Curiosidades e tudo que você sempre quis saber...


Para entender a história... é uma publicação técnico-científica on-line independente brasileira, indexada pelo IBICT, Latindex, CNEN e LivRe; no ar desde sexta-feira 13 de Agosto de 2010.
Não possui fins lucrativos, seu objetivo é disseminar e difundir o conhecimento através de artigos com qualidade acadêmica e rigor cientifico, mas linguagem acessível ao grande publico.

Periodicidade: Semestral (edições em julho e dezembro) a partir do inicio do ano de 2013.
Mensal entre 13 de agosto de 2010 e 31 de dezembro de 2012.

Livros com preços promocionais a partir de 4,99.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

A formação do planeta terra e características geográficas gerais: o homem na imensidão do universo.

Para entender a história... ISSN 2179-4111. Ano 2, Volume ago., Série 22/08, 2011, p.01-06.


O homem moderno surgiu no planeta Terra há cerca de apenas 200.000 anos, enquanto seu ancestral mais próximo apareceu há 400.000 anos.
Quase nada quando comparado com a história da formação do planeta terra e menos ainda em relação ao surgimento do sistema solar ou do universo conhecido.
Refletir sobre estas questões nos mostra o quanto somos pequenos diante de tudo que existe.
Porém, continuamos a destruir a natureza e tratar nosso próximo com desdém.
A solução é olhar para fora de nós mesmos e quem sabe, assim, voltar a olhar para dentro, fazendo uma reflexão mais aprofundada para mudar o mundo a partir do “eu”.


A formação do sistema solar.
Segundo a teoria mais aceita, o universo surgiu através do “Big Bang”, por volta de 13 bilhões de anos atrás.


Quando uma massa em estado extremamente denso e quente, o chamado “átomo primordial”, começou a se expandir, afastando os objetos continuamente, movimento que persiste até hoje.


Um conceito que cria um paradoxo, pois se o universo se expande no tempo e espaço, porque antes era imutável.

O que então teria criado um desequilíbrio em meio a uma massa estática?
Para responder esta questão, uma teoria mais recente diz que o universo nunca foi estático, sempre esteve em expansão.
Acontece que passa a impressão de ter sido imutável devido à limitação do que os telescópios permitem observar.
Neste sentido, haveria universos paralelos, com múltiplas realidades.
Outra teoria diz que antes o universo era vasto e foi encolhendo até se tornar o átomo primordial, agora está se expandindo e um dia voltara a diminuir até chegar novamente a uma massa densa e quente.


O sistema solar.
Segundo medições recentes, o sistema solar começou a se formar há 5 bilhões de anos.
No entanto, durante a maior parte da história da humanidade, o sol, na verdade uma estrela dentre 750 bilhões presentes apenas na Galáxia da Via Láctea, não considerado o centro do sistema de astros que inclui o planeta Terra.
A observação a olho nu dá a impressão que todos os astros giram em torno da Terra.
Uma impressão confirmada teoricamente pelo filosofo, matemático e astrônomo grego Claudius Ptolomeu, no século II d.C., através da teoria do universo geocêntrico, também chamado geocentrismo.
Embora o filósofo e astrônomo grego Aristarco de Samos, no século III a.C., tivesse proposta a teoria do sol como centro, com a Terra efetuando movimentos de translação ao redor da estrela e de rotação em seu próprio eixo, no sentido anti-horário.
Na realidade, o geocentrismo acabou atendendo os interesses teológicos do cristianismo, ratificando que o homem era o centro da criação divina e que, portanto, sua morada, o planeta terra, seria o centro do universo.
Assim, negar o geocentrismo, por séculos, passou a significar questionar a existência de Deus, já que iria contra as palavras da Bíblia.
Somente nos século XVI o geocentrismo seria colocado em duvida pela teria heliocêntrica de Nicolau Copérnico, prussiano de nascimento, mas criado na Polônia e Itália.
Segundo o heliocentrismo, o sol seria o centro de um sistema de astros, dentre inúmeros outros sistemas estelares.
Uma teoria que na época foi aceita como possibilidade por grande parte do clero, mas que foi desacreditada pelos homens de ciência, já que Copérnico não tinha provas matemáticas ou astronômicas além de suas observações a olho nu.
No século XVII, foi Galileu Galilei que provou a teoria heliocêntrica, através de cálculos e do uso do telescópio.
Porém, ele foi processado pela Inquisição e forçado a negar suas teorias para escapar da fogueira.
Segundo consta, ao negar o heliocentrismo, teria pronunciado: “nego, contudo a terra se move”.
O heliocentrismo só foi aceito após os estudos de Johannes Kepler no século XVII e Isaac Newton no século XVIII.
Seja como for, o sistema solar é composto tradicionalmente por nove planetas (1.Mercúrio, 2.Vênus, 3.Terra, 4. Marte, 5.Júpiter, 6.Saturno, 7.Urano, 8. Neptuno e 9. Plutão).
Isto porque em 2005 foi descoberto um décimo planeta, Eris, gravitando apara além do que antes seria considerado como pertencendo ao sistema solar, considerado um planeta anão.
Além disto, em 2006 foi descoberto mais um planeta anão entre Plutão e Éris, nomeado como Ceres, localizado em um cinturão de asteróides e, por isto, antes não localizado.
Ainda em 2006, mais um planeta anão foi descoberto entre Plutão e Ceres, chamado Makemake.
E em 2008 um novo planeta não foi reconhecido como tal, apesar de ter sido descoberto em 2004, trata-se de Haumea, que fica entre Plutão e Makemake.
Assim, atualmente, o sistema solar teria treze planetas e suspeitasse da possibilidade da existência de um décimo quarto planeta, no caso em orbita vertical ao sol, descoberto em 2011.


