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Para entender a história... é uma publicação técnico-científica on-line independente brasileira, indexada pelo IBICT, Latindex, CNEN e LivRe; no ar desde sexta-feira 13 de Agosto de 2010.
Não possui fins lucrativos, seu objetivo é disseminar e difundir o conhecimento através de artigos com qualidade acadêmica e rigor cientifico, mas linguagem acessível ao grande publico.

Periodicidade: Semestral (edições em julho e dezembro) a partir do inicio do ano de 2013.
Mensal entre 13 de agosto de 2010 e 31 de dezembro de 2012.

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segunda-feira, 16 de julho de 2012

Olhar poético da arte e sua importância no ensino superior através de obra aberta ou coletiva.


Para entender a história... ISSN 2179-4111. Ano 3, Vol. jul., Série 16/07, 2012, p.01-29.


O artigo faz parte da Monografia de Conclusão de Curso de Pós-Graduação em Docência do Ensino Superior pelo INEC/Universidade Cruzeiro do Sul, orientada pelo prof. Dr. Fábio Pestana Ramos.


“Não importa o que fizeram com você, o que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você.” (Jean Paul Sartre).

 
O objetivo do trabalho é despertar no individuo um olhar com várias vertentes, no que se refere à Arte, para que os profissionais de Educação tenham mais cautela ao tirar conclusões da Arte e da Educação, caminhando num olhar jamais pensado anteriormente, o de fazer obra aberta ou coletiva.
Proporemos um enriquecimento imagético a partir desta prática, criando desenho, pintando, imaginando, despertando um olhar mais poético depois desta experiência, com um contextualizar muito mais profundo do que somente olhar e apreciar uma obra, o elaborar e o fazer artístico será a mola mestre deste trabalho.
Aguçar o olhar com ênfase na produtividade artística tendo como suporte o painel e uma obra aberta ou coletiva iniciada por um artista plástico, com a explicação de seu fazer artístico por parte do artista, de um lado e do outro o expectador que virará artista para esta obra.
Ir além de ver as obras ,participando, sentindo um pouco o caminhar do artista e seu processo de criação. Interessar-se com um olhar novo, mais poético, ver o novo pelo novo, o olhar pelo trabalho dos alunos terá uma maneira mais agradável, de ser passada, o conteúdo terá meios para ser mais criativo, sem um olhar julgador, passando para um olhar pesquisador, do por que, por exemplo, o aluno trilhou tal caminho para chegar a sua arte final.
Apostamos numa interferência feita em alguns professores para que este despertem seus olhares sensíveis em relação à Arte a sua profissão e seu fazer profissional a começar por um breve vivenciar artístico de uma obra coletiva e aberta com a autora desta monografia.
 
 
Introdução.
Trabalharemos com vários ângulos de visão diante de um mesmo fato podendo ser no caso intelectual, social ou mesmo uma visão do mundo.
Enfatizando o olhar primeiro do professor, depois do aluno, chegando à sociedade, tratando o olhar com seus sonhos, especulações, teorias, caminhos que traçaremos para uma estratégia de desenvolvimento da humanização da educação, chegando à poética da Arte pela Arte.
 
A explicação deste trabalho segue com a explicação a seguir, extraída da obra “O Pequeno Príncipe” de Antoine de Saint-Exupéry:

Refleti muito então sobre as aventuras da selva, e fiz, com lápis de cor, o meu primeiro desenho. Meu desenho número 1 era assim:
 
Figura 1: Desenho número 1, extraído do livro “O Pequeno Príncipe.


Mostrei minha obra-prima às pessoas grandes e perguntei o se o meu desenho lhes fazia medo.
Responderam-me: “Por que é que um chapéu faria medo?
Meu desenho não representava um chapéu. Representava uma jiboia digerindo um elefante. Desenhei então o interior da jiboia, a fim de que as pessoas grandes pudessem compreender. Elas têm sempre necessidade de explicações. Meu desenho número 2 era assim:
 
Figura 2: Meu desenho número 2

As pessoas grandes não compreendem nada sozinhas, e é cansativo, para as crianças, estar toda hora explicando.
 
