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domingo, 14 de dezembro de 2014

O Contexto Histórico- social - politico e a Didática Superior.

Para entender a história... ISSN 2179-4111. Ano 5, Volume dez., Série 14/12, 2014, p.01-05.
 
Paulo Batista da Silva.
Aluno do Curso de História – EAD – Universidade Estácio de Sá.



O presente artigo consiste em analisar o papel da didática no contexto histórico, sócio, politico, econômico e cultural na realidade brasileira, fazendo uma abordagem sobre diversos aspectos, que deve ser relevante para o estudo supracitado, dentre eles: conceituar a didática; destacar o docente e o aluno  no contexto educacional; analisar os aspectos do processo de ensino-aprendizagem e métodos avaliativos.
A importância do elemento cognitivo social no ensino, feedback ,  e como pode transformar a vida do individuo e da sociedade num todo.
Enfatizar, que os movimentos sociais e integração entre as IES, rumam para um aperfeiçoamento dos programas pedagógicos e uma hegemonia curricular,  também altera as politicas governamentais. Menciona que há uma propagação do ensino EAD, e a diferença entre o conteúdo de aprendizagem da modalidade presencial e do ensino a distancia.

Este trabalho vem organizado por subtemas os quais são eles: História-social; O neoliberalismo como ideologia Social-educativa; A Educação no Brasil; Didática do Ensino Superior; Modalidade  Ensino a Distancia; O Educador.


Historia-social.
Na década de 70, foram feitas reformas educativas na América Latina, com o objetivo do estudo se direcionado as necessidades produtivas.
Adaptando-se, as diferenças culturais de cada país e suas propostas politicas, este elemento criou transformações na escola e na sociedade.
As ideias marxistas, onde o trabalhador deve ser equipado com o conhecimento e aperfeiçoamento dentro da atividade empresarial que desempenha, tornou-se a meta dos países em subdesenvolvidos e em desenvolvimento.
Os setores, que deveriam crescer em conhecimento, eram estipulados pela classe dominante, burguesia.
Nos anos 90, a exigência trabalhista aumentou o curso técnico atrelado ao processo educacional profissional, foi substituído pelo de nível superior.
Sendo assim, o país que pretendesse sair do rol dos subdesenvolvidos, deveriam ter cada vez maior o número, de seu contingente profissional, na situação de graduado.
Muitos educadores, que optaram em injetar em seus alunados esta proposta, passando através do pensamento,  que só teria chance de crescimento social, quem tivesse nível superior.
Colaboraram assim, para a desvalorização do trabalho técnico e o aumento descomunal do numero de graduados.
A educação, portanto, tornou-se um espaço de disputa entre grupos econômicos, sendo um dos critérios de avaliação do desenvolvimento socioeconômico de um pais.
Todavia, nesta situação o educador com visão do futuro, teria que superar no espaço social, a imposição de opressão entre classes, e direcionar suas ideias de forma coerente, orientando seus alunos, para uma visão de vitorias sociais, mantendo sua identidade de classe.
Sendo assim, não haveria necessidade, de possuírem nível superior, para serem bem sucedidos.
Na visão atual a politica educacional, se direcionou a elevar os níveis de qualidade da educação, dentro da concepção do Banco Mundial, sendo seus níveis de avaliação dos países, usando como base de referencia o grau de desenvolvimento social atrelado a os fatores: tempo de instrução, ou seja, idade x escolaridade; aperfeiçoamento dos docentes; exclusão do analfabetismo; etc.
É fato que este tipo de avaliação, imposta, não é justa para os países que compõe a América latina e outros.
Por estarem fora das suas realidades culturais, regionais e econômicas. Devido que, cada classe social tem sua ideia de satisfação dentro de sua realidade, porque a escolaridade deve ser vista de forma individual dentro da necessidade de cada um.


