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Para entender a história... é uma publicação técnico-científica on-line independente brasileira, indexada pelo IBICT, Latindex, CNEN e LivRe; no ar desde sexta-feira 13 de Agosto de 2010.
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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

A educação e a psiconutrição.


Para entender a história... ISSN 2179-4111. Ano 3, Vol. out., Série 08/10, 2012, p.01-07.

 

O artigo faz parte da Monografia de Conclusão de Curso de Pós-Graduação em Psicopedagogia pelo INEC/Universidade Cruzeiro do Sul, orientada pelo Prof. Dr. Fábio Pestana Ramos.

 

O presente estudo tem por objetivo analisar o comportamento das escolas, ao oferecerem alimentos em suas nas cantinas, contribuem para o aumento da prevalência de doenças nutricionais.

Portanto torna-se necessário estimular o consumo de alimentos adequados por meio da oferta menos frequente daqueles de alta densidade energética no âmbito escolar.

Tem-se que o consumo excessivo de alimentos industrializados está bem presente nas dietas.

 

INTRODUÇÃO.

Sabe-se que a alimentação e a nutrição contribuem para a promoção e proteção da saúde, melhorando a qualidade de vida e prevenindo os distúrbios nutricionais.

Uma criança bem alimentada é uma criança com resistência às doenças, com vontade de estudar e brincar.

A alimentação é uma necessidade básica ao desenvolvimento do ser humano, sendo na fase da infância que acontece uma maior transformação que favorece o seu desenvolvimento nos aspectos físico, intelectual, emocional e social.

Há uma grande preocupação com a nutrição adequada e com as consequências de uma alimentação incorreta (ZANCUL, 2004).

Promover uma alimentação saudável é considerado um eixo prioritário de ação para promoção da saúde e, neste contexto, o ambiente escolar é apontado como espaço fundamental para a criação de documentos nacionais e legislações (BRASIL, 1999; CONSEA, 2004).

Apesar da menor velocidade de crescimento e da diminuição do risco de desnutrição, a criança em idade escolar tem uma exigência quanto aos cuidados à alimentação. Devem-se considerar também os hábitos alimentares adquiridos e a grande influencia exercida pela propaganda e pelo convívio com outras crianças da mesma idade (ANCONA, 2004).

Segundo Barbosa (2004), alguns hábitos alimentares inadequados são estabelecidos na infância.

Nesse sentido, no processo de formação dos hábitos alimentares deve existir uma associação entre o prazer vivenciado e a qualidade das refeições (ANCONA, 2004).

Sabe-se que os pais exercem influência na alimentação e nos hábitos dos escolares, pois são eles que fazem a oferta dos alimentos para as crianças, incentivando-as sobre o que devem ingerir.

Na intenção de contextualizar os aspectos que envolvem a alimentação do escolar, busca-se fundamentar os seguintes itens: características gerais dos escolares de 7 a 10 anos, recomendação nutricional, baixo peso, obesidade e os alimentos industrializados, educação nutricional e a construção de hábitos alimentares, fatores que influenciamos hábitos alimentares, a alimentação escolar como um direito e a relação entrem a alimentação oferecida pela cantina da escola e a trazida de casa.

A formação de hábitos alimentares é influenciada por fatores fisiológicos, psicológicos, socioculturais, e econômicos (FISBERG, 2003).

Uma criança bem alimentada é uma criança com resistência às doenças, com vontade de estudar e brincar.

A alimentação é uma necessidade básica ao desenvolvimento do ser humano, sendo na fase da infância que acontece uma maior transformação que favorece o seu desenvolvimento nos aspectos físico, intelectual, emocional e social (KUREK, 2006).

 

REVISÃO BIBLIOGRÁFICA DA NUTRIÇÃO.

Em muitas partes do mundo, as crianças vão para a escola com o estômago vazio. Eles não comem no café da manhã ou não comem os alimentos corretos ou até precisam trabalhar antes de irem para a escola. 

Como resultado, elas chegam na escola com pouca energia para se concentrarem ou participarem das aulas.

Estas crianças com fome estão mais suscetíveis a apresentarem um baixo rendimento, faltarem à aula, ficarem doentes ou até saírem da escola.

Para as famílias de baixa renda a alimentação que a criança recebe na escola significa economia de uma refeição para a família, e em muitos casos consiste em um ótimo motivo para mandar as crianças para a escola.

