizado.

A escola deve aproveitar o grande interesse e facilidade que estes têm no mundo tecnológico para promover o desenvolvimento e aprimoramento da capacidade leitora por meio de uma mediação consistente para que o êxito seja alcançado.





Para saber mais sobre o assunto.

AMENTA, Navarro. Redes y comunicaciones eletronicas. Consejo Latinoamericano de

Ciências Sociales, 1996. Disponível em:

http://lanic.unic.texas.edu/la/region/networking/clacsoman.html Acesso em: 19 fev.

2002.

FERREIRO, Emília. PALACIO, Margarita Gomes. Os Processos de Leitura e Escrita:

novas perspectivas. Porto Alegre: Artes Médicas, 1987.

SOARES, Magda. Novas práticas de leitura e escrita: letramento na cibercultura.

Educ. Soc., Campinas, v. 23, n. 81, dez. 2002.

SOARES, Magda. Letramento e alfabetização: as muitas facetas. Disponível em: http://www.anped.org.br/26/outrostextos/semagdasoares.doc        

LAJOLO, Marisa. Leitura ainda tem pouca importância no país. Jornal do Brasil. Rio

de Janeiro, 1 abr. 2001. Seção Educação e Trabalho, p.01-02.






Texto: Profa. Regiane Cristina dos Santos.

Pós-Graduanda em Psicopedagogia Institucional pelo INEC/UNICSUL.

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Prof. Dr. Fábio Pestana Ramos.

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