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Para entender a história... é uma publicação técnico-científica on-line independente brasileira, indexada pelo IBICT, Latindex, CNEN e LivRe; no ar desde sexta-feira 13 de Agosto de 2010.
Não possui fins lucrativos, seu objetivo é disseminar e difundir o conhecimento através de artigos com qualidade acadêmica e rigor cientifico, mas linguagem acessível ao grande publico.

Periodicidade: Semestral (edições em julho e dezembro) a partir do inicio do ano de 2013.
Mensal entre 13 de agosto de 2010 e 31 de dezembro de 2012.

Livros com preços promocionais a partir de 4,99.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

A avaliação como principal instrumento para a aprendizagem.


Para entender a história... ISSN 2179-4111. Ano 3, Volume jan., Série 09/01, 2011, p.01-07.


Diante de novos paradigmas educacionais e necessidades cada vez mais diversificadas de aprendizagem, a educação está em atrito.
O professor necessita cada vez mais desempenhar um papel de investigador, pesquisador, colaborador e atuante no processo cognitivo do aluno.
Demonstrarei como cada vez é mais urgente repensar o papel docente e suas práticas pedagógicas em relação às necessidades atuais de educação e o papel da escola frente a todas essas dificuldades.
Frente a tantas mudanças e novos paradigmas se faz necessário a atualização e capacitação docente para atuação nas instituições escolares, o coordenador pedagógico ou o psicopedagogo, pode auxiliar e colaborar para que finalmente possa haver algumas mudanças significativas na educação.


Considerações iniciais.
A escola atual deixa de centrar seus esforços no ensino e passa a centrar na aprendizagem do aluno.
O aluno não é mais visto como uma tabula rasa, ele possui uma história de vida, conhecimentos prévios que devem ser investigados pelo professor e levando em consideração para desenvolvimento do trabalho pedagógico.
O professor não é mais transmissor de conhecimento, agora ele é visto como mediador-facilitador da aprendizagem do aluno que busca a informação que deseja em outros meios, além da escola.
O docente intervém na aprendizagem do aluno e articula aquilo que é necessário para uma aprendizagem significativa, capaz de formar um ser crítico, ativo, participativo e sujeito da sua própria história.
No entanto, o processo de aprendizagem não é tão fácil, a sociedade do conhecimento, a globalização trouxe benefícios e muitos malefícios também ao mundo.
O aluno enfrenta diversas dificuldades que o levam a ter dificuldades para aquisição da aprendizagem.
A sociedade, a família e a escola não interagem como deveria e há falhas nos órgãos que deveriam auxiliar o aluno na aprendizagem.
A sociedade está cheia de informações, modificações, cada vez mais consumista e menos interacionista, a escola acaba muitas vezes selecionando e discriminando aqueles  que não se encaixam no padrão estabelecido como adequado, a família está modificada, as pessoas não se relacionam bem, a estrutura familiar diferente, as pessoas preconceituosas e o ser humano com sua essência excluído.
O educador deve além de ensinar combater estereótipos de família, preconceitos racial, social e sexual.
Frente a tudo isso o aluno precisa se formar, aprender e a educação deve ser uma possibilidade de mudança pessoal, profissional, assunção social.
Através da formação o aluno deve conseguir exercer seus plenos direitos de cidadão e viver com mais qualidade.
O professor deixa de trabalhar com a escola ideal para exercer sua função na escola real, e deve agir e transformar essa realidade.
A escola deve ser uma organização aprendente, que tem o aluno como centro da aprendizagem, uma escola reflexiva que age, reflete e age, sempre se autoavaliando.
O aluno deve ser considerado sujeito ativo na aprendizagem e na construção de sua formação.
Mas cada dia encontra-se mais obstáculos frente aos problemas pós-modernos.
Atualmente, não existe relacionamento apropriado entre os autores do processo de ensino e aprendizagem (professor e aluno) muito menos parceria entre família e escola.
É fundamental haver um ambiente acolhedor e propício para o desenvolvimento do aluno e um espaço de trabalho satisfatório para o professor. 
