Curiosidades e tudo que você sempre quis saber...


Para entender a história... é uma publicação técnico-científica on-line independente brasileira, indexada pelo IBICT, Latindex, CNEN e LivRe; no ar desde sexta-feira 13 de Agosto de 2010.
Não possui fins lucrativos, seu objetivo é disseminar e difundir o conhecimento através de artigos com qualidade acadêmica e rigor cientifico, mas linguagem acessível ao grande publico.

Periodicidade: Semestral (edições em julho e dezembro) a partir do inicio do ano de 2013.
Mensal entre 13 de agosto de 2010 e 31 de dezembro de 2012.

Livros com preços promocionais a partir de 4,99.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Balanço do mês de fevereiro de 2012 - Para entender a história...


Para entender a história... ISSN 2179-4111. Ano 3, Vol. fev., Série 29/02, 2012, p.01-03.


No mês de fevereiro, retomando o ano letivo, recebemos 106.556 visitas, totalizando, desde 13 de agosto de 2010, mais de 1.200.000 acessos em 1 ano e 7 meses de vida da publicação.



O ápice de acessos do mês de fevereiro foi registrado no dia 29, quando tivemos mais 5.000 visitantes em único dia.


Neste mês recebemos e publicamos oito colaborações de autoria de:
1. Andréa Limones de Oliveira - A importância da ludicidade no ensino da matemática nas séries iniciais.

2. Cintia Gonçalves Landulfo Beviani - Brincar na Escola.

3. Danielle Conceição de Luna - A importância do lúdico no processo de aprendizagem.

4. Elaine Cristina Reis Silva - Perspectivas do professor com relação à integração da família do educando ao ambiente escolar.

5. Maria Verônica Freire Sapucaia Teles - O protagonismo juvenil e a formação de agentes culturais na escola.

6. Reginaldo Pereira de Jesus - O papel da psicopedagogia na Instituição Escolar.

7. Renata Aparecida Beviani de Souza - Atividade Lúdica em Psicopedagogia: o jogo e a aprendizagem.

8. Rosalina Silva Mendes - Estudando livros didáticos de língua portuguesa enquanto intermediadores do conhecimento das séries iniciais do ensino fundamental.



Aproveitamos a oportunidade para agradecer, como sempre, as colaborações e parabenizar todos que já participaram pelos textos, estendendo o convite aos demais leitores para remetam artigos para submissão.

A publicação tem se tornado em espaço de divulgação de trabalhos desenvolvidos em cursos de pós-graduação, por este motivo, devido ao aumento significativo no volume de textos remetidos, temos registrado algum atraso e certa demora na publicação.
Pedimos paciência aos colaboradores.

Os interessados devem enviar artigos dentro dos parâmetros fixados nas normas de publicação disponíveis no link “Colaborações”.

Como já salientado, uma novidade é a vinculação da publicação com cursos extracurriculares que emitem certificado, assinados pelo editor, alguns gratuitos e outros com valores reduzidos que irão ajudar a manter o site funcionando.
Para participar de um destes cursos basta utilizar o link em vermelho que remete aos cursos no inicio da página no canto direito, abaixo do contador; ou ao final dos artigos e ainda no rodapé, antes das palavras-chave.
Contamos com a colaboração dos leitores para ajudar a manter os custos de Para entender a história...
Gradualmente mais cursos serão oferecidos, inclusive gratuitos que servem de amostra para que o leitor possa verificar a qualidade e eficácia do método pedagógico.


Mudando o foco, como sempre, outro dado interessante em fevereiro foi o aumento no número de seguidores, subiu de 175 pessoas para 191.
Para os leitores que ainda não estão seguindo a publicação, lembramos que basta clicar no link “participar deste site” e aceitar as orientações decorrentes.
Os seguidores ficam informados sobre atualizações e ajudam a trazer maior prestigio a publicação com sua ilustre presença.

Neste mês de fevereiro, as postagens mais populares, respectivamente, com o nome do autor e numero de acessos, foram:

01. Educação, família e sociedade: Fábio Pestana Ramos (15.920).
02. A revolução francesa foi causada pela fome: Fábio Pestana Ramos (10.065).
03. O imperialismo europeu no continente africano: Victor Mariano Camacho (7.069).
04. Periodização e História: Fábio Pestana Ramos (5.832).
05. A educação no Brasil Império: Fábio Pestana Ramos (4.751).
06. A passagem da antiguidade para o feudalismo: Fábio Pestana Ramos (3.760)
07. História e Geografia e sua importância em sala de aula: Fábio Pestana Ramos (3.704).
08. A formação do planeta terra e características geográficas: Fábio Pestana Ramos (2.511).
09. História do analfabetismo no Brasil: Fábio Pestana Ramos (1.815).
10. Três arquivos portugueses: Fábio Pestana Ramos (998).