A formação do planeta Terra.
Estima-se que o planeta Terra tenha se formado há cerca de 4 bilhões de anos, propiciando um ambiente que originou vida na forma de moléculas auto-replicadoras há cerca de 1 bilhão de anos.








Estas ultimas, depois, transformadas em organismos multicelulares e formas de vida mais complexas como plantas e animais na chamada expansão Cambriana há 530 milhões de anos.
Acompanhando a evolução do planeta e da vida, existem teorias que defendem a hipótese de que a Terra teria passado por cinco extinções em massa, a ultima ocorrida há 65 milhões de anos, responsável pela extinção dos dinossauros devido ao impacto de um asteróide.
O único satélite natural da Terra, a lua, segundo algumas hipóteses teria evitado outras extinções, funcionando como um escudo contra o impacto de corpos celestes.
Alias, segundo a teoria mais aceita, a lua foi formada quando um objeto do tamanho de Marte se chocou com a Terra.
Segundo esta hipótese, parte deste objeto teria se fundido com a terra e parte se desprendido, formando a lua, situada a cerca de 384 mil km de distância da terra, com 1/4 de seu tamanho e 1/6  de sua gravidade.
A origem do termo Terra vem a partir dos gregos na antiguidade.
Dominando a astronomia, identificaram os planetas então observáveis com deuses, tal como Hades ou Hermes.
O nosso planeta representava para eles Gaia, deusa da fertilidade, nome transformado em terra pelos romanos, termo que em latim tinha o mesmo significado atual de solo.
Os romanos foram os primeiros a registrar o termo planeta terra em textos que versavam sobre astronomia, fazendo referencia aos habitantes do planeta Terra.
Herdeiros da cultura grega, eles também renomearam os outros planetas, latinizando os nomes em grego dos deuses, tal como Vênus e Marte.
De qualquer forma, é interessante ressaltar que o planeta Terra é o terceiro mais próximo do sol e o quinto maior, com uma área de 510 milhões de kilometros quadrados temperatura que varia de -89 graus Celsius até 57 graus positivos.
A maior parte do planeta é composta por água, 70%, dividida e cinco oceanos (Pacifico, Atlântico, Índico, Glacial Ártico e Glacial Antártico).
A parte terrestre é dividida em quatro continentes físicos (Antártida, América, Austrália e Eurafrásia – União da Europa, África e Ásia); e seis continentes políticos (América, África, Ásia, Europa, Oceania e Antártida).
No inicio da formação do planeta estes continentes estariam unidos em uma única massa de terra, chamada Pangeia (do grego pan = inteiro + gea que vem de gaia), cercada por um único oceano, nomeado Pantalassa (do grego pan + talasso = mar).
Uma teoria desenvolvida, no inicio do século XX, pelo meteorologista alemão Afred Wegener, embora somente confirmada dez anos após sua morte, em 1940.
Esta massa teria começado a se afastar há cerca de 200 milhões de anos, devido ao efeito das placas tectônicas, blocos da superfície da crosta terrestre (atualmente são conhecidos 52), que se movimentam conforme a pressão interna do planeta, causando terremotos e erupções vulcânicas.
Alias, a liberação de vapor de água pelos vulcões foi responsável pela formação da atmosfera terrestre.
A primeira atmosfera era composta, principalmente, por hélio e hidrogênio, quando o calor provinha da crosta em forma de plasma.
Há 3 bilhões de anos a superfície do planeta esfriou, formando uma crosta endurecida repleta de vulcões que liberaram vapor de água, dióxio de carbono e amoníaco.
Este ambiente criou a segunda atmosfera, composta, sobretudo, por dióxio de carbono, vapor de água, amônia, metano e óxidos de enxofre.
Este componentes geraram um efeito estufa que impediu a Terra de esfriar durante 2 bilhões de anos.
Posteriormente, o vapor de água condensou formando chuvas que compuseram os oceanos, dissolvendo o dióxio de carbono, transformado em combustíveis fósseis e rochas sedimentares.
Foi somente então que surgiu a terceira atmosfera, a atual, composta, principalmente, por nitrogênio e oxigênio.
Quando a existência de vida na Terra se tornou finalmente possível, propiciando o aparecimento de animais e vegetais, inicialmente nos mares e depois na porção terrestre.


Concluindo.
Uma observação rápida de características gerais acerca da formação do universo e do planeta Terra, mesmo que básica e condensada, mostra como o equilíbrio da vida é precário.
Sendo assim, será que os seres humanos sobreviveram à evolução natural de nosso planeta e do universo?
Portanto, diante de nossa pequenez, não seria o caso de revermos nossas atitudes e a forma como lidamos com o outro?
Questões que precisam ser respondidas se quisermos fazer a diferença em nossa breve passagem por este mundo.


Para saber mais sobre o assunto.
CARLOS, A. F. A. A geografia na sala de aula. São Paulo: Contexto, 2010.
CLAVAL, P. Terra dos homens: geografia. São Paulo: Contexto, 2010.
MORAES, P. R. Geografia geral e do Brasil. São Paulo: Harbra, 2011.
OLIVEIRA, A. U. & PONTUSCHKA, N. N. (orgs.). Geografia em prespectiva. São Paulo: Contexto, 2010.


Texto: Prof. Dr. Fábio Pestana Ramos.
Doutor em História Social pela FFLCH/USP.
Bacharel e Licenciado em Filosofia pela USP.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

A deficiência na aprendizagem dos alunos do ensino fundamental.

Para entender a história... ISSN 2179-4111. Ano 2, Volume ago., Série 16/08, 2011, p.01-04.