Como é difícil deixar à curiosidade a infantilidade de criança chegar ao homem, que aprende a ler sentenças e palavras “re-lia” o mundo, não captando por vezes o cerne deste mundo, as pessoas que ao ver a Arte fazem uma leitura elaborada dentro do seu ponto de vista, tendo seu alfabetizar defendido só no sentido mais básico, faz uma leitura mecânica, sem um olhar novo, somente olhando e não vendo a Arte.
Concentraremos a liberdade necessária, para mostrar que não existe uma só forma de ler este mundo, o aluno com o seu repertorio já existente ampliará a sua visão de mundo, levando em conta que hoje muitos professores confundem-se com os alunos ao compartilhar com eles a mesma cultura disseminada mundialmente através da cultura de massas e possuem os mesmos gostos e preferências, falam a mesma linguagem de jargões por pensar que assim se aproximam dos grupos, assistem aos mesmos programas de TV e aos mesmos poucos filmes, leem pouco ou quase nada fora daquilo que o contexto escolar exige, raramente vão às exposições, teatros e museus e possuindo um restrito repertório musical ou plástico.
Isso revela um pouco do que se fala quando diz que todo documento de cultura também é um documento de barbárie, uma vez que a banalização dos valores, a disseminação de tabus e preconceitos, a opressão e desumanização do homem atingem também a formação profissional do educador.
Neste sentido, ao não ter essa formação cultural, mesmo à escola se caracteriza como o contrário daquilo que a formação cultural deveria assegurar ao individuo.
Para enfrentar tal quadro, será necessário um trabalho conjunto de educadores desconstruindo estereótipos que comprometem o cotidiano com o compromisso de valorizar e ressignificar a cultura a fim de reconstruir o espaço escolar como espaço de formação cultural.
Para tanto este novo olhar a razão da subjetividade não se torna mais tão relativa, passará para um estágio elaborado do pensar que aquilo que se vê além da linha, da forma, da cor, indo além dos elementos da linguagem visual, chegará a questões muito mais concentradas no ser pelo ser.
Ademais, as possibilidades de um ver são como o “amanhã” que traz no trabalho questionamentos do por que lutar para construir outros horizontes, outros ângulos daquilo que se enxerga, com muito mais propriedade.
Este pensar nos levará a ver que nunca somos um nada, cada um vem constituído de algo, de alguns preceitos, igual à figura 3, cada um não é sem cor, tem em seu intimo formações, saberes, emoções, questões.
 
Figura 3.

Este aprendizado se dará nas Escolas, nas salas, nos corredores, mas o principalmente no educar a forma de ver o que esta a sua frente de uma maneira cada vez mais poética e humana.
Assim como vemos a imagem figura 4, já completa de cores.

Figura 4: Muito mais o olhar nos leva do que nós levamos o olhar.
 
O olhar será modificado e ampliado, ou não, num espaço mediador e promotor do diálogo, num espaço mais intercultural.
Os recursos na Escola pode ser promover espaços para ser colocado outros olhares e o conteúdo ficará novo e com belos olhares, chegando até um modificar deste percurso como mostra a figura 5.
 
Figura 5: Os olhos sabem muito mais do que as palavras.

As imagens apresentadas são um clarear de ideia de por aonde irá o criar de um trabalho coletivo, visto que cada parte deste trabalho, pintado por um professor que estava na aula inaugural do curso Educar na Diversidade, e o prazer e as historias relacionada a esta produção são algo que enriquece a obra.
Portanto a forma como o individuo, o professor, o aluno irá ampliar este olhar se fundindo com o que tínhamos o que temos e o que buscando, realmente é uma incógnita.
É preciso saber que um olhar, instiga o olhar do outro a ver aspectos que precisa ser trabalhado sobre o Eu e o Outro com uma contribuição enorme nas formas de intervenção no mundo que nos rodeia.
Será que esta proposta terá olhares como o observado na figura 6, com o mesmo interesse de quem esta pintando?

Figura 6: Obra de arte coletiva, realizada pela artista plástica Cleusa Coelho em 2010 no evento cultural “Pintando na Praça”.

Figura 7: 0bra coletiva criada pela artista plástica Cleusa Coelho, realizada em 2011 no evento cultural “3° Pintando na Praça, na figura 7, nos mostra que pintar leva o individuo a concentrar nele mesmo e em sua criação, que pode ser só o pintar, o desenhar, o importante nesta proposta é sentir a Arte no fazer”.

Neste olhar poético, as opções vão além do enunciado por Cecília Meireles “... não sei se compro o doce ou guardo o dinheiro” (trecho da poesia “Ou Isto ou Aquilo”) vão além, irá em outras alternativas, pois as discussões, os diálogos, vão fazer com que o individuo reflita suas atitudes, ações quebrando estereótipos, amarras com respostas prontas.
Será que teremos concentração como esta do homem que faz a pintura sem se preocupar se tem um certo ou um errado no pintar mostrado na figura 8, onde sua maneira de sentar denota alguém que esta muito bem naquilo que esta realizando, concentrado, explorando a cor, o espaço do pintar.

Figura 8: Obra coletiva feita no terreno do cemitério antigo de São Miguel Paulista observe a tranquilidade do homem pintando a obra coletiva criada pela artista Cleusa Coelho, numa tarde onde estava sendo reinvidicado o espaço para um centro cultural, e a obra foi deixada para que os que ali estivesse pertencia o fazer, o pintar.