O Neoliberalismo como Ideologia Social - educativa.
Nas décadas de 70 e 80, com a queda do desenvolvimento dos países socialistas e o crescimento dos governos capitalista, foi o marco da nova politica econômica internacional.
Esta foi, à alavanca para o surgimento do neoliberalismo, e a sua filosofia, que para um governo ser equilibrado, deve ter uma estabilidade em seu mercado interno, na sua situação financeira, monetária, índice de inflação baixo, possuir reservas cambiais e aliados poderosos políticos nacionais e internacionais.
Neste contexto, é adotada a liberdade de mercado, no entanto, cabem ao governo regular suas politicas e conter os grandes monopólios.
Também, obriga o Estado, a ter gastos que venham a suprir as necessidades essenciais da sociedade, tais como educação, previdência social, saúde, etc. com objetivo, de desenvolvimento de todos os países internacionais, que compunham o bloco capitalista, sendo a prioridade o terceiro mundo.
Nesse aspecto, a melhoria das condições de vida, o acesso à informação e qualidade de ensino seriam pressupostos imprescindíveis para que o neoliberalismo alcança-se êxito.
A privatização das empresas governamentais, é uma das metas desta ideologia,  para que as mesmas sejam equipadas a nível internacional, aumentando a qualidade da produção.
Contudo, esta proposta, não conseguiu levar as nações menos favorecidas ao crescimento e desenvolvimento planejado.
Pelo contrario, aumentou a diferença econômica entre as classes sociais, pois propiciou demissões e a queda econômica social no mercado de trabalho.
No Brasil o neoliberalismo teve início da década de 1990, período marcado pelas grandes privatizações.
Uma das bandeiras governistas para implantar esta nova ideologia, foi à caça aos marajás, e a modernização do serviço publico dando basta a burocracia, campanha do governo Collor de Mello.
Nesta nova estrutura, foi aprovado em 1996, a Lei de Diretrizes e Bases. Na qual, em seu artigo 7º afirma, que “o ensino é livre à iniciativa privada” e legisla sobre as condições para tal.
Assim ocorrendo, o aumento do número de escolas particulares.
De acordo, com as diretrizes do Banco Mundial, houve uma injeção brutal nos setores de Educação Básica aumentando muito o numero de matriculas.
Assim, o Ministério da Educação, brasileiro, estabelece as metas para o setor a serem alcançados a cada dez anos, através do Plano Nacional de Educação.
O PNE deixa claro que o principal esforço público tem que ser feito para melhorar a Educação Básica e que o ensino universitário é uma área que deve crescer com o auxílio público ao capital privado.
Em relação ao Ensino Superior, a 12ª Meta do projeto aponta a necessidade, de elevar em 50% a taxa bruta de matrículas da população entre 18-24 anos no ES.
Neste caso, o aumento de matrículas será constituído principalmente nas Instituições de Ensino Superior (IES) privadas.
O papel do Estado, seria aumentar programas como o ProUni (Programa Universidade Para Todos) e o FIES (Fundo de Financiamento Estudantil) .
A 15ª meta a alcançar é que ate 2020 todos os professores de Educação Básica devem ter formação Universitária. Com a proposta de alcançar esta meta, todos os programas como CEDERJ, FUNAI - ensino superior indígena, Faculdade SENAI, facilita o ingresso de docentes.
A 20ª e última meta do PNE, menciona o investimento publico na área, tendo como proposta investir até 2020 7% do PIB – Produto Interno Bruto, hoje se investe 5,3 %.
Todavia, os movimentos sociais reivindicam a muito, que este percentual seja de 10%, índice aprovado pela Câmara de Deputados no ano de 2012.
As contradições existentes, nesta nova ideologia econômica- social, fez aumentar as crises sociais como a violência, marginalidade, consumo de droga.
A classe social menos favorecida, não vê neste modelo econômico, condição de melhora econômica-social. As ações sócias paternalistas do Governo, só fazem concretizar a esta classe menos favorecida que eles nunca chegaram a lugar nenhum.
Mesmo com o acesso as Universidades Publicas pelo ENEM, esta longe de diminuir as diferenças entre as classes sociais.
Com o aumentando a insatisfação social, esta ideologia de desenvolvimento prova ser ineficaz, contudo, deve se continuar, a se enfatizar as ações sociais econômicas de transformações democráticas.


A Educação no Brasil.
A implementação dessas concepções políticas de formação, ocorreu no Brasil,  desde o final dos anos 80, e se consolida na década de 1990, em harmonia  dos acordos firmados na Conferência de Ministros da Educação e de Planejamento Econômico, realizada no México, em 1979, e na Conferência de Jontien, em 1990, na Tailândia.
Os países focos nestes encontros, foram em especial na América Latina e no Caribe, objetivando aumentar o capital, e elevar a nível satisfatório a aprendizagem básica.
Sendo assim, a qualidade da escola básica, passa a ser meta das politicas implantadas pelo MEC, na busca de incentivar e facilitar mudanças na formação de professores.
Tais ideias educacionais, na produção teórica e pratica, foram questionadas pelos educadores no fim dos anos 70, por estarem fora da realidade do contexto social.
As entidades como a Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação (Anfope) – que se organiza a partir de 1983 como Comissão Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação (Conarcfe) –, com o objetivo de  reformulação dos cursos de formação de professores, veio alimentar a discussão de uma concepção sócio histórica em oposição ao ensino de conteúdo puramente técnico com objetivos políticos.
Em relação ao conteúdo programático, para a formação de professores existia uma proposta, de uma formação básica comum de âmbito nacional, contra a concepção de um currículo mínimo, que poderiam cursar a fragilização e degradação  da formação  do profissional de ensino.
Neste período também, surgiram os movimentos de politica nacional global, referente a formação dos profissionais em educação, tendo como proposta a valorização do magistério.
Onde os professores, teriam os direitos trabalhistas em condição de igualdade na carreira de ensino, salario digno e formação continuada, sendo a manutenção destas garantias obrigação do Estado e das Instituições de ensino contratantes.
Assim sendo, não se pode ignorar, que para o docente alcançar êxito na didática, ele deve compor três etapas básicas: - Apresentação, ter a visão do ambiente cognitivo ao qual vai se relacionar; - Comunicação, é a habilidade de simplificar o vocabulário didático, para facilitar o entendimento, sem ofender ao aluno; - Planejamento, consiste em, que o programa do curso, amplie a visão modificadora do aluno, para transformações futuras em todos os níveis politico-econômico-social.