O ensino brasileiro fundamental é de péssima qualidade e tem contribuído para a má formação de uma parcela da geração futura.
Carrega em seu bojo um formato ultrapassado de ensino aprendizagem, que acarretará em cidadãos mal formados no desempenho de suas funções profissionais.

Os métodos ensinados nas universidades não têm acompanhado o desenvolvimento estudantil atual, pois enquanto novos métodos são criados o alunado carece de pessoas que estejam disponíveis e envolvidas com a educação e não com o sistema educacional dos governantes da atualidade.

Na sala de aula é comum ver alunos buscando incentivos para desenvolver seus conhecimentos e, quando esse fato não é reconhecido, o discente ficar sem perspectiva.
Fenômeno observado em todos os níveis educacionais, embora se detenha no ensino fundamental com mais freqüência.
No entanto, é na educação básica que se verifica o melhor momento para a criação do futuro cidadão.


Outra visão.
Segundo Vesentine (2004), antigamente os alunos deveriam decorar os nomes de rios, planaltos e outros aspectos da paisagem.
Era o ensino mnemônico, ou seja, um ensino que cobrava a memorização dos alunos.
Uma das motivações desse artigo é justamente discutir o papel do professor.
Cabe refletir como este profissional levará o conteúdo e objetivo da aula e de que maneira ocorrerá o seu desenvolvimento para construir um pleno aprendizado para o educando.
É indispensável não retroceder ao ensino mnemônico, com alunos apenas decorando os aspectos geográficos do planeta.
Segundo Carvalho (1925, p.06), em todo e qualquer conteúdo que trata da geografia, o meio em que vive o aluno deve ser escolhido como assunto principal de estudo.
As noções sobre outras regiões devem ser acrescentadas como informações suplementares e comparativas.
Observa-se que o objetivo final é a aprendizagem do educando e quando ele se percebe não atendido nessa perspectiva, resulta em desenvolvimento deficiente e inócuo.
Onde professor e aluno não se sentem estimulados a desenvolverem o aprendizado, com finalidade alcançáveis, haverá um ambiente de indisciplina, cansaço e desestímulo.


Identificando pontos.
Alunos do ensino fundamental de 5ª até 9ª série tem encontrado dificuldade no aprendizado sistematizado no Brasil.
Existe uma necessidade premente de melhor os aspectos educacionais brasileiros como um todo.

A escola, por vezes, descuida das capacidades em potencial, misturando, em uma mesma sala, alunos com predisposições diferentes.
Será por isso inevitável que alguns tenham problemas de aprendizagem (SCOZ, 1994).
Conseqüentemente, as idéias ligadas à educação deveriam ser debatidas e implantadas como um único material para o ano letivo.
Conseqüentemente ter-se-ia o aproveitamento de uma educação simultânea e regular, onde qualquer erro surgido nesse desenvolvimento seria corrigido a tempo através do próprio órgão corregedor.

Segundo Miranda (2000):
“Muitas crianças com deficiência de aprendizagem tem inteligência média ou acima da média; algumas, de fato, são extremamente brilhantes. É esse paradoxo que muitas vezes alerta os médicos da possível presença de uma deficiência de aprendizagem.”.

Constata-se assim que nem sempre a deficiência é uma patologia.

Segundo Weiss (1999):
“A aprendizagem normal dá-se de forma integrada no aluno (aprendente), no seu pensar, sentir, falar e agir. Quando começam a aparecer dissociações de campo e sabe-se que o sujeito não tem danos orgânicos, pode-se pensar que estão se instalando dificuldades na aprendizagem: algo vai mal no pensar, na sua expressão, no agir sobre o mundo”.

Sabendo que o pensar e agir é uma reposta do aprendizado do aluno, pode-se concluir que o objetivo foi alcançado, mesmo quando o sujeito tenha patologia, pois existe, a partir, desse momento a realização do aprendizado.
O que permite a observação, onde se verifica que o aprendizado pode se dar em toda esfera embora de modo temporal distinto.


Modo de ação.
Verifica-se que a teoria da flexibilidade cognitiva é um meio de levar os jovens a desenvolverem seus objetivos educacionais.
Existe a necessidade de colocar o aprendiz em cheque com o que foi ensinado, ao mesmo tempo, fazendo com teste seus conhecimentos a partir da pratica.
Segundo Oliveira (2002), a própria discussão sobre a operacionalização de uma educação inclusiva confere, igualmente, um lugar de destaque à avaliação pedagógica e traz implicações importantes para a ação do professor.
Mais do que conhecer as patologias dos alunos e os limites de seu desenvolvimento, o processo de inclusão enfatiza sua condição de aprendizagem e o nível de competência curricular.
Nota-se que a educação deve ser o meio do cidadão encontrar o direcionamento para sua cidadania.
O que é efetivado com o educador e suas ações, pois o este profissional conhece o educando no seu dia a dia, reconhecendo suas possibilidades e dificuldades de aprendizado.
Dentro dos princípios da teoria citada, coloca-se a possibilidade da construção de um conhecimento interligado.
É necessário dizer ao discente como as disciplinas estão relacionadas e não tentar dissociá-las.


Concluindo.
Diante do exposto, nota-se a necessidade de uma melhor distribuição dos recursos voltados para educação, implicando em discutir como se deve administrá-los.

Já que com os profissionais da área são pouco valorizados, o que torna ainda pior o desempenho do educador e, conseqüentemente, o educacional.