Veremos ou não nesta proposta esta tranquilidade no explorar o fazer ou não?
Para isso, o trabalho com a dimensão pedagógica da crítica das produções culturais tem uma função importante, de ser deixado de lado.
O papel da crítica, além de prolongar o impacto do olhar poderá fornecer meios para uma leitura mais rica do que ele vai ver o fruir estará esparramado no olhar cultural de tudo que tem ao nosso redor, possibilitando referências para ultrapassar a percepção ingênua e ampliará o repertório do professor, do aluno e desenvolvendo um aguçar de sensibilidades que enriquecerá a capacidade do olhar e da percepção.
A Educação sendo um lugar do pensar, nos permite viver como indivíduos pensantes, mas temos também um impasse, pois na sala de aula vemos possibilidades anuladas por modelos estereotipados, onde o mesmo deveria ser multicultural.
Entendendo que todo este discurso com obra aberta ou coletiva, são somente suposições, pois os resultados se darão com a aplicação desta ideia com professores em vários ambientes, onde iremos contrapor mais no final do projeto, seus resultados, suas aplicações e suas contribuições.

Como escreve Alves (2008: p.100):

(...) a minoria inteligente sabe esquecer o que não faz sentido. Se levarmos algo com significância à apreciação à educação dos sentidos, a curiosidade galgará trilhas jamais ponderadas e poderemos chegar a indagações como esta (...) de todos os mais desavergonhados são os ipês amarelos. Mini vulcões em erupções de alegria. É bom ver sua copa amarela, sem uma única folha , contra o céu azul, alguns deles, fui eu que plantei. Mas são poucos os que se assombram e param para vê-los.

Poderemos colocar toda esta referencia na criação de uma obra de arte, tendo boas ideias, saltaram do ver para fazê-lo, o individuo terá oportunidade de elevar o grau de mediador para fazedor, postando de uma outra forma de registro, além das palavras escritas sendo desenhadas ou pintadas, mesclando imagens com palavras, saindo dos alçapões teóricos e metodológicos para um existir plástico palpável.
Para Aristóteles “todos os homens têm, naturalmente o desejo de aprender”, com esta vertente poética os professores, os alunos, os indivíduos, continuarão aprendendo.

Diferente da Educação de hoje, segundo Alves (2008: p.129):

(...) as escolas são frequentemente lugares onde elas são obrigadas a aprender, sob pena de punições, aquilo que elas não querem aprender . E aquilo que as escolas tentam ensinar contra a nossa vontade é rapidamente esquecido.

Desta feita caminharemos com olhares mais significativos, daquilo que vemos e o porquê do que vemos.
Se a Educação sozinha não transforma a sociedade, nem muda, para tanto temos que ter novos pensares de como podemos fazer esta diferença, e algo proposto pode ser a obra em questão aberta ou construída aos pares.
Valorizando e estabelecendo diálogos criativos sem volta a velhos olhares, avançar libertando de padrões pré-concebidos com posturas que adotem uma filosofia de vida inteiramente nova em relação ao fazer artístico, preservando a identidade do outro e do mundo com parâmetros de necessidades contemporâneas existentes e necessárias para conviver civilizadamente com novas relações com o autoconhecimento, autonomia, acolhendo o outro com suas diferenças, apostando na convivência social verdadeira, respeitando o individuo pelo individuo, principalmente o olhar do outro, diferente do seu olhar, mais igualmente importante.
Acreditar como escreve Rubem Alves: “(...) será inútil escrever um tratado sobre os queijos e torná-lo leitura obrigatória nas escolas de um país onde nunca se viu um queijo”.
A palavra “queijo” só tem sentido para quem já comeu queijo.
A compreensão exige um antecedente de experiência.
É preciso primeiro ter a experiência do queijo para depois entender um texto que fale de queijos.
Só podemos falar de um bom vinho, do seu gosto, do seu cheiro, de ano dele, se o tomarmos, se o apreciarmos, se souber pelo menos um pouco como se faz para apreciar um vinho, a mesma coisa é fazer Arte, a compreensão da proposta, tem que ter experiência, vivencia, e posterior argumento do apreciar a Arte, e ver esta na produção do aluno.
Esta apresentação para ser degustada se dará na forma de obra coletiva, os clientes serão professores, o restaurante ambientes abertos, e a forma de pagamentos poderá ser fotos, escritas, pinturas, obras aberta, obras coletiva.
O apreciar de tudo isto como ensina Karl Popper: “(...) Nós não temos a verdade. Nós só podemos dar palpites”.
Para uma melhor degustação, os pensamentos ganharão vida, e vida própria, as ideias terão produções, as palavras, irão além dos significados, e o paladar visual plástico ficará por conta de cada individuo que foi convidado para este banquete.
 