No entanto, mesmo isso não ocorrendo, o docente deve agir, articular o processo e auxiliar para que o aluno seja o foco  principal da escola e privilegiar sua aprendizagem, como possibilidade dele tornar-se transformador da própria história e superar dificuldades de aprendizagem.
Por estes motivos deve repensar a didática, a formação docente e a prática avaliativa é o principal instrumento para auxiliar o professor no processo de ensino e aprendizagem.
Devido a esse fato notório faço do tema avaliação como mediadora da aprendizagem meu objeto de estudo para monografia e certificação de conclusão de curso de monografia.
As contribuições de Piaget (1923) e Vygotsky (1931) acrescentaram para a prática pedagógica a possibilidade de se compreender melhor o processo educativo.
Piaget faz uma demonstração tácita de que a criança pensa de modo diferente do adulto, demonstrando inclusive as estruturas de conjunto que caracterizam cada estágio, possibilitando que se possa entender melhor como a criança pensa, sem fazer dela um adulto em miniatura nem reduzi-la à condição de um bichinho que precisa ser treinado para se transformar (de fora para dentro) em um adulto.
Nessa perspectiva, os professores devem abordar o seu conhecimento, sem resumir-se a métodos pedagógicos, pois tais métodos  Vygostky com a teoria sóciointeracionista demonstra que é possível o desenvolvimento do aluno através de uma prática mediada pelo professor que leva o aluno a evoluir da sua Zona de Desenvolvimento Real para a Zona de Desenvolvimento Potencial.
O professor deve lidar com uma sala de aula, negando todo o seu papel repressor imposto culturalmente e aceitar que cada aluno irá digerir o conhecimento proporcionado por ele de uma maneira singular, ou seja o aluno só irá aprender o que lhe fizer realmente sentido, tendo em vista as suas necessidades psicológicas, sociais, lingüística e cognitivas.
Enfim, deve-se ressignificar o papel docente, aceitando que ao atuar em uma sala de aula, ele vai estar diante de diferentes sujeitos com histórias de vida e capital cultural singular, logo, os resultados avaliativos esperados, não serão de maneira alguma uniformizado.
É necessário, aprimorar-se e utilizar de métodos e teorias fundamentais para compreender o aluno e poder interagir e intervir ativamente no processo de aprendizagem significativa para o educando.
A escola não está sendo um espaço motivador e de estímulo para que o aluno deseje frequentá-la, continuar estudando e desenvolver habilidades e competências necessárias para sua vida e pleno desenvolvimento do cidadão.
A instituição escolar é opressora do aluno o avaliando e classificando de acordo com suas metas e objetivos.
Mas, não utiliza a avaliação para avaliar as etapas de desenvolvimento cognitivo discente e suas reais carências de aprendizagem e ignorando os objetivos, autonomia e expectativas que os alunos e a família esperam da escola.
É preciso rever o processo de avaliação e a partir de um trabalho mais individualizado utilizar avaliações internas e externas como meio para pleno desenvolvimento compreendendo como se pode auxiliar o aluno.
Os estudos de Jussara Hoffman e Charles Hadji são essenciais para esse novo paradigma escolar, ambos com suas teorias de avaliação mediadora e formativa e como modelos para serem aplicados nas escolas.
O coordenador pedagógico deve atuar propondo estudos coletivos, uma reflexão sobre a prática e uma nova abordagem pedagógica na escola.
A escola deve elaborar diagnósticos e realizar intervenções durante o trabalho avaliativo com foco na aprendizagem de todos os seus alunos, porém sem perder de vista o ser humano com sua individualidade, capacidade e ambiente no qual está inserido, ou seja, um olhar amplo, imparcial e sem preconceito, uma escuta atenta que vai além das evidências, já constadas pelas organizações governamentais, sociedade, família e escola.
Como Hoffmann defende a prática da elaboração de registros e relatórios descritivos em avaliação, que permitam ao professor um agir reflexivo, sua autoria e reconstrução das práticas educativas e avaliativas.


