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sexta-feira, 3 de julho de 2015

O Fenômeno da Massa Popular Brasileira - Um Povo Revolucionário(?)


Para entender a história... ISSN 2179-4111. Ano 6, Volume jul., Série 03/07, 2015, p.01-03.

Prof. Me. Rodrigo Cardoso Silva.
Mestre em Direito Internacional.
Educador de Ciência Política, Direitos Humanos e Direito Econômico na Unimonte.

Eliza Odila Conceição Silva Donda.
Advogada da Missão Paz.
Especialista em Direitos Humanos pela Universidade de Coimbra.
Especialista em Direito Internacional e Econômico pela UEL.
Desde julho de 2013, os brasileiros estão passando por certo processo de despertar político, ainda que bastante dúbio.
Apesar de não estarem muito bem claro os objetivos propostos pela Massa, é contagiante ver essas manifestações populares em prol do bem estar coletivo no Brasil.
Há dois anos, as maiores cidades do país e a Capital Federal foram tomadas por uma explosão populacional de reinvidicações, que partiu desde o desejo de exigir tarifas menores de transporte coletivo até um Estado mais ético e justo.
Notória é a nobreza de um povo que reconhece um governo que se utiliza do estado republicano para articular em causa própria.
Após o cessar da Massa, o governo federal reconheceu a força do povo nas manifestações, mas repudiou o alto índice de violência consubstanciado pela desordem e o vandalismo.
Os demais governantes - estaduais e municipais e, inclusive, o Senado Federal e a Câmara dos Deputados, não se manifestaram em prol de nenhum lado.
Optaram pela omissão da liberdade do pensamento.
A primeira grande "revolução" do país na segunda década do século XXI, formada por maioria de jovens acadêmicos, foi um misto do que aconteceu em 1984 (Diretas Já) e em 1992 (Impeachment de Fernando Collor), sendo que a diferença mais pujante atual foi a celeridade das informações pelos meios digitais.
Da mesma ordem como ocorreu em meados das décadas de 80 e 90, o povo se reuniu com hora marcada para começar e terminar a sua "revolta" contra o Estado.
É curioso perceber esta peculiaridade do povo brasileiro que é muito diferente de outras culturas no mundo.
A busca por ética e justiça é temporária, e não permanente.
Talvez seja porque a maioria da Massa Popular ainda não perdeu um dos princípios fundamentais do estado democrático de direito brasileiro e universal, a dignidade da pessoa humana.
Passado o terceiro fenômeno, em 2014 ocorreram as eleições para presidente, governador, deputados e senadores.
Um momento importante de "poder" do povo que demonstraria o desejo por mudanças no campo da governabilidade igualitária, ética e justa para todos os cidadãos brasileiros.
No entanto, o resultado das urnas eletrônicas no Brasil mostrou que a vontade da maioria do povo foi permanecer em prol do Estado tisnado como antiético e injusto com todos no protesto anterior.
No primeiro semestre de 2015, o povo retornou as ruas para protestar contra o mesmo governo eleito pela maioria em 2014.
Não obstante, as manifestações tomaram a mesma forma que em 2013, com a Massa Popular organizada por pessoas com certo grau de instrução educacional, mas desta vez com roupas nas cores verde e amarela, em vez da cor preta de 2013.
Ontem, as reivindicações foram muito semelhantes da primeira "revolução", ou seja, gritos por mais justiça e ética para todos, sem se esquecer do certo grau de violência e vandalismo em algumas regiões.
Diante desses dois fenômenos populares republicanos no Brasil, pode-se notar que ambas as Massas Populares que manifestaram desgosto pelo Estado não são pessoas que praticam a mendicância, menores de rua abandonados, imigrantes, homossexuais, vítimas de preconceitos raciais e religiosos, refugiados ou pessoas que sofreram algum desastre natural. Isto é, não são pessoas que perderam a sua dignidade, seja de uma forma ou de outra.
Já a Massa em destaque no cenário nacional é formada por intelectuais e pessoas mais abastadas.
É racional pensar que esta Massa tem muito mais a oferecer para a "revolução". Na verdade, não.  
Pois o manifesto por um Estado ético e justo para todos não foi construído por todas as pessoas sem qualquer distinção.
Ele foi construído por um grupo de pessoas elitizadas.
Logo, o impasse percebido até aqui é a falta do espírito da virtude no povo brasileiro.
A prática da austeridade no viver do brasileiro.
Assim, com a prática do bem, da probidade e da excelência moral no dia-a-dia do Brasil, o povo brasileiro a tempo futuro terá a oportunidade de ser representado por pessoas do bem que buscaram por toda a sua vida formar um conjunto de todas as boas qualidades morais e respeito pelos direito humanos.
A Massa Popular ainda hoje é formada por idealistas que somente com certa fortuna material dão início as realizações que lhe competem e esquecem-se daqueles menos favorecidos.
A "revolução" deveria ser um fenômeno de todos sem qualquer exceção.
A união fraternal é o sonho sublime de todas as pessoas.
Todavia, ela não irá se realizar sem que o povo brasileiro respeite uns aos outros, cultivando a harmonia e o acolhimento de todas as pessoas.
Uma "revolução" é positiva quando ela é uma ação virtuosa para a coletividade.
Por fim, o povo brasileiro precisa reaprender ou renovar os valores morais e a sua virtude para aplicá-los na família, na sociedade e, especialmente, na política.
Um governante deveria ser o exemplo para as demais pessoas.
Ninguém progride sem renovar-se.

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Forte abraço.
Prof. Dr. Fábio Pestana Ramos.

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