Poderemos chegar a pensar na pintura, na emoção que uma obra nos traz, de analisar como foi possível aquele resultado, amaremos tentar fazer com que o individuo chegue à compreensão que chegou Alves (2008: p.135) em um museu em frente a uma determinada obra:

(...) Sinto a emoção de saber que estou bem próximo da superfície que foi tocada pelo pincel do pintor. Sinto-me assim, perto dele. É uma experiência de comunhão: estamos próximos, partilhamos um mesmo pequeno espaço. A experiência estética, o encantamento diante da pintura, eu a tenho em casa, assentado, admirando a reprodução da tela que se encontra num livro A admiração exige tempo. Não se admira correndo. Ninguém que se apresse. Demora um pouco para que a tela acorde, tome consciência de que estou diante dela e comece a me tocar. Desde que a pressa se instala, a alma se recolhe e somos projetados na voragem do tempo exterior.”

Mas para que o indivíduo chegue a este estágio, se faz necessário, abrir caminhos, olhares, diremos válvula, dispomos para tanto a obra coletiva ou aberta, uma das possibilidades para o individuo sentir o que é pintar, ter contato no seu cerne mais intimo, que é o fazer.


Material e método.
O material que utilizaremos será painéis, tintas acrílicas, pinceis , papeis lápis pretos, sulfites, cadernos de desenho, vídeo, DVD, televisão, rádio, pen drive, CD e DVDs, obras de arte, livros e revista de arte.
O método empregado será atrás de proposta aberta que poderá caminhar entre imagem, pensamentos, palavras, poesia, sabendo que o mediador ora será professor, ora será aluno, dentro de todo este contexto artístico.


Desenvolvimento do projeto.
A obra coletiva e aberta foi feita na Escola estadual Plínio Caiado de Castro, localizada no Jardim Robru, no mês de maio de dois mil e doze, com professores que ministravam aulas nas salas de terceiras e quartas séries do Ensino Fundamental, sabendo cada um do propósito da pesquisa.
O conteúdo escolhido para pontuar a obra foi linhas, com suas formas e seus rabiscos, chamado também de Doodle a partir de uma obra apresentada pela artista.
Foi mostrado tanto para os alunos de cada sala envolvida como cada professor, a obra e a consideração da importância de ir além de olhar a obra analisada, começar a ver, por onde nossos olhos caminham em cada linha, ver a disposição, harmonia, o conjunto dos rabiscos, dos traços, e poder incorporar isto em seu trabalho.
Partimos primeiro do levantamento dos traços existente, tanto com alunos, como com as professoras.
Nesta fase, as professoras foram apreciando a produção da sala, verificando o leque de linhas que cada aluno conseguiu lembrar, falando da criatividade de cada um.
Em outra aula trouxe outra obra, um painel sessenta por noventa centímetros, com uma produção em Arte final, analisando, os traços, e cada aluno começou a falar o que estava vendo, a grande maioria falou que era uma Mandala, algo que já tínhamos feito o ano passado, outros falaram da complexibilidade, das linhas, perguntando quanto tempo, foi feita a obra, questionamento que também foi feito por parte das professoras envolvidas na proposta, depois de sanada a curiosidade inicial, esclarecemos o que vem a ser obra figurativa, a obra abstrata, e esta seria uma delas, o que seria muito mais agradável para a produção.
Para que pudesse ter o que vinha buscar foram desenhados alguns passos da obra na lousa, e os alunos começaram a desenvolver sua obra primeiro individual, depois em pares e por ultimo em grupo.
A apreciação foi mais por fazer individualmente.
A parte, começamos uma obra coletiva com cada professora tendo como ponto inicial o círculo, bem no centro da folha, esta seria a primeira obra, a que elas começariam a entender o que vem a ser obra coletiva.
Foi excelente este contato com cada uma, visto que a cada rabisco, ou linha feita íamos conversando a respeito do que vem a ser Arte, para elas, como é fazer Arte, questões, que ao mesmo tempo, que a obra ia sendo feita ele contavam suas experiências com o fazer.
Notamos que o começo de todas foi do mesmo jeito com muito medo, apreensivas, com a conversa, e o tempo, a obra foi fluindo, os alunos foram apreciando ver a sua professora também fazendo Arte, e de tempo em tempo, mostrávamos como estava ficando a obra da professora deles.
A se saber que toda a pesquisa foi realizada em horário da aula de Arte que realizamos nesta Unidade e cada professora estava acompanhando a aula não tendo prejuízo nenhum com seu desenho para os alunos, visto que já tinha sido passada a proposta para a sala, sem questionamento no fazer dos alunos fiz cada trabalho com a professora da sala.
O modo feito foi de grande valia para todos, pois ao mesmo tempo, que os alunos iam descobrindo linhas diferentes suas professoras também apresentava suas descobertas, todos foram gostando muito da proposta em aula.

 
Considerações de cada professora.

As professoras pesquisadas que contribuíram para este projeto foram:
Joseli Brandão Dias da Mata, Maria da Conceição Orlando, Angela Maria Fonseca Amorim, Nilce Rosa de Lima Maganha, Ivanira Aparecida Maximiano, Silvana, Marilza Aparecida de Almeida Gomes, Dinorá da Costa, Márcia professoras de primeiras séries do Ensino Fundamental.