Lembramos novamente que no mês de novembro de 2011 a sistemática de publicações foi parcialmente alterada, o editor passou a publicar apenas um artigo no inicio do mês, abrindo a edição do volume, independente do dia da semana, esporadicamente publicando outros artigos aos sábados.
As segundas-feiras e terças-feiras ficaram destinadas à publicação de colaborações, abrindo um espaço maior para divulgação de artigos de leitores.
As quartas-feiras e quintas-feiras ficaram reservadas para a publicação de artigos de membros do conselho editorial e convidados.


Agradecemos os leitores e desejamos um bom divertimento.

Prof. Dr. Fábio Pestana Ramos.
Editor de Para entender a história...

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Estudando livros didáticos de língua portuguesa enquanto intermediadores do conhecimento das séries iniciais do ensino fundamental.


Para entender a história... ISSN 2179-4111. Ano 3, Vol. fev., Série 28/02, 2012, p.01-12.

O presente artigo faz parte da Monografia de Conclusão de Curso de Pós-Graduação em Psicopedagogia Institucional pelo INEC/Universidade Cruzeiro do Sul, orientada pelo Prof. Dr. Fábio Pestana Ramos.
                                            

Os livros servem de apoio e diretrizes para que o professor possa estabelecer um trabalho junto aos seus alunos.
È importante que se estude o livro previamente, assim percebendo se ele está de acordo com as “Orientações Curriculares” para o ano e série a ser trabalhado.
O programa tem com objetivo contribuir na aprendizagem dos alunos e na reflexão do conteúdo para a compreensão geral.
O professor como mediador, deve planejar as aulas, procurar outros recursos que complemente os conteúdos a ser ensinado elaborar pesquisas e integrar as atividades dos livros com as experiências que propõem aos seus alunos.
È fundamental o planejamento, ele permite que o professor elabore atividades de fácil compreensão para os educando possibilitando um aprendizado de qualidade em cada semestre do ano letivo, nas séries iniciais do ciclo 1.
Para isso o professor deve proporcionar boas situações que promovam, levando-os ao domínio da leitura e da escrita.
Os livros didáticos atuais e as Orientações Curriculares, os trabalhos dos professores contribuem na elaboração dos projetos pedagógicos, abordam e auxiliam sobre todas as questões do ensino e propõem parcerias com órgãos competentes.
Outra questão importante é a necessidade do acompanhamento da comunidade escolar, pois precisam ter acesso mais freqüente aos conteúdos propostos acerca da teoria e aprendizagens significativas para seus filhos, além do dever de acompanhar o seu desempenho na escola.
Enfim, os livros didáticos de Língua Portuguesa, enquanto intermediadores do conhecimento estabelecem uma relação entre a teoria e a prática pedagógica entra de um contexto plural aos interesses de diversas naturezas culturais e políticas acreditando e investindo na formação do cidadão como um todo. 


JUSTIFICATIVA.
È necessário que a formação do professor seja completa, para saber lidar com todas as situações referentes às diferenças, reestruturar as escolas de modo que respondam com flexibilidade as necessidades de todas as crianças.
As experiências dos professores devem ser consideradas para contribuir com a prática.
Assim sendo para se adaptar a nova realidade educacional é preciso diferenciar-se e a melhor forma de fazer isso é incorporar na sua prática de ensino o que o guia de Orientações Curriculares nos trás; sugestão nos trabalhos de alfabetização, que possibilitam a flexibilidade, estimule o entendimento e permita a interação total com a prática.
Sem conscientização e reflexão não há proposta educacional que seja bem sucedida.                    


OBJETIVOS.
Este estudo tem como objetivo pesquisar livros didáticos da Língua Portuguesa das séries iniciais do Ensino Fundamental, adquirir conhecimentos, enfocarem a importância do professor no convívio social do cotidiano, educador comprometido com o trabalho pedagógico com o ensino-aprendizagem dos alunos.
Trabalhar as competências sociais, desenvolver inclusão da família a escola, conhecer seus interesses e preferências, facilidade e dificuldades, como é seu grupo social fora e dentro da escola, os principais objetivos contribuir para o fortalecimento da organização escolar dando à colaboração a grande equipe pedagógica.
Apoiar os professores nas tarefas de desenvolver as competências da leitura e da escrita, visando não somente a melhoria dos desempenhos dos alunos, mas o desenvolvimento pleno da pessoa humana, também objetiva-se metodologias e conteúdos do Ensino Fundamental nas séries iniciais do ciclo I Para o melhor desempenho dos alunos.         


