Curiosidades e tudo que você sempre quis saber...


Para entender a história... é uma publicação técnico-científica on-line independente brasileira, indexada pelo IBICT, Latindex, CNEN e LivRe; no ar desde sexta-feira 13 de Agosto de 2010.
Não possui fins lucrativos, seu objetivo é disseminar e difundir o conhecimento através de artigos com qualidade acadêmica e rigor cientifico, mas linguagem acessível ao grande publico.

Periodicidade: Semestral (edições em julho e dezembro) a partir do inicio do ano de 2013.
Mensal entre 13 de agosto de 2010 e 31 de dezembro de 2012.

Livros com preços promocionais a partir de 4,99.

sábado, 30 de junho de 2012

Balanço do mês de junho de 2012 - Para entender a história...


Para entender a história... ISSN 2179-4111. Ano 3, Vol. jun., Série 30/06, 2012, p.01-02.


Após o recorde de quase 200 mil visitas em março e 179 mil visualizações em maio, em junho tivemos 125.785 acessos.

Neste mês, além do artigo assinado pelo editor, recebemos e publicamos sete colaborações de autoria de:
1. Alessandra Peixoto Lanini, Pós-Graduanda em Psicopedagogia Institucional pelo INEC/UNICSUL - A privação dos cuidados maternos e o desempenho escolar prejudicado.
2. Carla Cristine de Almeida Zotino, Psicóloga, atua em treinamento e seleção na área de segurança pública - Comportamentos delinquentes na adolescência: de quem é a culpa?
3. Débora Fagioli dos Santos Pigentini, Pós-Graduanda em Psicopedagogia Institucional pelo INEC/UNICSUL - Buscando as razões da importância do incentivo à leitura no ensino fundamental I.
4. Giovana Gomes de Macedo Luz, Pós-Graduanda em Psicopedagogia Institucional pelo INEC/UNICSUL - Avaliação Mediadora: a ponte entre o conhecimento e a aprendizagem.
5. Leila Letícia da Silva, Psicóloga, atua em treinamento e seleção na área de segurança pública - Funções psicológicas e as atitudes psíquicas de Jung, inseridas no contexto da aprendizagem.
6. Maria Aparecida da Silva Alves de Moraes, Pós-Graduanda em Psicopedagogia Institucional pelo INEC/UNICSUL - A inclusão digital da criança surda no ambiente alfabetizador.
7. Regiane Cristina dos Santos, Pós-Graduanda em Psicopedagogia Institucional pelo INEC/UNICSUL - A influência da internet no processo de ensino/aprendizagem.

As contribuições possuem temáticas interessantes, marcam Para entender a história como um espaço democrático de divulgação do conhecimento.

Novamente lembramos que a publicação tem se tornado em espaço de divulgação de trabalhos desenvolvidos em cursos de pós-graduação, por este motivo, devido ao aumento significativo no volume de textos remetidos, temos registrado algum atraso e certa demora na publicação.
Pedimos paciência aos colaboradores, estamos quase regularizando a periodicidade.

Aproveitamos a oportunidade para agradecer, como sempre, as colaborações e parabenizar todos que já participaram pelos textos, estendendo o convite aos demais leitores para remetam artigos para submissão.

Os interessados em colaborar com textos devem enviar artigos dentro dos parâmetros fixados nas normas de publicação disponíveis no link “Colaborações”.

Desde o mês de novembro de 2011, a sistemática de publicações foi parcialmente alterada, o editor passou a publicar apenas um artigo no inicio do mês, abrindo a edição do volume, independente do dia da semana, esporadicamente publicando outros artigos aos sábados.
As segundas-feiras e terças-feiras ficaram destinadas à publicação de colaborações, abrindo um espaço maior para divulgação de artigos de leitores.
As quartas-feiras e quintas-feiras ficaram reservadas para a publicação de artigos de membros do conselho editorial e convidados.


Agradecemos os leitores e desejamos um bom divertimento.

Prof. Dr. Fábio Pestana Ramos.
Editor de Para entender a história...

segunda-feira, 25 de junho de 2012

A influência da internet no processo de ensino/aprendizagem.

 


Para entender a história... ISSN 2179-4111. Ano 3, Vol. jun., Série 25/06, 2012, p.01-06.



O artigo faz parte da Monografia de Conclusão de Curso de Pós-Graduação em Psicopedagogia Institucional pelo INEC/Universidade Cruzeiro do Sul, orientada pelo Prof. Dr. Fábio Pestana Ramos.



                                                                                                                              

O presente texto aborda a influência da internet na vida dos jovens brasileiros em especial dos estudantes das séries finais do ensino fundamental II.

O enfoque principal será como esta influencia pode contribuir positivamente para despertar o interesse pela leitura e consequentemente contribuir no processo de ensino-aprendizagem e no desenvolvimento da capacidade leitora.

Dentro desta temática será abordado também o letramento digital.





Introdução.

O acesso às tecnologias de informação e comunicação, sobretudo a internet, é hoje um aliado para o desenvolvimento da leitura.

Atualmente no Brasil e no mundo, o uso da informática na Educação é uma realidade crescente e relevante que não pode ser ignorada.

Cresce cada vez mais o número de escolas públicas e particulares, que vêm incluindo em seus currículos atividades ligadas à informática.

Um dos pontos importantes dessa questão é o uso de softwares educativos como ferramenta de auxílio ao professor.

Todos nós sabemos que as novas tecnologias em especial a internet exerce uma forte influência sobre as nossas vidas sendo indispensável nos dias atuais e para os nossos jovens que já nasceram imersos no cibercultura, este contato é indissociável.



“A rede mundial de computadores, ou Internet, surgiu em plena Guerra Fria. Criada com objetivos militares seria uma das formas das forças armadas norte-americanas de manter as comunicações em caso de ataques inimigos que destruíssem os meios convencionais de telecomunicações. Nas décadas de 1970 e 1980, além de ser utilizada para fins militares, a Internet também foi um importante meio de comunicação acadêmico. Estudantes e professores universitários, principalmente dos EUA, trocavam idéias, mensagens e descobertas pelas linhas da rede mundial”. (Sua pesquisa. Acesso em 05/01)



É inegável que esta é uma ferramenta fantástica que revela novos caminhos e pode facilitar e dinamizar o contato da escola com o mundo.

