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Para entender a história... é uma publicação técnico-científica on-line independente brasileira, indexada pelo IBICT, Latindex, CNEN e LivRe; no ar desde sexta-feira 13 de Agosto de 2010.
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Periodicidade: Semestral (edições em julho e dezembro) a partir do inicio do ano de 2013.
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sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

A infância e a escola: uma perspectiva histórica.


 
Para entender a história... ISSN 2179-4111. Ano 5, Volume dez., Série 19/12, 2014, p.01-04.
 
 
 
Profa. Vanusa Aparecida Almeida.

Docente do Curso Pedagogia/UNEMAT.

 

Prof. Luiz Rodrigues.

Professor de História/UAB.


 

Durante muito tempo a infância não foi representada ou simplesmente não existiu.

As crianças eram consideradas  “adultos em miniatura”, cuja  imagem não se via presente em meio á sociedade.

De acordo com o autor Philippe Ariés, não havia apego pelas pequenas, fato que talvez explicasse a falta de sentimento dos adultos em relação a elas, pois pelo motivo de descaso e má higienização das mesmas, cuidados mínimos que se devem ter com uma criança, morriam muito cedo, o que era inevitável na época, já que não eram nem ao menos vacinadas.

Após a metade do século XII a criança começou a ser constituída de uma maneira comparada produzindo um sentido de vida, uma experiência de criança que fosse modelo e referencia para as gerações.   Sua imagem passa a ser representada  consideravelmente a partir da imagem de Jesus, fato que colaborou para o processo de descoberta da infância. 

Na compreensão de Áries (1978), além da representação da criança a partir de Cristo, houve outros modos de representação infantil como através de retratos, de pinturas entre outros.

Aspectos que aos poucos, foram colaborando para o aparecimento da infância em meio á sociedade. 

O objetivo desse trabalho é entender a importância desse desenvolvimento do processo educacional nos diferentes contextos históricos de nossa sociedade e suas relações com a configuração da escola e a criança ao longo dos tempos.

 

A infância no século XIX segundo memórias.

Na percepção de Leite (apud Freitas, 2003) ao final do século XX a infância se tornou uma questão de urgência para o Estado e para as entidades governamentais e não governamentais.

Essa situação se deve ao fato de que a criança adquire uma autonomia da família e, ao sair de casa se depara com a marginalidade, a fome e outros problemas de ordem social.

Por isso acabam tendo que lutar pela sobrevivência.

Nessas circunstâncias necessitou enfrentar vários tipos de violências que muitas vezes levam até a morte.

Este é um dos principais entendimentos dessa pesquisadora.

Na concepção da autora, a infância só passa a ser vista quando o trabalho domiciliar deixa de existir, e as famílias não conseguem mais dominar seus filhos.

A partir daí que eles são caracterizados como abandonados e delinquentes.

Essas circunstâncias são históricas tanto que no século XVIII, surgem nos países europeus as rodas de expostos, que foi um invento para salvar as crianças abandonadas à morte ou a qualquer outro tipo de destino ou construção social da vida.

A percepção de Mattoso (apud Del Priore, 1991), aponta que além das crianças não terem a atenção especial que necessitavam, elas eram praticamente mudas.

Sequer eram ouvidas e muito menos falavam as crianças só tinham uma finalidade, no desempenho econômico, onde deveriam realizar que fossem remunerados.

As crianças que tinham de 0 a 3 anos eram carregadas pelas mães, irmãos ou escravas.

Nesse aspecto foram chamados de desvalidos de pé, e já aqueles que andavam podiam fazer pequenas tarefas domésticas ou de ganho.

Para Priore (1991) mediante o código filipino que vigorou até o fim do século XIX, a maioridade era dos 12 anos para as meninas e dos 14 para os meninos.

E para a igreja católica a condição de menoridade está diante dos 7 anos onde consideram a idade da razão.

A perspectiva apontada por Leite (apud Freitas, 2003) assegura que neste período havia questões que estavam em alta na sociedade.

Uma delas eram o trabalho escravista e a fragilidade da vida humana.

Nesse período era muito alto o índice de mortalidade com causas como febre, cólera, bócio, cegueira e tuberculose, sem falar das doenças infantis e adultas que não se conheciam as causas.

Os recursos voltados para a saúde eram precários, havia muita escassez de médicos e a formação desses profissionais era limitada.

As famílias, naquela época utilizavam muito conhecimento popular de plantas e animais como remédios para a cura de males que atingiram as famílias, principalmente dizimaram centenas e por vezes milhares de crianças.

De modo particular atingiram os recém-nascidos.

 

Uma instituição nova: o colégio.

Na compreensão de Ariés (1978), os colégios no século XIII eram asilos, destinados a estudantes pobres e os mesmos eram fundados por doadores.