Por mais teorias que existam, o educador não deve jamais ser colocado em segundo plano ou em posição subalterna diante do discente, fato contemporaneamente corriqueiro em diversas instituições.
O ensino ortodoxo pode muito bem se adequar a realidade do tempo presente, fazendo com que a educação encontre seu caminho nesse momento de transição.
Nota­-se ainda que, as diversas pesquisas realizadas nesse campo, direcionem para mudança de atitude do educador em seu ambiente de trabalho, pois atualmente o alunado tem diversas fontes de aprendizado.


Para saber mais sobre o assunto.
CARVALHO, Delgado de. Metodologia do Ensino Geográfico: introdução aos Estudos de Geografia Moderna. Petrópolis: Vozes, 1925.
WEISS, MARIA LÚCIA. A Informática e os Problemas Escolares de Aprendizagem. Rio de Janeiro: DP&A, 1999.
MIRANDA. M. I. Crianças com problemas de aprendizagem na alfabetização contribuição da teoria Piagetiana. Araraquara: JM., 2000.
OLIVEIRA, A.A.S. “Formas de organização escolar: desafios na construção de uma escola inclusiva” In: OMOTE, S. Inclusão: intenção e realidade. Marília: Fundepe, 2004, p.77-112.
SCOZ, B. Psicopedagogia e a realidade escolar o problemas escolar e de aprendizagem. Petrópolis: Vozes, 1994.
SPIRO & COULSON.A teoria da flexibilidade cognitiva: a aquisição de conhecimentos avançados em domínios mal estruturados” In: Proceedings da 10 ª Conferência Anual da Sociedade de Ciência Cognitiva. Hillsdale: Erlbaum, 1988.
VESENTINI, José William (org.). O ensino de Geografia no século XXI. Campinas: Papirus, 2004.


Texto: Prof. Dario Galdino.  
Graduado em Geografia pela UFPE.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

História e Geografia e sua importância em sala de aula: reflexões sobre o estudo das Ciências Humanas na educação básica.

Para entender a história... ISSN 2179-4111. Ano 2, Volume ago., Série 15/08, 2011, p.01-07.


História e geografia estão intimamente relacionadas, uma área é diretamente dependente da outra, não por acaso uma é considerada ciência auxiliar da outra.
É interessante lembrar que ambas pertenciam à filosofia até o século XVIII.

Foi dentro do contexto da Revolução Francesa que, os iluministas, ao criarem a enciclopédia, iniciaram a subdivisão do conhecimento; depois, no inicio do século XX, levada ao extremo pelo fordismo.

No entanto, apesar de diversos setores da geografia constituírem pura história e de, inversamente, pressupostos teóricos e metodológicos da história dependerem da geografia; o trabalho do historiador e do geógrafo possui distinções marcantes.
Entretanto, em sala de aula, principalmente na educação básica, história e geografia deveriam ser abordadas de forma mais integrada, visando propiciar de fato a formação da cidadania, fortemente apregoada pela LDB.
Alias, no âmbito das Ciências Humanas, não só a história e a geografia deveriam fazer parte da formação do educando no ensino infantil e fundamental, mas também a filosofia e a sociologia.
Estas duas ultimas, embora pertençam apenas aos currículos do ensino médio, na realidade podem e devem estar inseridas nos conteúdos de história e geografia na educação básica, inclusive porque são ciências auxiliares destas áreas.


O que é história?
A história é a ciência que estuda o passado, analisando as transformações para tentar entender o presente.
Neste sentido, ao resgatar o passado, permite conferir sentindo para o presente, ajudando a transformar a realidade a partir de sua compreensão, guiando rumo ao futuro.
Para Sócrates, na realidade Platão falando através do personagem, a história seria pura memória circunscrita ao fato de conhecer.
Enquanto Aristóteles afirmou que a história seria uma coletânea de fatos que guardam a memória.
Conceitos ultrapassados, pois atualmente a história trabalha com a memória, mas vai muito além, envolve a interpretação dos fatos, problematizações e até ideologias.
Seja como for, a palavra “história” tem origem grega, significando investigação ou informação, tendo surgido no século VI a.C.
Foi utilizada neste sentido pela primeira vez por Heródoto de Halicarnasso, considerado o pai da história.
Ele escreveu sobre as guerras entre gregos e persas, tentando entender como os últimos haviam conseguido criar um Império, entrevistando contemporâneos dos fatos e buscando relatos como fontes para reconstruir os acontecimentos.
Afirma-se que Heródoto é o pai da história porque a partir dele começou a mudar a lógica de pensamento humano, antes as explicações para o presente tinham origem nos mitos.
Os mitos forneciam explicações divinas para aquilo que o homem primitivo não conseguia explicar através da razão.
Mesmo depois de Heródoto, entre os romanos, por exemplo, mitologias divinizavam a fundação da cidade de Roma, através da clássica estória de Rômulo e Remo sendo criados por uma loba.
Na realidade, a História de Heródoto é um marco de um longo processo de consolidação da racionalidade.
O qual se iniciou antes dele, com o surgimento da filosofia no século VII a.C., questionando os mitos e as opiniões de senso comum.
Um processo que se estendeu até século XX, passando por fases transformadoras.
É por isto que história e filosofia se confundiram até o século XVIII.
Ambas tinham o mesmo objetivo: entender a realidade através da observação do presente e do passado.
Cabe lembrar que, até o século XVIII, as várias áreas do conhecimento humano pertenciam à filosofia e não só as Ciências Humanas, a qual englobava também matemática, biologia e psicologia, embora não assim nomeadas.
 A história, como a geografia, era só mais uma das faces da filosofia, já que o conhecimento estava dividido em quatro grandes áreas: Teologia, Direito, Medicina e Filosofia.
Somente a partir do iluminismo é que a história apareceu como ciência autônoma.
O iluminismo pretendia iluminar o mundo com o conhecimento, ilustrando e trazendo luzes a ignorância.
O que revolucionou o conhecimento a partir da sistematização do saber através da enciclopédia, a subdivisão do conhecimento.
Assim, a história enquanto ciência surgiu a partir da especialização do conhecimento, no século XVIII, bem como depois de se embasamento metodológico no século XIX e XX.
Passando pelo cientificismo positivista, a escola metódica alemã, a escola de Annales, a tendência marxista, a nova história, a história das mentalidades, a história cultural, a micro-história e a história regional, entre outras tendências.
Esta especialização fez com que a história passasse a se ocupar do estudo dos fatos históricos, acontecimentos relevantes para o entendimento das questões do presente.
Fatos que provocam rupturas ou que contribuem para continuidades.
A análise e interpretação da história, o entendimento dos processos de transformação e continuidades, além de utilizado para entender o presente, passou a servir ao fomento de novas mudanças, ou ainda, inversamente, para impedir qualquer mudança.
Dependendo dos interesses dos grupos dominantes, resgatar o passado pode servir para criar um modelo que busque retrocessos, a adoção de valores antigos.
Em contraponto, o resgate do passado pode servir também a formação de uma nova identidade, manipulando as massas segundo os interesses de determinados grupos.
Em outro sentido, a história pode ainda fornecer probabilidades sobre o que esperar do futuro, embora não seja possível prever com exatidão o que irá acontecer.