No entanto, essas possibilidades só acontecem se, na prática, as pessoas estiverem atentas, preparadas e motivadas para aprofundarem e avançarem em suas práticas.

A linguagem não linear da internet com seus hipertextos é muito mais sedutora do que a linguagem ainda apresentada nas escolas.

Então porque não se valer deste recurso que os jovens dominam perfeitamente bem.

Não há mais como ignorar este como um instrumento que pode contribuir no processo de ensino/aprendizagem.





Letramento Digital.

O avanço da tecnologia modificou em todos os sentidos a nossa sociedade, seja no modo de ser, comunicar e adquirir informações.

Estas mudanças se refletem diretamente no comportamento dos jovens e no processo de ensino-aprendizagem.

Pode-se afirmar seguramente que o ensino está em processo de modernização.

Devido a este fato é cada vez mais comum ouvir a palavra letramento digital.

Letrar-se digitalmente significa realizar novas práticas de leitura e escrita, pois é necessário mudar os modos de ler e escrever, assimilando novos códigos, sinais verbais e não verbais (desenho e imagens e hipertextos).

Esta nova maneira de letrar-se exige que todos os envolvidos neste processo, profissionais de educação e educandos desenvolvam habilidades e conhecimento de algumas informações para que consigam se capacitar rapidamente e se adequarem ao grupo de “cidadãos do novo milênio”.

É preciso familiarizar a palavra “letramento” que se incorporou ao vocabulário da área de pedagogia para conceituar um processo que vai além da decodificação do sistema alfabético da escrita e incorpora a compreensão dos usos sociais da escrita.

Letramento digital, portanto, significa não apenas saber como utilizar as tecnologias digitais, mas entrar em contato com ele de maneira significativa, entendendo seus usos e possibilidades em nossa vida social.



Segundo Magda Soares (2002: p. 25):



“Não existe o letramento, mas letramentos, a tela do computador se constitui, neste sentido, como um novo espaço de escrita e traz mudanças significativas nas formas de interação entre escritor e texto, entre leitor e texto e até mesmo entre o ser humano e o conhecimento”.



Uma pessoa letrada digitalmente constrói habilidades a partir de textos que compõem palavras que se conectam a outros textos, por meio de hipertextos e links.

Para isto é necessário ter ou desenvolver a capacidade para localizar, filtrar e avaliar criticamente informações disponibilizadas eletronicamente.

É preciso familiarizar-se com normas que regem este tipo de comunicação.

De certo modo este tipo de letramento exige que o ensino tradicional (livros) e moderno (digital) esteja relacionado entre si para se obter um resultado satisfatório.

Os adolescentes que estão imersos neste processo, aprendem um novo jeito de aprender, pautado nos seus interesses imediatos, de forma dinâmica, participativa, descentralizada da figura do professor e pela troca de informações entre si.

Com isto é possível aprender e ensinar simultaneamente.

No espaço escolar, contribuir com este letramento significa facilitar o acesso às novas tecnologias de informação e comunicação além de transformá-las em instrumentos de leitura e escrita relacionadas ás práticas educativas.





A internet e os novos hábitos de leitura.

A leitura é um processo ligado à escrita e faz parte do desenvolvimento humano.

A prática da leitura se faz presente em nossas vidas desde o momento em que começamos a "compreender" o mundo à nossa volta.

No incessante desejo de decifrar o sentido das coisas de perceber o mundo, mesmo que sem perceber estamos lendo.

Com a evolução das novas tecnologias não se pode descartar a contribuição da internet para despertar o hábito de ler.



“A escola deve desenvolver projetos que incentivem a leitura. Na escola a leitura tem sido muitas vezes um objeto de ensino visto como forma de punição para os jovens. Para que este passe a ser um objeto efetiva de aprendizagem é necessário que tenha sentido para o aluno e de certa forma corresponda suas expectativas. É necessário também o envolvimento de toda comunidade escolar”.  (Lajolo, 2001: p.13)



É reconhecido que a melhora do rendimento escolar não acontece instantaneamente ou forçadamente.

Este é um processo contínuo, e deve ser conduzido de forma natural, sem constrangimento e como destaca Paulo Freire a leitura deve ser uma “prática de liberdade”.

Segundo Ferreiro e Palácio (1987), o processo de leitura é dotado de uma série de opções.

O leitor não responde simplesmente aos estímulos do meio, e sim desenvolve estratégias para trabalhar com texto de tal maneira que seja possível compreende-lo.

Os interesses de leitura sofrem influências de acordo com a idade, sexo, grau de alfabetização e acesso a materiais diversificados de leitura.

Não há como negar que o convívio familiar também influencia estas escolhas.

Quanto antes o gosto pela leitura for despertado a probabilidade da manutenção deste hábito ser mantido ao longo da vida será maior.

Para muitos a internet é um instrumento que revela novos caminhos e apresenta inúmeras formas de contato com o mundo.

Na era digital, a literatura eletrônica é preferência quase que unanime entre os jovens, mas mesmo assim o livro tradicional não será extinto, pois os dois estão interligados e existem aqueles que gostam da tecnologia, mas não abrem mão da versão impressa.

Cabe à comunidade escolar incentivar a leitura para que esta se transforme em necessidade e desejo para os jovens.

Este incentivo se fortalece quando é criado um clima de confiança entre os professores e os alunos e a internet pode contribuir positivamente neste processo, pois oferece inúmeras possibilidades de leitura com um dinamismo e imediatismo que cativa a todos.





Concluindo.

Diante de um universo tão rico em possibilidades e variedades, a internet se tornou uma ferramenta muito útil no âmbito escolar e cada escola em sua particularidade tem procurado se adequar a esta nova realidade.

Sabemos que o ensino se torna prazeroso quando o que é ensinado e a forma pela qual este ensino é conduzido são feitos de forma significativa para quem está envolvido.

Então porque não usar a internet que está diretamente relacionada com os interesses e o cotidiano dos jovens, como uma forma a mais para estimular este aprendizado.

A escola deve aproveitar o grande interesse e facilidade que estes têm no mundo tecnológico para promover o desenvolvimento e aprimoramento da capacidade leitora por meio de uma mediação consistente para que o êxito seja alcançado.





Para saber mais sobre o assunto.