Didática de Ensino Superior.
A didática em sua definição básica, é caracterizada como a pratica do ensinar , definição dos primórdios do século XII.
Seguindo, o postulado da Escola Nova no século 50, com a proposta de superar a escola tradicional, onde o aluno aprendia decorando, assim a nova proposta, deveria incentivar o interesse e a curiosidade infantil.
Nos princípios, de individualização e liberdade, onde o aluno aprende fazendo.
Com a entrada do enfoque humanista, nos anos 60 e 80, centrado no processo interpessoal, enfoca o ensino e a aprendizagem como uma técnica de ação intencional, e sistemática para melhor organizar  o processo de aprendizagem.
Sendo assim, direcionando o conteúdo programático e as técnicas de ensino, para as questões econômicas politicas do momento, ou seja, a produtividade, a eficiência, a racionalidade, a operabilidade e controle.
Acabou afastando assim, o alunado da autoaprendizagem e do raciocínio individual.
Assim, identificasse a influencia direta da industrialização no processo educacional, acrescentando a objetividade.
Nos anos 70, surgem as criticas deste tipo de didática.
Por ser um modelo tecnicista, direcionado a componentes politico – econômico.
Na atualidade, a perspectiva fundamental é assumir a multifuncionalidade do processo de ensino-aprendizagem, e articular suas três dimensões: técnica, humana e politica, no centro configurador de sua temática.
Tendo por se caracterizar, pela pratica pedagógica concreta, e seus determinantes; textualizar e repensar as dimensões técnicas e humanas, ao analisar as diferenças metodológicas, direcionando a realidade cultural e regional dentro de cada contexto social.
Seguindo esta linha de raciocínio, objetivando a eficácia didática surgiu a avaliação – ensino. Para Both(1999:11), a avaliação e o ensino devem manter simultaneidade, e concomitância de ação, de intervenção e de efeito, pois ensinando avalia-se, e avaliando ensina-se, ao mesmo tempo.
Com o objetivo. de visualizar a comunicação existente entre o professor e aluno, a avaliação da pratica didática, é fundamental para verificar se o conteúdo programático esta sendo bem entendido.
O processo, de ensino- aprendizagem tem característica feedback, por isso a necessidade de avaliação constante da didática.
Hoje, com objetivo de expansão do ensino nas categorias de técnico, aperfeiçoamento profissional, graduação, pós-graduação, etc., surgiu à figura do tutor (professor), formado ou em curso do nível superior, habilitado em determinada disciplina, para compor a modalidade de ensino a distancia.
Independente da categoria do ensino, ou seja, presencial ou a distancia, a pratica pedagógica deve ser sempre avaliada, para que seu objetivo seja alcançado, melhorando assim, o aprendizado do alunado. Nesta categoria, a auto- avaliação também é importante.



Modalidade Ensino a Distância.
Com o crescimento, da pratica pedagógica do ensino a distância, caracterizado pela autoaprendizagem.
Nesta modalidade de ensino, o aluno é educado por aulas em vídeo, apostilas, biblioteca virtual, fórum participativo, treinamento por simulado, e ainda podendo tirar duvidas em algumas disciplinas com orientadores presenciais.
A diferença em relação à avaliação(prova), é que esta é composta de uma gama absurda de conhecimento, que diferencia-se do programa presencial, ao qual o aluno só é avaliado sobre a matéria que o professor consegue transmitir, muitas vezes com o conteúdo muito a quem, do exigido como conhecimento mínimo para a disciplina.
Assim a categoria a distancia, muito embora facilite o ensino para quem trabalha ou mora longe da universidade de escolha, em questão de conteúdo programático, ultrapassa e muito o ministrado nas disciplinas presenciais.
Se o ensino no Brasil, nesta modalidade a distancia continuar a neste nível.
Aos que resistirem a esta cobrança, programática extensa e se formarem, terão uma ampla gama de conhecimento teórico, estando assim, melhor preparado para o mercado de trabalho na sua ampla diversidade.