O que é geografia?
A geografia é a ciência que estuda a relação entre a terra e seus habitantes, analisando tanto características físicas como humanas.
Portanto, ao estudar os aspectos físicos, observa a superfície do planeta, a distribuição espacial dos fenômenos da paisagem e a dinâmica de interação com a atmosfera e o universo.
No que tange aos aspectos humanos, estuda a integração e relação estabelecida entre os homens (políticas sociais, culturais e ideológicas) e entre estes e seu meio ambiente.
Como se pode observar, principalmente, no que diz respeito à geografia humana, a relação da área com a história é óbvia, muitas vezes se confundindo.
Destarte, os primórdios da geografia, como no caso da história, remontam a antiguidade.
A palavra geografia surgiu no século III. a.C., criada pelo filosofo Erastótenes, um estudioso que se dedicou também a astronomia, física e matemática.
Etimologicamente, a partir do grego, geografia (geo + grafia) significa estudo ou descrição da terra.
No entanto, alguns autores defendem a idéia que, antes ainda da palavra ser criada, a geografia remonta aos primórdios da humanidade.
Quando os primeiros humanos precisaram observar o terreno para preparar a defesa contra grupos rivais e ampliar o sucesso nas tentativas de caça e, posteriormente, cultivo das terras.
Porém, pensada racionalmente, a geografia surgiu no século VII a.C. com a filosofia, sendo objeto de reflexão de Tales de Mileto, Ptolomeu e do próprio Heródoto.
Na antiguidade, devido às exigências requeridas pelas guerras e comércio, a geografia criou uma de suas subáreas: a cartografia (chartis = mapa + grapheim = escrita).
Palavra que a partir do grego simboliza o estudo e utilização dos mapas.
Foram os romanos que aprimoraram inicialmente os mapas para controlar seu vasto Império, o que depois foi complementado pelos árabes, italianos e português devido às necessidades comerciais e navais.
 Na Idade Média, quando muitos conhecimentos acumulados na antiguidade foram trancados nos mosteiros e bibliotecas de circulação restrita, os conhecimentos geográficos foram preservados pelos árabes.
Depois, dentro do contexto da intermediação de especiarias pelas cidades italianas de Genova, Veneza e Florença; estes conhecimentos retornaram a Europa e estiveram relacionados com o aprimoramento da navegação no Mediterrâneo e, posteriormente, no Atlântico.
A geografia foi introduzida como disciplina nas primeiras Universidades, mas não era considerada uma área autônoma, estando inserida na filosofia.
A exemplo da história, a geografia só começou a ser reconhecida como ciência no século XVIII, com a Revolução Francesa e o Iluminismo.
Entretanto, seu reconhecimento completo, como conhecimento cientifico, precisou aguardar o século XIX e XX.
Foi quando passou por quatro fases inteiramente relacionadas com a geografia humana e a história.
No século XIX, influenciado pelo materialismo histórico de Hegel e pelo marxismo, surgiu o determinismo geográfico.
Concepção segundo a qual o meio ambiente determina a fisiologia e psicologia humana.
Teoria que serviu de justificativa para o domínio neocolonial europeu sobre a África e Ásia, além do nazismo.
Na segunda metade do século XIX, surgiu a geografia regional, o estudo integrado de elementos humanos e naturais para tentar entender as características de determinada região e sua integração com o resto do mundo.
Na metade do século XX aconteceu à chamada Revolução Quantitativa, quando pressupostos matemáticos, estatísticos e econômicos foram agregados a geografia para tentar entender a formação do panorama político.
Na década de 1970 apareceu na Europa a geografia radical, também chamada critica por afirmar que os métodos estatísticos não trazem contribuição para a compreensão da sociedade por mitificarem a realidade.
Segundo esta tendência seria papel da geografia repensar questões sociais como o desenvolvimento do sistema capitalista, a globalização, a disparidade entre ricos e pobres e questões relacionadas ao meio ambiente.
O que novamente fez história e geografia se aproximarem e, na opinião de alguns teóricos, perderem seu sentido e identidade como disciplinas autônomas.
No entanto, ao invés de representar o fim da história e da geografia, a tendência pode resgatar o sentido original do conhecimento humanista, significando maior integração entre as áreas.
Integração que, no caso da geografia, sempre foi estreita também com a geologia e a botânica, trazendo a partir deste conceito a sociologia e a filosofia para dentro da área.