AMENTA, Navarro. Redes y comunicaciones eletronicas. Consejo Latinoamericano de

Ciências Sociales, 1996. Disponível em:

http://lanic.unic.texas.edu/la/region/networking/clacsoman.html Acesso em: 19 fev.

2002.

FERREIRO, Emília. PALACIO, Margarita Gomes. Os Processos de Leitura e Escrita:

novas perspectivas. Porto Alegre: Artes Médicas, 1987.

SOARES, Magda. Novas práticas de leitura e escrita: letramento na cibercultura.

Educ. Soc., Campinas, v. 23, n. 81, dez. 2002.

SOARES, Magda. Letramento e alfabetização: as muitas facetas. Disponível em: http://www.anped.org.br/26/outrostextos/semagdasoares.doc        

LAJOLO, Marisa. Leitura ainda tem pouca importância no país. Jornal do Brasil. Rio

de Janeiro, 1 abr. 2001. Seção Educação e Trabalho, p.01-02.






Texto: Profa. Regiane Cristina dos Santos.

Pós-Graduanda em Psicopedagogia Institucional pelo INEC/UNICSUL.

terça-feira, 19 de junho de 2012

A inclusão digital da criança surda no ambiente alfabetizador.



Para entender a história... ISSN 2179-4111. Ano 3, Vol. jun., Série 19/06, 2012, p.01-14.



O artigo faz parte da Monografia de Conclusão de Curso de Pós-Graduação em Psicopedagogia Institucional pelo INEC/Universidade Cruzeiro do Sul, orientada pelo Prof. Dr. Fábio Pestana Ramos.



Este artigo apresenta a proposta de um sistema que busca nos auxiliar no processo de alfabetização das crianças surdas, bem como facilitar a comunicação com ouvintes.

Descreve em detalhes a sequência de atividades de alfabetização digital, realizada por uma equipe de docentes em uma escola pública do Estado de São Paulo. São relatadas as ações desafiadoras utilizadas às crianças atendidas, mediadas pela equipe de professores envolvidos, efetivando a importância e benefícios para todos os participantes.

Desta forma, este trabalho busca propiciar a inclusão social e digital das crianças surdas. Esse projeto tem como objetivo: mostrar-se por meio da Alfabetização eletrônica, se há uma eficácia na aprendizagem, como utilizar os jogos de apoio no desenvolvimento da alfabetização.

Esta apresentação terá três focos principais: a) A Alfabetização digital; b) O manuseio do computador com autonomia; c) O processo de aprendizagem do aluno.





Introdução.

Este artigo tem como ponto inicial a inclusão social e digital de tais deficientes auditivos e surdos.

Por isso apresentamos a proposta de um sistema que busca nos auxiliar no processo de alfabetização das crianças surdas.

No projeto apresentado descrevemos com detalhes a Sequência de Atividades de alfabetização digital, realizada por uma equipe de docentes de uma escola pública.

Assim, a importância deste trabalho é propiciar a inclusão social e digital das crianças surdas envolvidas no mesmo.

A inclusão digital da criança surda no ambiente alfabetizador apresenta como objetivo uma eficácia no processo do ensino aprendizagem, em que  o aluno é aprendiz e o professor mediador.

E esta apresentação terá três focos principais: a) A Alfabetização digital, b) O manuseio do computador com autonomia, c) O processo de aprendizagem do aluno.

Este trabalho parte do princípio da constatação das dificuldades que enfrenta grande parte da população surda na vida social no mundo dos ouvintes e defende a necessidade de começar as ações preventivas contra essas dificuldades já na infância.

Refletindo sobre onde pretendo chegar.  

Como alcançar com este trabalho uma eficiência na alfabetização digital das crianças surdas?

Cabe ressaltar a importância de um trabalho planejado e uma rotina que tematize as necessidades, tendo em vista a importância da Língua de Sinais fora da escola.

Temos observado determinadas situações na escola, dada a sua finalidade institucional de educar, que nesse contexto, deve prever a formação de cidadãos efetivamente em Libras.

Uma didática da invenção.

Segundo citações do autor Manoel de Barros “Como pegar na voz de um peixe”, “Desaprender 8 horas por dia ensina os princípios”.

Pretendemos, então, seguindo a reflexão sábia do poeta, “pegar na voz do peixe” das nossas ideias consensuadas e desarmá-las, desarranjá-las.

Quem sabe, se as desaprendermos, consigamos explicitar-lhes os princípios e, nessa revisão, sejamos capazes de esclarecer a quais vozes temos sido “surdos” no complexo processo de formação das crianças surdas.  

Primeiramente, devemos ressaltar que a população surda não é homogênea, mas apresenta uma grande diversidade dependendo de diferentes variáveis, entre as quais podemos citar: a origem familiar, família de surdos ou ouvintes, e o sentimento de pertencimento a uma comunidade surda unida pelo uso da língua de sinais ou pela opção do uso da linguagem falada.

A proporção entre os dois grupos difere entre os vários países, pois ainda que a proporção de pessoas surdas nascidas de pais ou mães surdos seja minoria, sem chegar a 10% da população surda, a escolha da língua de sinais ou da linguagem falada depende da mesma forma, das ofertas educacionais em cada país.   





A educação familiar.

O atendimento precoce e a necessidade da criança surda adquirir são esperados através de procedimentos que envolvam a família, como agente privilegiado tanto nos planos psíquicos como lingüísticos.

Alguns dados apresentados demonstram que as famílias tendem ter comportamentos mais adequados do que os demonstrados pelos estudos, anos atrás.

Mesmo assim, os resultados não são completamente ideais nem generalizáveis para todas as famílias.

Cabe perguntar, em primeiro lugar, quais as razões que fazem persistir os comportamentos descritos há alguns anos, e em segundo lugar, quais as condições consideradas otimizadoras para o progresso.

São múltiplos os fatores interventores na qualidade da comunicação familiar com a criança surda e as interações produzidas entre eles.

Segundo o autor Jackson & Tumbull (2004) dos estudos, relaciona-se alguns dos fatores mais importantes.