Vygotsky.
Segundo Vygotsky, há dois tipos de elementos mediadores: os instrumentos e os signos – representações mentais que o substituem o mundo real.
O desenvolvimento dessas representações se dá sobretudo pelas interações, que levam ao aprendizado.
“De acordo com a teoria sociocultural de Vygotsky, as interações são a base para que o indivíduo consiga compreender as representações mentais de seu grupo social – aprendendo, portanto.
A construção do conhecimento ocorre primeiro  no plano externo e social para depois ocorrer no plano interno e individual.
Nesse processo, a sociedade e, principalmente, seus integrantes mais experientes são parte fundamental para a estruturação de que e  como aprender.” (Revista Nova Escola – Junho/Julho de 2011)
O objetivo aqui é demonstrar que a avaliação pode ser um elo entre aluno e professor que auxilia a aprendizagem.
A prática avaliativa pode ser objeto de estudo do psicopedagogo para que ele possa contribuir para a formação de uma escola mais condizente com a educação planetária e formação do professor.
A avaliação deve ser uma medida para ação.


Diferentes abordagens.
Dois tipos de abordagem estão presentes na atuação dos psicólogos:
A behaviorista ou comportamentalista possui uma técnica de ensino mais antiga em que o conhecimento é adquirido em estímulo-resposta.
Em uma linguagem mais popular, os behavioristas acreditam que o aluno adquire o conhecimento com decoração de conteúdos, cópias, prática de muitos exercícios, é uma linha mais tradicional em que se prepara realmente o aluno para ser massa do mercado de trabalho.
Ela não procura explicar os conhecimentos cognitivos, não considera as emoções e necessidades do educando.
Não consideramos essa abordagem totalmente negativa, ela é muito útil ainda para que o aluno apreenda alguns conteúdos, como algumas regras matemáticas, alguns dados geográficos, mas ela não deve ser a única linha seguida na escola, pois não é suficiente para suprir as necessidades atuais para formação do cidadão.
A abordagem cognitivista apresenta o sujeito como um ser ativo no processo de aprendizagem considera que o aluno tem conhecimentos prévios e precisa ser considerado, sabe que o indivíduo é único e possui tempos e necessidades variadas. 
A abordagem cognitivista não é por isso a única adequada ela é mais atual, mas a behaviorista também tem suas qualidades para a educação.
Considera o ser como atuante no seu aprendizado, a escola tem um papel mais reflexivo no caminho a ser percorrido até que o aluno aprenda.
Com estudos sobre essa abordagem não se considera mais o professor como único detentor do saber, o aluno passa a ter mais atuação e responsabilidade pela construção do seu conhecimento.
Essa abordagem deve ser utilizada na resolução de problemas, atividades argumentativas, projetos onde o aluno protagonize o seu aprendizado.
A Educação de décadas passadas não é muito diferente da exercida no século XXI.
Mas, na década passada nem todos possuíam celular, computadores, internet.
Agora grande maioria da população acessa a informação e o conteúdo como, quando e onde quiser.
Por que, então, a educação ainda não faz uso em sua maioria dessas novas tecnologias?
Por que não usufruir mais destas ferramentas para que o aluno possa alcançar a aprendizagem e desenvolver-se plenamente para atuar nessa nova era?
Por que ainda enfrentamos tantas resistências?
Está mais do que na hora das novas tecnologias auxiliarem na educação e para isso o primeiro passo é o educador aceitar e incorporar essa nova técnica para colaborar no seu dia a dia.
As tecnologias e as necessidades do mundo contemporâneo trouxeram a necessidade de um ensino mais dinâmico, que torne o aluno mais protagonista de sua aprendizagem e livre para fazer escolhas.
Por isto é imprescindível mudanças no paradigma educacional, não basta estar apenas nas teorias, é urgente para a educação que se coloque isso em prática.
Pois, é claro que o aluno que domina todos esses recursos não irá aprender ou interagir com uma educação arcaica do século passado.
O docente precisa repensar isso e fazer uso emergencial de novas tecnologias.
A teoria walloniana nos faz perceber mesmo com todo o aparato multimídia e digital existente, o professor deve continuar a exercer a sua função não como um detentor do conhecimento, mas sim como um mediador que direciona o aluno para o melhor caminho para construir uma aprendizagem significativa.
Wallon considera a pessoa como um todo e se atende simultaneamente à preocupação em forma tanto o indivíduo como a sociedade.
Apesar de existir a cultura digital, Wallon nos mostra que ela pode e deve ser humanizada, emocional e se preocupar com cada indivíduo sem transformar a educação em igualitária e com lacunas, pois cada ser humano é único e suas diferenças devem ser respeitadas.
A aprendizagem, segundo a teoria de Ausubel, ela pode ser associacionista como já dissemos, pois, apresentar teoria aos educandos sem contextualizar como era feita pelos behavioristas também, não é negativo para a aprendizagem.
Alguns conhecimentos podem ser passados de forma mecânica e conteudista, pois, depois o aluno aprende a transformar esse conhecimento em significativo.
Mas, como já afirmado, Ausubel com sua teoria mostra a relevância da aprendizagem ser significativa para a construção do conhecimento do ser humano.
As tecnologias de informação e comunicação poderão tornar os alunos mais responsáveis pelo seu processo de ensino-aprendizagem, assim, também como dar a ele mais autonomia para escolher outros recursos que mais sejam facilitadores para aquisição do conhecimento.
A qualidade de ensino pode melhorar muito, isso dependerá muito do método avaliativo do professor.
O planejamento deve ser uma ação constante e habitual para o docente, que deve possuir planos em longo prazo, em curto prazo e ações diferentes para alcançar suas metas.
Pois, no percurso educacional problemas podem surgir e atrapalhar o processo educacional se o professor não possuir outro problema para intervir.
Para elaborar o planejamento educacional é imprescindível o professor ter um diagnóstico, objetivos, estratégias, ações, metas, avaliações diversificadas e saber fazer uma autoavaliação e uma autocrítica do seu desenvolvimento profissional e dos resultados esperados alcançados pelos seus alunos.
O resultado, não visa claro, conceitos avaliacionais e sim o desenvolvimento de competências e habilidades dos alunos.
O planejamento deve prever as orientações dos PCNs, o projeto pedagógico educacional, os projetos auxiliares, avaliação, recuperação e reforço para os alunos que ainda não conseguiram atingir o objetivo.
O planejamento deve ser em longo prazo e dentro desse planejamento, o professor deve desenvolver sua sequência didática com planos de aula.
O ambiente educacional é um microssistema que deve estar em primazia à educação, a formação do indivíduo e construção do cidadão com preparo para o mercado de trabalho.
Alunos, equipe gestora, professores, pais, funcionários, parceiros e comunidade próxima devem estar engajados no mesmo objetivo, no projeto pedagógico daquela instituição.
Continua a ser um microssistema de trocas com atividade molares e moleculares, a participação dos alunos, pais, professores, gestão envolvidos em um sistema circular em que um deve envolver, agradar e realizar as suas expectativas e a do próximo.
O aluno deve desenvolver seu papel numa troca significativa para ele, para ir às expectativas de seu pai e professores.
O professor também deve ir ao encontro das expectativas dos alunos, pais e gestão escolar.
O gestor deve relacionar bem e articular-se bem com alunos, pais e professores.
Este é um microssistema com uma corrente interdependente dos seus participantes.
Os padrões de interação são constantes assim como os papéis que cada um deve desenvolver.