EXPECTATIVAS DE APRENDIZAGEM REFERENTE ÀS DIFERENTES ÀREAS DE CONHECIMENTO.         
“(...) A forma de planejar o trabalho em sala de aula, organizando e agrupando conteúdos, tem enorme importância ,por que a decisão que se toma , condiciona também as relações que o aluno pode estabelecer em sua aprendizagem. Especialmente nos anos iniciais do Ensino Fundamental, parece bastante conveniente superar fronteiras, sempre artificiais, dos conhecimentos especializados e buscar integração de conteúdos diversos em unidades coerentes que apóiem também uma aprendizagem mais integrada pelos estudantes e não meros retalhos de saberes justapostos, tanto no interior de cada área de conhecimento como na articulação de conhecimentos de áreas diversas” (Orientações Curriculares: 2007, p30-3I).

LINGUA PORTUGUESA.
“(...) É pela linguagem que as pessoas expressam idéias, pensamentos e intenções, estabelecem relações interpessoais, se influenciar uma com as outras, alterando suas representações da realidade da sociedade e o rumo de suas ações, É pela linguagem também que se constroem quadros de referencias culturais, representações, mitos, conhecimento, cientifico, arte e concepções ideológicas. Interagir pela linguagem significa realizar uma atividade discursiva: dizer alguma coisa a alguém, de determinada forma, em certo contexto histórico e circunstancias de interlocução. São nas práticas sociais em situações linguisticamente significativas, que se dão expansão da capacidade de uso da linguagem e construção ativa de novas capacidades que possibilita o domínio cada vez maior de diferentes padrões da fala e da escrita. O ensino de Língua Portuguesa, dessa forma, deve se der num espaço em que as práticas de uso da linguagem sejam compreendidas em sua dimensão histórica em que a necessidade de análise e sistematização teórica dos conhecimentos lingüísticos decorra dessas mesmas práticas. Entretanto, as práticas de linguagem que ocorre no espaço escolar diferem das demais porque deve, necessariamente, tomar a linguagem como objeto de reflexão, de maneira explicita e organizada, de modo a construir, progressivamente, categorias explicativas de seu funcionamento que permitirão aos estudantes o desenvolvimento da competência discursiva para falar, escutar, ler e escrever nas diversas situações de interação” (Orientações Curriculares: 2007, p.31-32).

OBJETIVO GERAL DA LÌNGUA PORTUGUESA PARA O ENSINO FUNDAMENTAL.
Em decorrência dessa concepção de linguagem e de ensino e aprendizagem, em LÍNGUA Portuguesa, espera se que nos diferentes anos do Ensino Fundamental o estudante amplie o domínio ativo do discurso nas diversas situações comunicativas, sobretudo nas instâncias públicas de uso da linguagem, de modo a possibilitar sua inserção efetiva no mundo da escrita, ampliando as possibilidades de participação social no exercício da cidadania.

Para tanto, a escola deverá organizar um conjunto de atividades que, progressivamente, assegure ao estudante:
1.                  Utilizar a linguagem na escuta e produção de textos orais e na leitura e produção de textos escritos, de modo a atender as múltiplas demanda sociais, responder diferentes propósitos comunicativos e expressivos.
2.                  Utilizar a linguagem para estruturar a experiência e explicar a realidade; operando sobre as representações construídas em várias áreas do conhecimento.
a)      Sabendo como proceder para ter acessos ás informações contido nos textos compreende-las e fazer uso delas, reconstruindo o modo pelo qual se organizam em sistemas coerentes.
b)      Sendo capaz de operar sobre o conteúdo representacional dos textos, identificando aspectos relevantes, organizando notas, esquemas etc.
c)      Aumentando e aprofundando seus esquemas cognitivos por meio da ampliação do léxico e de suas respectivas redes semânticas.
3.                  Analisar criticamente os diferentes discursos, inclusive o próprio, desenvolvendo a capacidade de avaliação nos textos:
a)      Contrapondo sua interpretação da realidade a diferentes opiniões;
b)      Inferindo as possíveis intenções do autor marcadas no texto;
c)      Identificando referências intertextuais presente no texto;
d)     Identificando e repensando juízos de valor. Tanto socioideológicos (preconceituosos ou não) quanto histórico-culturais (inclusive estéticos), associados á linguagem e a língua;
e)      Reafirmando sua identidade pessoal e social;
4.                  Usar os conhecimentos adquiridos por meio da prática de análise lingüística para expandir sua capacidade de monitoração das possibilidades de uso da linguagem; ampliando a capacidade de análise crítica.