As diferentes variáveis podem ser agrupados nos domínios a seguir:

a)      Interação familiar: A comunicação entre os membros, capacidade de resolver conjuntamente os problemas, qualidade da comunicação com a criança surda, etc.

b)      Os recursos e apoio às famílias: Participação em programas específicos de orientação e conselho para famílias de crianças surdas, apoio para famílias grandes e amizades, participação em outras redes de apoio, etc.

c)      A educação familiar das crianças: Ideologias sobre o desenvolvimento humano e a função da educação nele, informação e crenças sobre os efeitos da surdez no desenvolvimento da criança, etc.

d)     O apoio direto às crianças: Atendimento em tempo, programa específico de linguagem, adaptação de prótese, inclusão escolar, inclusão social, etc.



As famílias participantes do estudo citado na Espanha apresentavam, no geral, comportamentos positivos na comunicação com a criança, ainda que não fossem explorados muitos dos fatores relevantes, como os referentes às ideologias sobre o desenvolvimento da criança surda.

Mesmo assim, todas as famílias beneficiam-se de duas condições otimizadoras, uma referente ao apoio familiar, pertencer ao movimento associativo da FIAPAS, e outra referente à atenção direta da criança, atendimento precoce, adaptação de prótese adequada escolarização inclusiva na modalidade oral.

Os fatores negativos em qualquer um dos domínios podem estar na base de uma comunicação pouco estimulante para a criança surda.

Atualmente existe um consenso sobre a centralização no programa de atendimento precoce (BROW & NOTTO, 2006), mas qualquer um deles deve sempre partir do conhecimento dessas variáveis de cada meio familiar.

Se bem é verdade que há muitos programas de atenção às famílias de crianças surdas, também é verdade que nenhum deles é exportável e aplicável a outros contextos socioculturais que não para os que ele foi criado.

A adaptação ou elaboração de apoio deve partir, então, do conhecimento das necessidades que as famílias apresentam e das expectativas existentes a respeito dos programas.

Sugestivo, nesse sentido, é o estudo realizado por Dromi & Ingber (1999) sobre as expectativas das famílias a respeito do programa deles em Israel. Surgiram elementos importantes, como o peso que tem para as famílias a compreensão dos especialistas a respeito das vivências delas.

Uma importante conclusão deste estudo se referiu também à vivência do papel de pais e mães que assumiam as famílias.

Sabemos que uma das situações frequentes nas famílias a respeito da criação da criança surda é de sentir desprovido das capacidades de exercer o papel parental da forma em que pensavam em fazê-lo com uma criança ouvinte.

Consequentemente, uma linha de atuação com as famílias é a de possibilitar a retomada da confiança no papel que ela exerce.





Comunidade surda no Brasil.

A Libras quase mudou de nome e só voltou a vigorar em 1991, no Estado de Minas Gerais, com uma lei estadual. Em agosto de 2001 com o Programa Nacional de Apoio à Educação do Surdo, os primeiros 80 professores foram preparados para lecionar a Língua Brasileira de Sinais.

A regulamentação da Libras em âmbito federal se deu em 24 de abril de 2002, com a lei nº 10.436. Decreto nº 5.626, de 22 de dezembro de 2005, dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais – Libras.

O Brasil é muito grande e diversificado, essas comunidades se diferenciam regionalmente em relação hábito alimentar, vestuário e situação socioeconômica, entre outros.

Estes fatores geram também variações linguísticas regionais.

As Comunidades urbanas Surdas no Brasil têm como fatores principais de integração a Libras, os esportes e interações sociais, por isso têm uma organização hierárquica constituída por: uma Confederação Brasileira de Desportos de Surdos (CBDS), associações/ clubes/ congregações em várias capitais e no interior.

Portanto, numa perspectiva antropo-sócio-linguística, uma Comunidade Surda é um ponto de articulação política e social porque, cada vez mais, os surdos se organizam nesses espaços na busca por seus direitos linguísticos e de cidadania, impondo-se não pela deficiência, mas pela diferença.

Vendo por esse prisma, pode-se falar de Cultura Surda, ou seja, Identidade Surda.





Inclusão social e familiar.

O contexto familiar: Ao longo da vida dos surdos e de seus familiares, apresenta alguns problemas de ordem social, psicológica e educacional, favorecendo o aparecimento de tensões.

Dentre estas podemos citar o diagnóstico da surdez como sendo o marco inicial das mesmas. No momento em que a mãe aguarda o nascimento de seu filho, é criada uma imagem de criança “ideal”, ou seja, que não apresente nenhuma anormalidade.

Porém, se esse filho tão desejado apresentar algo fora dos padrões considerados “normais”, qual será a reação desta família, se ela for de ouvintes? E, se ela for de surdos?

Cabe à família apoiar  a SEE, que contribuem para melhorar e contornar os pressupostos que embasam a inclusão escolar que deve ser caracterizada como um processo.

De acordo com a Lei Federal Art. 3º “As instituições públicas e empresas concessionárias de serviços públicos de assistência à saúde devem garantir atendimento e tratamento adequado aos portadores de deficiência auditiva, de acordo com as normas legais em vigor”.

Diante destes questionamentos, considera-se que o contexto familiar de ambas as situações é distinto. Se os membros familiares (pai e mãe) forem ouvintes, ao receberem o diagnóstico da surdez de seu filho, haverá dificuldade na aceitação desta criança, pois não houve nenhuma preparação emocional para esta situação.

Por outro lado, no contexto familiar de surdos, os pais estão dentro de uma comunidade surda e esta situação de ter um filho surdo não vai lhes causar pânico e rejeição pelo fato de conviverem com esta condição.

Pesquisas no âmbito do desenvolvimento das crianças surdas, filhas de pais ouvintes, e crianças surdas, filhas de pais surdos, demonstram que o mesmo é significativamente diferenciado.

Na primeira situação as crianças adquirem uma menor autoconfiança, muitas vezes não estabelecem uma comunicação correta com seus pais devido, na maioria dos casos, pelo desconhecimento da Língua de Sinais, confinando-se a códigos linguísticos pobres e as vezes inexistentes, o que irá refletir na sua escolarização.

Já na segunda situação, é estabelecida uma melhor interação entre a criança e seus familiares, o que lhe proporcionará autoconfiança, bem como motivação e, além disso, terão uma forma de comunicação efetiva em Língua de Sinais. Segundo Silvestre, N. Arantes, V. A. (Org.) Educação de Surdos. São Paulo: Summus, 2007, p. 49.     