Concluindo.
A unidade educacional atual deixa de centrar seus esforços no ensino e passa a centrar na aprendizagem do aluno, porém o ensino tradicional não é mais o adequado as necessidades dos alunos e a vida pós-moderna.
O professor não é mais transmissor de conhecimento, agora ele é visto como mediador-facilitador da aprendizagem do aluno que busca a informação que deseja em outros meios, além da instituição educacional.
O ser humano necessita aprender, aprimorar-se, atualizar-se, mas a rotina e o tempo são estafantes.
O homem precisa de mais autonomia e liberdade para fazer suas escolhas de acordo com o mundo pós-moderno, muito mais prática e flexível.
Capaz de tornar o ser mais independente e sujeito da sua própria história.
Vivemos hoje num mundo globalizado, em uma sociedade influenciada por questões políticas, econômicas, sociais, religiosas, que trazem implicações para a educação, exigindo um novo paradigma educacional.
A escola enfrenta novas demandas oriundas de uma sociedade complexa.
A formação do cidadão, hoje, implica considerar o indivíduo como ser único: com necessidades educacionais diversificadas, diferentes modalidades de aprendizagem e inserido em um ambiente coletivo.
A interação aluno-aluno favorece a aprendizagem é sempre positiva no ensino a distância ou presencial, rompendo com barreiras geográficas e o sentimento de solidão que o aluno possa possuir.
As ações de interação são de fundamental importância para uma aprendizagem significativa.
A educação é aquela que dá prazer ao professor e ao aluno.
O professor consegue atingir seu objetivo e o aluno aprende com satisfação.
O professor consegue desenvolve seu trabalho com qualidade e o aluno consegue exercer sua cidadania e ser um sujeito ativo na sua aprendizagem.   
Muitos conteúdos são apresentados na escola, aprendemos muitas coisas na vida, mas nos lembramos apenas do que necessitamos ou que foi “útil” ter aprendido.
É por isso que a aprendizagem tem que ser significativa, cabe ao professor mostrar ao aluno a importância de um contexto estudado, mostrando sua utilização na vida cotidiana, apresentando uma situação-problema.
Para que o conteúdo seja aprendido por todos os alunos o professor deve utilizar métodos variados, pois, alguns não assimilam da mesma forma que outros.
A aprendizagem é útil, auxilia na formação, que desenvolve o ser.
A escola deve colaborar para que seus alunos desenvolvam competências e habilidades que os capacitem a viver em sociedade da forma mais plena possível.
A aprendizagem deve fazer com que o indivíduo mude e que se torne uma pessoa melhor.
Para Gagné (1974) o ato de aprendizagem consiste tipicamente em uma cadeia de oito eventos ou etapas, alguns internos e outros externos ao aprendiz.
Ainda segundo Gagné (1974), quando ocorre falha no processo de aprendizagem, essa acontece em um desses níveis.

É tarefa do professor identificar o nível e encaminhar a sequência de aprendizagem nas etapas a seguir mencionadas:

1.  obter a atenção do aprendiz;
2. estimular a recordação de informações;
3. explicitar os objetivos da instrução;
4. apresentar estímulos pertinentes;
5. proporcionar orientação que conduza à coordenação da aprendizagem atual na forma de uma cadeia de conceitos;
6. possibilitar o desempenho do aluno;
7. proporcionar feedback;
8. avaliar o desempenho do aluno.

A avaliação deve assim ser uma prática reflexiva de ações processuais que foram realizadas em uma sequência didática deve ser utilizada como estratégia pedagógica para atingir-se o objetivo da aprendizagem do aluno.


Para saber mais sobre o assunto.
BEYER, Otto Hugo. O Fazer Psicopedagógico. Porto Alegre: Mediação, 1996.
HOFFMAN, Jussara. Avaliação e Mediação. Porto Alegre: Mediação, 1996.
HADJI, Charles. Avaliação Desmistificada. São Paulo: Ed. Artmed, s.d.
VYGOTSKY, Lev. A Formação Social da Mente. São Paulo: Fontes, 2000.
REVISTA NOVA ESCOLA. São Paulo: Ed. Abril, Junho/Julho de 2011.


Texto: Prof. Eliana Bastos Novaes Vatutin.
Especialista em Psicopedagia pela Unicsul/INEC.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

O movimento Luddista e a oposição à automatização do trabalho.


Para entender a história... ISSN 2179-4111. Ano 3, Volume jan., Série 02/01, 2011, p.01-07.


O sentido atual de luddismo define a palavra como sinônimo de medo da tecnologia e resistência ao progresso, mas o significado do movimento luddista é mais profundo.
Possui raízes históricas que remontam a Revolução Industrial inglesa, segundo a leitura marxista do fenômeno e a historiografia mais recente, representada por Eric Hobsbawm, vinculado ao inicio dos movimentos operários e organizações sindicais.
Em outra vertente, o luddismo representou uma proposta alternativa de construção social, centrada no ser humano ao invés das máquinas.
Compôs o que o filósofo Martin Heidegger chamou de tecnofobia, a denuncia da mecanização como vil interesse do lucro, desumanizando as relações, inserindo-se dentro do âmbito da critica ao sistema capitalista vigente.
Reprimido com força na Inglaterra, em 1819, embora discutido por Karl Max no Capital, o movimento luddista renasceu com força a partir da década 1970.
O que aconteceu através de propostas diferenciadas para reformar o sistema capitalista, entre outros autores, tal como apresentada por Ivan Illich, a quem se atribui, ironicamente, também o germe da ideia de Internet como uma rede de troca de conhecimentos e circulação de informações.
Destarte, para entender o movimento luddista é necessário focalizar a atenção sobre o contexto da Revolução Industrial inglesa, onde surgiram as condições que conduziram ao nascimento do luddismo, identificado então com o banditismo dos quebradores de máquinas.