O Educador.
A produção teórica do movimento dos educadores, evidencia a concepção avançada, sobre a formação do educador, não só em seu caráter sócio histórico, mas principalmente, para contribuir numa proposta que harmonize as discrepâncias,   presentes na formação de professores e de especialistas, entre bacharelados e licenciaturas, e entre pedagogia e as demais licenciaturas.
Esta é uma situação presente, mais não tão clara para os profissionais como sujeitos no trabalho, e a competência para realização dos mesmos, tanto no campo pedagógico, como na construção de projetos coletivos.
A integração, entre o ambiente: politico, social, cultural e a educação, no ambiente escolar, torna-se tão estreita que a sociedade capitalista influencia na formação do educador.
Fato que, provoca oposição entre os projetos educacionais conservadores, e os projetos históricos, que buscam a superação do capitalismo, para adegue a uma sociedade mais humanizada.
Essas concepções encontraram sua forma mais elevada, na elaboração da base comum nacional, que vem sendo construída nas propostas concretas, de padronização curricular nas diferentes IES, brasileiras, organizando o corpo de educadores, em torno de princípios que circundam a formação.


Concluindo.
Concluindo, o compromisso social e político do profissional da educação, devem estar enfatizados na característica sócios históricos, ou seja, não afastado dos movimentos sociais.
Para tanto, quando o educador, usa atividade cognitiva humana, onde o sujeito é referencia de analise das condições de aprendizagem, esta vinculação abre caminho para novas estratégias e procedimentos didáticos, suprindo alguma quebra de comunicação, podendo ocorrer transformação nos programas pedagógicos.
Assim, a gestão democrática, tem sido um instrumento de luta contra a gestão autoritária na escola.
Neste ambiente do cotidiano escolar, tem que se superar as normas técnicas administrativas, a fim de apreender o significado social das relações, onde o ensinar é composto de feedback , para que haja a real aprendizagem.
Contudo, a avaliação do ensino, do educador, do aluno e a auto avaliação torna-se cada vez mais essencial no processo de aprendizagem, para que haja aperfeiçoamento na didática e se avalie o conteúdo programático pedagógico utilizado, observando se esse esta a contento, para alcançar a melhor formação do profissional.


Para saber mais sobre o assunto.
BOTH, Agostinho. Gerontologia: educação e longevidade. Passo Fundo: Imperial, 1999.
LOWMAN, Joseph. Dominando as Técnicas de Ensino. São Paulo: Atlas,2004.
MARTINS, Aglay Sanches Fronz. A importância da Didática no Ensino Superior. Anuário da Produção Acadêmica Docente. Vol.III, Nº.5. Anhanguera Campinas. São Paulo: 2009.
PERRENOUD, Phillippe. Dez novas competências para ensinar. Porto Alegre: Artmed, 2000.
ROGERS, Carl. Liberdade de aprender em nossa década. Porto Alegre: Artes Médicas, l986.
SAUL, Ana Maria. Avaliação Emancipadora. Desafio à Teoria e à Prática de Avaliação e Reformulação de Currículo. São Paulo: Cortez, l988. 

http://www.ufpe.br/nehte/simposio/anais/Anais-Hipertexto-2010/Niege-Guedes-Matos.pdf Acesso em 08/01/2014.
 

Resumo: O artigo presente se propõe a enfatizar que, os educadores devem ter como base pedagógica uma visão histórico-social, de circunferência ampla. A importância do educador no contexto econômico-social-politico. Como a atividade pedagógica, e seus programas, podem motivar as classes menos favorecidas, a terem uma perspectiva de crescimento no trabalho, e ascensão econômica. Esta perspectiva de ascensão deve estar dentro da realidade social, para evitar frustração do individuo. Este tipo de orientação, transforma o quadro de violência social. Também, mostrar a importância da avaliação, em todas as suas etapas, para o desenvolvimento didático pedagógico. A eficácia dos movimentos sociais, para alterar as politicas governamentais, a formulação de leis mais eficazes, novos programas educacionais livres, para melhor adequação social.

Palavras-Chave: História-social, Politica, Educação.
 
 




 

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Forte abraço.
Prof. Dr. Fábio Pestana Ramos.

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