CRITÈRIOS PARA A SELEÇÂO DE EXPECTATIVAS EM LÌNGUA PORTUGUESA.
Em consonância á concepção de linguagem e de Ensino e aprendizagem e tendo como referência os objetivos da área, em Língua Portuguesa orientou-se a definição das expectativas de aprendizagem para os anos iniciais do Ensino Fundamental em torno do uso das modalidades oral (fala e escuta) e da linguagem (leitura e produção escrita) e o da análise e reflexão sobre a língua e a linguagem, em que se abordam, prioritariamente, os aspectos envolvidos na linguagem que se usa para escrever e ainda o da aquisição do sistema da escrita alfabética e dos padrões da escrita em que se reflete a respeito de como a escrita representa a fala. (Orientações Curriculares: 2007, p.32-33).                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              
  
Sintetizando, o que dissemos até aqui em um quadrado:
MODALIDADE ESCRITA

Leitura
Produção escrita

Análise e reflexão sobre a língua e a linguagem

MODALIDADE ORAL

Escuta / produção oral

Sistema de escrita alfabética / Padrões da linguagem escrita
    
Neste documento, entende-se que tanto a aquisição do sistema de escrita como o domínio da linguagem escrita em seus diversos usos sociais são aprendizagens simultâneas.
A tarefa da escola é assegurar a condição básica para o uso da língua escrita, isto é, a apropriação do sistema alfabético, que possibilita aos estudantes ler e escrever com autonomia.
Mas é também introduzi-los na cultura escrita, isto é criar as condições para que possa conviver com as diferentes manifestações da escrita na sociedade e, progressivamente, ampliar as suas possibilidades de participação nas práticas sociais que envolvem a leitura e a produção de texto.
O desafio é, portanto alfabetizar em um contexto de letramento.
Tanto os saberes sobre o sistema de escrita como aquele sobre a linguagem escrita devem ser ensinados e sistematizados.
Não é suficiente a exposição dos estudantes aos textos para que aprendam como o sistema de escrita funciona ou para que aprendam a escrever textos expressivos ajustados ás expectativas do contexto se produção.
É preciso planejar uma diversidade de situações que permitam, em diferentes momentos, dirigir os esforços ora para aprendizagem do sistema de escrita alfabética (correspondência entre letras e sons) ou, tão logo estejam alfabetizados, para a dos padrões da escrita (ortografia, concordância, pontuação, acentuação etc.), emprego das palavras, recursos estilísticos etc.

Considerando que os modos de utilização da linguagem variam nas diferentes esferas da atividade humana, procurou-se também organizar as expectativas de aprendizagem em torno da seleção de determinados gêneros de textos de uso social mais freqüente cujo grau de complexidade os torna acessíveis ás possibilidades dos estudantes do ciclo I. Para introduzir a criança no mundo da escrita e ampliar suas possibilidades de comunicação oral, optou-se por assegurar que pudesse vivenciar a diversidade das práticas de linguagem prese4nte nas seguintes esferas de circulação de textos” (Orientações Curriculares: 2007, p.34).


ESFERA DE CIRCULAÇÂO PRIMEIRA SÈRIE DO CICLO I.
Cotidiano-Bilhete e recado
Escolar – diagrama e explicação
Jornalística- Legenda/
Comentário de noticia
Literária (prosa-) conta de repetição
Literária (verso) Parlenda /regras de jogos e brincadeiras



Situações didáticas que a rotina deve contemplar
Situação Didatica
Objetivos
(o que os alunos aprendem e como)
Exemplos de algumas atividades
Freqüência
O que é importante cuidar e observar
Leitura realizada pelo professor
·  Compreender a função social de escrita.
·  Ampliar o respeito lingüístico.
·  Conhecer diferentes textos e autores.
·  Aprender comportamentos leitores.
·  Entender a escritura como forma de representação.
Leitura em voz alta realizada
Pelo professor:

·  Textos literários:
·  Jornalísticos e sobre curiosidades (científicos e históricos).