Segue abaixo a foto de cada uma seu trabalho e suas falas a respeito do fazer Arte.

Como diz Antunes (1998: p.31):

A verdadeira aula é um nobre ato. O ato pedagógico é o ato do amor

 
Figura 9.

Figura 10.

Figura 11.

Figura 12.

Figura 13.

A professora Joseli Brandão Dias da Mata esta nas figuras 9,10, 11 e 12 mostrando o registro gráfico do trabalho com linhas e suas considerações sobre esta executar gráfico:
“Criar com seus movimentos da sua mão, cabeça, pensando e criando, criando outras coisas formas, possibilidades, você vê uma coisa que você desenhou.”

 
Figura 14.

Figura 15.

Podemos observar pelas figuras 14 e 15 da professora Maria da Conceição Orlando que seu esboço de linhas está sendo feito numa concentração além do normal, algo que a liga diretamente com o trabalho e as suas considerações são:
“olhar a Arte é tudo difícil, depois que você vai fazendo se torna muito mais fácil”.
“primeira vez que faço a construção de Arte, quando eu estudava não tinha aula de Arte, desta maneira, hoje dá pra ver a Arte bem diferente com um olhar bem melhor.”

 
Figura 16.

Figura 17.

Figura 18.

Figura 19.

Com o registro das figuras 16, 17, 18 e 19 da professora Angela Maria Fonseca Amorim podemos notar que o inicio de seu trabalho, tem um grupo maior de linhas e que o interesse pelo conteúdo apresentado tem um interesse por parte da professora significativo com as seguintes considerações:
“(...) muito interessante ótimo para descontrair o aluno, a pessoa, é muito divertido”.
“fazer Arte é muito interessante nunca tinha feito Arte e visto Arte desta maneira”.

Figura 20.

Figura 21.

A parceria conseguida com a professora Nilce Rosa de Lima Maganha foi algo maravilhoso para o trabalho, pois a cada linha coloca tinha outro a espera com as seguintes considerações da mestra:
“A Arte eu, eu, vivi era uma atividade metódica, não proporcionava a criação, mas a execução de algo criado por outro, para o aluno de hoje a Arte proporciona liberdade de criação ele não vê o erro /não existe.”
“Na Arte se vê as linhas, interpreta, sem receita, do olho de quem vê!”
“A questão de voar, o pensamento fica em outra dimensão sem ser física, fica mais leve”.

Figura 22.

Figura 23.

O registro fotográfico feito do trabalho da professora Ivanira Aparecida Maximiano mostra a alegria de estar fazendo o registro, apreciando a descoberta de um leque de linhas e suas considerações são:
“A professora falava... ai que porcaria que você fez.”
“A Arte é um estado de espírito, vai saindo sem você vê, nossa o que significa, você vai achando formas, a Arte figurativa é difícil, esta é bem mais fácil, talvez consequência que a gente traz do passado este medo de fazer Arte medo da repressão.”

Figura 24.

Figura 25.

O desenho das linhas da professora Silvana Luisa Jacinto Silva mostra a riqueza de detalhes a começar por linhas curvas suas considerações são:
“A Arte é uma imaginação, sonho, construindo, montando.”
"A autoestima era tirada quando o professor falava reclamando que tinha que fazer melhor, repressão, o erro.”
 
Figura 26.

Figura 27.

Figura 28.

O trabalho realizado pela professora Marilza Aparecida de Almeida Gomes nas figuras 26, 27 e 28 mostra seu envolvimento com as linhas, pois desde pequena amava ficar traçando linhas na esperança de estar escrevendo, com esta professora tivemos a alegria do aluno Antonio tirar nossa foto e suas considerações são:
“Arte é deixar a imaginação ir embora (...) Para a criança desenvolva a imaginação a percepção.”

Figura 29.


Figura 30.

Podemos ver que a professora Dinorá da Costa nas figuras 29 e 30 dá continuidade a sua obra e já vai aparecendo sua arte final de um modo todo especial, apreciando também o resultado que os alunos estão fazendo enfatizando a proposta e o fazer é registro com suas considerações:
“Hoje o aluno pensa, cria, a sua imaginação, antes era tudo pronto, e acabou, eu sempre gostei de desenhar, pintar, tinha até um caderno em organizado colorido, desenhado sem orientação. E hoje eles tem e as vezes não querem, hoje é bem melhor e as vezes não dão o devido valor.”

Figura 31.

Figura 32.

Figura 33.

Olhar o trabalho nas figuras 31, 32 e 33 lembramos que uma aula só de Arte não é possível o termino deste registro então podemos imaginar o desenho da professora Márcia Almeida Gomes como ficará em Arte final, mas apreciar as considerações dela é de suma importância para o trabalho, que são:
“como é bom fazer Arte, descobrir que as linhas, pode conduzir ao aluno ver outras coisas além de uma simples linhas, fazer conjecturas, traçar linha de tempo, chegar a mostrar que ele pode e deve fazer parte desta história, desta sociedade em que vivemos.”