O trabalho do historiador.
O historiador dedica-se a desvendar a realidade histórica, a conhecer o passado através da investigação, buscando indícios, provas e testemunhos para abordar problemáticas, relacionando fatos para encontrar as razões de continuidades e rupturas no presente.
Embora o professor de história possa ser também um historiador e vice-versa, exercem funções distintas.

Enquanto o professor de história transmite o conhecimento acumulado, discutindo fatos previamente selecionados pelos historiadores; estes últimos são responsáveis pela construção das narrativas históricas.

Neste sentido, apesar da tentativa de imparcialidade, o trabalho do historiador é fabricar a historia.
É verdade que o historiador precisa fundamentar sua narrativa do passado através de pesquisa, carecendo de fontes que confirmem suas hipóteses; porém, enquanto sujeito histórico, não está isento de concepções políticas e ideológicas que interferem na seleção de fatos e na sua interpretação.
Diante de uma imensidão de dados, o historiador termina ignorando alguns, enfatizando outros, compondo uma visão do passado dentre inúmeras outras possíveis.
O que constrói os fatos que serão incorporados aos livros didáticos.
Por isto, passa ser função do professor realizar uma critica dos conteúdos, ao mesmo tempo em que transmite o saber acumulado pela humanidade.
É função da escola formar não só sujeitos que conhecem e dominam conteúdos, como também indivíduos críticos, capazes de questionar e ajudar a reformular o conhecimento.


O trabalho do geógrafo.
O geógrafo é o responsável pelo estudo da interação entre o homem e a natureza, fazendo parte de sua área de abrangência uma ampla gama de subáreas e possibilidades.
Este profissional pode se dedicar, por exemplo, a elaboração de mapas, trabalhando com cartografia, ou realizar analises do impacto ambiental da interferência humana sobre a natureza, lidando com a ecologia.
Pode ainda interpretar questões de natureza política, econômica e cultural para ajudar no entendimento e mapeamento das relações estabelecidas entre regiões e/ou com o meio ambiente.
Portanto, o geógrafo possui um amplo mercado de trabalho fora da sala de aula, podendo atuar em agencias publicas e privadas, em instituições de planejamento e gestão ambiental e territorial, além de empresas de engenharia, levantando dados essenciais para construção civil.
Exatamente por esta razão, este profissional, quando bacharel, possui o direito de registro no CREA (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia), subordinado ao Conselho Federal.
O que, muitas vezes, faz a maioria dos geógrafos optarem por não lecionar, deixando as escolas desfalcadas, ao passo que professores de história terminam preenchendo esta brecha.


Concluindo.
Pensando na história e na geografia, no âmbito das Ciências Humanas, voltados para o ensino infantil e fundamental, este conhecimento se torna essencial na formação de indivíduos críticos, contribuindo com a construção da cidadania.
História e geografia, abordados de forma integrada, até mesmo devido a sua proximidade e aos temas transversais que atravessam as duas áreas, devem ajudar a se situar no mundo.
Ajudam as pessoas a entenderem a si mesmas e o mundo em que vivem, criando consciência da necessidade de uma participação mais ativa na sociedade e na caminhada rumo a um futuro melhor.
Entretanto, para que isto aconteça, cabe ao professor abordar conteúdos de forma mais dinâmica, estimulando questionamentos ao invés de fornecer respostas prontas.


Para saber mais sobre o assunto.
KARNAK, L. (org.). História na sala de aula. São Paulo: Contexto, 2008.
PINSKY, C. B. (org.). Novos temas nas aulas de história. São Paulo: Contexto, 2009.
CARLOS, A. F. A. A geografia na sala de aula. São Paulo: Contexto, 2010.


Texto: Prof. Dr. Fábio Pestana Ramos.
Doutor em História Social pela FFLCH/USP.
Bacharel e Licenciado em Filosofia pela USP.

sábado, 13 de agosto de 2011

Para entender a história... Balanço do Primeiro Ano da Publicação: 13 de agosto de 2010 A 13 de agosto de 2011.

Para entender a história... ISSN 2179-4111. Ano 2, Volume ago., Série 13/08, 2011, p.01-06.


Hoje Para entender a história... completa seu primeiro ano de existência, foi fundado em 13 de agosto de 2010, contando com apenas 596 visualizações no referido mês.
Entretanto, em setembro de 2010, o numero de visualizações já havia subido para 10.000; em outubro ainda mais visitas, 15.000 acessos; recendo 26.000 visitantes em dezembro.
Em pouco tempo, as visualizações mensais chegaram a números que não poderíamos imaginar nem nas estimativas mais otimistas.
Os 24.000 acessos registrados em fevereiro de 2011, atingiram a marca dos 60.000 visitantes mensais em março deste ano; chegando a 68.000 visualizações em abril; 73.000 em março; e 75.000 em junho.
Até o momento, em apenas um ano de vida, a publicação já registrou quase meio milhão de visualizações: 453.000 acessos, contando com 108 seguidores.
Nada mal para uma publicação que pretende publicar e divulgar textos que abordam história, filosofia e educação; sem descuidar do teor cientifico das informações e da qualidade da transmissão do conhecimento.
Isto, em um país onde o discurso que valoriza ciência e educação não passa de uma falácia para enganar os eleitores e ganhar audiência no caso da média de grande circulação.
Quase um milagre no Brasil, considerando que os autores dos artigos publicados são em sua quase totalidade pesquisadores e educadores.
Principalmente porque os professores não são valorizados pela sociedade, constantemente desrespeitados dentro e fora de sala de aula, sendo muito mal remunerados no país do futebol que persiste em pagar menos que um salário mínimo por uma jornada exaustiva de trabalho aos profissionais da educação.
Um absurdo, quando contraposto aos milionários salários pagos a vários esportistas e artistas que, ao invés de educar, deseduca crianças e adolescentes através de comportamentos sempre reprováveis e muitas vezes criminosos.
Sem que o Estado brasileiro mexa um único dedo para proteger sequer os direitos trabalhistas já existentes dos professores, quanto mais melhorar sua qualidade de vida e condições de trabalho.