Diário-texto literário.

Semanal-jornal e cientifico.

Oferecemos textos de qualidade literária em seus suportes reais.

Ler com diferentes propósitos.

Além das crianças se debruçarem em gêneros que se desdobram em projetos ou seqüências didáticas, entende-se que elas precisam também participar de intercâmbios orais ou da leitura e da produção de textos numa dimensão mais horizontal em atividades permanentes ou ocasionais, que também permitem a elas freqüentar a escrita e ampliar seu repertório textual.


ESFERA DE CIRCULAÇÂO SEGUNDA SÈRIE DO CICLO 1.
Cotidiana- Receita
Escolar- Verbete de curiosidades / explicação
Jornalística Manchete/ noticia televisiva e radiofônica
Literária (prosa) Conto tradicional
Literária (versos) Cantigas / regras de cirandas e brincadeiras cantadas.

LINGUA PORTUGUESA
Expectativa de aprendizagem

Relacionar a receita á situação comunicativa e ao suporte em que circula originalmente, estabelecer a relação entre titulo, corpo de texto, imagens, seqüência temporal.
Inferior as palavras.
Conteúdos
Leitura escrita diferentes gêneros textuais.
Compreensão e interpretação do texto e do contexto.
Fazer relação entre o texto e a ilustração.
Identificar no texto elementos organizacionais de uma receita, lista bilhete e carta. 
Ordem alfabética, letra maiúscula inicial e nomes próprios.
Segmentação de palavras e frases.
Ortografia.
Estratégias metodológicas
Leitura de diferentes gêneros textuais, listas, Parlendas, noticias de jornais e revistas, receitas, Uso dos meios de comunicação como televisão, bilhetes e cartas.
Livro didático.
Poema fabula.
Projeto: Chácara encantada
Recursos materiais
Caderno de apoio.
Quadro branco.
Jornais e revistas.
Livro didático e paradidático.
Receitas, cartas e bilhetes.
Avaliação
Material impresso.
Sondagens
Leitura.
Produção de textos.
Observação individual, duplas e grupos.

Enfim aprender a ler a escrever não é um processo que se encerra quando o aluno domina o sistema de escrita e já é capaz de decifrar as letras ou de escrever do próprio punho.

“Aprender a ler e a escrever é um processo que se prolonga por toda a vida, com a crescente ampliação das possibilidades de participação nas práticas que envolvem a língua escrita e que se traduzem na capacidade de ler criticamente artigos publicados em jornais, expressar publicamente suas opiniões, ser bem sucedidos em seus estudos, apreciar contos, poemas etc.
Sabe-se que o aceso á cultura escrita é interditado a muitos brasileiros. Sabe-se também que há uma forte correlação entre o convívio com textos e as possibilidades de sucesso na construção de conhecimentos sobre a língua escrita. Por essa razão, a escola pública tem o dever de impedir que a criança com menos acesso á cultura escrita fracassem no início da escolaridade. São elas as que mais necessitam frequentar uma escola que ofereça práticas sociais de leitura e escrita” (Orientações Curriculares: 2007, p.36).