A Revolução Industrial e os fatores que conduziram ao luddismo.
Na segunda metade do século XVIII, iniciou-se na Inglaterra, um processo de substituição das ferramentas por máquinas, da energia humana pela energia motriz, do modo de produção doméstico pelo sistema fabril.
Este processo mudou radicalmente a estrutura da sociedade e acelerou o avanço tecnológico, ficando conhecido como Revolução Industrial.
Caracterizada por três fases; entre 1760 e 1850, a Revolução industrial esteve restrita a Inglaterra.
O processo de industrialização foi fomentada pela influência britânica sobre a América Latina e pelo liberalismo, circunscrita a produção de bens de consumo, principalmente, baseados na indústria têxtil e na energia a vapor.
Entre 1850 e 1900, difundiu-se inicialmente pela Europa, espalhando-se notadamente pela Bélgica, França, Alemanha e Itália; chegando depois a América, onde encontrou terreno fértil nos Estados Unidos da América e na Ásia, sobretudo centrada no Japão.
Nesta segunda fase, os bens de consumo se diversificaram, intensificando a concorrência entre as nações industrializadas.
Os meios de transporte foram difundidos para escoar a produção e deslocar a matéria-prima (ferrovias e navios a vapor), ao passo que novas formas de energia, como hidrelétricas, e novos combustíveis derivados do petróleo, alteraram a rotina fabril.
A partir de 1900, convencionou-se chamar a nova fase como 3º. Revolução Industrial, caracterizada pelo surgimento de grande conglomerados industriais que ultrapassaram as fronteiras das nações.
Quando surgiram as multinacionais com produção automatizada, marcando o advento da sociedade de consumo e avanços tecnológicos ainda mais acelerados a partir de 1980, principalmente na área da informática.
Justamente na primeira fase da Revolução Industrial, nasceu o movimento luddista.
Na ocasião, a produção artesanal, circunscrita às corporações de oficio, surgidas dentro do contexto medieval, foi substituída pela manufatura mecanizada.
As corporações de oficio, fenômeno típico do período inicial do renascimento urbano, produziam bens, com ferramentas, instalações e matéria-prima em escala doméstica.
O conhecimento acumulado era transmitido de pai para filho, valendo-se da mão de obra como principal ingrediente necessário à produção.
O crescimento dos centros urbanos conduziu a ampliação da demanda, o maior consumo levou muitos artesãos a aumentarem sua produção, originando as manufaturas e a divisão social do trabalho.  
As funções sofreram uma especialização, o trabalho passou a ser assalariado, remunerado pela participação no processo produtivo.
A passagem da produção artesanal para as manufaturas marcou uma transformação radical no caráter do trabalho, separou o capital dos meios de produção, criando um antagonismo entre capitalistas, detentores dos meios de produção, e proletárias, aqueles que tinham como único capital sua mão de obra.
O termo proletário foi extraído da concepção romana, para os quais, os ditos proletários eram aqueles que tinham como única posse a sua prole, os filhos.
Isto porque, dentro do contexto da antiguidade, um empréstimo podia ser tomado sob a garantia da escravização dos filhos e esposa, chegando ao extremo do endividado terminar se tornando escravo em caso de não pagamento.
A partir do advento das manufaturas, o trabalhador perdeu o controle sobre o processo produtivo.
Até então, todo o processo ainda estava centrado na figura humana, mas a ampliação do consumo, suscitado pela abertura de novos mercados, durante as guerras napoleônicas e após as independências latino-americanas, criou a necessidade de aumentar o ritmo da produção, mecanizando as manufaturas.
Diante de uma necessidade social, estimulado por concursos realizados pelo Estado inglês, a partir de 1733, começaram a surgir novos inventos que tentavam adaptar os velhos teares manuais, usados para fiar algodão e transformá-lo em tecido, para serem movidos a vapor ou pela energia das águas.
A mecanização da produção, além da alterar o ritmo do trabalho, diminuiu a necessidade de mão de obra.
A força bruta do gênero masculino não era mais necessária para operar os teares, pelo contrário, mãos delicadas e pequeninas passaram a ser requisitadas para dar conta de desenroscar as engrenagens de metal, através das pequenas frestas que possibilitavam o trabalho.
Muitas crianças, algumas de seis anos de idade, perderam mãos, braços e dedos lidando com as engrenagens destas máquinas.
Era um tempo em que ainda não existiam direitos trabalhistas e a utilização da mão de obra infantil não era mal vista pela sociedade.
O fato é que, com a utilização de crianças e mulheres como mão de obra preferencial, a mecanização da produção tendeu a desvalorizar o trabalho humano, visto como facilmente substituído.
A população urbana da época, aglomerada em cortiços, tendia a altas taxas de natalidade, embora a mortalidade infantil também fosse elevada, oferecendo um farto contingente de operários.
A desvalorização do trabalho humano conduziu a uma baixa nos salários e, conforme o processo de mecanização avançou, a um crescente desemprego, principalmente entre os homens adultos.
Enquanto alguns trabalhadores procuraram fugir dos problemas se entregando ao alcoolismo e ao banditismo; outros responsabilizaram as máquinas pelos problemas sociais, acabando por se rebelar.
Aos descontentes juntaram-se os pequenos artesãos que se viram arruinados, diante da produção mecanizada que baixou o preço dos bens de consumo produzidos, inviabilizando a concorrência das pequenas oficinas.