“Os pais ouvintes têm anseio de que seus filhos aprendam a falar, como se isso fosse a “solução” para os problemas. Acrescentam ainda que quanto mais tarde a surdez for diagnosticada maior será o prejuízo com relação ao desenvolvimento da linguagem, pois esclarecem que, a partir de 2 ou 3 anos, a criança inicia seu aprendizado da linguagem e, se o diagnóstico tardar, os aspectos lingüísticos e cognitivos poderão ficar comprometidos”.



A partir dessas considerações, observa-se o quanto é importante o ambiente familiar, as interações entre os surdos e seus pares e entre surdos e ouvintes a fim de que essas pessoas possam adquirir uma identidade e para que seu desenvolvimento psíquico, social e educacional ocorra de forma satisfatória.

Com relação às famílias, os autores Silvestre, N. Arantes, V. A. (Org.) Educação de Surdos. São Paulo: Summus, 2007, p. 49, e LIPSKY, D. K.; GARTNER, A. Inclusionn, school restructuring, and the remaking of American society. Harvard Educational Review, 66 (4), 1996, p. 762-795, chegaram à conclusão de que os centros com uma política de portas abertas que motivam as famíilias a participar e onde essas se comprometem tendem a ser mais efetivo.



“O desafio está no que e como fazer para abrir as fronteiras afim de que as famílias entrem e se envolvam no centro de educação. A escola como comunidade é outra das ideias que compartilham alguns dos estudos revisados sobre centros que desenvolvam práticas inclusivas.”



A sala de aula inclusiva deve ser concebida como um espaço social e didático que reflita a cultura, valores e metas da escola.

Além disso, é uma comunidade de aprendizagem autônoma que requer uma nova organização para chegar a ser inclusiva.

Os docentes da mesma têm altas expectativas para todos seus estudantes, acreditando que todos podem aprender a aprender.

Nelas, como argumenta Ainscow (1995), os professores contemplam em suas rotinas sequencias didáticas envolvendo todo o grupo de alunos de sua sala, assumindo que a excessiva ênfase em planejar para determinados estudantes pode ocultar fatores contextuais que podem utilizar para estimular e apoiar a aprendizagem de cada membro da classe.





Educação especial na perspectiva inclusiva.

O atendimento educacional especializado para pessoa surda, na perspectiva inclusiva, estabelece como ponto de partida, a compreensão e o reconhecimento do potencial e das capacidades desse ser humano, vislumbrando o seu pleno desenvolvimento e aprendizagem.

Segundo QUADROS, Ronice Muller (2000), a inclusão digital em que esses alunos estão inseridos, serão respeitadas considerando a obrigatoriedade dos dispositivos legais, que determinam o direito de uma educação bilíngüe.

O conhecimento precisa ser reconhecido como uma teia de relações, na qual as informações se processem como instrumento de interlocução e de diálogo.

Pensamos no atendimento educacional especializado para pessoa surda na perspectiva de que tudo se liga a tudo e que o ato de um professor transformar sua prática pedagógica, conectando teoria e prática a sala de aula comum e o atendimento educacional especializado, numa visão complementar sustenta-se a base do fazer pedagógico desse atendimento.

Dessa forma, o atendimento educacional para pessoa surda precisa ser pensado em redes interligadas, sem hierarquização de conteúdos, sem dicotomizações, reducionismos; mas com uma ação conectada entre o pensar e o fazer pedagógico.

Com isso, certamente, o ambiente de aprender a aprender será adequado e sustentará que o professor e o aluno surdo interajam com a sala de aula comum, produzam pela mediação, pela compreensão dos conhecimentos, a partir, de novas práticas metodológica, com estratégias e recursos de ensino.

Dessa forma, as práticas metodológicas do atendimento educacional especializado para pessoa surda, sob a ótica do pensar inclusivo, quer a conjunção, em que as partes e o todo estejam numa simbiose.

Para realizar essa simbiose, adotamos a Pedagogia Contextual Relacional.

O sentido dessa pedagogia encontra-se em formar o ser humano, com base em contextos significativos, em que se procura desenvolvê-lo em todos os aspectos possíveis, tais como: na vontade, na inteligência, no conhecimento e em ideias sociais, despertando-o nas suas qualidades e estabelecendo um movimento relacional sadio entre o ser e o meio ambiente, descartando tudo o que é inútil, sem valor real para a vida SKLIAR, Carlos (1999).



“Nesse sentido, o cotidiano adquire significado, quando se levam em conta todas as vivências contextuais, relacional que o ser humano em evolução experimenta”.



Nesse contexto, o aluno surdo se sentirá situado e compreenderá com mais facilidade os conteúdos em estudo.

De acordo com esses preceitos, essa ação pedagógica entre o conhecedor, o conhecimento e o conhecido, não fica restrita ao conhecimento do mundo físico, dos objetos no plano concreto.

Ela também se realiza por meio de exercícios reflexivos, intuitivos e abstratos, baseado na complexidade do fenômeno inter e intra humanos e no meio vivencial, de forma processual, e exige muita investigação e atos educativos ligados a necessidade do aluno surdo, por meio de sistemas complexos que são auto organizados.

Nesse conjunto, esse aluno é trabalhado a partir da compreensão do ciclo de desenvolvimento e aprendizagem, respeitando os campos pedagógicos e linguísticos das duas línguas no desenvolvimento educacional especializado para pessoa surda.

Para efetivar o cotidiano escolar do atendimento educacional especializado para pessoa surda, aplicamos a metodologia vivencial que leva o aluno a aprender a aprender.

Essa metodologia é compreendida como um caminho percorrido pelo professor, para favorecer as condições essenciais de aprendizagem do aluno surdo, uma abordagem bilíngue.

Nesse sentido o professor do atendimento educacional especializado para pessoa surda, na condição de autoridade, para gestar e com responsabilidade, para construir o ambiente de aprendizagem para esse aluno, busca os métodos escolhendo os melhores conhecimentos e recursos para operacionalização da aula especializada.

Assim, o professor por meio dessa metodologia adota os seguintes princípios básicos para o ato de aprender a aprender: o aluno surdo pensa, questiona e levanta ideias sobre todas as coisas; ao levantar ideias, entra em conflito com os esquemas anteriores; ao entrar em conflito, busca respostas aos seus questionamentos, visando refutar ou confirmar o que está sendo investigado, estudado; ao descobrir sobre o saber investigado, tem um ato conseguido; esse ato conseguido precisa ser repetido, construindo a aprendizagem significativa; ao aprender o saber, a pessoa surda realizará sua aplicabilidade no seu cotidiano de vida.