Para esse autor, somente a partir do século XV que as pequenas comunidades democráticas tornaram-se instituto de ensino, foi destinada a toda a população numerosa, e não, mas apenas os bolsistas da fundação foram submetidos a uma hierarquia autoritária.

E, finalmente todo ensino das artes passou a ser ministradas nos colégios, que serviram como modelos nos séculos XV ao XVII das grandes instituições escolares.

Os colégios eram considerados um estabelecimento de regras e disciplinas, e conduziu, segundo esse autor, na mudança da escola medieval, que eram uma simples sala de aula e transformou-se em um colégio moderno porem, complexas e com objetivo de não apenas ensinar, mas de vigiar a juventude e enquadrá-los quando necessário.

No inicio eram aceitos pelo senso comum as misturas das idades.

Com a evolução da instituição escolar, surgiu a repugnância nesse sentido.

Inicia-se então a separação das crianças menores, e logo em seguida os alunos maiores de lógica, e de física e todos os alunos de artes, embora alguns deles tinham a idade que permitia exercer funções reservadas para adultos. Essa separação tinha como objetivo de somente proteger os estudantes das tentações da vida leiga.

Os estudos de Philippe Áries (1978), apontam que, os estudantes durante o período de estudo eram submetidos a um modo de vida particular das comunidades, que eram dos dominicanos e dos franciscanos a qual os educadores se “espelhavam”.

Mais tarde o objetivo a esse tipo de existência entre a vida leiga e a vida monástica foi alterado, no inicio foi considerado como que um modo de garantir um jovem clérigo, uma vida honesta.

No século XIV a ideia de educação tinha uma concepção estranha e diferente.

Segundo o autor se tratava da formação como uma instrução do estudante, por esse motivo convinha impor as crianças em uma disciplina tradicional dos colégios, modifica, no entanto num sentido, mas autoritário, mas hierárquico.

Para o autor, o colégio tornou-se então um instrumento para a educação da infância e da juventude em geral.

Nos séculos XV e XVI o colégio modificou seu recrutamento que passou a ser composto por um número crescente de leigos, nobres e burgueses, também as famílias populares, e não somente por uma pequena minoria de clérigos letrados.

Nesse aspecto, de acordo com o Ariés (1978) o colégio tornou-se então uma instituição essencial a sociedade com um corpo docente separado com uma disciplina rigorosa, com classes numerosas em que formariam todas as gerações instruídas do Acien Regime.

Segundo Ariés (1978), no século XVIII, surgiu então uma educação de duas diferentes maneiras.

Uma para as crianças mais velhas, e a outra com intuito de separar os ricos dos pobres.

Essas duas maneiras de separações foram resultados de manifestações de uma tendência geral que culminou para destingir e difundir essas ideias.



Conceito de escola na modernidade.
No entendimento de  Romanelli (2002), a escola surge com o intuito de manter os desníveis sociais, sustentar os privilégios, “pois a própria institucionalização se mostra privilégio da classe dominante”.
Baseia-se na diferenciação, entre exploradores e explorados, podemos observar essa questão na obra de Bourdieu, intitulada “Reprodução”, onde afirma que a educação é perpetuação das diferenças. 
De acordo com  Manacorda (2002), a educação moderna tem a necessidade de educar todos os homens, prima pela universalidade, proposta pela burguesia.

Visava em 1763 a formação da inteligência por meio do ensino da história e das ciências naturais, entretanto não visava atingir toda a população, Manacorda ( 2002) ressalta ainda que com a revolução industrial escola e fábrica nascem juntos, e provoca grandes mudanças na vida social dos indivíduos. 

Com o advento da modernidade uma nova estrutura escolar começa a se instaurar.

De acordo com Saviani (1997), a escola começa a ser pensada como processo para a abolição da ignorância, mediadora para a instrução e conhecimento equacionando assim o problema da marginalidade “então a escola é dirigida, pois, no grande instrumento para converter os súditos em cidadãos”.

Não se pode deixar de mencionar que a escola como “direito” tem seu apogeu com a revolução francesa. 

De acordo com Manacorda (2002), a pedagogia moderna, estabelece a separação da criança e do adulto para o processo de ensino- aprendizagem surge neste momento à descoberta da psicologia infantil. 

A escola moderna adota as disciplinas científicas e produtos culturais antes excluídos, a escola tradicional começa a ser questionada por não conseguir efetuar a universalização, neste momento surge o movimento escolanovismo.

A ignorância deixa de ser o único motivo para a marginalização e o marginalizado passa a ser visto como rejeitado. 

Com o advento da modernidade, nasce à ideia de formação geral para todos.

De acordo com o arauto da educação Comênio seria preciso “ensinar tudo e a todos”. 