Breve histórico.
Ao iniciar a publicação, ela nasceu como um blog despretensioso, em uma sexta-feira 13, em agosto deste ano de 2010, exatamente há um ano atrás.
A intenção era publicar textos curtos e divulgar as publicações do hoje editor de Para entender a história... Prof. Dr. Fábio Pestana Ramos.
Ao criar o blog, a idéia era justamente ir na contramão do corporativismo acadêmico que deixa de publicar artigos de qualidade em nome do coleguismo e de inúmeros outros fatores nada justos.
Não imaginávamos então a repercussão dos textos pelo mundo, mesmo todos estes sendo de autoria apenas de uma única pessoa.
Sugestões de leitores que demonstraram interesse em participar do blog fizeram com que passassem a ser aceitos textos de outros autores somente a partir de outubro de 2010.
Estas colaborações de leitores passaram a ser publicadas as terças-feiras, enquanto as antes diárias postagens do editor seriam fixadas apenas as segundas-feiras.
Destarte, como os textos se assemelhavam mais a artigos acadêmicos ou de divulgação com qualidade cientifica inquestionável, o blog foi transformado em revista on-line, Publicação Técnico-Científica, em novembro de 2010.
Quando a publicação recebeu indexação junto ao Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia da República Federativa do Brasil, através ISSN 2179-4111.
O IBICT somente concede ISSN para as publicações que apresentam artigos originais, atendendo o requisito de manutenção de periodicidade e expediente.
A instituição não concede ISSN para publicações que apenas reproduzem textos de outros sites ou que apresentam resumos, além de negar o registro para blogs pessoais.
Portanto, para adquiri o ISSN, o blog passou por atenta analise do IBICT, obtendo rápida aprovação.
Assim referendada, a publicação ganhou status e reconhecimento científico, os seus artigos passaram a gozar do direito de inserção no currículo lattes dos autores colaboradores como publicação em periódico, o que começou a atrair mais colorações.
Consolidando este reconhecimento, em janeiro de 2011, iniciamos a formação de um conselho editorial, constituído por importantes nomes da área de história, filosofia e educação.
O qual ficou responsável pela análise dos artigos remetidos para publicação, emitindo pareceres, colaborando com artigos publicados esporadicamente as quartas-feiras.

Aos poucos o conselho editorial foi agregando nomes, sendo atualmente formado pelos respectivos professores, titulados em universidades renomadas, vinculados as mencionadas instituições educacionais:

01. Prof. Dr. Fábio Pestana Ramos (editor).
Doutor em História Social pela USP; MBA em Gestão de Pessoas pela UNIA/Anhanguera; Bacharel em Filosofia pela FFLCH/USP; Licenciado em Filosofia pela Faculdade de Educação/USP.
Professor no Centro Universitário Claretiano (CEUCLA), Faculdade Interação Americana (FAINAM) e Instituto de Educação Continuada (INEC/Universidade Cruzeiro do Sul).

02. Prof. Dr. Guilherme Fromm
Doutor em Estudos Lingüísticos e Literários em Inglês pela USP; Mestre em Lingüística pela USP; Bacharel em História e Letras (Alemão/Português) pela FFLCH USP; Licenciado em Letras pela Faculdade de Educação da USP.
Professor na Universidade Federal de Uberlândia.

03. Prof. Dr. Marcelo Donizete da Silva.
Doutor em Educação pela Unicamp; Mestre em Educação pela Unicamp; Bacharel e Licenciado em Filosofia pela PUC de Campinas.
Coordenador do curso de Filosofia do Centro Universitário Claretiano.

04. Prof. Ms. Marcus Vinicius de Morais.
Mestre em História Cultural pela Unicamp; Bacharel e Licenciado em História pela Unicamp.
Professor em escolas e cursos pré-vestibulares na região de Campinas.

05. Profa. Ms. Maria Margarete dos Santos.
Mestre em História Social pela USP; Bacharel em História pela FFLCH/USP; Licenciada em História pela Faculdade de Educação da USP.
Professora no Centro Universitário Claretiano e Faculdade Mauá.

06.  Profa. Dra. Marilda Aparecida Soares.
Doutora em História Social pela USP; Mestre em História Social pela USP; Bacharel em História pela FFLCH/USP; Licenciada em História pela Faculdade de Educação da USP.
Coordenadora do curso de História das Faculdades Integradas de Ribeirão Pires.

07. Profa. Dra. Mary Del Priore.
Pós-Doutora Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales (Paris/França); Doutora em História Social pela USP; Graduada em História pela PUC de São Paulo.
Ex-Professora da USP e PUC do Rio de Janeiro, atualmente vinculada ao Programa de Mestrado em História da Universidade Salgado de Oliveira - UNIVERSO/NITERÓI.

08. Prof. Ms. Ricardo Matheus Benedicto.
Mestre em Filosofia pela PUC de Campinas; Graduado em Filosofia pela PUC de São Paulo.
Professor no Centro Universitário Claretiano e Faculdade de Mauá.

09. Profa. Ms. Samanta Coalhado Mendes.
Mestre em História e Cultura Social pela Unesp; Graduada em História pela Unesp.
Professora do Centro Universitário Claretiano e na Prefeitura de São Paulo.