A importância dos contextos.

Os contextos são definidos e escolhidos, observando a significância, a representatividade conceitual e a obrigatoriedade do programa curricular oficial.

Esses contextos enriquecem o ambiente de ensino, no qual tudo o que acontecer no decorrer do processo do ato educativo, terá sintonia e provocará a possibilidade de conectar e relacionar todos os saberes, buscando o avanço conceitual do aluno surdo.

Para o planejamento dos contextos, o professor do atendimento educacional especializado para pessoa surda realiza pesquisas bibliográficas e elabora a tessitura epistêmica do assunto, seguida do quadro sinóptico, envolvendo contexto identitário, conceitualizações, áreas dos saberes científicos, conteúdos curriculares, significantes e significados identitário e as habilidades, demarcando o planejamento básico de atendimento.

No contexto apresentado anteriormente, surge a ideia de elaborar um Projeto intitulado a inclusão digital da criança surda, no ambiente alfabetizador, que nos auxilie na alfabetização de portadores de deficiência auditiva e surdez, tanto da Língua Brasileira de Sinais (Libras) quanto da Língua Portuguesa.

O projeto tem como objetivo, mostrar-se por meio da Alfabetização eletrônica, se há uma eficácia na aprendizagem e prover uma nova forma de ensino, difundir a Libras, além de combater a exclusão social e, consequentemente, a digital.





Na sala de Informática.

A sala de informática inclusiva deve ser concebida como um espaço social e didático que reflita a cultura, valores e metas da escola.

A sala de informática é, além disso, uma comunidade de aprendizagem autônoma que requer uma nova organização para chegar a ser inclusiva.

A alfabetização digital na educação básica, além de proporcionar a aquisição de habilidades básicas para operar um computador e interagir com seus sistemas, uma proposta de inclusão digital deve considerar a capacitação de pessoas para a utilização dos recursos de informática, em favor dos interesses e necessidades próprias e comunitárias, atentando sempre para suas responsabilidades como cidadão.

Hoje empresas passam por um processo de informatização para aperfeiçoar seu processo gerencial, organizacional e operacional, fazendo com que exijam uma maior capacitação profissional dos seus funcionários.

Uma das principais exigências feitas hoje é o conhecimento básico em informática, seja usando planilhas eletrônicas, processadores de texto ou a Internet.

Sendo assim, faz-se necessário que todas as pessoas que desejam uma vaga no mercado de trabalho tenham esse nível básico de qualificação.

Portanto, a formação contínua dos profissionais da rede estadual que atuam direta ou indiretamente com alunos surdos, alicerçada em subsídios e recursos que propiciam suporte à prática dos professores, vem contribuindo para atender à singularidade linguística desses alunos.

Ciente disto, a equipe docente da E.E.Prof. Ana Paula Santiago, da qual faço parte, desenvolve sequências de atividades de extensão voltadas para a inclusão digital, sempre em parcerias com outras entidades, a exemplo das Creches, e ONGs. Foram realizadas seis Atividades de Inclusão Digital, sendo as três primeiras de ensino da Língua Portuguesa, Leitura e Surdez: a primeira - Ensino da Língua Portuguesa; a segunda - Reflexão sobre a compreensão da leitura por alunos surdos; a terceira – Análise sobre a compreensão da leitura por alunos surdos e as três últimas sobre A Escrita e Surdez: a quarta - Reflexão sobre a escrita de alunos ouvintes; a quinta - Reflexão sobre a escrita de alunos surdos; a sexta Análise sobre a produção de escrita por alunos surdos.

Desta forma, pode-se afirmar que a equipe docente, acompanha os alunos surdos durante a vida escolar, por meio de um sistema intitulado Hearing the Word (HW), iniciando-se na alfabetização e se prolongando até sua comunicação com ouvintes.

As aulas são ministradas por duplas compostas por docentes da escola pública capacitada e habilitadas, em acompanhamento ao aluno surdo (na educação especial básica do Ensino Fundamental) em aulas práticas de informática básica, compostos pelos módulos de Introdução à Informática, Microsoft Windows, Microsoft Word, Microsoft Excel e Internet. O ambiente alfabetizador das aulas é composta por uma sala com aproximadamente dez computadores (o número de computadores depende da parceria, disponibilidade de recursos, quantidade de alunos por turma, etc.), em que cada computador é compartilhado por dois alunos ao mesmo tempo.

O ambiente alfabetizador onde as atividades são realizadas conta com quadro-branco e pincéis, sinalização, (por exemplo, porta, cadeira, lousa, caderno, etc.), que nos auxiliam na apresentação de conteúdos todo bem visualizado.

O uso do TTD dispositivo de alerta, como se comporta em situações sociais e de emergência.  As atividades que levam ao letramento de crianças surdas na Educação Infantil e no Ensino Fundamental, fábulas, versinhos desenhos, roda de conversa, jogos, relato, reescrita revisão de textos, caça palavras, palavras cruzadas, materiais letrados e interação com a família.

As crianças podem falar sobre os conhecimentos de mundo, elas aprendem desde pequenas – momentos de leitura, sistematização do ensino, a rotina, regras, domesticação do corpo para aprender; organizar o conhecimento do mundo é o papel fundamental para aprendizagem.

A equipe faz discussões entre a teoria e a prática; a educação no Estado de São Paulo está cada dia melhor devido a formação e capacitação de professores envolvidos na educação.

As expectativas de aprendizagem em uma série do Ensino Fundamental, oral – leitura produção (discurso roda de conversa, refinando a conversação da criança, ler com  autonomia; respeitar a situação comunicativa, gênero carta, texto de divulgação científica, uso do dicionário – da Língua Portuguesa e em Libras - Capovilla Fernando César.





A Língua de Sinais.

As atividades em que a Língua de Sinais é a língua adquirida, os pais fazem o necessário para ajudar os filhos na L1.

Há cidades que até auxiliam as famílias de crianças surdas (auxílio doença, governo federal).