Para Vygotsky, a aprendizagem sempre inclui relações entre as pessoas.
Segundo a tradição marxista, Vygotsky considera que as mudanças que ocorrem em cada um de nós têm sua raiz na sociedade e na cultura.
A relação do individuo com o mundo está sempre mediado pelo outro.
Para fazer a mediação, o homem também se utiliza de instrumentos, como por exemplo, o machado para o lenhador.
No campo psicológico, o homem também se utiliza de instrumentos, só que agora chamados de “signos” que por sua vez também são por Vygotsky chamados de “instrumentos psicológicos”.
O signo é uma marca externa que auxilia o homem em tarefas que exigem memória ou atenção. Ex: fazer uma lista de compras por escrito.
Com o tempo, a utilização de marcas externas vai dar lugar a processos internos de mediação, chamados de processo de internalização.
As possibilidades de operação mental não constituem uma relação direta com o mundo real fisicamente presente; a relação é mediada pelos signos internalizados que representam os elementos do mundo, libertando o homem da necessidade de interação concreta com os objetos de seu pensamento.
Um dos instrumentos básicos que temos é a linguagem, onde Vygotsky trabalha com duas funções básicas: intercâmbio social- criação e utilização de sistemas de linguagem: que o homem utiliza para se comunicar com os seus semelhantes; e o pensamento generalizante, onde a linguagem ordena o real, agrupando todas as ocorrências de uma mesma classe de objetos, sob uma mesma categoria conceitual.
Antes de o pensamento e a linguagem se associarem, existe, uma fase pré-verbal e uma fase pré-intelectual.
Após, os processos de desenvolvimento do pensamento e da linguagem se unem, surgindo assim o pensamento verbal e a linguagem intelectual.
Podemos ainda dizer que é no significado da palavra que o pensamento e a fala se unem em pensamento verbal, mas não podemos nos esquecer que os significados continuam a ser transformados durante todo o desenvolvimento do individuo.
Deste modo é a função generalizante da linguagem que a torna um instrumento do pensamento.
A partir das concepções descritas acima, Vygotsky construiu o conceito de zona de desenvolvimento proximal, que é a distancia entre o nível de desenvolvimento real, que se costuma determinar através da solução independente de problemas pela criança, e o nível de desenvolvimento potencial, determinado pela solução de problemas sob a orientação de um adulto, ou em colaboração com companheiros.
Concluímos assim dizendo, que para Vygotsky, as relações entre aprendizagem e desenvolvimento são indissociáveis.
Comparando a teoria de Piaget e a de Vygotsky, poderemos notar as diferenças existentes entre elas.
Entre estas diferenças podemos destacar que a teoria de Piaget é construtivista, com ênfase no papel estruturante do sujeito, e também que Piaget reformou em bases funcionais as questões sobre pensamentos e linguagem.
Por ser ao mesmo tempo pensador e cientista experimental, a Piaget interessava uma visão transformadora da epistemologia.
Apesar de a teoria de Vygotsky também apresentar um aspecto construtivista, seria na medida em que busca explicar o aparecimento de inovações e mudanças no desenvolvimento a partir do mecanismo de internalização.
Por outro lado, Vygotsky enfatiza o aspecto interacionista, pois considera que é no plano intersubjetivo, isto é, na troca entre as pessoas, que tem origem às funções mentais superiores, que são mecanismos psicológicos complexos, que envolvem controle consciente de comportamento, ação intencional e liberdade do individuo em relação às características do presente momento.
A teoria de Piaget também apresenta a dimensão interacionista, mas sua ênfase é colocada na interação do sujeito com o objeto físico, onde a criança observando este objeto ela vai aprender a afirmar unicamente o que ela percebe, a distinguir o que é real do que é produto da imaginação e conseqüência da afetividade, que influencia seu juízo; e, além disso, não está clara em sua teoria a função da interação social no processo de conhecimento.
Para Piaget, a criança se apodera de um conhecimento se “agir” sobre ele, pois aprender é modificar, descobrir, inventar.
Para Vygotsky, a aprendizagem sempre inclui relações entre as pessoas.
A relação do individuo com o mundo está sempre mediado pelo outro. Este processo de mediação, ou melhor, dizendo os mediadores sempre vai estar entre o homem e o mundo real, estes mediadores são: Instrumentos e Signos.
Os estudos de Vygotsky sobre a aquisição de linguagem como fator histórico e social enfatizam a importância da interação e da informação lingüística para a construção do conhecimento.
O centro do trabalho passa a ser, então, o uso e a funcionalidade da linguagem, o discurso e as condições de produção.
Já para Piaget o desenvolvimento cognitivo se dá pela assimilação do objeto de conhecimento a estruturas anterior presentes no sujeito e pela acomodação dessas estruturas em função do que vai ser assimilado.
A adaptação – que envolve a assimilação e a acomodação numa relação indissociável – é o mecanismo que permite ao homem não só transformar os elementos assimilados, tornando-os parte da estrutura do organismo, como possibilitar o ajuste e a acomodação deste organismo aos elementos incorporados.
Quando o campo afetivo está afetado a adaptação não acontece, à criança assimila, pode até acomodar, mas a adaptação vai estar cortada.
Outro fator desenvolvido na teoria de Piaget é a maturação, onde se acreditava que o desenvolvimento estivesse predeterminado e, o seu afloramento, vinculado apenas a uma questão de tempo.
Por sua vez Vygotsky criticou severamente este fator, pois acreditava que o desenvolvimento tinha sua origem nas capacidades humanas.
Outra divergência que notamos claramente é a respeito da fala egocêntrica.
Enquanto que para Piaget é uma transição entre estados mentais individuais não verbais, de um lado, e o discurso socializado e o pensamento lógico de outro.
Para Vygotsky está claramente associada ao pensamento e indica que a trajetória da criança vai dos processos socializados para os processos internos.
Desta forma, podemos dizer que para Vygotsky, o desenvolvimento é um processo que se da de fora para dentro, já para Piaget, o desenvolvimento se da de dentro para fora.