Os camponeses, expulsos da zona rural pelos cerceamentos, obrigados a migrar para as cidades, sem perspectiva de emprego, também começaram a culpar as máquinas pelos problemas da sociedade em colapso.


Revoltados, grupos enfurecidos iniciaram a invasão de fabricas em 1769, destruindo as máquinas, obrigando o Estado e os proprietários a organizarem defesas, praticamente, militares para tentar impedir as invasões, fazendo largo uso de forças policiais públicas e milícias privadas.

Nasceu o que ficaria conhecido como o movimento dos quebradores de máquinas, o qual, estimulado pelas ideias da Revolução Francesa, ganhou força e durou até aproximadamente 1779.
A concepção antimecanização só foi enfraquecida entre os estamentos mais pobres na Grã-Bretanha através de uma lei, promulgada em 1797, que tentou garantir condições de sustento mínimo a população desempregada, por meio da qual o Estado subsidiava a compra de pão.
Uma velha formula desenvolvida pelos romanos na antiguidade, conhecida como pão e circo, a garantia de subsistência e distração das questões realmente importantes.
Embora a nova lei tenha apaziguado os ânimos, o bloqueio continental impetrado por Napoleão Bonaparte, em 1806, apesar de não ter prejudicado a economia inglesa, provocou a escassez de trigo e conduziu a um crescente e abusivo aumento do pão, base da alimentação dos ingleses.
O movimento dos quebradores de máquinas ganhou novo fôlego a partir de 1811, desta vez, não mais aglomerados em turbas descontentes, mas organizados e liderados por alguém que se identificava como General Ludd.  


Ned Ludd e os quebradores de máquinas.
Embora os relatos sejam confusos, o estopim do reinicio do movimento dos quebradores de máquinas começou com a destruição de uma máquina de tricotar meias por Ned Ludd, em uma fábrica condado inglês de Leicestershire.
Em um acesso de raiva, após ser repreendido pelo patrão, não se sabe exatamente o porque, o enfurecido Ned tornou-se um herói local ao quebrar a máquina, passando a ser apelidado General Ned ou King Ned.
Imediatamente agregou em torno de si uma inumeros seguidores que passaram a se denominar ludistas.
Organizados, começaram a enviar cartas às fabricas, exigindo que os proprietários se livrassem das máquinas, ameaçando invadir e destruir tudo, queimar a propriedade, assassinado os capitalistas, suas famílias e até saquear suas residências.
Inicialmente as ameaças não foram levadas a sério, até que milhares de ativistas, com rostos pintados e mascarados, começaram a atacar a noite, equipados com instrumentos de trabalho, principalmente com martelos, quebrando as máquinas e causando pânico.
O movimento ludista cresceu, ganhou novos lideres, como Enoch Taylor, um ferreiro que levava ao ombro uma poderosa maça de ferro batizada com o seu nome.
Todos estes novos lideres estavam submetidos ao comando de Ned Ludd, com poder de vida ou morte sobre os membros do movimento.
Foi quando o grupo se tornou mais ousado, com o registro de ataques as fabricas em plena luz do dia, destruindo de máquinas sob o aplauso de multidões de desempregados.
Tendo a Revolução Francesa como precedente, o luddismo adquiriu, cada vez mais, um caráter de insurreição contra os poderes estabelecidos.
Diante do fato, o Estado inglês decidiu intervir, reprimindo o movimento.
Inicialmente, em 1812, o parlamento inglês promulgou uma lei que previa pena de morte a quem destruísse maquinas.
Lei a qual o poeta Lorde Byron se opôs ferozmente, por enxergar no luddismo um movimento legitimo de transgressão das normas.
Entretanto, o governo inglês iniciou processos de deportação e prisões de luddistas conhecidos, enfraquecendo o movimento.
Sete anos depois, em 1819, tendo adquirido um caráter mais reivindicatório do que revolucionário, luddismo foi reacendido.
Cinquenta mil pessoas se reuniram em Saint-Peter para protestar contra as péssimas condições de trabalho nas fabricas e contra a mecanização do trabalho.
Encarada pelo governo inglês como uma insurreição, a manifestação luddista foi dissolvida por uma carga da cavalaria, comandada pelo duque de Wellington, um dos comandantes que havia vencido Napoleão em Waterloo.
O episódio culminou no chamado Massacre de Perterloo (uma paródia jocosa de Waterloo), com a morte de 15 manifestantes e a prisão de muitos outros; chocando a Grã-Bretanha e novamente abafando o luddismo.
No entanto, o movimento ainda não havia chegado ao fim, pois, nos anos 1830, surgiu no meio rural a figura mitológica do Capitão Swing.
Ele adotava métodos semelhantes aos de Ned Ludd, dizendo-se contra a mecanização do trabalho, neste caso especificamente, apoiando a luta dos tosquiadores de lã contra a mecanização.
Os manifestantes exigiam, também, o direito de poder se reunir em associações, angariando fundos destinados a pagar o enterro de seus membros, germe do sindicalismo inglês.
Todavia, o luddismo foi perdendo força na mesma medida em que começaram a surgir os sindicatos, dos quais, inclusive, o movimento é tido como um precursor.
A oposição contra as máquinas foi substituída pela luta contra a exploração do trabalho infantil e pela limitação da utilização da mão de obra feminina, assim como pela exigência de melhores salários e condições de trabalho.