Os pais se envolvem na educação dos filhos auxiliando o professor a usar a L1 poder repartir o seu dia-a-dia (rotina), ler livros em L1 desde cedo para crianças surda, assim as crianças começam a ler naturalmente revistas, jornais, gibis, bulas, rótulos, cartazes, nome de lojas e leitura de imagem e copiam letras, palavras, cartas, etc. 





Aprendizagem na sala de Informática.

De forma geral, o funcionamento de um dos módulos que o sistema possui, o módulo Desktop, inicia-se no momento em que nós educadores da Unidade Escolar                 pronunciamos uma letra/palavra no microfone (acionado por uma tecla do teclado).

A partir disto, o som captado é representado, na tela do computador, relacionado à imagem, palavra, símbolo (Libras), além de uma animação simulando a pronúncia através dos movimentos labiais, sendo cada item apresentado de acordo com o contexto.

Por exemplo, ao ser pronunciada a letra ‘A’ ‘B’ ‘C’..., o sistema apresenta a própria letra, uma palavra que a identifica (como por exemplo, anel, bolsa, caderno), uma imagem correspondente à palavra, a representação da letra em Libras e, por fim, uma simulação do movimento labial pronunciando tal letra.

Uma vez que sem Libras o aluno tem que se concentrar apenas na leitura de lábios e 50% da mensagem se perde, a representação do movimento labial é um dos fatores essenciais para garantir que o objetivo do sistema seja atingido, enquanto o aluno não possui domínio sobre Libras.

Outro recurso disponível é a possibilidade de realizar exercícios como, por exemplo, tracejado, circular e associar imagens às letras/palavras, entre outros.

Todos esses exercícios são realizados com o auxílio de uma caneta digital, evitando, desta forma, a utilização do mouse em movimentos mais delicados, que exigem maior coordenação motora, a qual será desenvolvida ao longo dos exercícios.

Vale ressaltar que tanto o conteúdo das aulas ministradas por docentes capacitados quanto os exercícios realizados pelos alunos surdos podem ser armazenados em pastas ou (CD ROM, Pen Draive)  no computador para estudos e revisões posteriores.

Já um segundo módulo, o Web, permite que todo o conteúdo (letras, palavras, imagens, símbolos e animações) do sistema seja gerenciado por uma aplicação Web. Vale ressaltar que a comunicação deste módulo com o módulo Desktop é realizada através de um Web Service. 

Portanto, além de auxiliar o aluno surdo durante a alfabetização, o sistema também o acompanha ao longo de sua vida, facilitando no processo de interação com a sociedade, através, principalmente de dispositivos móveis, sendo esta funcionalidade encontrada no módulo de comunicação.

Por exemplo, enquanto um deficiente auditivo ou surdo estiver utilizando o sistema ao se comunicar com um ouvinte, tudo o que é dito pelo ouvinte aparece para o deficiente auditivo ou surdo, em seu dispositivo móvel, em Libras e em forma de texto na Língua Portuguesa.

A avaliação dos alunos surdos nas aulas de Alfabetização digital em Libras, é de responsabilidade da equipe docente (da qual faço parte), que administram essas aulas, assim como o planejamento, a rotina, o material pedagógico e o avanço do processo aprendizagem dos alunos, as avaliações são contínuas com atividades em sala de Informática, trabalhos em duplas e individual (jogos, palavras, frases, textos, teatro, histórias infantis e contos), cujos passos para a realização é o uso do computador pelos alunos.

Dessa forma, a avaliação contínua é realizada tanto no aspecto teórico quanto no aspecto prático (contextualizado).





A questão controversa hoje.

Analisando a deficiência do ensino da  Libras para a criança surda na sala de  informática nas escolas públicas, da rede estadual e municipal de ensino fundamental, quando o projeto é planejado e realizado por docentes comprometidos para os alunos destas escolas, a fim de contribuir na diminuição desta deficiência, aparece a eficácia desse trabalho desenvolvido na sala de informática.  

Foram visitadas algumas escolas públicas que possuíam computadores para o uso em aulas de informática em Língua Brasileira de Sinais – Libras para seus alunos surdos, mas que não utilizavam os mesmos para este fim.

A estas escolas foi apresentado o projeto, seus objetivos e responsabilidades no desenvolvimento de atividades como esta, sugerindo que as escolas visitadas se motivassem a realizar projetos com aulas de alfabetização na sala de informática básica para os seus alunos com deficiência auditiva e surdez.

Mas não foi obtido nenhum resultado positivo com estas tentativas, visto que tais escolas visitadas não demonstraram interesse em ter docentes para ministrar aulas no projeto da sala de informática básica para os seus alunos surdos. 

Art. 2º Deve ser garantido, por parte de poder público em geral e empresas concessionárias de serviços públicos, formas institucionalizadas de apoiar o uso e difusão da Língua Brasileira de Sinais – Libras como meio de comunicação objetiva e de utilização corrente das comunidades surdas no Brasil.

Sendo assim, chegou-se a conclusão de que para realizar atividades como esta seria necessária a criação de parcerias entre Escolas Pública Creches e ONGs ou associações em geral, que tivessem os mesmos interesses em realizar atividades de alfabetização digital.

Na cultura dos ouvintes existe a Língua Portuguesa que contribui para o desenvolvimento da compreensão, comunicação e pensamento através de programa de TV, teatro, música, novela, carnaval, rádio, filme, discoteca, telefone, etc...

Na Cultura Surda existe a Libras.

O acesso ao mundo da comunicação é pequena e o que contribui para o desenvolvimento da pessoa surda é: jornal, filme com legenda, intérprete, interlocutor, micro com internet, TS (telefone de surdo), pagers, celulares e digimails.

As comunidades surdas estão empenhadas pelo país, e como o Brasil é muito grande e diversificado, estas comunidades possuem diferenças regionais em relação ao hábito alimentar, situação socioeconômica, entre outras.

Estes fatores geram também variações linguística regionais.

As escolas são fatores de integração ou desintegração das comunidades surdas e dependendo da metodologia adotada.

Hoje, ainda a crise na educação do surdo continua prejudicando o acesso da população surda ás informações sociais.

Os surdos continuam utilizando a Língua de Sinais nas Comunidades e nas Associações, pois o preconceito sobre a LS - Libras ainda não desapareceu de todo.