10. Profa. Ms. Semíramis Corsi Silva.
Mestre em História pela Unesp; Graduada em História pela Unesp.
Professora do Centro Universitário Claretiano.

11. Prof. Dr. Wanderlei de Oliveira Clarindo da Silva.
Doutor Sociologia pela Unesp; Mestre em Integração da América Latina pela USP; Graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Viçosa.
Professor no Centro Universitário Claretiano e Membro Núcleo de Apoio à Pesquisa em Estudos Interdisciplinares sobre o Negro Brasileiro da USP.

Constituído um conselho editorial forte, a publicação recebeu a indexação do LATINDEX, instituição responsável pela catalogação de publicações cientificas em toda América Latina.
Ainda em fevereiro de 2011, Para entender a história... foi indexado também pelo CNEN - Portal do Conhecimento Nuclear - e LivRe – Catálogo de Revistas Cientificas on-line -, ambos pertencentes ao Ministério de Ciência e Tecnologia da Republica Federativa do Brasil.
Apesar da publicação não constituir mais propriamente um blog, usando tão somente a base de hospedagem gratuita de dados do Google, através do blogspot; foi indexada pelo IBSN - Internet Blog Serial Number – pelo número de registro 217.941.100.0.
Por esta altura, pensando em fazer cumprir a lei dos direitos autorais (lei 9.610/98), inserimos em todos os artigos uma marca no inicio de cada texto, contendo o volume, número de série e paginação.
Neste sentido, o aprimoramento do layout e indexadores sempre foi e continuará sendo uma meta perseguida pelo editor e pela secretária da publicação, a Profa. Eliane Santos Moreira (Bacharel e Licenciada em Ciências Sociais pela Fundação Santo André), esta ultima também responsável pela diagramação e pelo incentivo a fundação do blog que se tornou uma revista on-line totalmente gratuita, a quem cabe aqui um agradecimento especial.


Retrospectiva das Estatísticas Gerais.
Neste primeiro ano e vida, publicamos 144 artigos, 16 editorais e 4 boletins; totalizando 164 postagens.
Os artigos categorizam 326 palavras-chave ou temas, demonstrando a amplitude e alcance dos textos, abordando todos os grandes períodos da história e temáticas da filosofia e educação, além da sociologia.
Colaboraram com a publicação 26 diferentes autores, aos quais fica aqui registrado nossos agradecimentos.

Os artigos mais populares, respectivamente, com o nome do autor e numero de acessos, foram:
01. A revolução francesa foi causada pela fome: Fábio Pestana Ramos (30.905).
02. História do Analfabetismo no Brasil: Fábio Pestana Ramos (14.182).
03. A passagem da antiguidade para o feudalismo: Fábio Pestana Ramos (14.174).
04. História Indígena na América Portuguesa: Fábio Pestana Ramos (8.598).
05. Periodização e História: Fábio Pestana Ramos (6.657).
06. A organização social do Alto Império Romano: Fábio Pestana Ramos (6.396).
07. Intelectuais, pensamento social e educação: Fábio Pestana Ramos (5.324).
08. Três arquivos portugueses: Fábio Pestana Ramos (5.117).
09. Os astecas e os sacrifícios humanos: Marcus Vinicius de Morais (4.299).
10. Família e Casamento: Mary Del Priore (3.835).

Ao atingirmos quase meio milhão de visualizações, segundo dados do Google, Para entender a história recebeu visitas de pessoas de mais de 80 países diferentes.
A maior parte destas visitas foram de leitores do Brasil (404.000), porém, o restante cerca das visualizações tiveram origem em outros países, tais como: EUA, Canadá, México, Republica Dominicana, Porto Rico, Honduras, Nicarágua, Argentina, Uruguai, Equador, Peru, Chile, Costa Rica, Guiana, Portugal, Espanha, Polônia, Dinamarca, Alemanha, Holanda, Suécia, França, Rússia, Croácia, Albânia, Eslováquia, Moldávia, Bélgica, Angola, Moçambique e até do Japão e da China.
Somente de Portugal, por razões obvias, foram quase 37.000 visitas, por isto mesmo fica aqui registrado nosso agradecimento aos irmãos portugueses.


Segundo dados do Google, o trafego de visitas a publicação partiu principalmente das seguintes páginas e buscadores:
www.google.com.br
200.280
22.246
10.373
1.009
653
620
335
311
302

As palavras pesquisadas mais recorrentes que conduziram os leitores a publicação foram: Chica da Silva, Revolução Francesa, Família, Jacques Le Goff, Feudalismo, Lisboa, Iluminismo e Política Colonizadora da América.
Dados que demonstram que a maioria dos leitores se tornaram assíduos e, tendo chegado até a publicação uma vez, passaram a vista-la diretamente, dirigindo-se ao endereço eletrônico ao invés de buscá-lo por palavras-chave ou utilizar outro site para acessá-lo.

As visualizações por navegador mais recorrentes foram registradas a partir dos seguintes sistemas: Internet Explorer (223.886 - 49%); Chrome (142.358 - 31%); Firefox (76.551 - 16%); Safari (5.050 - 1%); Chromeframe (2.928 - 1%); Opera (1.038 - 1%); Konqueror (135 - 1%); Iceweasel (133 - 1%).
Enquanto os sistemas operacionais mais usados pelos leitores foram: Windows (434.664 - 96%); Linux (6.419 - 1%); Unix (5.321 - 2%); Macintosh (4.871 - 1%); iPad (361 - 1%); iPhone (224 - 1%); Nokia (168 - 1%).


Forte abraço:
Equipe e Conselho Editorial de Para entender a história...