 De acordo com o Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE, todas as crianças matriculadas em escola pública têm o direito à Alimentação Escolar, cujo objetivo é contribuir para o crescimento e o desenvolvimento biopsicossocial, a aprendizagem, o rendimento escolar e a formação de práticas alimentares saudáveis dos alunos, por meio de ações de educação alimentar e nutricional e da oferta de refeições que cubram as suas necessidades nutricionais durante o período letivo, segundo a Resolução nº 38 de 16 de julho de 2009.

A educação para a saúde deve se iniciar nas idades da pré-escola (Educação Infantil) e escolar (Ensino Fundamental) devido a sua maior receptividade e capacidade de adoção de novos hábitos e, ainda, porque as crianças se tornam excelentes mensageiras e ativistas de suas famílias e comunidades (GOUVÊA, 1999).

 

AMBIENTE ESCOLAR.

A escola é um espaço social onde muitas pessoas passam grande parte do seu tempo, convivem, aprendem e trabalham, portanto torna-se um ambiente favorável para o desenvolvimento de ações para a promoção da saúde, bem como formação de hábitos alimentares saudáveis, atingindo os estudantes nas etapas mais influenciáveis da sua vida, seja na infância ou na adolescência.

É também na escola que muitas crianças realizam suas refeições, fazendo escolhas que revelam suas preferências e hábitos alimentares (ZANCUL, 2004).

A comercialização desses alimentos no ambiente escolar representa um entrave para a educação nutricional e a formação de hábitos alimentares saudáveis.

Nos ensinamentos de MAINARDI (2005), é importante ressaltar que as crianças passam grande parte do dia na escola, portanto, esse ambiente deve oferecer opções de alimentos saudáveis e protegê-las dos fatores que 12 contribuem para as doenças relacionadas à alimentação, como anemia, desnutrição, carências vitamínicas e de cálcio, obesidade e outras doenças crônicas associadas.

Os cardápios da alimentação escolar deverão ser elaborados pelo nutricionista responsável, com utilização de gêneros alimentícios básicos, respeitando-se as referências nutricionais, os hábitos alimentares, a cultura alimentar da localidade, pautando-se na sustentabilidade e diversificação agrícola da região e na alimentação saudável e adequada.

Apesar da menor velocidade de crescimento e da diminuição do risco de desnutrição, a criança em idade escolar tem uma exigência quanto aos cuidados à alimentação.

Para BRASIL (2009), a aquisição dos gêneros alimentícios, no âmbito do PNAE, deve obedecer ao cardápio planejado pelo nutricionista.

O Programa de Alimentação Escolar é uma das formas de promover a saúde e bons hábitos alimentares principalmente aos alunos em que a refeição recebida na escola representa parcela importante do consumo diário (ACCIOLY, et al.; 2005).

Segundo BRASIL (2009), são consideradas, entre outras, estratégias de educação alimentar e nutricional: a oferta da alimentação saudável na escola, a implantação e manutenção de hortas escolares pedagógicas, a inserção do tema alimentação saudável no currículo escolar, a realização de oficinas culinárias experimentais com os alunos, a formação da comunidade escolar, bem como o desenvolvimento de tecnologias sociais que a beneficiem.

Lei orienta por meio dos órgãos competentes, o desenvolvimento de programas de educação alimentar e nutricional nas escolas do ensino básico das redes pública e privada do Estado, visando a estimular a formação de hábitos alimentares saudáveis em crianças e adolescentes, e, extensivamente, em suas famílias e comunidades.

Esses locais devem redimensionar as ações desenvolvidas no cotidiano escolar, valorizando a alimentação como estratégia de promoção da saúde.

É importante determinar que as responsabilidades inerentes ao processo de  implementação de alimentação saudável nas escolas sejam compartilhadas entre o Ministério da Saúde/Agência Nacional de Vigilância Sanitária e o Ministério da Educação/Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (BRASIL, 2009).

 

No entendimento de LACERDA (2005, apud ACCIOLY, p.370):

 

[...] Medir o crescimento e desenvolvimento de uma criança é uma forma de conhecer e vigiar seu estado de saúde geral. O crescimento é definido como aumento do tamanho corporal, sendo resultado da multiplicação e diferenciação celular, portando, é um indicador muito sensível á saúde e nutrição de uma população.

 

 Por fim na opinião de LACERDA (2005), apud ACCIOLY (2005), o acompanhamento do crescimento do escolar é uma metodologia simples que permite fácil identificação da criança de risco, permitindo intervenções precoces.

As medidas mais sensíveis do crescimento são o peso e estatura que devem ser obtidos periodicamente, em equipamentos adequados e de acordo com as normas de aferição pré-estabelecidas e registradas em instrumentos adequados.

 

EDUCAÇÃO NUTRICIONAL.