 
Considerações sobre a Obra Coletiva e Aberta.

Podemos iniciar por Bosi (1995: p.13):

A palavra latina ars matriz do português arte, está na raiz do verbo articular, que denota a ação de fazer junturas entre as partes de um todo.
Estas amarrações são o fazer, o conceito, o que se tem antes e o que se tem hoje em Arte.

Algo que leve a ser e a fazer questionamentos, cada vez mais cabíveis ao nosso tempo, que tira o individuo da sua zona de conforto, que o leve a outros movimentos, e não o digo de caminhar, mas de refletir Arte, de forma como um ato de potencia máximo, de maneira única.
As Artes liberates que eram as exercidas por homens livres, pensantes, com um poder econômico social claro, diferente, das Artes serviles relegada a indivíduos de condições humildes, termos estes que deram origem a o que se tem hoje de diferenciação entre o trabalho intelectual e do trabalho manual, ou melhor, o artista e o artesão.
Coisa que aos olhos de Platão um conceito muito mais amplo quando se diz de criação, produção do novo, prazer pelo belo e estético num jogo impar.
Ao artista combinar harmonizar, sensações, emoções, na cor, na forma, num grau tal que leve a vários questionamentos, ou melhor, um jogo estético onde o combinar leve a invenção e este a pura descoberta de algo simplesmente novo, onde o pensamento artístico com suas leis particulares, sobreviva de maneira graciosa ao tempo e espaço, mesmo assim mostre através desta produção o meio que a obra esta inserida, sua contestação ou não.
A história da Estética, o produto, o produtor, o expectador, o fazedor, todos estão interligados, cada qual com sua importância, e responsabilidade, leva-la para a Escola, para o meio, que seria o primeiro a estar colocado é algo dúbio e fantástico.
Fazer Arte na Escola e levantar questionamentos, por parte do professor, do aluno, faz com que este trabalho ganhe peso de pensar como estamos ainda anos luz de conseguir com que a sociedade entenda de verdade o que seja ter Arte em si e a sua volta, onde o questionamento pode fazer com que o olhar volte a ter traços poéticos de um tempo, que já se foi e mesmo assim, levar o indivíduo a querer buscar novos olhares com muito mais peso para seu trabalho, para sua vida.

Fundamenta em Bosi (1995: p 21):

Como disse o pintor e teórico da pintura Wassily Kandinsky: todos os procedimentos são sagrados quando interiormente necessários (do espiritual na arte).

Quando fundamentar que o olhar da Arte pode e deve caminhar entre a matéria e o espírito, ganharemos qualidade para mediar o trabalho do aluno em sala de aula, não importando a matéria, pois todos elas vão estar embasadas na potencialidade do criar, aguçando a inteligência e esta, por conseguinte, a imaginação com ações cada vez mais investigativas.
Desta feita a técnica terá sua importância, mas o cume será o fazer, com estilo pessoal de cada indivíduo, a forma viva.
E o grande mar do ser como diz Dante produzirá infindáveis respostas a um mesmo questionamento como uma obra aberta pode levar o individuo a questionamento que vão além de uma cor, de um pincel de um fazer, a fabrica do pensamento voará pra lugares nunca antes habitados.
O ver-pensar como intitula Cézanne estaria nas profundezas deste, que vai além das cores, formas, linhas e pensamentos, colorindo a imaginação, e a razão numa sociedade que esta sempre em permanente mudança numa intencionalidade cada vez mais expressiva.
Toda essa consideração esta sendo levantada para argumentar que o individuo necessita ver Arte, mas fazer, faz com que seu olhar, tenha um abrir de caminhos, nunca antes pensado, pois visita interior adormecida pelo cotidiano da vida.
 
Desta feita fundamento esta afirmação com o escrito de Bosi (1995: p.29):

A Arte está para o real, assim como o real está para a Ideia , que, na metafísica de Platão, é a instancia absoluta. Arte: sombra de um reflexo.

Como a Arte tem em seu bojo uma gama enorme de caminho quisemos fazer este estudo acreditando na linha, como algo bem explicitado em Barbosa (1989: p.75):

A curva é a linha mais frequente na natureza, pela razão acima indicada de que a reta é a linha impassível, de que ela supõe a ausência de forças exteriores ou seu absoluto equilíbrio e neutralização. Tudo o que existe sofre de forças exteriores múltiplas; se a atuação dessas forças se desse de maneira contínua e regular, a reta seria possível.Mas como, em consequência do movimento do universo, elas ora se unem era se hostilizam , também muito variam em seus resultados .A curva  é o resgate dessas influencias.
 