As disciplinas psicologia da educação e sociologia da educação são importantes para analisar escola na modernidade, porque refletem no que tange o processo de democratização na educação.

Psicologia e sociologia buscam entender esse processo nos fatores: sociais, econômicos, culturais, etc. 

A modernidade desagrega criança do adulto e origina- se a psicologia infantil.

Sob o olhar psicológico esse ser deverá se incluído na escola apresentando os mais diversos fatores: cognitivo, motor, social, etc. 

O construtivismo pós piagetiano se baseia na teoria de que a aprendizagem humana é resultado de construção mental realizada pelos sujeitos com base na sua ação sobre o mundo e a interação com os outros.

Nessa mesma perspectiva o sócio- construtivismo mantém o papel da ação e da experiência do sujeito no desenvolvimento cognitivo, mas introduz com mais vigor  o componente social na aprendizagem tornando o papel determinante das significações sociais interações na construção de conhecimentos. Instrumentos cognitivos utilizados pelas crianças são também representações formadas nas interações sociais. 

 

A escola contemporânea: um espaço de experiência e de constituição do sujeito.

Ao realizar leituras em torno dos pensadores da educação compreendemos que. as instituições, ao longo da história, foram modificadas em seus objetivos, finalidades e capacidade de construção da relação entre sujeitos e sociedade.

Desde as escolas gregas, hindus ou egípcias ou mesmo as escolas do período medieval até os asilos e outras formas de internato, a ideia de ensinar foi configurada como a principal função da instituição para a transmissão de conhecimentos entre gerações.

Nesse quadro, a idéia de escola chega à contemporaneidade com algumas incertezas e trilhando alguns caminhos.

É nessa perspectiva que pretendemos conversar sobre a escola contemporânea ou a escola da atualidade que nossas crianças vivem, convivem e experimentam os primeiros caminhos da vida social. 

Para a pensadora Marisa Costa  (2003)  a escola é uma instituição que a base alicerçada em princípios, tradição da modernidade, á mesma vem sendo abalada pelo modo de viver contemporâneo.

Além de tudo ela é autêntica no direito de ser a principal instituição responsável pela transmissão de saberes.

Por isso, a escola enquanto tempo e espaço de existência e construção do cotidiano possui importante função social e, por ser dinâmica e viva, deve sempre se propor aos movimentos de transformação, mudança e melhoria. 

A escola é lugar de mudanças, de transformações, do sujeito e da realidade familiar e social.

Porém, mudar não é tarefa fácil e todos nós sabemos disso, mas o sabor da mudança emerge quando a própria escola se torna espaço vivo, pulsante, em movimento constante.

Por isso, entendo a escola como instituição essa que pode ser capaz de mudar sua concepção de sujeito, de cidadania, de conhecimentos aplicáveis, enfim, de realização dos objetivos sociais e culturais de uma sociedade.   

Como afirma Costa (2003),  percorrer novos caminhos para a ressignificação do espaço, tempo, escola é constante referencias culturais e políticas indispensáveis a outra visão de um mundo mais justo, ética, fraterno e solidário.

Percorrer novos caminhos não é tarefa simples de ser realizada: sempre irão surgir resistências, mas, lembrando nosso eterno Paulo Freire: “educar é um ato político e exige que para a transformação do mundo, o sonho seja vigoroso, pleno de coragem para a sua realização”.  

Na compreensão de Arnold, (2006), uma nova escola hoje, deve saber que aprender amar é um quinto pilar para a educação do século XXI.

Para tudo isso, rever a escola de hoje é ação consequente, reflexiva e auto questionadora é buscar teoria que leva a ação, é transformá-la, enfrentar inúmeros desafios presentes nos erros e acertos e, dignamente, reaprendemos a amar. 

De acordo com a obra “Mídia, magistério e política cultural”, da autora Marisa Vorraber Costa (2003), especialmente em relação à revista “Nova Escola”, a escola contemporânea não se trata de palavras e imagens apenas, mas de um conjunto de perspectivas, métodos e” verdades”, organizados e colocados a disposição, constituindo práticas com propriedades prescritivas, moldadoras e fixadoras.  

A escola na contemporaneidade é lugar de transformação do individuo.

Nesse aspecto, entende-se que a instituição de ensino é capaz de mudar a maneira das crianças compreenderem o mundo a sua volta e contribui para que possam interpretar os processos de convivência, e,  de igual maneira auxilia os pequenos a ocupar espaços.

Fatores esses que nos levam a reconhecer que crianças e adolescentes precisam sonhar e acreditar em si mesmo  e nas suas capacidades de realizarem seus talentos em instituições específicas e especiais como a escola, a maior instituição de ensino que a humanidade já construiu.  