Na compreensão dos autores WEISS, CHAIM, BELIK (2005), a educação nutricional deve ser vista como processo contínuo que tem como objetivo, mais do que informar, programas de educação nutricional devem incorporar métodos que realmente provoquem a mudança do comportamento alimentar.

Ainda, para sua maior eficiência, esses programas educativos em nutrição devem ser ampliados e envolver órgãos, como governo, mídia, indústrias e escola.

É importante as crianças não só adquirir conhecimentos sobre nutrição adequada e equilibrada, mas também desenvolver bons hábitos alimentares.

Além disso, a Educação Nutricional é essencial, pois a escola tem papel fundamental ao modelar as atitudes e comportamentos das crianças sobre Nutrição, visando à modificação e melhorias dos hábitos alimentares em longo prazo, e torna-se um elemento de conscientização e reformulação das distorções do comportamento alimentar, auxiliando a refletir sobre a saúde e qualidade de vida (MANTOANELLI e BITTENCOURT, 1997).

PÉREZ et al., apud FERNANDES et al (2009), em estudo de intervenção nutricional com escolares, apontaram melhora nos conhecimentos nutricionais, atitudes e comportamento alimentar dos alunos, além de influências nos hábitos alimentares de seus familiares. Incorporar o tema da alimentação e nutrição no contexto escolar, com ênfase na alimentação saudável e na promoção da saúde é um grande desafio (CECANE, 2006).

A escola deve ter como objetivo o desenvolvimento de programa contínuo de promoção de hábitos alimentares saudáveis, considerando o monitoramento do estado nutricional das crianças, com ênfase no desenvolvimento de ações de prevenção e controle dos distúrbios nutricionais e educação nutricional (BRASIL, 2006).

 

CECANE (2006), baseado na Portaria Interministerial nº 1010, foram elaborados e estabelecidos os 10 passos essenciais para promover a alimentação saudável nas escolas:

 

1º Passo: A escola deve definir estratégias, em conjunto com a comunidade escolar, para favorecer escolhas saudáveis: A comunidade escolar pode ser sensibilizada por meio de oficinas, feiras e outras atividades educativas; Estimular ou promover a mobilização e co-responsabilização; Todos os profissionais devem ser valorizados, especialmente os manipuladores de alimentos; Eleger multiplicadores e capacitá-los.

2º Passo: Reforçar a abordagem de promoção de saúde e da alimentação saudável nas atividades curriculares da escola: Estimular a inclusão dos temas de Alimentação Saudável e Nutrição no currículo, abordando todas as disciplinas de forma integrada; Enfatizar temas de Alimentação e Nutrição em datas específicas e oportunas de acordo com o contexto local; Conhecer e aplicar o Guia Alimentar para a população brasileira; Adotar material paradidático e outros recursos educativos sobre o tema para estimular o interesse do grupo.

3º Passo: Desenvolver estratégias de informação às famílias dos alunos para a alimentação saudável no ambiente escolar, enfatizando sua co-responsabilidade e a importância de sua participação neste processo: Inserir temas de alimentação e saúde nas reuniões de pais e mestres; Promover a sensibilização dos pais na escola e fora dela, por exemplo, por fóruns e discussões; Desenvolver estratégias visando maior envolvimento dos pais nas atividades de educação na escola.

4º Passo: Sensibilizar e capacitar profissionais envolvidos com alimentação na escola para produzir e oferecer alimentos mais saudáveis, adequando os locais de produção e fornecimento de refeições às boas práticas para serviços de alimentação e garantindo a oferta de água potável: Monitoramento periódico do Serviço de Alimentação e Nutrição; Estimular a participação do CAE.

5º Passo: Restringir a oferta, a promoção comercial e a venda de alimentos ricos em gordura, açúcares e sal: Trabalhar a composição dos alimentos e suas consequências sobre a saúde; Sensibilização dos alunos, pais, cantineiros e comércio ambulante sobre opções de alimentos mais saudáveis.

6º Passo: Desenvolver opções de alimentos e refeições saudáveis na escola: Desenvolver hortas comunitárias e atividades de arte culinária com os alunos; Garantir o conhecimento das etapas de produção dos alimentos ofertados na alimentação escolar; Promover concurso de receitas, com integração de alunos, famílias e comunidade.

7º Passo: Aumentar a oferta e promover o consumo de frutas, legumes e verduras, com ênfase nos alimentos regionais: Trabalhar a composição dos alimentos e suas consequências sobre a saúde; Desenvolver hortas comunitárias e estimular o plantio de árvores frutíferas; Incentivar o consumo de produtos de hortifrúti locais e regionais; Desenvolver oficinas de degustação e arte culinária; Sensibilizar a família e a comunidade escolar para a adoção desses alimentos em casa.