Desta feita a curva sendo elástica, maleável, poderá tornar o trabalho, mais simpático, interessante, em seu caminho, em sua execução, não necessitando de nenhum instrumento para sua pratica plástica.
Assim a linha escolhida foi à curva.
O papel e o lápis foram os materiais escolhidos, para que o suporte, não fosse um impasse, na produção.
A forma geométrica escolhida para começar o trabalho foi o círculo, visto que todo individuo sabe bem ou mal traça-lo.
A cor inicialmente foi à preta para as professoras, mas teve alguns trabalhos que tiveram o azul, instrumento de sala de aula.
O resultado obtido foi além do que se esperava, sendo o mais importante os olhos poéticos, em relação ao fazer do aluno, como também o olhar de cada professora em sua produção.



Considerações dos trabalhos dos alunos.
Teve alunos que a partir desta proposta comprou caderno para começar outros projetos com as linhas, o Doodle, caso da sala da professora Joseli a aluna Juliana que mostrou seu caderno, com várias produções feita em casa.
Outra coisa que chamou a atenção foi à observação dos alunos nas roupas dos colegas de sala com linhas, como blusa, touca, luva, até mesmo tênis.
Alguns alunos foram buscar mais material na internet, a ponto de trazer para sala de aula impresso, trabalhos que mais gostou.
Alunas da professora Nilce começaram a presentear as professoras com trabalhos que elas fizeram recortaram e colaram em outro papel tendo o exercício de linhas.
Foi pedido em avaliação do semestre de Arte para depois das férias, retornarmos com mais trabalhos com rabiscos: desculpe professora mais às vezes esqueço o nome da técnica, mas lembro que são tipos de linhas, rabiscos, que faço quando paro, quero fazer mais, podemos continuar do aluno Matheus da professora Joceli.
Os trabalhos apresentados a seguir são de alunos da terceira e quarta série da Escola Estadual Plinio Caiado de Castro que mais chamaram a atenção da resolução gráfica feita.

Figura 34.

A proposta da figura 34 fica sempre pautada em variações de linhas, o caminho de cada aluno, chama a atenção devido ao resultado ser algo que ao ser colocado a cor, define formas, nunca pensada na elaboração inicial do trabalho.

Figura 35.
 
Figura 36.

 
Figura 37: O suporte é o caderno.

 
Figura 38.

 
Figura 39.

Estes últimos trabalhos das figuras 35, 36, 37, 38 e 39 mostram o grau de comprometimento que os alunos tiveram com as obras, podemos notar o leque de linhas diferentes, e o capricho da obra mostrando a variação de cor, tendo na harmonia do trabalho a maioria o precedente da monocromia.

Figura 40.

Podemos ver que a harmonia das cores vermelho e azul da figura 40 combinaram perfeitamente, e os espaços em branco só vieram a estruturar a obra de uma maneira a dizer que fez a composição plenamente contrabalançada.

Figura 41.

 
Figura 42.

As figuras 40, 41 e 42 mostram como pode ser o capricho dos alunos, a que grau chega, acreditamos que o gostar leve a trabalhos tão interessante, onde a harmonia, de linhas, formas e cores venha a repercutir numa bela imagem, e numa ótima criação.

Figura 43.

A obra observada na figura 43 mostra que o trabalho foi pensado e desenhado antes do feitio do estudo, precisando fazer as formas antes da pintura, com os planos muito bem definidos, mesmo que tenha sido feito de forma empírica.

Figura 44.

 
Figura 45.

Podemos notar que todos os trabalhos têm o circulo, visto que foi um dos pedidos feito para a execução, já a variação do traçado depende de cada um, o antagonismo dos trabalhos da figura 44 e 45, deixa bem claro como cada mente pode funcionar os espaços sem arte, ou espaços abertos, nos dois trabalhos a combinação de linhas e a espacialidade fica bem claro o tanto que o criar foi necessário para o termino das obras, mostrando o interesse pelo conteúdo apresentado.

Figura 46.

 
Figura 47.

 
Figura 48.

Todos os trabalhos podem ser olhados ou vistos, depende do olhar e do que se quer olhar, para esta monografia são joias, visto que todos partiram de linhas, e o leque de opções plástica fica visível, por onde pode ir o fazer artístico se ele for instigado e mediado.
As obras figurativas também aparece como mostrada nas figuras 46, 47 e 48, que fazem alusão a algo já existente.

Figura 49.

Esta obra final a figura 49 dá ideia de onde pode chegar à criação, que bem poderia estar em alguma galeria, museu, pois os elementos colocados são tão bem orquestrados no suporte que podemos estudar não só as cores, como também as formas em relação ao espaço, em relação à harmonia dos elementos que conversa entre si, como os espaços em branco que demonstra que a obra foi muito pensada, para ter este resultado.
Os elementos da linguagem gráfica estão todos inseridos perfeitamente.·.
Os trabalhos das professoras infelizmente não foram apresentados em arte final devido à falta de tempo, pois esta proposta exigiria tempo retirado de alguma aula, e o aluno é seu objeto primeiro de interesse.