O luddismo e o movimento operário.
Embora o movimento luddista tenha sido visto, pela historiografia, como a primeira insurreição genuinamente proletária, isento de ideologia.
Estudos mais recentes, notadamente a partir de 1970, de cunho marxista, procuraram realizar uma releitura, tentando desmistificar a imagem de um movimento de analfabetos ignorantes, transformando os luddista em precursores dos movimentos sindicais.
Segundo Thompson, em A formação da classe operária inglesa, não foram às condições objetivas externas ou estruturais do capitalismo industrial que suscitaram a criação dos sindicatos, mas a própria experiência e ação coletiva dos grupos de trabalhadores em oposição às classes superiores da sociedade, criando uma identidade de interesses entre si e contra seus dirigentes e empregadores.
Neste sentido, na concepção do autor, o luddismo representou uma experiência subjetiva que ajudou a criar uma consciência de classe, marcando um momento de conflito e de transição.
O movimento, de um lado, olhava para trás, para costumes antigos e uma legislação paternalista que nunca poderia ressuscitar; de outro, tentava reviver antigos direitos para abrir novos precedentes, tendo como fundamento básico as comunidades locais e os antigos valores das tradições populares.
Em confluência com Thompson, Hobsbawn também enxergou no luddismo um movimento proto-sindical, inicialmente uma reação natural ao desemprego, mas que, depois, teria evoluído para uma forma de contestação ao capitalismo, representado pela substituição do trabalho artesanal pela mecanização.


Concluindo.
Na década de 1930, o filosofo alemão Martin Heidegger, cunhou o termo tecnofobia para expressar o horror suscitado pelo avanço tecnológico, a padronização da linha de montagem e o fordismo, encerrando em si a perda da individualidade humana.
Medo expresso pela metáfora do homem sendo engolido pela máquina no filme Tempos Modernos, de Charles Chaplin, de 1936.
A releitura, a principalmente a partir de Hobsbawn, terminou reacendendo o movimento, ampliando o conceito de luddismo, originando o chamado neoluddismo, a oposição aos avanços tecnológicos, com ataques a laboratórios que realizam experiências biogenéticas e lavouras transgênicas; ações que guardam precedentes justamente na chamada tecnofobia.
Entretanto, o homem contemporâneo depende cada vez mais da tecnologia, mas será na eventualidade de uma necessidade que ainda consegue viver sem as máquinas?
Até que ponto o desenvolvimento da inteligência artificial não tornará os humanos também descartáveis, tal como a mão de obra dos operários foi se tornando mais superfula desde o século XVIII?


Para saber mais sobre o assunto.
ARRIGHI, Giovanni. O longo século XX: dinheiro, poder e as origens de nosso tempo. São Paulo: Unesp, 1996.
ARRUDA, José Jobson. Nova História Moderna e Contemporânea. São Paulo: Edusc, 2005, v.1, p.207-234.
HOBSBAWM, Eric J. A era das Revoluções. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977.
HOBSBAWM, Eric J. Os trabalhadores: estudos sobre a história do operariado. São Paulo: Paz e Terra, 2000.
KENNEDY, Paul. Ascensão e queda das grandes potências. Rio de Janeiro: Elsevier, 1989, p.143-167.
THOMPSON, E. P. La formacion historica de la clase obrera: Inglaterra 1780-1832. Barcelona: Laia, 1977.


Texto: Prof. Dr. Fábio Pestana Ramos.
Doutor em História Social pela USP.
MBA em Gestão de Pessoas.
Bacharel e Licenciado em Filosofia pela Universidade de São Paulo.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Editorial - Balanço do ano de 2011 - Para entender a história...


Para entender a história... ISSN 2179-4111. Ano 3, Volume jan., Série 01/01, 2012, p.01-03.