           
A ORGANIZAÇÃO DE UMA ROTINA DE LEITURA E ESCRITA.
Segundo o texto do Projeto toda força do primeiro ANO (TOF) Organizar uma rotina semanal de leitura e escrita é fundamental para orientar o planejamento e o cotidiano da sala de aula, ela se expressa na forma como são organizados o tempo, o espaço, os materiais, as propostas e intervenções do professor e revela suas intenções educativas.
Nessa proposta de alfabetização, a rotina deve contemplar situações didáticas de reflexão sobre o sistema de escrita alfabético e a apropriação de linguagem que se escreve.
Deve haver uma diversidade de atividades com diferentes propósitos e, ao mesmo tempo, uma repetição delas para que o desempenho dos alunos seja cada vez melhor.
Não é preciso inventar novas atividades a cada dia, mas é importante variar o gênero que vai ser trabalhado (contos, par lendas, listas, poemas, textos instrucionais etc) e o tipo de ação que o aluna vai fazer em cada texto.


AS PRÀTICAS SOCIAIS DE LEITURA E DE ESCRITA NA ESCOLA.
Emília Ferreiro na tradição escolar o aprendizado da decifração foi muito tempo definido como conteúdo de leitura.
Emitir sons para cada uma das letras era uma situação vista como ilustrativa da aprendizagem da leitura.
Hoje sabemos que não basta ler um texto em voz alta para compreender o seu conteúdo, e que decifração é apenas uma das muitas competências envolvidas na leitura.
Ler é acima de tudo, atribuir significado.
Além disso, se queremos formar leitores plenos, usuários competentes da leitura e da escrita em diferentes esferas e participantes da cultura escrita, não podemos considerar o suficiente para assinar o nome e tomar o ônibus.
Não estamos falando de uma tarefa simples ela implica a redefinição dos conteúdos de leitura e de escrita.
Não se trata mais de ensinar a língua, com regras e em partes isoladas, mas de incorporar as ações que envolvem textos e ocorrem no cotidiano de um centro urbano como São Paulo.
No dia a dia, nós lemos com os mais diferentes propósitos obter informações sobre a atualidade, localizar endereços e telefones, preparar receita, saber noticias de pessoas queridas, e também para tomar decisões, pagar contas, fazer compras, viver situações de diversas e de emoção.
E a escrita por sua vez, é usada nas mais variadas situação com diferentes intenções e para nos comunicarmos com distintos interlocutores dar noticia a pessoas distantes, fazer uma solicitação ou reclamação, não se esquecer de que é preciso comprar, prestar conta do trabalho feito, arrotar um recado e assim por diante.
Tais ações podem e devem ser aprendidas, para que se traduzam em comportamentos de leitor e de escritor.
E esses comportamentos precisam ser ensinados.
Claro que é necessário aprender o sistema de escrita e seu funcionamento, mas como já foi dito no volante I do guia para o planejamento do professor alfabetizador, essa aprendizagem pode ocorrer em situações mais próximas das que são vividas na pratica, e com textos de verdade, escritos com a intenção de comunicar algo.
Trata-se, portanto, de trazer para dentro da escola a escrita e a leitura que acontece fora dela.
Trata-se de incorporar na rotina a leitura feita com diferentes propósitos e a escrita produzida, com distintos fins comunicativos, para leitores reais.
Trata-se enfim, de escrita presente na escola se aproxime ao máximo da versão social, para que nossos alunos se tornem verdadeiros leitores e escritores.

“Segundo a leitura do texto de Psicologia da Aprendizagem, a Aprendizagem é o processo através do qual a criança se apropria ativamente do conteúdo da experiência humana, daquilo que seu grupo social conhece. Para que a criança aprenda, ela necessitará interagir com os outros seres humanos especialmente com os adultos e com outras crianças mais experientes. Nas inúmeras interações em que se envolve desde o nascimento, a criança vai gradativamente ampliando suas formas de lidar com o mundo e vai construindo significados para suas ações e as experiências que vivem. È com o uso da linguagem, esses significados ganham maiores abrangências, dando origem a conceitos, ou seja, significados partilhados por grande parte do grupo social. A linguagem, além disso, irá integrar-se ao pensamento; formando uma importante base sobre qual se desenvolverá o funcionamento intelectual” (DAVIS CLAUDIA: 1992, p.20).