 

Concluindo.
A fala inicial que temos da conclusão é a forma do individuo ampliar o olhar, fundindo com o que já existia, acreditamos que foi preenchido de modo significativo.
O olhar do Eu e do Outro teve contribuições enorme nas formas de intervenção do mundo que rodeia o se, com olhares mais instigantes.
Parar e ver além do estético do belo, o envolvente em termos de criação, de valores, onde a imaginação possa fazer morada, isto foi feito com a semente lançada, mesmo que seja com dez professoras apenas, o importante foi instiga-las, a ver a criar, de um novo ângulo, não do observador, pacifico e sereno, mas o do fazedor, o questionador, de saídas para que seu olhar seja mais criterioso, com respaldo teórico, para tanto foi realizado um trabalho de caminhar a teoria com a prática artística.
É preciso repensar a Arte, dentro do atual contexto social, individual, coletivo.
No caso em questão foi através de tipos de linhas construindo o Doodle caminhos com uma cor, ou várias, deixando espaços em branco, com novas possibilidades em seu traçado com ponderações investigativas do continuar a proposta.
Acreditando que neste lançar os frutos para as professoras de que instancia seja, podendo sair de sua zona de conforto e chegarmos a pontos que por elas não foram pensadas e articula anteriormente, e que depois dos exercícios, os meios foram ampliados e apreciados.

No livro de Alves (2008: p.127):

Por isso é mais importante educar o coração que fazer musculação na inteligência, eu prefiro as inteligências que iluminam a vida, por modestas que sejam.

Assim exercitar se faz necessário, e exige que tenhamos fôlego, para fazer várias vezes, até chegar ao ponto de estarmos aprimorados também na função de ver como Alves (2008: p.36):

Não temos tempo, e o ato de ver exige tempo, da mesma forma como ter um amigo exige tempo. O ver, como fenômeno físico, acontece instantaneamente. Basta abrir os olhos... A luz toca a retina e a imagem se forma nalgum lugar do cérebro. Igual ao que acontece com a máquina fotográfica. Mas há um outro ver que não é coisa dos olhos .

Este novo olhar tem que ser bem exercitado, cultivado, com o outro, consigo, com a sociedade, para que mais e mais pessoas possam ter a real visão, que a Arte tem no nosso tempo.
Não adianta fazermos da escola um espaço teorizado se não o fizermos também com praticas do fazer, que leve a reflexões além do fazer, olhar, ver, intrigar o individuo a querer para si valores de Arte até então não pensados e incorporados.
A contribuição deste trabalho está no olhar mais poético, contextualizado, do por que se faz determinada forma, abrindo precedente para outras formas deste mesmo fazer, o que trará sobremaneira uma enorme riqueza como o individuo vê a Arte, como esta colocado para a sociedade, com sua historia, suas técnicas, e acima de tudo com sua criação.
Finalizando com o escrito de Arnaldo Antunes que diz: “crianças gostam de fazer perguntas sobre tudo”.
Nem todas as respostas cabem num adulto, desta feita as respostas de Arte não se findaram, mas a curiosidade foi colocada em cada professora que fez a pesquisa, independente da resposta teórica, mas a prática mostra que todo individuo tem em si Arte, que tem que ser aprimorada, efervescida, para que possa render lindas obras e belos olhares poéticos.

 

Para saber mais sobre o assunto.
ALVES, Rubem. Ostra feliz não faz pérola. São Paulo: Planeta Brasil, 2008.
ANTUNES, Celso. Marinheiros e Professores. Rio de Janeiro: Vozes, 1998.
BARBOSA, Ana Mae Tavares Bastos. Recorte e Colagem: influencia de John Dewey no ensino da arte no Brasil. São Paulo: Cortez, 1989.
BARBOSA, Ana Mae Tavares Bastos. Teoria e Prática da Educação Artística. São Paulo: Curtrix, 1995.
BENJAMIN, W. Reflexões: a criança, o brinquedo e a educação. São Paulo: Summus, 1984.
BENJAMIN, W. Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. São Paulo: Brasiliense,1994.
BOSI, Alfredo. Reflexões sobre a Arte. São Paulo: Ática, 1995.
FREIRE, Paulo.  Pedagogia da indignação. São Paulo: Unesp, s.d.
FREIRE, Paulo.  Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.
GAIARSA, José Ângelo. O olhar. São Paulo: Gente, s.d.
MARTINS, M. C. (org.). Didática do ensino de arte: a língua do mundo: poetizar, fruir e conhecer arte. São Paulo: FTD, 1998.
PIAGET, Vygotsky. Wallon: teorias psicogenéticas em discussão. São Paulo: Summus, 1992.
SAINT-EXUPERY, Antoine de.  O Pequeno Príncipe. São Paulo: AGIR, s.d.
 
 
Texto: Profa. Cleusa Aparecida Valadão Coelho.
Pós-Graduanda em Psicopedagogia Institucional pelo INEC/UNICSUL.
 

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Prof. Dr. Fábio Pestana Ramos.

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