 
Iniciando o ano de 2012, seguindo a tradição estabelecida anteriormente, começamos com uma retrospectiva do ano de 2011, abrindo o primeiro volume do ano 3.
O ano 1 começou em 13 de agosto de 2009 e terminou ao finalizar o ano, totalizando pouco mais de 4 meses de vida.
O ano 2 completou 12 meses ao finalizar 2011.
Portanto, a publicação ainda é jovem, completará um ano e cinco meses no dia 18 de janeiro deste ano de 2012, mas atingiu em dezembro de 2011 mais de um milhão (1.000.000) de visitas desde sua fundação.
Foi iniciada como um blog e se tornou uma publicação técnico-cientifica on-line, depois que recebeu o numero de ISSN 2179-4111, ganhando status e reconhecimento como publicação cientifica em novembro de 2009.
Começou timidamente, em uma emblemática sexta-feira treze, recebendo apenas 563 visitas em seu primeiro mês de vida, publicando na ocasião 19 textos – 18 artigos e 1 editorial, todos escritos pelo mesmo autor, o editor da publicação.
Entretanto, depois de aberta a oportunidade de publicação de artigos aos leitores interessados em colaborar, além dos textos de convidados e membros do conselho editorial, o numero de autores foi elevado para 33.

O conselho editorial foi formado ao longo do ano de 2011, iniciado na verdade no final de 2010, e conta atualmente com 11 membros, a saber:
Prof. Dr. Fábio Pestana Ramos (editor).
Prof. Dr. Guilherme Fromm.
Prof. Dr. Marcelo Donizete da Silva.
Prof. Ms. Marcus Vinicius de Morais.
Profa. Ms. Maria Margarete dos Santos.
Profa. Dra. Marilda Aparecida Soares.
Profa. Dra. Mary Del Priore.
Prof. Ms. Ricardo Matheus Benedicto.
Profa. Ms. Samanta Colhado Mendes.
Profa. Ms. Semíramis Corsi Silva.
Prof. Dr. Wanderlei de Oliveira Clarindo da Silva.
Em breve novos importantes nomes se juntarão ao conselho editorial, pois o convite já foi aceito.

No ano de 2010, o periódico havia totalizado apenas 63.441 visitas em exatos quatro meses e dezenove dias de vida, publicando 70 textos – 63 artigos e 7 editoriais.
Em 2011, segundo dado do Google, foram 969.383 visualizações em todo o ano, o pico diária de visitas foi atingido em 24 de outubro, quando 9.062 pessoas visitaram a publicação em um único dia.
Neste ano foram publicados 130 textos – 113 artigos, 13 editoriais e 4 boletins.
Os artigos percorrem inúmeros assuntos diferentes, entrecruzando em temáticas múltiplas, conforme catalogação por palavras-chave, mas sempre no âmbito da história, filosofia, sociologia e educação.

Embora pessoas de mais de 70 países tenham visitado os textos, as visualizações mais frequentes em 2011 partiram respectivamente do Brasil (885.470), Portugal (68.813), Estados Unidos (4.386), Angola (2.678), México (1.238), Alemanha (1.040), Moçambique (1.039), França (663), Espanha (515) e Argentina (399).

Os artigos mais visitados, respectivamente, com o nome do autor e numero de acessos, foram:
01. Educação, família e sociedade: Fábio Pestana Ramos (67.459).
02. A revolução francesa foi causada pela fome: Fábio Pestana Ramos (52.549).
03. A passagem da antiguidade para o feudalismo: Fábio Pestana Ramos (22.508).
04. 1964: o golpe de Estado e a ditadura militar: Fábio Pestana Ramos (21.340).
05. A revolução cubana e suas implicações: Eliane Santos Moreira (18.204).
06. Os astecas e os sacrifícios humanos: Marcus Vinicius de Morais (15.286).
07. A educação no Brasil Império: Fábio Pestana Ramos (15.223).
08. História do analfabetismo no Brasil: Fábio Pestana Ramos (14.247).
09. O imperialismo europeu no continente africano: Victor Mariano Camacho (9.872).
10. História indígena na América portuguesa: Fábio Pestana Ramos (5.853).

Segundo dados do Google, o trafego de visitas partiu principalmente das seguintes páginas e buscadores: www.google.com.br (411.041); www.google.pt (32.123); www.google.com (30.594); search.babylon.com (3.468); images.google.com.br (788); www.bing.com (633); images.google.com (622); br.bing.com (611); search.conduit.com (415).
As palavras pesquisadas mais recorrentes que conduziram os leitores a publicação foram: família (3.316); escola (1.969); revolução francesa (1.244).
Dados que demonstram que a maioria dos leitores se tornaram assíduos e, tendo chegado até a publicação uma vez, passaram a vista-la diretamente, dirigindo-se ao endereço eletrônico ao invés de buscá-lo por palavras-chave ou utilizar outro site para acessá-lo.

Outro dado interessante foi o número de seguidores, pois a publicação atingiu 144 pessoas participando da publicação.
Numero ainda pequeno em vista da quantidade de visitas registradas no ano.
Destarte, apesar de não constituir propriamente um blog, uma vez que possui status e indexação como publicação técnico-cientifica on-line, depois de ser indicado como finalista para o prêmio blog books em 2010, recebeu em 2011 a premiação TOP 100  da Topblogs na categoria educação.

Neste ano de 2012 manteremos a mesma periodicidade regular de publicações de artigos e editorias, sempre zelando pela qualidade do texto e facilitação do acesso, como fizemos em 2011.

Agradecemos os leitores, desejando uma boa leitura e um bom inicio de 2012.
Forte Abraço:
Prof. Dr. Fábio Pestana Ramos.