8º Passo: Auxiliar os serviços de alimentação da escola na divulgação de opções saudáveis por meio de estratégias que estimulem essas escolhas: Fornecer de forma permanente e contínua, informação sobre alimentação saudável para alunos, família e comunidade escolar; Trabalhar as informações sobre composição dos alimentos e rótulos; Desenvolvimento de atividades educativas permanentes inseridas no currículo escolar.

9º Passo: Divulgar a experiência da alimentação saudável para outras escolas, trocando informações e vivências: Divulgar experiências em sites de órgãos públicos e outros instrumentos de comunicação social; Realizar fóruns de discussão entre escolas para troca de experiências.

10º Passo: Desenvolver um programa contínuo de promoção de hábitos alimentares saudáveis, considerando o monitoramento do estado nutricional dos escolares, com ênfase em ações de diagnóstico, prevenção e controle dos distúrbios nutricionais: Avaliar o estado nutricional, consumo dos escolares e da comunidade escolar periodicamente; Manter programa de educação nutricional permanente e contínuo.

 

CONCLUINDO.

Sendo a escola uma instituição que se ocupa da tarefa de educar, torna-se um espaço favorável para o desenvolvimento de ações de educação nutricional e formação de hábitos alimentares saudáveis, fortalecendo assim a legislação vigente e as políticas públicas voltadas para a área de alimentação e nutrição.

Muito se tem falado sobre reeducação alimentar, mas será que não caberia melhor educação alimentar ou educação nutricional? Reeducar significa tornar a educar e educação significa o ato de educar, processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral do ser humano.

A educação alimentar compreende algo mais complexo, é um processo, ou seja, além da mudança de hábitos alimentares, existe o aprendizado do que é saudável, mantendo aspectos do indivíduo, é a construção do conhecimento, a vivência.

Quando as escolas oferecem alimentos que contrariam a legislação, está incentivando o consumo dos mesmos, o que é desfavorável para a formação de hábito alimentar saudável.

 

PARA SABER MAIS SOBRE O ASSUNTO.

ACCIOLY, E. et ali. Nutrição em Obstetrícia e Pediatria. 3ª. ed. Rio de Janeiro: Cultura Médica; 2005.

ANCONA LOPEZ et ali. Nutrição e dietética em clínica pediátrica. São Paulo: Atheneu, 2004.

BRASIL. Ministério da Educação. Resolução/CD/FNDE Nº 038, de 16 de julho de 2009. Dispõe sobre o atendimento da alimentação escolar aos alunos da educação básica no Programa Nacional de Alimentação Escolar - PNAE. Disponível em: http://www.fnde.gov.br/index.php/ae-legislacao Acesso em: 01 de setembro 2012.

BRASIL. Ministério da Educação. Resolução/CD/FNDE Nº 067, de 28 de dezembro de 2009. Altera o valor per capita para oferta da alimentação escolar do Programa Nacional de Alimentação Escolar - PNAE. Disponível em: http://www.fnde.gov.br/index.php/ae-legislacao Acesso em: 01 de setembro 2012.

CECANE – Região Sudeste. Ideias para promover a alimentação saudável na escola. Unifesp, 2006.

FERNANDES, Patrícia S. et ali. Avaliação do efeito da educação nutricional na prevalência de sobrepeso/obesidade e no consumo alimentar de escolares do ensino fundamental. J. Pediatr. (Rio J.), Porto Alegre, v. 85, n. 4, Ago. 2009.

KUREK, Marlene; BUTZKE, Claracy Maria Ferrari. Alimentação escolar saudável para educandos da educação infantil e ensino fundamental. Revista de divulgação técnica - cientifica do ICPG, vol.3, no.9, Julho/Dezembro de 2006.

MAINARDI, N. A ingestão de alimentos e as orientações da escola sobre alimentação, sob o ponto de vista do aluno concluinte do ensino fundamental.  Dissertação (Mestrado em Ciência e Tecnologia de Alimentos) - Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Universidade de São Paulo, Piracicaba, 2005.

ZANCUL, Mariana de Senzi. Consumo alimentar de alunos nas escolas de ensino fundamental em Ribeirão Preto. 2004. 85f. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. Ribeirão Preto, 2004.

 WEISS B, CHAIM N. A, BELIK W. Manual da gestão eficiente da merenda escolar. 2ª. ed. 2005.

 

Texto: Profa. Valéria Lúcia Souto Saez.
Pós-Graduanda em Psicopedagogia Institucional pelo INEC/UNICSUL.

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