 
 

Concluindo.

Faremos algumas considerações finais, já que é impossível concluir esse tema tão complexo que é a Infância e o processo de institucionalização dos saberes, isto é, a escola e a escolarização e as ações de ensinar e educar.  

Compreende-se após estudar sobre esse tema, em uma perspectiva histórica, que a infância nem sempre teve o seu lugar no mundo pensado pelos adultos.

Primeiramente ela era vista como adultos em miniatura, não tinha uma ternura para com ela, muito pelo contrário a proposta era nem se apegar as crianças, pois elas eram seres sem importância.

Nesse mesmo contexto as crianças eram colocadas no ambiente de trabalho muito cedo e o que interessava era produzir riquezas para a família e para ela própria se sustentar.

Nesse sentido, a exploração da força de trabalho da infância começava em casa, realizada pelos próprios familiares, exigindo sustento da vida em instituição da sociedade.  

Estudando diversos autores, entre eles, Áries,  entendemos que com a chegada da modernidade a infância passa á ter um olhar de setores da sociedade, porém não muito diversificada da compreensão do adulto.

Foi então que as crianças, com idade mais próxima da atualidade, começaram frequentar as escolas.

No entanto sem deixar o trabalho, e é claro que isso não daria certo, então começaram á surgir vozes que se levantaram para questionar vários aspectos sobre a infância e entre eles estava o trabalho infantil, que depois de muitas discussões em âmbito social, cultural e político, passou a ser chamado de exploração infantil. 

Já na contemporaneidade, a infância passa á ser foco das atenções no âmbito político, social, familiar e educacional, e com isso esse período da existência da criança passou á ser vista e estudada na sua multiplicidade, na complexidade da existência dos sujeitos, do ser humano. 

Embora se tenha conquistado muitas coisas, as ideias de escola, a educação e a infância têm ficado em meio às políticas medíocres e grandes obstáculos.

Fatores esses que acabam não resolvendo e  sequer minimizando a injustiça social.

Para que isso mude necessitamos de um olhar de todos, pois devemos pensar na infância como um ser social de construção e transformação, e na nossa concepção.

Para isso acontecer devemos proporcionar uma educação de qualidade para todos desde a sua infância. 

Ao abordarmos a questão da escola e da infância na perspectiva histórica, procurando construir um significado também com o apoio de outras disciplinas, este seminário propicia um olhar mais critico, mas integrado da percepção que devemos ter da instituição escola e da fase de existência dos sujeitos.

Assim, a interdisciplinaridade nos oferece uma oportunidade de caminhar intelectualmente de maneira sólida para que possamos perceber os fenômenos institucionais e as relações com os sujeitos e saberes de um modo instigante e desafiador.

Nada que seja totalitário, mas amplia o processo de conhecimento sobre as coisas, sobre os seres e sobre todo modo de criação humana.  

 
 

Para saber mais sobre o assunto.

ARIES, Philippe. História Social da Criança e da família. Rio de Janeiro, 1978. Editora: L.T.C.

COSTA, Marisa Vorraber. Estudos Culturais em Educação: Mídia, arquitetura, brinquedo, biologia, literatura, cinema... Organizado por Marisa Vorraber Costa. Porto Alegre: Ed. Universidade/UFRGS, 2000.

FABRIS, Eli. T. Henn – PPGEDU/UNISINOS – efabris@unisinos.br GT: Educação Fundamental/n. 13 Agência Financiadora Sem Financiamento.

FREITAS, de César Marcos. Os Intelectuais na História da Infância. Moisés Kuhlmann Jr., Orgs. São Paulo: Cortez, 2003.

LIBÂNEO, José Carlos, ET all. Educação escolar políticas, estrutura e organização. São Paulo: Cortez, 2008.

MANACORDA, M. A. História da Educação: da antiguidade aos novos dias. São Paulo: Cortez, 2002.

PRIORE, Mary Del (org.). História da criança no Brasil. São Paulo: Contexto, 1991.

SAVIANI, D. Escola e democracia. Campinas: Autores Associados, 1997.
 
ROMANELLI, O. de O. História da educação no Brasil. Petrópolis: Vozes, 2002.

 

 

RESUMO: Este artigo tem como objetivo à contribuição e a compreensão do sentido articulado, das construções de significados, das mudanças de paradigmas que suscitaram ao longo da história. O objetivo é entender a importância desse trabalho no desenvolvimento do processo educacional nos diferentes contextos históricos de nossa sociedade e suas relações com a configuração da escola e a criança ao longo dos tempos.

 Palavras-chave: HISTÓRIA, EDUCAÇÃO, INFÂNCIA, ESCOLA.

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Prof. Dr. Fábio Pestana Ramos.

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