As escolas e os profissionais continuam a usar a metodologia oral e os surdos sofrem com a não aceitação da filosofia “Bilinguismo”.                                  de cidadania, impondo-se nvez mais, os Surdos se organizam nesses espaços enquanto lingu Fede3ra





Concluindo.

A alfabetização digital é a iniciação ao uso e à compreensão dos recursos da informática, sendo imprescindível aos programas de inclusão digital.

Através da alfabetização digital a criança ou o adulto toma conhecimento das possibilidades fornecidas pelo mundo cibernético.

A alfabetização visa capacitar o indivíduo ao uso de editores de texto, planilhas, navegação e pesquisa na Internet, aprender a encontrar e aplicar o que deseja ou precisa.

A eficácia dos programas ou políticas de alfabetização digital depende de uma integração das diversas partes da sociedade: o governo, a iniciativa privada e o setor acadêmico.

A partir do investimento em alfabetização digital podem-se garantir um melhor aprendizado escolar, oportunidades de futuro e emprego para a população e maiores perpectivas para o desenvolvimento da sociedade em geral.

Ser alfabetizado, saber ler, escrever e as quatro operações matemáticas, já se sabe há muito tempo, é requisito para a plena inserção do cidadão na sociedade.

Mas, na medida em que a sociedade se organiza cada vez mais em torno da internet, criando a "Sociedade da Informação", outra alfabetização além desta é necessária: a alfabetização digital.

Assim como não aprendemos automaticamente a escrever quando ganhamos uma caneta ou um lápis, também não aprendemos a usar todas as potencialidades do computador e da internet sem um treinamento adequado.

Quais são as habilidades chaves desta nova alfabetização?

A aprendizagem de ferramentas de comunicação digital e a existência de redes para acessar, manipular, criar e avaliar informação, segundo a Comissão Europeia para a promoção da alfabetização digital.

Ou, como define o educador Celso Niskier: "aprender a colaborar, aprender a usar a informação, aprender a resolver problemas e aprender a aprender". 

Conforme dados apresentados neste projeto, fica nítido que uma quantidade significativa da população brasileira é portadora de deficiência auditiva e surdez, sendo que, deste total, há uma parcela mínima que possui conhecimento em Libras e se encontra inserida em um âmbito escolar.

O desrespeito pela Língua de Sinais, fruto de desconhecimento, gerou preconceitos.

Pensava-se que este tipo de comunicação não poderia ser língua e que se os Surdos ficassem comunicando-se desta forma (por "mímica"), não aprenderiam a língua oficial de seu país.

Mas, pesquisas desenvolvidas nos Estados Unidos e na Europa mostraram o contrário.

O desenvolvimento cognitivo, afetivo, sociocultural e acadêmico das crianças Surdas não dependem necessariamente da audição, mas sim do desenvolvimento espontâneo da sua língua.

A Língua de Sinais propicia o desenvolvimento linguístico e cognitivo da criança Surda, facilita o processo de aprendizagem de Línguas Orais, serve de apoio para a leitura e compreensão de textos escritos e favorece a produção escrita.

É essencial para as crianças Surdas utilizarem a Língua de Sinais de sua comunidade com seus pais, com os profissionais da área educacional e com as pessoas de convívio mais próximo para que se desenvolvam como as crianças ouvintes.

É de fundamental importância a interação entre as crianças Surdas e os Surdos adultos (principalmente os envolvidos nas lutas pelos direitos à cidadania e a vida digna), pois estes atuarão como modelos da Identidade Surda e da Cultura Surda.

A Educação de Surdos está sendo repensada devido ao reconhecimento das Línguas de Sinais e à mudança de postura frente à surdez.

O modelo de Educação Oralista que transformava a criança surda em "ouvinte deficiente", uma vez que ela era um paciente que precisava de tratamento em clínicas especializadas para a "normalização" está sendo deixado para trás.

O Surdo não é visto mais como aquele a quem a falta da audição precisa ser superada; mas como um ser eficiente, que se comunica por outro canal e, consequentemente, tem outra língua.





Para saber mais sobre o assunto.

ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini de. Inclusão digital do professor: formação e prática pedagógica. São Paulo: Editora Articulação 2006.

Apostila de Libras – DERDIC/PUC, 2009

Acessibilidade Brasil www.acessobrasil.org.br Brasil, Lei n. 10.48, de 8 de novembro de 2000.

Brasil, Lei nº 10.48, de 8 de novembro de 2000.

Brasil, Lei nº 10.098 de 19 de dezembro de 2000.

Brasil, Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002.

Brasil, Decreto nº 5626, de 22 de dezembro de 2005.

FELIPE, Tanya A. Libras em contexto: Curso básico, livro do estudante cursista. Brasília: Programa Nacional de Apoio à Educação dos Surdos, MEC; SEESP, 2001.

GOVERNO FEDERAL. BRASIL. MEC. Decreto n. 5626, de 22 de dezembro de 2005.


www.ines.gov.br                            


LIBERALESSO, Paulo. Estudo etiológico e legislativo sobre a surdez. Curitiba:  Editoração Científica UTP (Universidade Tuiuti do Paraná), 2011.

MANTOAN, Maria Teresa Eglér et alii. Inclusão escolar: pontos e contra pontos. São Paulo: Summus, 2006.

Nova Escola Fundação Victor Civita Abril. Inclusão Nota Dez janeiro/ fevereiro 2011 www.ne.org.br

QUADROS, Ronice Muller de, Alfabetização e o ensino da Língua de Sinais. Textura, Canoas, n.3, p. 53 – 62, 2000.

Revistainclusão@mec.gov.br

SANCHO, Juana M. Para uma Tecnologia educacional. trad. Beatriz Affonso Neves. Porto Alegre RS Br Art Méd. 1998.

SANTANA, Ana Paula. Surdez e linguagem: aspectos e implicações neurolinguísticas. São Paulo: Plexus, 2007.

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO – SÃO PAULO (ESTADO) Leitura, escrita e surdez/  CENP/CAPE; organização, Maria Cristina da Cunha Pereira. – 2. ed. – São Paulo: FDE, 2009.

SKLIAR, Carlos. Atualidade da Educação Bilíngue para Surdos. Porto Alegre: Mediação, 1999.





Texto: Maria Aparecida da Silva Alves de Moraes.

Pós-Graduanda em Psicopedagogia Institucional pelo INEC/UNICSUL.