Nestes contextos lidos compreendi que a criança possui conhecimentos adquiridos no seu convívio social, no ambiente e meio que elas estão inseridas, elas aprendem no seu cotidiano lendo jornais revistas ate mesmo leitura dos produtos em suas embalagens, tudo isso faz com que as crianças internalizam saberes que são acrescentados nas suas aprendizagens.
O trabalho da educação e escolarização prolonga-se por toda vida, é a condição do professor atuar sua metodologia de acordo com a idade da criança desenvolvendo maneiras adequadas a cada faixa etária no ensino aprendizagem estabelecendo vínculos entre o aluno e o professor, os colegas, com a formação das duplas e os instrumentos que utilizam em sua aprendizagem.
O sucesso dos alunos é coordenado pela inteligência em que cada aprendiz possui uma forma diferenciada ao aprender umas com as outras.
A criança estabelece entre si a amizade se socializa na sua interação os conteúdos variam nos diferentes contextos de conformidade ao grupo que ela está inserida.
As brincadeiras favorecem o desenvolvimento da imaginação.
O lúdico como facilitador no processo da aprendizagem.
È fundamental que a criança seja estimulada em sua criatividade e que seja respondida as suas curiosidades por meio de descobertas concretas, desenvolvendo a sua autoestima, criando em si uma maior segurança.
O lúdico é assunto que tem conquistado principalmente na educação infantil por ser o brinquedo a essência da infância e seu uso o seu uso permite o trabalho pedagógico à produção do conhecimento da aprendizagem.


CONCLUINDO.
Algumas expectativas de aprendizagem que o professor deve ter para que os alunos possam obter bons aproveitamentos nas atividades dadas em sala de aula.
O professor observar cada um dos seus alunos para saber o seu grau de aproveitamento afim de que cada vez mais se aprofundem o que já aprenderam no decorrer do ano letivo.
A pesquisa me deu oportunidade de conhecer melhor as propostas da s “Orientações Curriculares” de ensino de Língua Portuguesa o trabalho desenvolvido na prática e teoria do ensino-aprendizagem, da linguagem oral e escrita os seus objetivos e finalidades, os recursos didáticos utilizados, a organização do tempo e do ambiente, a participação do aprendiz e do professor e os critérios de avaliação.
A tarefa de alfabetização é da escola, mas quando há envolvimento da família os resultados de aprendizagem tendem a ser melhor.
A criança quando inicia nas séries iniciais a adequação das exigências é mareada por muitas expectativas.
É preciso respeitar a fase de aprendizagem delas para não exigir em demasias, pois a escrita está presente em muitos lugares ao seu redor interessa-se pelo mundo das histórias contadas pelos pais, irmãos, meios de comunicação, TV, jornais, etc.
O trabalho com livro didáticos de Língua Portuguesa é muito importante e facilitador para o professor como mediador do ensino-aprendizagem.
A alfabetização nesse trabalho a linguagem deve está presente em toda sua dimensão discursiva a metodologia tanto os textos orais e escrito nas séries inicias do Ciclo I do Ensino Fundamental da Rede Pública.
Algumas expectativas de aprendizagem que o professor deve ter para que os alunos possam obter bons aproveitamentos nas atividades dadas em sala de aula observar o que aprenderam no decorrer do ano letivo com avaliações todos os bimestres saber se a estratégia utilizada obteve o efeito esperado na aprendizagem dos alunos conhecerem quais foram as suas maiores dificuldades.
Portanto o mais importante para o trabalho do docente, “é o ato de observar”.


PARA SABER MAIS SOBRE O ASSUNTO.
BRASIL. Orientações Curriculares: proposição de expectativas de aprendizagens do ensino fundamental; ciclo I. São Paulo: 2007.
BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacional-Ensino Fundamental I. São Paulo: Secretaria Municipal de Educação SME/DOT, Guia de Planejamento do professor Alfabetizador Primeiro e Segundo ano do Ensino Fundamental.  2006.
Davis, Cláudia. Psicologia na Educação. São Paulo: Cortez, l992.
VYGOTSKY, L. A Formação Social da Mente. São Paulo: Martins Fontes, 1984.


Texto: Profa. Rosalina Silva Mendes.
Pós-Graduanda em Psicopedagogia Institucional pelo INEC/UNICSUL.